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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 31.01.13

Trás outro amigo também - Mayra Andrade

 

Mayra Andrade  Trás outro amigo também

 

  

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por Augusta Clara às 21:00

Quinta-feira, 31.01.13

Este banqueiro estará bem da cabeça? É que já é difícil acreditar que seja só pouca vergonha


 

Fernando Ulrich proferiu ontem, dia 30, na SIC as afirmações que se seguem. Falou dos gregos desta forma gelada e leviana e foram, igualmente, tão miseráveis as referências ao povo português, espoliado dia a dia dos seus direitos em prol dos chorudos lucros anuais dos bancos ou da cobertura dos roubos de banqueiros, que não consegui deixar de quebrar a amenidade do entardecer para publicar as suas repugnantes declarações. Pensará ele, e os outros como ele, que iremos aguentar esta situação eternamente?

 

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por Augusta Clara às 19:00

Quinta-feira, 31.01.13

Novas cartas portuguesas (texto) - Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa

Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa  Novas cartas portuguesas

 

(Adão Cruz) 

 

 

ENTÃO?

 

saberás que me escorre dos ossos às mãos esta frieza, água do choro de olhos que já não e um pão de horror, ázimo punho sobre a fala e digo nada, tudo foi dito quando não sabíamos — longe de mais, tempo de mais suspenso o bem modesto. Não era para sorriso isto e não sabíamos. Quem louvará os filhos que não tivemos, quem visitará a casa onde no umbral, per­feita, ficámos sempre, quem me dirá mulher de todo o teu alguém, violada por virgem de só isto, dobrada de náusea no portal do templo que não pedia nem tu, expulsos e à esmola do possível, tão pobres como os mais e a mão estendida e asperamente concedido o cheio, o golpe inteiro, ao só choro de meninos à porta do quarto de um apenas casal sereno, o de nós, que de maior de nós come as entranhas, lágrimas e o frio suor da mão tolhida, que ganho é pedir paz e só ter par?

 

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por Augusta Clara às 17:00

Quinta-feira, 31.01.13

Virginia Woolf - a mulher e a escritora - Augusta Clara

Augusta Clara  Virginia Woolf - a mulher e a escritora

 

 

 

A primeira versão deste texto foi publicada no Estrolabio em 2 de Maio de 2011

 

   Virginia Woolf (1882-1941) nasceu no seio duma família inglesa da pequena aristocracia vitoriana. Quando o seu pai, Sir Leslie Stephan, filósofo erudito e uma figura tutelar algo despótica, faleceu a família mudou-se para a área londrina de Bloomsbury onde, mais tarde, haveria de formar-se o grupo com esse nome, constituído maioritariamente por elementos trazidos de Cambridge pelo seu irmão Thoby a que se juntariam os economistas Lynton Strachey e John Maynard Keynes, os escritores E.M. Foster e T.S. Eliot, os pintores Roger Fry e Duncan Grant e outros, entre os quais o próprio Leonard Woolf, historiador, com quem Virginia viria a casar-se. O círculo de Bloomsbury pretendia uma mudança na vida cultural inglesa conciliando "arte e moral", "tradição e verdade".

A acidentada vida familiar de Virginia Woolf ganhou alguma estabilidade, aos 30 anos, após o casamento, embora as crises depressivas que frequentemente a atormentavam não tivessem desaparecido. Ela e o seu marido compraram uma pequena impressora e constituiram uma editora. Mas era de escrever que Virginia gostava.

Ainda criança Virginia Woolf tinha manifestado a vontade de ser escritora. Apesar dos condicionalismos da época relativamente à educação e à vida intelectual das mulheres, a biblioteca do seu pai tinha-lhe sido franqueada sem quaisquer restrições. De inteligência brilhante, sabia-se uma privilegiada. Tinha consciência de como à generalidade das mulheres do seu tempo estava impedido o desenvolviemento intelectual e o acesso à cultura. As veementes intervenções que teve contra esse estado de coisas granjeram-lhe reacções adversas.

No livro Um quarto que seja seu, constituído por duas prelecções feitas nas universidades femininas de Newham e Girton, em Cambridge, Virginia aborda o problema da sujeição da capacidade intelectual das mulheres da sua época e da falta de condições quer financeiras quer de autonomia para poderem expressar essa capacidade. Porém, o conteúdo destas conferências nada teve de panfletário. Para abordar o tema central, ela desenvolveu a sua argumentação com fineza de raciocínio e de espírito. O conhecimento da vida, da literatura e da História estão bem patentes nestas páginas e, certamente, deliciaram quem a ouviu. Fiquemos nós, agora aqui, com algumas linhas delas extraídas:

