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Jardim das Delícias



Terça-feira, 30.04.13

Nocturno Nº.13 de Chopin, por Maria João Pires

 

Maria João Pires  Nocturno Nº.13 de Chopin

   

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por Augusta Clara às 21:00

Terça-feira, 30.04.13

Lídia Jorge galardoada como Escritora Galega Universal

A Associação de Escritoras e Escritores em Língua Galega (AELG) entrega no dia 4 de Maio, durante a XIV edição dos prémios  AELG, o galardão de Escritora Galega Universal à escritora Lídia Jorge.
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por Augusta Clara às 20:00

Terça-feira, 30.04.13

Ana Drago confrontou hoje Vítor Gaspar na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública

 

Ana Drago

 

 

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por Augusta Clara às 19:00

Terça-feira, 30.04.13

Uma lição de música - Janos Starker

 

Uma homenagem ao violoncelista húngaro Janos Starker agora desaparecido

 

Janos Starker  Uma lição de música

  

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por Augusta Clara às 17:00

Terça-feira, 30.04.13

Gaivota de inverno - Jón Úr Vör

 

Jón Úr Vör  Gaivota de inverno

 

 

 

O mar guarda o meu canto,

igual aos demais

segredos seus,

num silêncio hermético.
 

No seu olho vivaz

eu criança, vigilante,

procuro uma

e outra

concha maravilhosa

e frágil.
 

E vejo ainda

as asas estendidas

da gaivota de inverno

sobre a onda que cai.

 

 (no blog de Amadeu Baptista)

 

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por Augusta Clara às 15:00

Segunda-feira, 29.04.13

Poema dos olhos da amada - Vinícius de Moraes, por Jeanne Moreau e Maria Bethânia

 

Jeanne Moreau e Maria Bethânia  Poema dos olhos da amada

 

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por Augusta Clara às 21:00

Segunda-feira, 29.04.13

José Medeiros, o orgulho dos seus amigos - João de Melo


 

João de Melo  José Medeiros, o orgulho dos seus amigos

 


(Zeca Medeiros) 


   Tive o maior gosto em participar da homenagem que se prestou ao José (Zeca) Medeiros nos dias 17 e 19 em Ponta Delgada. O Zeca é o melhor do todos nós: um demónio com talento que daria para dois ou três. Tenho a honra de ser amigo dele. E considero um luxo que tivesse sido ele a adaptar um livro meu a série televisiva e a telefilme. Falta editar e pôr à disposição do público quase tudo o que o Zeca realizou para a televisão. E reeditar toda a sua música. E chamá-lo a fazer o grande filme sobre a guerra colonial - que só ele saberá fazer.  

Além disso, o Zeca não é apenas ele, mas aquele ninho de outros profissionais, amigos, familiares, actores amadores, espontâneos que ele "visionava" como personagens e que depois operavam milagres de talento, contornando os magros orçamentos com que sempre lidou. Era bom que nos orgulhássemos mais dos nossos valores e menos dos parasitas televisivos que minam a inteligência do povo, cobram milhões e vivem grandes vidas embriagadas pelo "glamour" da mediocridade

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por Augusta Clara às 15:00

Segunda-feira, 29.04.13

O dia do milagre perfeito - Baptista Bastos

 

Baptista Bastos  O dia do milagre perfeito

 

 

   Publicado no Diário de Notícias em 24 de Abril de 2013

 

Olho para os rostos destes que nos têm governado e não reconheço neles qualquer semelhança com os nossos rostos comuns. Observem bem: abreviados, ausentes. As sombras que neles poisaram são repintadas de vigílias tétricas em que se arredaram o bater comovido do coração humano e o pulsar da mais escassa ternura. Como conseguem viver nesta miséria de fazer mal, de nos fazer mal? Têm-nos extorquido tudo e ainda querem mais, numa obscura vingança, cujo propósito decidido e inclemente é o de nos tornar infelizes.

