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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 31.07.14

Shalom Palestina - José Mário Branco

 

José Mário Branco  Shalom Palestina

 

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por Augusta Clara às 21:00

Quinta-feira, 31.07.14

A Grande Fraude - Paulo de Castro

 

Nota: o texto seguinte pertence ao livro correspondente a esta imagem. Foi seu autor o professor, escritor e jornalista brasileiro Paulo de Castro, publicou-o a Forum Editora do Rio de Janeiro em 1969. Adquiri-o aqui em Portugal em 1973 mas, neste momento, não consigo encontrar-lhe nenhuma referência. É pena porque se trata duma obra de qualidade, muito bem documentada.

Como se lê na contracapa "Este livro é um estudo e um testemunho. Estudo de problemas atuais delineado num fundo histórico, e em análises de ordem filosófica e política, cingindo todos os aspectos da agressão sionista ao mundo árabe, e um testemunho de um amigo de sempre do povo judeu - desde as jornadas na Espanha Republicana até aos campos de concentração fascistas durante a última guerra mundial".

Dada a dificuldade actual em se encontrar este livro, tentarei publicar outras partes do seu conteúdo em próximas edições. Neste momento em que a monstruosa invasão e destruição da Faixa de Gaza pelas poderosas forças armadas de Israel procura justificar-se por causas próximas, mas actuando com uma brutal desproporção e desrespeito pelo Direito Internacional e a protecção de civis em conflitos armados - na verdade, Israel não pretende mais do que fazer desaparecer Gaza do mapa e usurpar-lhe o território -, o testemunho de quem conheceu a fundo os pressupostos do sionismo e a maneira como a Inglaterra manobrou para a criação do Estado de Israel não pode deixar de ser uma preciosa leitura. A. C.

 

 

Paulo de Castro  A Grande Fraude

   A instalação dos sionistas na Palestina é uma fraude, de tipo monumental.

A seguir à derrota da Turquia, no fim da Primeira Guerra Mundial, a Palestina ficou sob o mandato britânico. Nesse momento, o país contava 700.000 habitantes, dos quais 574.000 muçulmanos, 70.000 cristãos e 56.000 ju­deus. Em 1946, a população era de 1.936.000 habitantes, dos quais 1.293.000 árabes (muçulmanos e cristãos) e 608.000 judeus e 35.000 de várias origens. No mesmo mês de maio de 1948, se não se tivesse dado a expulsão, teriamos 1.380.000 árabes e 650.000 judeus, isto é, a proporção de um judeu para dois árabes.

Quanto à propriedade da terra, apesar de tôda a cor­rupção dos sionistas e de todos os fundos da Agência Ju­daica, os judeus possuíam apenas 6%, cifra que não justifica a tentativa de domínio sôbre tôda a Palestina. A Declaração Balfour de 1917 concedia “um lar judeu na Palestina”, não a Palestina para os judeus, ou um Estado judeu na Pa­lestina.

Mas a convicção dos meios sionistas é que mediante uma pressão inclusive pelo terror, o govêrno britânico no fim do Mandato entregaria a Palestina, tôda a Palestina à Agência Judaica, a qual com suas fôrças militares treinadas na Palestina com a benevolência dos inglêses, imporiam a sua vontade total, à totalidade do país.

A Declaração Balfour, pelo lugar que ocupa na tra­gédia do povo da Palestina, merece que nos detenhamos um pouco na sua análise, que terá naturalmente de seguir, inevi­tavelmente, em alguns pontos trabalhos já realizados por intelectuais árabes, e judeus não-sionistas.

A 2 de novembro de 1917, o govêrno britânico publicou sob a forma de uma carta enviada por M.A.J. Balfour, mais tarde Lord Balfour, então Ministro das Relações Exteriores, a Lord Rotschild, uma declaração concebida nestes têrmos: "Tenho o grande prazer de dirigir-lhe da parte do govêrno de Sua Majestade a seguinte declaração de simpatia pelas aspirações sionistas dos judeus, declaração que submetida ao Gabinete foi por êle aprovada:

“O Govêrno de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um Lar Nacional para o povo judeu e empregará todos os seus esforços para facilitar a realização dêste objetivo, sendo claramente entendido que nada será feito que possa representar um prejuízo aos di­reitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas na Pa­lestina assim como aos direitos e ao estatuto político de que os judeus possam beneficiar em qualquer outro país."

