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Jardim das Delícias



Domingo, 31.05.15

FILME - Branco, de Kieslowski

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Kieslowski  Branco

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Sábado, 30.05.15

Joli mai - Yves Montand

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Yves Montand  Joli mai

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Sábado, 30.05.15

A procura de planetas para além do nosso Sistema Solar - Sara Seager

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Sara Seager The search for planets beyond our solar system

 

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por Augusta Clara às 17:40

Sexta-feira, 29.05.15

"O gesto irreparável sacode o tempo" - Maria Graciete Besse

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Maria Graciete Besse  "O gesto irreparável sacode o tempo"

 

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(Autor desconhecido)

 

 

O gesto irreparável sacode o tempo

e a cabeleira da mulher

flutua

numa noite de primavera

perfumada de luas.

 

(in Mediterrâneo: Um Nome de Silêncios, Ulmeiro)

 

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por Augusta Clara às 18:00

Sexta-feira, 29.05.15

Debate entre Michel Foucault e Noam Chomsky sobre a natureza humana (Completo)

 

 

   Histórico debate entre dois gigantes pensadores ocidentais. O filósofo Michel Foucault — filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário — discute com Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político norte-americano.

O debate, promovido por um canal de televisão holandês, aconteceu em 1971 e teve como tema central a seguinte questão: há algo que se possa dizer ser inato à natureza humana?

Com suas visões antagônicas, Foucault desconstrói o argumento da natureza humana, enquanto Chomsky aplica sua visão criativa do ser humano para dar algumas características do que seria a natureza humana, tendo como impeto a sugestão de um modelo de sociedade que a impulsionaria, ao invés de reprimi-la.

Mais de 40 anos após o debate, será que esta questão fora esquecida? Com certeza ainda impera, mesmo que sorrateiramente. (Youtube, 18/05/2015)

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 28.05.15

Ela viveu muitos anos na cidade da memória - Adão Cruz

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Adão Cruz  Ela viveu muitos anos na cidade da memória

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(Adão Cruz)

 

 

Ela viveu muitos anos na cidade da memória

Ela viveu muitos anos na cidade da memória e foi-se perdendo pelos recantos da alegria e da tristeza

Recordo-a ainda nos pátios sevilhanos da minha história nas madrugadas alucinantes do canto cigano de Las Chapas e do plangente grito das guitarras nuas

Eu quis que este encontro assomasse a alma das coisas e tocasse as cordas de um violino onde quer que estivesse

Eu quis que a pintura fosse dura poética incendiada mas a melodia desconcertada foi uma dramática dança de marionetas

 

(in Adão Cruz, VAI O RIO NO ESTUÁRIO. Poemas de braços abertos, ediçõesengenho)

 

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por Augusta Clara às 19:00

Quarta-feira, 27.05.15

Palmyra - Alexandra Lucas Coelho

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Alexandra Lucas Coelho  Palmyra

 

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 (Templo de Bel)

 

   No Verão de 2009 passei férias na Síria, um mês, de Norte a Sul. Em país nenhum encontrei tantos mundos de pé, sumérios e assírios, gregos e romanos, pagãos, cristãos, judeus, islâmicos. Passei uma noite em Palmira, dentro de uma tenda, e isso é só parte do que já não será possível.

"No Verão, com sol alto, Palmira é uma insolação, um chapão de luz. É preciso acordar às cinco, antes do amanhecer, para ir até ao cimo da cidadela e aí ver o sol aparecer, iluminando lentamente as ruínas como se também elas estivessem a aparecer. Vale mesmo a pena ficar uma noite, porque é antes e depois dela que se faz a melhor luz.
Petra é um esplendor esculpido na rocha, mas Palmira é o esplendor erguido do nada, em pleno deserto. Nenhuma cidade antiga será ao mesmo tempo tão remota e majestosa. Colunas e templos de um levíssimo dourado, que ao anoitecer há-de parecer rosa, e à noite, iluminado por holofotes, será fantasmático, atravessado pelo rugido de motocicletas. São guias de ocasião e vendedores ambulantes com os braços cheios de colares. De dia enrolam panos árabes à volta da cara, por causa do calor, e enfrentam a concorrência de guias a camelo, à cata de turistas.
Mas está longe de ser como nas pirâmides do Egipto. O viajante pode andar horas em Palmira sem ver ao perto ninguém, sobretudo antes das oito da manhã.
E depois, a partir das nove, abre o templo de Bel, o maior e mais intacto. E a seguir as torres funerárias, onde os nobres e as nobres de Palmira repousavam para sempre, com as suas sedas e os seus toucados. Esta é a cidade da lendária Zenóbia, a rainha que Aureliano levou a Roma como um troféu."