Ao longo de todos estes séculos as mulheres têm servido de espelhos, dotados do poder mágico e maravilhoso de reflectirem a figura do homem com o dobro do tamanho normal. (...) O Czar e o Kaiser nunca teriam usado coroa, nem as perderiam. Qualquer que seja a sua utilização nas sociedades civilizadas, os espelhos são a mola essencial de todo o acto violento e heróico. (...) Este o motivo porque tanto Napoleão como Mussolini insistem com tanta ênfase na inferioridade da mulher, pois se não fossem inferiores eles deixariam de engrandecer. (...) a inquietação que sentem, ante a crítica delas; é impossível que, ao dizer-lhes que este livro é mau, este quadro é fraco ou qualquer outra coisa, deixem de ofender e irritar muito mais do que se fosse um homem a fazer uma crítica idêntica. (...) Como conseguirá pronunciar opiniões, civilizar selvagens, escrever livros, preparar-se e discursar em banquetes, a não ser que ao pequeno almoço e ao jantar lhe reste a possibilidade de se olhar ao espelho e de se ver pelo menos com o dobro da estatura?

Mas asseguro-vos que esta amostra pouco diz da totalidade desse Um quarto que seja seu, um inteligente livro de ensaios sobre o problema "A Mulher e a Ficção".

Virgínia Woolf foi principalmente romancista. Contudo, alguns dos seus contos revelam-nos bem o modo como soube captar a vida duma maneira muito própria. 

Aos 59 anos, com toda a lucidez, atormentada pela constante depressão em que mergulhava, encheu de pedras os bolsos do casaco e deixou-se ir nas águas do ri Ouse escrevendo uma carta ao marido onde explicava porque tomara aquela decisão: Tenho a certeza de que vou enlouquecer outra vez. E sinto-me incapaz de enfrentar de novo um desses terríveis períodos. Começo a ouvir vozes e não consigo concentrar-me (...). Se alguém pudesse salvar-me serias tu (...). Não posso destruir a tua vida por mais tempo.

 

Livros de Virginia Woolf publicados em Portugal:

  • Um Quarto que Seja Seu, Vega
  • Os Três Guinéus, Vega
  • A Casa Assombrada, Relógio d'Água
  • Diário, Vols. I e II, Bertrand Editora
  • Os Contos de Virginia Woolf, Relógio d'Água
  • O Quarto de Jacob, Cotovia
  • Orlando, Livros do Brasil
  • As Ondas, Col. Mil Folhas, Público
  • Rumo ao Farol, Edições Afrontamento
  • Entre os Actos, Cotovia
  • Os Anos, Moraes
  • Mrs. Dolloway, Livros do Brasil
  • A Festa de Mrs. Dolloway, Cotovia
  • Flush, Edições Afrontamento

Nota: Amanhã, à mesma hora, publicaremos a única entrevista de Virginia Woolf de que há registo sonoro.

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por Augusta Clara às 15:00

Quinta-feira, 31.01.13

Carta aberta aos portugueses que querem vir (ou já vieram) para Moçambique - Nuria Waddington Negrao

 

Nuria Waddington Negrão  Carta aberta duma moçambicana aos portugueses que tencionam emigrar para Moçambique

 

Deixem-me começar pelo óbvio:

1  Nem todos os portugueses são maus.
Eu diria até que a maioria não é!
Os portugueses são como todas as outras nacionalidades ? há de tudo!
Tenho família, amigos e conhecidos portugueses, sei muito bem que em geral estas pessoas são honestas, trabalhadoras, simpáticas, etc...

2  Nem todos os moçambicanos são bons.
Como os portugueses ? há de tudo!
Mas a maioria é boa gente!

Por isso peço desde já que me poupem a comentários sobre a qualidade dos portugueses e/ou moçambicanos.

3  Os portugueses têm o direito de emigrarem do seu país à procura de melhores condições de vida.
Este direito é válido para todas as nacionalidades!
A única reserva é que têm de respeitar as leis, costumes e cultura do país para onde forem. Se não gostam, estão livres de arrumar as malas e ir para outro país que tenha leis, costumes e cultura que mais lhes agradem.

Por isso, não me venham com papos de coitados dos ?tugas?. Eles podem vir para Moçambique quando quiserem desde que respeitem as nossas leis, costumes e cultura.

Conheço pessoas que estão a ser afetadas pela crise em Portugal, que perderam emprego ou nunca conseguiram arranjar um, simpatizo-me com elas e com as dificuldades que enfrentam neste momento. Espero do fundo do coração que arranjem um emprego com salário digno seja aonde for. No entanto, como disse muito bem o Nuno Rosario ? Moçambique não é (nem tem obrigação de ser) boia de salvação para nenhuma crise!

Além do mais, Moçambique também não está assim tão bem. Ano passado chegámos à 14ª posição na lista dos países mais pobres do mundo! http://www.therichest.org/world/poorest-countries-in-the-world/

Com um PIB per capita de $1.083,00 ($3,00 por dia por pessoa ? $1,00 acima da linha da pobreza ? em média, a maioria das pessoas vive abaixo de $1,00 por dia que é a linha da pobreza absoluta, a média nacional só fica a $3,00 porque os nossos ricos são mesmo ricos). Com 75% da população a viver de agricultura de subsistência, com um salario mínimo oficial de $60,00 por mês (aqui estão $2,00 por dia por pessoa, numa família com mais de uma pessoa fica logo menos de $1,00 por dia por pessoa)!
Moçambique não tem capacidade para resolver a situação dos portugueses e é injusto pedir isso de nós!