 

 

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 28.07.14

As sem-razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

 

Carlos Drummond de Andrade  As sem-razões do amor

 

(Adão Cruz)

 

 

Eu te amo porque te amo,

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

 

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionários

e a regulamentos vários.

 

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

 

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

 

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por Augusta Clara às 19:00

Segunda-feira, 28.07.14

CONVICÇÕES XLVII - Adão Cruz

  

   Cada vez está mais sólida dentro de mim a convicção de que o mundo está nas garras do maior monstro que a humanidade já conheceu.

   O NAZI-FASCISMO-IMPERIALISMO não tem qualquer escrúpulo em matar um ser humano, em abater um avião carregado de pessoas, em chacinar uma comunidade inteira ou arrasar um país quando isso lhe interessa.

 

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por Augusta Clara às 14:00

Segunda-feira, 28.07.14

Gaza: Um rabi antissionista destrói os argumentos dum sionista

 

Gaza: Um rabi antissionista destrói os argumentos dum sionista

 

 Gaza reduzida a escombros: veja aqui

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 26.07.14

Felizmente sempre haverá gente digna ...

 

... e com coração porque nestas situações não basta a razão.

 

 

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por Augusta Clara às 16:31

Sexta-feira, 25.07.14

Israel tem um plano: conquistar e reocupar Gaza - José Goulão, Christopher Wadi (Gaza), Sara A. Oliveira (Jerusalém)

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

José Goulão, Christopher Wadi (Gaza), Sara A. Oliveira (Jerusalém)  Israel tem um plano: conquistar e reocupar Gaza

2014-07-25

 

 

   Fontes políticas israelitas admitem que o primeiro ministro Netanyahu está a cumprir, ponto por ponto, um plano elaborado pelo seu companheiro de partido e principal rival na direcção do Likud, o vice-presidente do Knesset (Parlamento), Moshe Feiglin. Segundo este plano, retirar o poder ao Hamas no território é apenas um ponto de um projecto que culmina na limpeza étnica da Faixa de Gaza através da conquista militar, ocupação e repovoamento por israelitas.

“Se olharmos em conjunto o plano que circula que entre os dirigentes israelitas e a operação militar que está a ser desenvolvida em Gaza ficamos sem dúvida de que ambos obedecem ao mesmo contexto, declara um general na reserva cujo repúdio pelas práticas políticas e militares do actual governo o “têm aproximado do Meretz”, uma esquerda trabalhista tradicional que apoia os Acordos de Oslo e a solução de dois Estados na Palestina.

“O que Feiglin pretende, e que não encontra qualquer oposição nos mais actuais comportamentos de Netanyahu”, diz o general, “é um dos maiores crimes da história recente da humanidade: impor a milhão e meio de pessoas a fuga para o deserto do Sinai, provavelmente com a cumplicidade do Egipto”.

Não existem actualmente dúvidas em Israel, tanto entre os círculos de poder como na fragilizada oposição, de que o primeiro ministro tornou sua a agenda da extrema direita e dos grupos fundamentalistas religiosos sionistas associada à criação do Grande Israel e à liquidação definitiva da possibilidade de criar um Estado Palestiniano na Palestina. “Aparentemente, esta operação em Gaza destinava-se a impedir o desmantelamento da coligação governamental, ameaçada pelas divergências entre Netasnyahu e o siofascista Lierberman, ministro dos Negócios Estrangeiros, mas agora não existem quaisquer dúvidas de que o chefe do governo cavalga a onda do extremismo”, analisa Judith Rosenfeld, professora israelita de ciências políticas. “Quero dizer com isto”, acrescenta, “que Netanyahu substituiu o processo gradual de colonização, uma expansão forçosamente mais lenta, pela guerra contra o Hamas matando dois coelhos de uma cajadada: impede o governo palestiniano de unidade e desmantela o maior partido palestiniano,  aquele que tende a recolher mais apoios entre os sectores jovens e mais activos da sociedade”. Judith Rosenfeld explica que “se Netanyahu tem estado a assumir o programa da extremíssima direita muito mais facilmente, por razões do seu próprio poder interno no Likud, adoptará os planos da facção Feiglin, a que mais condições tem para lhe disputar o poder, fragilizando assim a influência desta no Comité Central.”

