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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 11.01.17

A Falácia da República Portuguesa dos Sovietes - Augusta Clara

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Augusta Clara  A Falácia da República Portuguesa dos Sovietes 

 

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   Para terminar a conversa porque amanhã já estamos "noutra", convoquemos à cena aquela indómita fantasia que por aí fez caminho no chamado "Verão quente" de 1975. Fantasia, sim, só para quem dela se convenceu porque quem a congeminou sabia bem ao que vinha. Tinha ela como argumento a existência do perigo da instalação aqui no país duma república soviética do tipo da existente na então URSS.
Ora, partindo da improvável hipótese de que um cérebro de caracol - lembrem-se que Álvaro Cunhal era um homem de grande inteligência e, como ele, outro(a)s dirigentes político(a)s da esquerda da altura - conseguia pôr em prática esse projecto, a tal República Soviética do Portugal dos Pequeninos ficaria obrigada a passar a fazer a grande maioria das suas trocas comerciais com a URSS lá na outra ponta da Europa porque, pela certa, sofreria o maior boicote económico de todos os tempos por parte dos países da Europa Ocidental e Central bem como dos EUA.
A esquerda queria mais poder? Queria, sem dúvida, porque já era mais do que evidente a guerra que os sectores donos do dinheiro faziam a uma política que pretendia estender os benefícios e garantir uma vida digna a toda a população. Coisa que não lhes agradava porque, evidentemente, iriam perder privilégios. Porque se nacionalizaram os bancos? Porque os capitais começaram a fugir do país. Que pena não terem ficado nacionalizados, não andaríamos agora a pagar do nosso bolso os monumentais roubos do banqueiros ladrões.
Foi esse medo, a perda das vidas faustosas, custassem o que sempre tinham custado a tantos e tantos portugueses durante os 48 anos de fascismo salazarista que levou ao golpe da direita reaccionária em 25 de Novembro de 1975 e não uma guerra civil que ninguém tinha em mente nem temia. Esse era apenas um capítulo da fantasia propagada. Medo esse que já se tinha manifestado nos atentados do ELP e do MDLP tutelados pelo general Spínola. Lembram-se dos incêndios das sedes do PCP e da morte do padre Max e da jovem que o acompanhava?
E pronto, assim viemos parar ao que nos aconteceu nos últimos anos e que o Governo de António Costa, com o acordo que fez com os partidos de esquerda, tem tentado emendar.

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por Augusta Clara às 19:50




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