É normal e justo que eu, como moçambicana, me preocupe mais com os problemas dos moçambicanos que com os dos portugueses. Isto é normal para todos os moçambicanos.

4  Moçambique precisa de mão de obra qualificada.
É verdade, Moçambique não tem ainda quadros suficientes para certas posições. Precisamos de importar mão de obra qualificada e com experiência.

Mas não brinquemos, Moçambique não precisa de um influxo de 200 pessoas por mês. Moçambique não tem mercado de trabalho para dar resposta a este excesso de mão de obra. E nem todos os portugueses que estão a vir se enquadram às nossas necessidades.

Por outro lado a taxa de desemprego em Moçambique é de 30%. A maioria dos jovens moçambicanos com formação universitária tem dificuldade em arranjar empregos com um salario digno. Quase todos nós temos mais do que um emprego. Muitos criamos os nossos próprios empregos. Quase todos sentimos que o mercado está cheio, a abarrotar.

Tendo isto em conta, expliquem-me lá muito bem explicadinho aonde é que estes novos imigrantes vão trabalhar. E quanto é que vão receber? Será que vão construir casa como nós fazemos? O que eu vejo é os portugueses a chegarem e a arranjarem emprego e a terem melhores condições que nós... já disse antes e volto a dizer ? aqui há gato!

Mas também não é desta situação que quero falar. Acho que este é assunto para outra carta, outra altura.


Eu quero é falar sobre a mentalidade de muitos (não todos) portugueses no que diz respeito a Moçambique e aos moçambicanos.

Eu, desde muito pequenina, sou exposta à opinião de muitos (não todos) portugueses sobre os moçambicanos:
- somos burros, incompetentes, incapazes
- corruptos, ladrões e buçais
- ignorantes - nem sequer sabemos falar bem a língua que eles nos deram ? e preguiçosos
- tivemos a ousadia de querer ser independentes, quando obviamente não temos capacidade de auto-governação
- vamos para Portugal sem visto, quando queremos e por lá ficamos a roubar e a traficar drogas
- Portugal dá-nos tudo e mais alguma coisa com o dinheiro dos impostos que eles (portugueses) pagam ? por outras palavras vivemos às custas deles, do trabalho deles
- e destruímos a terra deles (Moçambique)!

Mas só para não dizerem que este é um mal dos portugueses que eu conheço e que não é representativo do resto da população, eu vou dar aqui exemplos de comentários que pessoas, que eu não conheço, fizeram em posts de outras pessoas no facebook. Todos os comentários são em resposta a notícias de que Moçambique está a negar entrada a portugueses em situação de visto irregular. Penso que estes comentários resumem a opinião que tenho visto expressa e exemplificam a mentalidade de que falo.

(copiei os posts na íntegra para não ser acusada de tirar as palavras do contexto em que foram ditas)

Exemplo número 1
?Eu ia de porta-helicópteros, 2 submarinos, 3 fragatas e com gente brava, tropa especial. Iam ver o que era limpar corruptos... claro, sem visto... eles iam ver o que era carimbo e afins. É certo que devíamos limpar primeiro a nossa casa mas... Moçambique é a minha terra natal.?

Este é um exemplo característico da mentalidade de que falo. Vejamos:
- Moçambique, um país soberano que nada deve a Portugal, quando se atreve a fazer valer as suas leis de imigração merece ser invadido e recolonizado
- Os invasores são melhores que nós, que afinal somos um bando de corruptos
- As nossas leis (vistos, carimbos e afins) são ridículas
- A pessoa acha que estas medidas são justas, corretas e tomam precedência a corrigir os males de casa uma vez que Moçambique é a sua terra natal - esta última frase é especial, merece um parágrafo só para ela (abaixo).

Moçambique é terra natal de TODOS os que cá nasceram. Os que escolheram ir embora depois da independência, seja por que razão for, não têm mais direitos do que os que aqui ficaram e por cá nasceram depois de eles se terem ido embora. Os moçambicanos que cá ficaram não merecem ser invadidos e recolonizados só porque os que partiram se sentem injustiçados.
Para a grande maioria dos moçambicanos a pobreza em que vivemos é preferível a voltar ao tempo de ?um menino de 15 anos chamado de senhor, um homem de 5 filhos chamado de rapaz?, tempo esse que prometemos não esquecer!
Eu entendo que para muitos portugueses o tempo que viveram em Moçambique foi idílico. Entendo que foi difícil e violento deixar tudo o que conheciam e a terra que amavam na altura da independência. Mas não sejam hipócritas ? a vossa vida boa era à custa de um sistema injusto e explorador, era à custa de suor e lágrimas de milhões de pessoas!
Moçambique conquistou a sua independência e soberania. Aprendam de uma vez por todas a respeitar esta realidade que é justa!
E se acham assim tão difícil entender que os moçambicanos querem e merecem ser independentes deixem-me lembrar-vos que vocês também lutaram pela vossa independência 2 vezes contra Espanha. Porque é que portugueses insistem em querer ser independentes de Espanha?
Nós temos o direito de ser independentes de Portugal da mesma maneira que Portugal tem o direito de ser independente de Espanha.