O general na reserva “próximo do Meretz” expôs em resumo o plano de Feiglin, vice-presidente do Knesset e membro da estratégica Comissão de Negócios Estrangeiros e de Defesa: “obrigar a população das zonas mais controladas pelo Hamas a abandonar os locais; estender a operação a toda a Faixa de Gaza, sem contemplação com “escudos humanos” ou “questões ambientais e patrimoniais”; bloqueio total do território; ocupar toda a  faixa depois de neutralizados os principais centros de resistência do Hamas e tendo como única consideração evitar ao máximo a perda de soldados israelitas; aniquilação de todos os grupos armados; repovoamento de Gaza por judeus, oferta de recompensas financeiras a todos os cidadãos árabes que saiam do território, desde que não estejam implicados em actos de resistência; os que ficarem, “após alguns anos poderão receber a cidadania israelita desde que aceitem a nova soberania”.

O general sublinha que, “sem qualquer dúvida, os primeiros pontos estão em curso na operação Barreira de Protecção: observe-se que nem hospitais, nem escolas, nem residências são poupados, como a operação se estende a todo o território, apesar do objectivo proclamado de destruir os túneis, e como as populações de muitas zonas têm sido ‘aconselhadas’ a abandoná-las tanto através de lançamento de panfletos, ameaças de drones ou bombardeamentos directos”.

O Sinai, território sob administração egípcia, seria o principal destino dos refugiados de Gaza, de acordo com os projectos dos dirigentes israelitas, o que implicaria “cumplicidade do regime egípcio”, diz a professora Judith Rosenfeld. Fala-se igualmente na Jordânia, que nos círculos de poder de Netanyahu é encarada como a futura “Palestina Oriental”. “Perante estes factos vem-me à memória uma declaração do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Egipto, Abdul Gheit, que atribui o derrube de Mubarak, em 2011, ao facto de se ter recusado permitir a imigração dos cidadãos de Gaza para o Sinai”, recorda o jornalista egípcio Hashem Sharabi, em serviço no território. “Foram os americanos que fizeram o pedido a Mubarak e não lhe perdoaram tê-lo recusado”, acrescenta.   Depois dos assassínios em massa na região de Shezhaia, na periferia da cidade de Gaza, e no piso de cuidados intensivos e das salas de cirurgia do hospital de Deir Balah, as tropas israelitas abateram sexta-feira pelo menos 16 pessoas ao destruírem a escola primária de Beit Hanun, no norte da faixa, portanto na extremidade oposta à da localização dos túneis.

“Era uma das escolas que tínhamos adaptado para acolher algumas das 100 mil pessoas que ficaram desalojadas desde o início da operação”, explica um funcionário sobrevivente da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), que não escondia a indignação. “Aquilo não é um exército, isto não é uma guerra, estamos perante um bando organizado de assassinos e uma matança de inocentes”, testemunha.

A UNRWA está a utilizar cerca de 100 escolas do território como alojamento provisório das pessoas que continuam a ser sistematicamente expulsas das suas casas, muitas das quais já destruídas, por supostamente viverem em zonas onde o Hamas tem estruturas militares. O bombardeamento da escola provocou 16 mortos e mais de 200 feridos, sobretudo mulheres, crianças e trabalhadores da UNRWA. Houve famílias que perderam seis dos seus membros. Estes números foram divulgados pelo próprio secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, que anunciou o encerramento da escola e continua a solicitar “contenção” a Israel durante a operação.

O modo como a escola foi destruída corresponde ao conteúdo do plano Feiglin, que recomenda que não haja contemplações perante escolas, hospitais, edifícios religiosos e habitações desde que o exército os considere a funcionar como “escudos humanos”.

Autoridades de Israel, tal como acontece regularmente desde o fuzilamento de quatro crianças que jogavam futebol numa praia de Gaza, anunciaram a instauração de mais um inquérito, mas ainda antes de se iniciarem os procedimentos atribuíram a tragédia a um míssil do Hamas que “caiu pelo caminho” antes de atigir Israel. Logo a seguir a dedução foi alterada: tratou-se afinal de uma “resposta” do exército a um míssil lançado das imediações da escola da ONU.

