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Jardim das Delícias



Terça-feira, 30.06.15

Mikis Theodorakis

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Mikis Theodorakis

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Terça-feira, 30.06.15

FMI - José Mário Branco

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José Mário Branco  FMI

(Completo. Fantástico! Para relembrar)

 

 

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por Augusta Clara às 19:00

Terça-feira, 30.06.15

Apesar de você - Chico Buarque de Hollanda

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Chico Buarque de Hollanda  Apesar de você

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Terça-feira, 30.06.15

Estratégia golpista de medo e terror - José Goulão

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José Goulão  Estratégia golpista de medo e terror

 

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  Uma primeira informação: o governo grego não decidiu encerrar os bancos durante uma semana porque lhe apeteceu e no âmbito de uma qualquer jogada maquiavélica: foi obrigado a isso devido ao facto de o Banco Central Europeu (BCE), entidade chave de um processo ditatorial instaurado pelos mercados financeiros, ter mantido o programa da troika mas secando a liquidez dos bancos gregos.

O que o BCE fez, como grupo de assalto ao serviço das várias instituições europeias que mais não são do que paus-mandados dos credores extorsionistas, faz parte de um processo de sabotagem económica para aterrorizar o povo grego de modo a que vote “sim” à continuação da austeridade no referendo do próximo domingo. O que o BCE está a fazer, em nome da União Europeia, é terrorismo, bandidismo puro.

O que o governo grego fez, em resposta, foi tentar salvaguardar os salários e poupanças dos cidadãos.

Os portugueses que já têm mais anos e tiveram a sorte de viver o 25 de Abril recordam-se que a sabotagem económica foi um dos processos imediatos de resposta do fascismo para travar a revolução. Da sabotagem económica nasceu, por exemplo, a tentativa de golpe fascista da “maioria silenciosa”, uma maioria que os promotores julgavam aterrorizada, em 28 de Setembro de 1974.

O BCE/UE/agiotas faz agora exactamente a mesma coisa: aplica uma estratégia fascista e terrorista – sem dúvida em clima de golpe de Estado -  para procurar alcançar os objectivos de minorias à custa da miséria, da fome, do descalabro da vida do povo grego. Para os próceres com mentes fascistas que agem em nome da chamada “democracia europeia”, 27 por cento de quebra continuada do PIB grego, uma dívida que não para de crescer devido aos mecanismos impostos para a pagar, um desemprego que atinge mais de um terço da população activa e mais de 55% dos jovens, a razia absoluta nas pensões, nos salários, nos serviços públicos, nos acessos a bens essenciais como água e electricidade ainda não chegam. É preciso vergar mais e mais o povo grego, recorrendo para isso à manobra humilhante de tentar obrigá-lo a pedir de joelhos por favor continuem com a troika, queremos mais austeridade e obrigado por isso.

É nesta Europa que vivemos hoje. Uma Europa onde as instituições que se proclamam “democráticas” atiçam um bando de tecnocratas não eleitos, o BCE, contra um povo indefeso encafuado num beco em que é obrigado a decidir por um problema entre dois: sair do euro ou pedir por amor de deus a continuação da austeridade.

Em minha opinião, mas é a minha e não sou grego embora hoje me sinta como tal, a saída do euro seria a resposta digna, porque a Grécia retomaria instrumentos de decisão que agora não lhe pertencem. Mas é apenas uma opinião, cabe aos gregos decidir num contexto de medo e terror que lhes foi imposto em nome daquilo a que, com a cumplicidade de uma comunicação social que não pensa, apenas papagueia, chamam “ajuda”.

O governo grego fez bem em convocar o referendo. É o recurso à democracia contra mentalidades fascistas. Num duelo desigual de David contra Golias, o mais fraco procura na força da união as energias indispensáveis para enfrentar as armas de terror e liquidação contra as quais é obrigado a combater.

Aconteça o que acontecer, percebamos uma coisa: o que está a acontecer na Grécia tem tudo a ver connosco. Não tenhamos ilusões, a mafia terrorista que montou esta estratégia contra a Grécia aplicá-la-á contra Portugal, contra qualquer outro país que desafie as suas vontades absolutas. Ao tentarem trucidar a dignidade do povo grego, as instituições europeias, minadas por mentalidades fascistas, estão a enviar um recado sangrento em todas as direcções: se não querem que o mesmo vos aconteça portem-se bem, não deixem nunca de escolher o arco da governação e a troika, não pode haver outro caminho. Pelo que a estratégia de terror imposta aos gregos também nos atinge, e não é de raspão. A escolha não é fácil, mas existe: tempos difíceis e sem dignidade dentro do euro; tempos difíceis, mas com dignidade e capacidade de decisão (o mundo não se esgota, felizmente, na União Europeia) fora do euro.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 29.06.15

O protesto na Grécia é gigantesco - OXI (NÃO à chantagem da UE)

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   A Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, a Avenida Amalias que parte da praça e todas as ruas adjacentes estão repletas de gente em apoio ao Governo de Tsipras.