Exemplo número 2
?Portugal construiu infra-estruturas, perdoou divida, recebeu estudantes para os formar, pondo esses estudantes inclusivamente com prioridade em relação aos nacionais, organizou inúmeras campanhas de solidariedade, etc, etc...
Agora que o país se encontra num mau momento, tudo isso é esquecido... Enfim...
Nós temos os PALOPs como países irmãos, mas eles não nos tratam da mesma maneira.?

Portugal colonizou e explorou Moçambique e os moçambicanos por 500 anos. Quando digo explorou não estou a exagerar. A título de exemplo, a África do Sul pagava a Portugal (ao banco central de Portugal em Lisboa) metade do salario de cada mineiro moçambicano que estivesse lá a trabalhar. Vou dizer de outra maneira para ficar claro. Até à independência em 1975, trabalhadores moçambicanos pretos iam para as minas na África do Sul e só recebiam metade do seu salario, a outra metade era paga em ouro ao governo de Portugal, em Lisboa! Moçambique independente nunca viu 1 grama desse ouro. Isto é só um dos exemplos de como Portugal lucrou, e muito, à custa do suor e esforço dos moçambicanos.
Lembro mais uma vez que foram 500 anos de exploração!

Durante o tempo da escravatura Portugal raptou e vendeu 1 milhão de moçambicanos; calcula-se que para cada milhão transportado para o ?novo mundo? 3 milhões morreram durante o processo! Mesmo depois da escravatura ter acabado os moçambicanos eram obrigados a fazer trabalhos forçados, grande parte das infraestruturas referidas foi construída com mão de obra do chibalo ? trabalho forçado a que os ex-escravos eram submetidos até à independência nas colónias portuguesas (http://en.wikipedia.org/wiki/Chibalo).

Hoje os portugueses que vêm para Moçambique são em geral bem recebidos e bem tratados por todos os moçambicanos (tirando os cinzentinhos que tratam mal toda a gente); no entanto os moçambicanos que vão para Portugal são vistos como oportunistas (os estudantes) e ladrões (o resto). Não me venham falar em tratamento de irmão para irmão!

As cidades (e outras infraestruturas) que Portugal construiu em Moçambique não foi para o uso dos moçambicanos, esse ficavam nas palhotas. Portanto nem vale a pena virem-me com histórias de que estas contam como doação do povo português para o povo moçambicano.

Também não me venham dizer que nos últimos 38 anos Portugal deu a Moçambique mais do que tirou durante 500 anos. Se querem fazer contas então vamos ser sérios!

Mesmo que tudo o que o autor deste comentário diz fosse verdade, as ajudas que os portugueses deram aos moçambicanos não lhes dá o direito de agora virem ignorar as nossas leis.


Exemplo número 3
Os Tugas abrem as portas a toda a gente, mas quando é ao contrário a coisa muda de figura... todos têm direito a uma oportunidade de melhorar as suas condições de vida, desde que respeitem o país, os cidadãos e os costumes do sítio para onde vão. Não vejo qual é o mal de se ir com um visto de turismo procurar emprego... Para se ter um visto de trabalho presumo que seja necessário um contrato!?

Portugal não abre, nem nunca abriu, as portas a toda a gente. A politica de imigração oficial para Portugal sempre foi uma de entrada regulada pela emissão de um visto no país de origem. Tratar do visto para Portugal é hoje, e sempre foi, uma dor de cabeça para os moçambicanos.

Moçambique, pelo contrário, tinha aberto as portas aos portugueses que eram autorizados a obter visto de fronteira. Até que os portugueses abusaram destas facilidades tropicais e obrigaram o governo moçambicano apertar as medidas!

Os portugueses têm o direito de procurar emprego e melhores condições de vida, mas Moçambique não tem obrigação de resolver os problemas dos portugueses.

Obter autorização de entrada num país citando um objetivo quando na verdade se tem outro é no mínimo desonesto. Eu entendo que essa é a única solução em certas situações, mas por favor entendam que qualquer país tem o direito de se defender contra estes tipos de estratagemas. Da mesma maneira que Portugal se defende com as suas exigências para o visto, Moçambique também se pode e deve defender.

A imigração em massa de portugueses para Moçambique não é só um problema dos portugueses. É um problema dos moçambicanos também! É normal e justo que Moçambique esteja mais preocupado com a parte que toca aos moçambicanos do que com a parte que toca aos portugueses.