Pobres sempre o fomos. O domínio de uma classe sobre as outras exige essa forma escabrosa de brutalidade. E sempre houve quem se prestasse ao papel de serventuário do poder. Mas leiamos a História e ela no-lo ensina a resistir e a combater. Vejam 1383, 1640, os Atoleiros, as Linhas de Torres, o 5 de Outubro, o 25 de Abril. "Salta da cama, Bastos; a revolução está na rua!" A Isaura beija-me: "Toma cuidado!" Andei por muitas, e ela demonstra, com serena apreensão, os receios que a assaltam. "Desta vez vou só escrever." Temos dois filhos, o terceiro nascerá em pleno festim da liberdade, atravesso a madrugada de Lisboa e as ruas já exprimem uma espécie de selvagem alegria. Foram despertas pela voz de Joaquim Furtado que, no Rádio Clube Português, avisa-as de que aí está "o dia inicial inteiro e limpo", por que esperávamos.

Chego ao jornal, o Diário Popular, claro!, e já lá estão o Corregedor, o Fernando Teixeira, o Abel, o Zé de Freitas, o Jacinto, o Magro, o Bernardino, o Zé Antunes. A tensão é muito grande, e o desassossego que se nos impõe torna os nervos numa teia reticular quase dolorosa. Olhamo-nos e vamos às nossas tarefas. Os telefones azucrinam, os telexes retinam, os gritos soltam-se. Correm as horas. Andamos, uns e eu, num vaivém entre o Carmo e o jornal. Até que a História retoma os seus direitos. "Zé", digo para o Zé de Freitas. "O fascismo caiu." As lágrimas corriam-nos. E ele: "Vamos lá ver, vamos lá ver." Céptico por muito ter visto e em excesso ter sonhado. Telefona-me, de Beja, o Manuel da Fonseca. "Vem para Lisboa! Caiu o fascismo!" Ele: "Eh pá! Eh pá! Eh pá!" Mais nada; não era preciso dizer mais nada. "Não te esqueças de mandar provas à Censura", avisa o Fernando Teixeira. E o Zé de Freitas: "Ó Fernando, nesta altura, a Censura já foi para a p... que a pariu!"

Onde é que eu estava no 25 de Abril? Onde devia estar: com os meus camaradas inesquecíveis, a ajudar a escrever um jornal exacto, infalível, jubiloso, exaltante e alvoroçado. Este número não foi visado pela Comissão de Censura.

Vocês, reverentes e autoritários, não têm nada disto, nem nada a ver com isto. Memórias de um dia que se não fazia noite, um dia elementar e tão claro e liso como um milagre perfeito.

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por Augusta Clara às 08:00

Domingo, 28.04.13

António Pinho Vargas e a 3ª. Sinfonia de Sibelius

 

António Pinho Vargas  Sibelius

 

   Um aluno meu hoje confessou-me que andava fascinado com os quartetos de cordas de Chostakovitch. Excelente escolha, pois são das maiores obras de todo o século XX. Hoje porém estive a relembrar esta fantástica sinfonia, em dó maior, de outro dos grandes mestres indiscutíveis da História da Música: Jan Sibelius. as suas 7 sinfonias avultam hoje entre as obras verdadeiramente duradouras de um século do qual já pouco resta e ainda tão pouco tempo passou. Sibelius, que algumas vanguardas quiseram ignorar, continuou a ser tocado e hoje é-o mais que nunca em todo o mundo enquanto os seus detractores (que o acusavam de ser convencional, retrógrado, etc.) desapareceram do mapa ou estão em vias de desaparecer, excepto naquelas notas de rodapé da História.

 

3ª. Sinfonia de Jan Sibelius

 

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por Augusta Clara às 15:00

Sábado, 27.04.13

Nana - Manuel de Falla, por Teresa Berganza

 

Teresa Berganza canta Manuel de Falla

 

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por Augusta Clara às 21:00

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