 

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por Augusta Clara às 21:30

Segunda-feira, 29.06.15

Bichos e saudade - Eva Cruz

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Eva Cruz  Bichos e saudade

 

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(Adão Cruz)

 

 

   É uma casa linda, uma casa portuguesa com traços apalaçados. Pedra de esquadria e azulejos verdes pintam a cal branca das paredes e muros. Está virada para a mesma serra que a minha casa e dali se vê erguer o mesmo sol e a mesma lua.

Por lá cresceram os meus filhos, brincando com os filhos da casa num jardim de árvores seculares por entre hidrângeas e japoneiras. Ali se afeiçoaram ao jumbo, o velho cão de raça, corpulento, e a outros rafeiros por lá à solta. Inventaram jogos e esconderijos no torreão, nos troncos e nas copas das árvores mais baixas. Realizaram corridas, jogos de bola e dali se lançaram balões de S. João a perder de vista. No quartinho das bonecas se projectaram filmes de Walt Disney ao gosto da sua fantasia.

Ali se fizeram festas de aniversário e outras com mesas recheadas de croissants a reluzir, torradas de queijo com maçã, polvilhadas de canela, bolos feitos pelas mãos de velhas empregadas, brigadeiros e olhos de preta. A vida foi passando, ano após ano, na ilusão da juventude, e hoje, nesta soma de tantos anos, resta a saudade dos que já partiram e as boas recordações dos que ainda cá estão.

No pátio e no jardim, onde restos do passado ainda se fazem sentir, brincam hoje outras crianças. Repetem-se as mesmas brincadeiras ou talvez sejam diferentes. Há menos animais. Não há patos nem cisnes no lago sem água. Apenas um galo no galinheiro, triste e solitário, de pescoço pelado, e um coelho branco que em amizade com dois cães partilham o mesmo prato de cascas de batata e fruta. No telhado vagueiam os gatos, dia e noite, um preto e um branco. Um deles, o Camões, não tem um olho. Não se atrevem a descer ao jardim, domínio dos cães.

Há dias, caiu de uma velha japoneira um melrito que ainda não sabia voar. Um dos cães abocanhou-o de imediato e chamou-lhe um figo. O irmão saltou também do ninho, voando um pouco mais alto e o cão apenas lhe arrancou uma asa. A pobre avezita conseguiu escapar aos dentes caninos e poisar no telheiro mais baixo. Ouviam-se os gritos desesperados da mãe. Alguém conseguiu através da janela agarrar o melrito desasado e enfiá-lo numa gaiola. No telhado, os gatos lambiam-se e, por maior que fosse o apetite, não passavam de cheirar as grades e de tentar tocar-lhes com a pata. A mãe melra, fintando os gatos, rondava a gaiola e no seu instinto maternal deixava de vez em quando uma minhoquita na beirada da janela que o pequenito engolia sofregamente. E assim se foram passando os dias nestas repetidas cenas.

Ao lado, por trás do vidro de uma janela sempre fechada havia uma caixa com larvas e bichos-da-seda embrulhados em baba e folhas de amoreira colhidas pelas crianças. A mãe menava todos os dias aquelas larvas apetecíveis, ali mesmo à mão de semear. Não precisava de esgaravatar a terra para encontrar minhocas e outros bichos.

Por sua vez os gatos não paravam de cobiçar o melro e todos os dias o espreitavam tentando enfiar a patita na rede da gaiola. Cá em baixo, a paz entre os cães, o coelho e o galo. Juntara-se agora a eles a melra que dali levava comida para o filho. Estranho o comportamento dos animais! Lá terão as suas escolhas.

Afinal passa-se o mesmo com os humanos.

No jardim ouvem-se acordes do piano de cauda da sala grande. Cortinas de brocado de seda rosa velho a condizer com o rosa forte das paredes ainda afagam algumas notas perdidas das sinfonias e melodias de uma vida inteira na intimidade de Mozart e Beethoven. E ao cair da noite, ainda se ouvem os silêncios dos Nocturnos de Chopin erguendo a lua soberana na esperança de novo sol.