Com tudo isto eu quero dizer aos portugueses que desejam vir para cá, ou já cá estejam:
Hoyo hoyo, sejam bem vindos!
Mas não se esqueçam:

Vocês é que querem vir para cá. Vocês é que são o estrangeiro. Vocês é que têm de se adaptar.
Os moçambicanos podem ter todos os defeitos do mundo (e muitos têm). Mas vocês querem imigrar para o nosso país!

Isto não é a vossa terra. Os nossos países têm uma história infeliz. As atitudes a que me refiro acima não são só infelizes no sentido que fazem todos os portugueses parecer mal, mas são também perigosas porque remexem em ódios recalcados e os trazem ao de cima.

Batam bola baixa!

Por Nuria Waddington Negrão (https://www.facebook.com/nuria.negrao?group_id=0)

 

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por Augusta Clara às 10:00

Quarta-feira, 30.01.13

Cálice - Maria Bethânia

Maria Bethânia  Cálice

 

Maria Bethânia canta "Cálice" (Chico Buarque / Gilberto Gil) no Fantástico em 1978. A letra da música foi um protesto contra a ditadura militar no Brasil e a falta de expressão livre na época (o "cale-se")

 

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por Augusta Clara às 21:00

Quarta-feira, 30.01.13

*A depressão arrastada pelo cinzentismo do Outono - Carlos Gamito

Carlos Gamito  *A depressão arrastada pelo cinzentismo do Outono

 

 

Enquanto jornalista, com uma carreira já encarquilhada pelo tempo, não me sobra muito mais tempo.

Só me sobra tempo para recomendar ao leitor que, dentro do seu tempo, descubra tempo para ler as minhas crónicas aqui – jardimdasdelicias - semanalmente publicadas.

Nasci em Lisboa num tempo em que o próprio tempo já esbulhou esse tempo.

 

 

 

Olho-me e não me vejo.

Toco-me e não me sinto.

Será que ainda sou gente?

Se o for, tal condição está intimamente associada ao que – mesmo não o merecendo – ainda sinto por mim.

Habituei-me, mesmo considerando um hábito destituído de qualquer valor, mas habituei-me a gostar-me.

Depois do amontoamento de milhões e milhões de letras que fui transformando em palavras, umas minguadas de sentido e outras escritas em sentido contrário, foram, todavia, palavras que, no curso do estar, me ofereceram a sopa e algum conduto.

E agora?

Que horas são?

Lá fora, o fim de tarde tem a cor parda do Outono.

Sei que é Outono porque foi nesta estação do ano, em rigor no mês de Outubro, que rasguei mais um calendário a acrescer à meia tonelada de calendários entretanto já despedaçados desde o longínquo Outubro em que Deus me trouxe à Terra.

Aquele Outubro em que passei a ser mais um objecto parido.

Mas eu fui um objecto parido pelo ventre do Amor.

O ventre sagrado da minha Santa Mãe.

Não, não estou deprimido.

A minha humilde condição de coisa não me concede o direito de trilhar o percurso devastador da depressão.

Estou, apenas e só, da cor do Outono.

Cinzento.

Mas a depressão que eu não tenho, também a julgo cinzenta.

Feia.

Tão feia e tão poderosa que consegue arrastar os deprimidos para além da depressão.

Sendo a depressão corrosiva e dissecadora, escancara, desastradamente, as portadas para o acesso à negridão da cegueira comportamental.

No contexto febril e pardacento deste Outono, visualizei os agora amarelecidos girassóis que, com profunda tristeza, deixam descair as suas enormes cabeças fazendo jus à funesta coreografia desenhada pelas carpideiras.

Aferrolhado na câmara da esperança, olhei-me, toquei-me e senti-me gente capaz de galgar – sem contudo macerar as folhas desprendidas de cada árvore – o cinzentismo da época e enlaçar a vindoura estação do ano onde brotam as flores que balsamizam o majestoso sentimento do Amor.

 

*Escrito para integrar as Crónicas Submersas

 

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por Augusta Clara às 17:00

Quarta-feira, 30.01.13

Lançamento de "O Fabuloso Faro do Mastim" de Jorge Almeida, jornalista da RTP

"Depois de dezasseis anos dedicados à Grande Reportagem, decidi aceitar um novo desafio: escrever um livro infantil. Chama-se "O Fabuloso Faro do Mastim". Era para ser lançado antes do Natal mas devido ao volume de publicações decidimos publicá-lo no inicio do mês de Fevereiro. Desde já ficam todos convidados para o lançamento no dia 2 de Fevereiro de 2013. Um abraço."

 

 

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por Augusta Clara às 15:00

Quarta-feira, 30.01.13

Morreu Jaime Neves

 
Publicado na página do facebook de Cantigas do Maio
 
 
   Morreu Jaime Neves, o antigo comandante do Regimento de Comandos da Amadora que, sob a direcção militar de Ramalho Enes, em nome do Grupo dos Nove, matou o PREC... (Período Revolucionário Em Curso) que decorria desde 25 de Abril de 1974.
 
