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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 30.11.17

A morte do poeta - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  A morte do poeta

31-2013a.jpg

 

(Adão Cruz)

O dilema entre o silêncio e a palavra invade a lógica discursiva que há no ridículo do poema.

Quem tudo vê e nada sabe ou é poeta ou patético peregrino da teatral mentira que emoldura a poesia mascarada nos buracos negros das palavras.

Morre a razão e a mente no espaço vazio do poeta engolido nas areias movediças da estupidez do verso. 

Nasce a poesia na semântica farsa das palavras escondida nos simbolísticos restos do dilema entre o silêncio do mundo caído em pedaços ou erguido nos absurdos de um poema.

Ninguém conhece a metáfora da verdade e da mentira, só o poeta, na sua indomável vertigem da ilusão, assim descobrindo a poesia nos avessos da razão.

Morre o poeta em suas manhãs de pedra e gelo entre a verdade da mentira e a mentira da verdade, e todos lhe cobrem o corpo com lençóis de pétalas e sedução, primeiro e último poema do silêncio e da razão.

 

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por Augusta Clara às 14:00


1 comentário

De Anónimo a 01.12.2017 às 18:35

...Realmente um "Jardim das delícias" a ser explorado na sua vertente mágicas dos sonhos e realidades.

Abraço
Santos Oliveira

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