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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 27.12.17

A caverna luminosa do poeta - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  A caverna luminosa do poeta

 

pássaro0.jpg

 

(Adão Cruz)

 

 

Quando entraste na luminosa caverna do poeta

Fugindo à chuva, ao vento, ao frio

Tudo me dizia que eras a mesma poesia

Que hoje ilumina as águas deste rio.

 

Tudo me diz que és tu a mesma poesia

Deste sol da tarde, sem chuva e sem frio

Nascida do ventre de uma vertigem

Revolvendo as águas calmas de outro rio.

 

Assim mo diz a luz incendiada dos teus olhos

E a tímida febre dos teus lábios quentes.

Nem sempre a poesia é metáfora e falso gesto

Nem sempre o poema é de versos impotentes.

 

Já não crescem em mim rebentos de sol

Nem me afligem conflitos de escura tristeza.

Por isso eu sei que o sol desta caverna

Não é brilho do poeta mas luz da tua beleza.

 

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por Augusta Clara às 17:22




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