Na rua, Mário Soares e a direcção do PS lideravam a contra-revolução, e o PCP, tendo garantido ao então Presidente da República, Costa Gomes, que não convocaria os seus militantes e apoiantes para qualquer acção de rua, abriria a porta à derrota das unidades militares afectas à Esquerda (Paraquedistas, Escola Prática de Administração Militar, Polícia Militar e RALIS). PCP que, no ajuste de contas, esteve para ser ilegalizado não fora a corajosa declaração pública de Melo Antunes na RTP afirmando ser um partido "insubstituível à democracia". PCP cujas sedes e centros de trabalho, no "verão quente" desse mesmo ano, foram vergonhosamente assaltados, destruídos e queimados por todo o Norte e Centro do país por populares instrumentalizados pela extrema-direira.
 
O resto da história foi longa mas resume-se em poucas palavras: o PS e o PPD/PSD tomaram conta do poder, alternadamente, e acabaram com a revolução, liquidaram uma após outra as conquistas de Abril e hoje, 38 anos passados, fizeram de Portugal um dos países mais pobres e mais desiquais da Europa e onde as liberdades democráticas estão cada vez mais ameaçadas e cerceadas.
 
Morreu Jaime Neves. Não deixa saudades. Nenhumas.
 
"...quando a nossa festa se estragou e o mês de Novembro se vingou..."..."... e quando a espingarda se virou foi para esta força que apontou"... "É um sonho lindo p'ra viver quando toda a gente assim quiser"
 

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por Augusta Clara às 13:00

Quarta-feira, 30.01.13

Segurança Social versus pensionistas, reformados e aposentados (Carta aberta a Pedro Passos Coelho) - Maria da Conceição Batista

 

Maria da Conceição Batista  Carta aberta a Pedro Passos Coelho

 

 

FALEMOS SÉRIO!!!!

 

    Pedro é o trato que usarei para me dirigir a ti, naquilo que há para falarmos sério. Porque sou veterana, apesar de ter consciência de que não somos amigos.

Não és meu amigo, como me trataste, hipocritamente e de forma quase insultuosa, na tua mensagem de Natal. Eu não sou tua amiga, porque não tenho como amigos quem me insulta, quem procura humilhar-me, que mente e me tira o que a mim me pertence. Amigos respeitam-se. E eu não me sinto respeitada por ti, Pedro.

E não sou hipócrita ao dizer frontalmente o que sinto, na pele daquilo que é hoje o meu estatuto: pensionista, reformada APÓS 49 ANOS DE TRABALHO. Mais anos do que aqueles que tens de vida, Pedro.

Falemos sério, Pedro. Porquê essa obstinada perseguição àqueles que construíram riqueza nacional ao longo de muitos anos de trabalho, enquanto tu, Pedro, crescias junto de pais que, creio, trabalhavam para tudo te darem, e que hoje não valorizas  como esforço enquanto cidadãos e enquanto pais?

Porquê essa perseguição obsessiva àqueles que construíram um país de verticalidade, de luta e resistência, enquanto caminhavas nas hostes dos boys de um partido disponível para compensar aqueles que gostam de “engrossar” a voz, mesmo que desrespeitando os que tudo fizeram pela conquista do espaço democrático, onde cresceste em liberdade? Uma liberdade conquistada, muito suada, e por isso ainda mais digna de ser respeitada.

Respeito, Pedro, é o que se exige por aqueles que hoje persegues, lesto e presto  sem sentido, como que procurando um extermínio que não ousas confessar.

Falemos sério, Pedro. É tempo de falares sério, apesar do descrédito em que caíste. E falemos sério sobre reformas, sobre pensionistas e sobre Segurança Social.

Não fales sobre o que desconheces. Não te precipites no que dizes.  Não sejas superficial, querendo parecer profundo apenas porque, autoritariamente, “engrossas” a voz. Não entregues temas tão complexos ao estudo de “garotos”, virgens no saber-fazer. Não entregues estudos a séniores que, vendendo a alma ao diabo, se prestam a criar cenários encomendados, para servirem os resultados que previamente lhes apresentaste, Pedro. E os resultados são, como podemos avaliar, desastrosos, Pedro. Económica e socialmente.

Vamos falar sério, Pedro. Não porque tu o queiras, mas porque eu não suporto mais a humilhação que sinto com as falsidades ardilosas lançadas para o ar, sobre matérias que preferes ignorar, porque nem sequer as estudas.

A raiva cresce dentro de mim, porque atinge a verticalidade e honestidade que sempre nortearam a minha vida, Pedro. Uma raiva que queima, se silenciada, E não me orgulho disso, podes crer Pedro.

