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Jardim das Delícias



Terça-feira, 12.12.17

Dentro do meu caderno - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Dentro do meu caderno

do conde1.jpg

 

(Adão Cruz)

 

Dentro do meu caderno há uma pena branca de palavras e gestos cansados, de inocência a prazo ao longo do tempo.

Dentro do meu caderno há mensagens desamparadas como os dedos verdes das estrelas, ora inquietas no mar incerto, ora plácidas no mar sereno.

Sempre assim foi no meu caderno, criador de silêncios nos desertos de um poema.

A beleza embriagada de mel nasce dentro do meu caderno, sobre as águas de um mar de sol poente.

De tanto azul fiz um barco pintado de sonhos, e na cama infinda deste mar, perdi o respeito pelo silêncio do teu corpo.

Dentro do meu caderno cai a chuva no cristal do pensamento, embaciando nossos corpos e nossos mundos.

Dentro do meu caderno, para que servem vozes se não sabemos cantar?

 

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por Augusta Clara às 14:00




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