(Público, 2009)

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por Augusta Clara às 14:00

Terça-feira, 26.05.15

Concerto Nº. 27 para piano - Mozart

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Mozart  Concerto Nº. 27 para piano

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Terça-feira, 26.05.15

"Como é estranha a minha liberdade" - Sophia de Mello Breyner Andresen

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Sophia de Mello Breyner Andresen  "Como é estranha a minha liberdade"

 

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(Mário Botas)

 

 

Como é estranha a minha liberdade 
As coisas deixam-me passar 
Abrem alas de vazio p’ra que eu passe 
Como é estranho viver sem alimento 
Sem que nada em nós precise ou gaste 
Como é estranho não saber 
 
(in No Tempo Dividido)
 

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por Augusta Clara às 19:00

Terça-feira, 26.05.15

"Fresco De Um Domingo de Folga ou Porque Não Gosto Assim Tanto de Fado" - Nuno Pino Custódio

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Nuno Pino Custódio  "Fresco De Um Domingo de Folga ou Porque Não Gosto Assim Tanto de Fado"

 

 

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 (Adão Cruz)

 

   A magia de um samba está mesmo aí, quando, ao acabar, justamente quando está quase a acabar, todo o povo cai por cima, emerge das trevas - "Sonhei que pintei minhas noites de amarelo" -, obliterando, pulverizando o final, que queria dizer – "Tem um formato de cruz!"Esmagador. Quando todos recomeçam - "Sonhei que pintei minhas noites de amarelo" – e dispensam (e dispensa-se) a voz principal. O planeta inteiro incha, a lua e o sol encontram-se. As árvores sorriem-nos. O amor desagua despojado e calmo na berma de uma praia feita de dor. E volta. Vai e volta, vai e volta, sabemos reconfortados que há ir e voltar.

Num fado, acontece que - "Tem um formato de cruz!" - repete-se só uma vez mais, agora empoladamente mais forte, mais pungente. Finito. E brelam bam! Batatas.

– Ó, Chico, traz a última aqui pró primo!

(A mine chega e o primo bebe, amanhã começa cedo lá no escritório. Ainda não deu o primeiro gole e já se despediu do mundo).

Num samba não há limite - "sonhei que pintei... sonhei que pintei... sonhei que pintei..."

Não é um disco riscado. É a vida ciclada!

Sem sandocas, mines e até amanhãs. A dar à bunda como se fosse a última vez de todas as últimas vezes. Até que a noite se pinte de amarelo. O sol de verde. O presente de rosa. O futuro de branco e por aí em diante.

A menina da mesa da esplanada da frente já mereceu dos pais mais nãos do que o que pago de imposto. O que dói muito. Não pode comer gelados, não pode sentar-se ali, não pode dizer não, não pode levantar-se, não pode falar mais alto, não pode ter aquela opinião, não pode fazer aquele gesto, não pode, não pode.

Não pode sonhar senão uma noite incolor.

Largo-a e olho os pais cheios de certezas imediatas: são dois bácoros estragados pela vida, um exactamente igual ao outro, apesar da mulher não apresentar bigode.

Coitada da menina que não pode sonhar que pintou as suas noites de amarelo.

Pergunto-me: quem será? Quem será daqui a cinco ou seis anos?

Vai ser uma bacorazinha com um formato de cruz e uma mochila cor de rosa com o bigode do pai nas faces da Hello Kitty, a comer a sandoca depois das aulas de ballet, ao fim da tarde, mal enjorcada e de mine com palhinha.

Pronto. Brelam bam. Finito. Batatas.

Sonhei que pintei minhas noites de amarelo...

 

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por Augusta Clara às 14:00

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