Vamos por fases cronológicas que te aconselho a estudar:

a)   Pedro, por acaso sabes que o sistema que hoje se designa por “Segurança Social” deriva da nacionalização – pós 25 de Abril – das “Caixas de Previdência” sectoriais, que antes existiam?

b)   Por acaso sabes, Pedro, que o Estado português recebeu, sem qualquer custo ou contrapartida, os fundos criados nestas Caixas de Previdência, a partir das contribuições dos trabalhadores e dos seus empregadores?

c)   Por acaso sabes que a Caixa Geral de Depósitos – Banco estatal de Valores e de credibilidade inquestionável – é, acrescidamente, património dos muitos reformados e pensionistas que hoje somos? É, Pedro, a CGD era o Banco obrigatório por onde passavam as contribuições destinadas às Caixas de Previdência, mas entregava a estas, as contribuições regulares, apenas 4, 5 e 6 meses depois. Financiando-se com estas contribuições e sem pagar juros às Caixas, Pedro?

Por isso sou contra qualquer alienação da CGeral. Também está lá muito de mim. Um muito que deveria estar na Segurança Social nacionalizada…para ser bem gerida.

d)   Sabes por acaso, Pedro, que o Estado Português nunca reembolsou a Segurança Social pela da capitalização que conseguiu com a “nacionalização” das Caixas, como o fez aos Banqueiros?

e)   Saberás, Pedro, que a “nacionalização” das Caixas de Previdência” se deve à necessária construção de um verdadeiro Estado Social,  para o qual, maioritariamente, é a Segurança Social que contribui, sem as devidas e indispensáveis contribuições do Estado? Um Estado Social criado de base a partir dos “dinheiros” pertença daqueles que hoje são reformados e pensionistas. E que por isso exigem respeito pelo seu contributo mas, igualmente, exigem sejam bem geridos, porque ao Estado foram confiados contratualmente. Para me serem reembolsados mais tarde.

E boa gestão, Pedro, é  coisa que não vejo na Segurança Social, sujeita a políticas de bastidores duvidosas e para as quais nunca fui consultada.  Acredita, Pedro, os reformados, pensionistas e aposentados, sabemos o que dizemos quando afirmamos tudo isto, porque ainda temos muita capacidade – suportada por uma grande e valiosa experiência – para sermos um verdadeiro governo de bastidores. Com mestria, com sabedoria, com isenção e sem subserviências.

f)    Por acaso sabes, Pedro, que a dívida do Estado à Segurança Social é superior à dívida externa, hoje nas mãos da chamada “troika”?

Pois é, Pedro, a dívida sob o comando da troika é de 78 mil milhões de Euros, é? A dívida à Segurança Social, aos milhões de contribuintes, muitos deles hoje reformados, é de 80 mil milhões de dívida. Valor que cresce diariamente, porque o Estado é um mau pagador. Uma dívida que põe em causa não só os créditos/reembolsos aos reformados e pensionistas, na forma contratada, mas igualmente as obrigações/compromissos intergeracionais.

Porque estás tão preocupado em “honrar” os compromissos com o exterior e não te preocupas em honrar os compromissos para com os credores internos que são, entre muitos, os aposentados, os reformados e os pensionistas, antes preferindo torná-los no “bombo de festins” de um governo descontrolado?

Falemos sério, Pedro. Reabilita-te com alguma honra, perante um programa eleitoral que te levou, precocemente, ao lugar que ocupas. Um lugar de representatividade democrática, que te obriga a respeitar os representados. Também os reformados, aposentados e pensionistas votam.

E falando sério, mas com muita raiva incontida, Pedro, vou dar-te o meu exemplo, apenas como exemplo de muitas centenas de milhar de casos idênticos.

a)   Trabalhei 49 anos. Fui trabalhadora-estudante. E sem Bolonhas e/ou créditos, licenciei-me com 16 valores, a pulso. Nunca fui trabalhadora e/ou estudante de segunda. E fui mãe, num pais em que, na época, só havia 1 mês de licença de maternidade e creches a partir dos dois anos de idade das crianças. Como foi duro, Pedro. E lutei, ontem como hoje, para a minha filha, a tua Laura, as tuas filhas e muitas mais jovens portuguesas, terem mais do que eu tive. A sociedade ganha com isso. O Estado Social também tem obrigações pela continuidade da sociedade, pela contínua renovação geracional. Lutei, Pedro, muito mesmo e sinto muita honra nisso como me sinto orgulhosa do que conquistou a minha geração.

b)   Fiz uma carreira profissional, também ela dura, também ela de luta, numa sociedade que convencionou dar supremacia aos homens. Um poder dado, não conquistado por mérito reconhecido, Pedro. Por isso tão lenta a caminhada pela “Igualdade”.

c)   Cheguei ao topo da carreira, mas comecei como praticante. Sem “ajudas”, sem “cunhas”, sem “padrinhos” e/ou ajuda de partidos. Apenas por mérito próprio, duplamente exigido por ser Mulher. Um caminho que muito me orgulha e me enformou de Valores, Honra e Verticalidade. Anonimamente, mas activa e participadamente.

d)   No final da minha carreira profissional, eu e os meus empregadores, a valores capitalizados na data em que me reformei, (há dois anos) tínhamos depositado nas mãos da Segurança Social cerca de 1 milhão de Euros.