 

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por Augusta Clara às 14:00

Segunda-feira, 29.06.15

Grécia. O sofisma dos Nem Nem - Augusta Clara

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Augusta Clara  Grécia. O sofisma dos Nem Nem 

 

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   E eis que,de repente, saltou para a ribalta um conjunto de comentadores que, ou eu fiquei estúpida dum dia para o outro, ou não entendo o motivo que os leva a baralhar ainda mais o que já está demasiado complicado.

Não entendo é forma de expressão, porque isto de apoiar e condenar, ao mesmo tempo, as decisões dos gregos não se prende com qualquer sintoma esquizofrénico. Antes fosse. Mas trata-se de gente responsável ao nível do exercício da opinião pública.

Resumindo: neste dramático momento, parece-me a mim, que ou se está do lado de quem vai sendo esmagado ou de quem tudo cilindra para salvaguardar a Europa dos poucos mas muito ricos contra a dos muitos e muito pobres.

Não há mas nem meio mas sobre esta situação. Ou se está com deus ou com o diabo. Não vale baratinar.

Os gregos têm direito a fazer o referendo, é a máxima expressão da democracia. Tsipras é um grande homem de Estado. Tem defendido o seu povo com unhas e dentes. Poucos governantes, só quem tem dignidade que chegue, aguentariam a chantagem que Tipras e Varoufakis têm aguentado naquelas reuniões.

A Grécia é soberana. Deixem-se de conversa intelectualoide retorcida, tão parecida, mas tão parecida com a de quem quer ver a Grécia afundar-se.

 

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por Augusta Clara às 11:00

Segunda-feira, 29.06.15

Tsunami silencioso no Médio Oriente - José Goulão

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José Goulão  Tsunami silencioso no Médio Oriente

 

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Mundo Cão, 25 de Juho de 2015

 

   A notícia passou quase despercebida, mas ainda assim causou algumas dúvidas e perplexidades: a Arábia Saudita e a Rússia, arqui-inimigos de longa data, assinaram um acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos. Em termos mais prosaicos: a petromonarquia comprou 16 centrais nucleares a Moscovo para entrarem em funcionamento dentro de meia dúzia de anos.

Isto é, o maior exportador mundial de petróleo decidiu poupar nos combustíveis fósseis, aproveita a tecnologia associada para desenvolver projectos de dessalinização de águas e elegeu como parceira uma empresa tutelada pelo governo do infiel Vladimir Putin.

É assim, tal e qual. Mas a notícia não passa de um pequeno abalo, uma simples réplica do enorme e silencioso tsunami que por estes dias atinge o Médio Oriente.

O epicentro do magno sismo, como já se focou nestas linhas, é a próxima assinatura de um acordo (que são pelo menos dois) entre outros arqui-inimigos, os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irão. Para consumo geral, um dos acordos é o chamado 5+1, que teoricamente acaba de vez com o mito das nunca existentes ambições iranianas ao nuclear militar; outro é bilateral e traduz uma espécie de partilha de zonas de influência norte-americanas e iranianas em amplos espaços do Médio Oriente, com repercussões colaterais, que podem ou não ser danosas, consoante a perspectiva.

Rezam as fugas de bastidores que os Estados Unidos reconhecerão tacitamente as zonas de influência do Irão em dois terços do Iraque, na Síria, em grande parte do Líbano; em contrapartida, Teerão conforma-se em não “exportar” a revolução islâmica.

 

 

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por Augusta Clara às 08:00

Domingo, 28.06.15

FILME - Z, de Costa Gravas (legendado em português)

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 Costa Gravas  Z

(segundo o romance de Vassili Vassilikos)

 

Baseado em fatos ocorridos na Grécia, em 1963. Deputado, professor e pessoas de esquerda tentam fazer um comício anti-belicista. O deputado é atropelado e morre. A polícia diz que foi acidente mas um juiz, auxiliado por um fotógrafo, tentará provar que o deputado foi assassinado. No entanto, as testemunhas de que dispõe vão morrendo, também, em condições misteriosas. Dois Oscars para o filme e prêmio de melhor ator em Cannes para Trintignant. (Youtube)

 

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por Augusta Clara às 14:00

Sábado, 27.06.15

Selvagens!

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por Augusta Clara às 12:00

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