“Muitas das pessoas que estavam alojadas na escola refugiaram-se no hospital de Beit Hanun, mas ignora-se quanto mais tempo ali permanecerão com vida. Logo a seguir, um disparo feito pelos invasores provocou uma explosão a 50 metros da entrada do hospital, lançando o pânico em todas as instalações. O número de mortos provocados pela agressão israelita subiu para mais de 800, cerca de um quarto dos quais são crianças.

Israel perdeu 32 soldados – quatro dos quais vítimas de “fogo amigo” – quatro vezes mais do que os registados em 2008 na operação “Chumbo Fundido”.

“Estando ainda, por certo, longe do fim, estas perdas são um elevado preço para os padrões israelitas”, sublinha a professora Judith Rosenfeld. “Isto significa que a operação tem uma importância estratégica que não está a ser explicada em todas as suas dimensões ao povo israelita”, acrescenta. Isto “leva-nos a temer”, sublinha a professora, “que o plano Feiglin seja a verdadeira cartilha de Netanyahu nesta guerra”.

José Goulão, Christopher Wadi, Gaza, Sara A. Oliveira, Jerusalém

 

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por Augusta Clara às 23:00

Sexta-feira, 25.07.14

Camariñas - Luar na Lubre

 

Luar na Lubre  Camariñas

(En directo en Santiago de Compostela)

 

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por Augusta Clara às 21:00

Sexta-feira, 25.07.14

Encontro - Hagar Peeters

 

Hagar Peeters  Encontro

 

(Pablo Picasso)

 

 

Ele não apareceu.
Talvez tenha adoecido ou ficado debaixo de
um eléctrico. Talvez outra pessoa se pusesse na conversa com ele.
Talvez se tenha esquecido do relógio,
ou o relógio se tenha esquecido de lhe dar o tempo certo.
Talvez o carro não pegasse,
ou tenha ficado avariado a meio do caminho....
Talvez alguém lhe telefonasse quando ia a sair de casa,
dizendo-lhe que tinha de ir a um funeral
ou que a mãe dele tinha morrido.
Talvez tenha encontrado um antigo conhecido.
Talvez tenha tido uma discussão no emprego,
tenha sido despedido e esteja a esconder
a cabeça debaixo de uma almofada.
Talvez a ponte estivesse fechada e
a seguinte também.
Talvez o semáforo permanecesse vermelho.
Talvez o multibanco tenha engolido o cartão
ou a meio do caminho tenha reparado que se esquecera
do porta-moedas.
Talvez tenha perdido os óculos,
não conseguisse deixar de ler,
houvesse um programa que ele queria acabar de ver,
não conseguisse dar a volta à fechadura da porta,
não encontrasse as chaves em sítio nenhum e
o cão dele de repente começasse a vomitar.
Talvez não houvesse um telefone por perto,
não encontrasse o restaurante
ou esteja à espera noutro sítio, por engano.
Talvez – a última possibilidade,
incompreensível e inesperada –
ele tenha deixado de me amar.

(Tradução: Maria Leonor Raven-Gomes)

 

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por Augusta Clara às 19:00

Sexta-feira, 25.07.14

"Quando a noite chega ..." - Ethel Feldman

  

Ethel Feldman  "Quando a noite chega ..."

 

 

 

   Quando a noite chega, Francisco conversa em silêncio com cada estrela.

Mira senta-se a seu lado e faz escalas numa caixa de madeira velha.

O corpo acomoda o compasso e relaxa. Aprende a gostar da demora e da palavra devagar. Saboreia-a como se a soletrasse. Cada sílaba pronunciada por dentro com tempo de se fazer acompanhar sem que seja atropelada na língua.

- Avó, o galo canta e o gato reclama!

- Conversas de bichos, Ana.

- Avó, olha o Tareco no ombro do avô!

- O Tareco sabe que já foi pássaro. De vez em quando descansa no ombro do avô, porque o conheceu quando ele era uma amendoeira.

Com os olhos muito abertos Ana desata-se a rir.

- O avô foi uma amendoeira!

Um dia o sol aqueceu o corpo de Francisco e convidou-o a partir. Antes, deixou que ele descansasse o olhar onde a sua vista pudesse alcançar.

Então ele viu onde acaba e começa o mundo.

 

No fim da serra há uma amendoeira que tem sempre flor.

 

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por Augusta Clara às 17:00

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