    Ah! É bom que se lembre que os empregadores entregam as suas contribuições para a conta do/a seu/sua funcionário/a. Não é para qualquer abutre esperto se apropriar dele. O modelo que Churchil idealizou – e protagonizou – após a 2ª guerra mundial. Uma compensação no desequilíbrio entre os rendimentos do Capital e os do Trabalho, e que foi adoptado em Portugal ainda antes do 25 de Abril.

   Quase um milhão de Euros, Pedro. Só nos últimos 13 anos de trabalho foram entregues 200 mil Euros à Segurança Social, entre mim e o empregador.

   A minha pensão vem daí, Pedro. De tudo o que, confiadamente, entreguei à gestão da Segurança Social, num contrato assinado com o Estado Português. E já fui abrangida pelo sistema misto. E já participei no factor da sustentabilidade, beneficiando o Estado Social.

e)Mas há mais, Pedro. A esse cerca de1  milhão de Euros, à cabeça dos cálculos da minha pensão, retiraram  às minhas contribuições, à minha  “conta”, 20%, ou seja 200 mil Euros. Como contributo para o Estado Social. Para a satisfação do compromisso que devo para com as gerações seguintes. Para o Serviço Nacional de Saúde, para um melhor bem estar da sociedade portuguesa.

E o dinheiro que se encontra – em depósito – nas mãos do Estado português através da Segurança Social, é de cerca de 800 mil Euros. Que eu exijo bem gerido e intocável.

      f)Valor que, conforme os meus indicadores familiares (melhores      que a  média das estatísticas) da esperança de vida (85 anos em média), daria para uma pensão anual de 40.000€ actualizada   anualmente pela capitalização dos meus fundos. É bom que saibas que, sobre este valor, eu pagaria cerca de 16.000€ de IRS, fora os demais impostos. Mas, por artes de uma qualquer “engenharia financeira” nunca recebi nada disto.

Mas se aquele valor, que foi criado pelas contribuições de tantos anos de trabalho, estiver nas minhas mãos e sob a minha gestão, matéria em que fui profissional qualificada e com provas dadas, eu serei uma Mulher que poderá dormir descansada, porque serei  independente para mim e para ajudar filhos e netos, sem ter que acordar de noite angustiada.

É, Pedro, falemos sério e honra os compromissos que o Estado tem para comigo. Dá instruções ao Ministério da Solidariedade Social(?) para que me entregue o “meu dinheiro”. O MEU, Pedro!

E vou refazer contas:

a)   De modo frio, direi que o Estado tem que pôr à minha disposição os 100% de contribuições que lhe foram confiadas, ou seja, os cerca de 1 milhão de Euros.

b)   Arredondando, e muito por excesso, descontando os valores  de que já fui reembolsada, o Estado português deve-me 900.000€. É esta a verba que quero que o Estado português me pague, porque é este o valor de que sou credora.

c)   Gerindo eu esta verba podes crer, Pedro, que só com os rendimentos que obtenho da sua aplicação, e já depois de impostos pagos, terei mais do que o valor que tenho hoje como pensão. É simples, Pedro, e deixo de ser uma “pedra no sapato” dos governantes. Deixo de ser “um impecilho” na boca de “garotos” que não sabem o que dizem. E, de uma Mulher anónima com honra e verticalidade, que sou hoje, passo a ser uma Mulher rica, provavelmente colunável, protegida por todos os governantes, mesmo que a ética perca a sua verticalidade e a moral passe a ser podre.

Mas porque é tempo de falares sério, Pedro, fala aos portugueses a verdade sobre assuntos que nos interessa:

- quanto é que o cidadão e político Pedro Passos Coelho já descontou para a Segurança Social e/ou ADSE?

- quanto receberias hoje de reforma se, conforme as excepções de privilégio na lei, te reformasses?

- quanto descontam os deputados e demais políticos para a Segurança Social ou ADSE?

- qual o montante de reforma a que têm acesso, privilegiadamente, e ao fim de quantos anos de exercício da política, independentemente da sua idade?

- Quem, e quanto recebem de reforma vitalícia, ex-governantes e outras figuras políticas, só pelo exercício de alguns anos em cargos  públicos?

- qual o sistema de Segurança Social que suporta estas reformas  e a quem pertence esse dinheiro? São os OE’S que o suportam, ou são os “dinheiros” daqueles que contribuíram e/ou contribuem para o Sistema?

- sendo o Estado uma entidade empregadora, qual o valor da sua contribuição (%) para a ADSE ou Segurança Social, por trabalhador? E as contas, estão regularizadas?

Falemos sério, Pedro! Os reformados exigem a verdade mas, igualmente, exigem respeito, por nós e pelo nosso dinheiro que, abusivamente, vai alimentando o despesismo de um Estado que vive de mordomias elitistas, acima das capacidades do país. Isso sim, Pedro!!!!!!!!

A reformada,

M.Conceição Batista

Lx. 19/01/2013

PS – Aguardo que me seja entregue o meu dinheiro, conforme mencionei atrás. Tenho vida a organizar

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por Augusta Clara às 10:00

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