Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Jardim das Delícias


Terça-feira, 25.04.17

"Um cravo vermelho e luminoso" - Adão Cruz

16873377_Swd0T[1].jpg

 

Adão Cruz  "Um cravo vermelho e luminoso"

 

14901064_hGlLg.jpg

(Adão Cruz)

 

Um cravo vermelho e luminoso
Um cristal de vida no céu de chumbo
Cada dia um mundo limpo e perfumado
Graças a ti flor da minha idade
Graças a ti caminho da esperança às portas da cidade
Todo o mel e todos os frutos ali à mão
Graças a ti cravo vermelho que venceste a solidão
Veio o tempo ao nosso encontro
E a manhã despertou agitando as árvores
E a noite se fez de estrelas
Que desceram aos cantos do jardim
Um cravo vermelho e quente
Mais que tudo amando a vida
Em qualquer língua entendida
O mundo tinha o sabor de uma maçã
E os olhos inacabados eram cravos vermelhos
Não havia cárceres nem torturas
Apenas o calor de uma fogueira
Na praça do entusiasmo
E uma jovem mulher dormindo um sono de criança
Nos telhados da revolução
O seu rosto era uma nuvem
Dourada pelo sol e pela lua
Os cabelos trigueiros uma seara
Nos lábios a canção de Abril
Que gloriosa encheu a rua.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 15:38

Segunda-feira, 24.04.17

25 DE ABRIL SEMPRE!

1451531_271404459696222_2806446098173634136_n.jpg

(Imagem de Adão Cruz)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 01:33

Domingo, 26.03.17

Anda no ar um cheiro triste - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Anda no ar um cheiro triste

36-2013a.jpg

(Adão Cruz)

 

 

Fujo do rio vazio
e sento-me neste banco cinzento que já foi branco
quando havia borboletas brancas e muitas flores
e alegrias e pedaços de sol entre os braços da sombra.
Fujo deste banco escuro do cais do Ouro
onde os corvos marinhos secam as asas ao sol
e a tristeza invade as margens com a maré cheia.
Fujo do rio quando os barcos se enterram no lodo
e a luz é uma neblina densa que invade a alma pelos olhos dentro
e os corvos marinhos fazem voo rasante para outras paragens.
Fujo do rio e vou sentar-me noutras paisagens
neste banco cinzento que já foi branco e de outras cores
onde tudo o que chama por mim é silêncio
e o corpo me dói
e a alma se dissolve na água da mina
a regar as cinzas e as carnes moles de um corpo velho.
Sento-me na pedra fria deste banco que já foi branco
no tempo das flores e das borboletas brancas
em que não havia desertos ao fim da tarde.

Anda no ar um cheiro triste
e por isso deixei que a tarde me falasse
mas tudo o que chamava por mim era silêncio
e era silêncio o cantar da água que ia regar as cinzas
e as carnes moles de um corpo velho.
Não havia desertos entre a folhagem
neste banco pintado de branco
entre os pedaços de sol e os braços da sombra
mas os desertos aí estão
desertos de areias que são sementes de cabeças de criança
sim
as desse tal Herberto
caminhando ao longe
vagarosamente
sobre as areias do deserto.

Anda no ar um cheiro triste
e eu sento-me na margem húmida do rio num barco inventado
ali mesmo ao lado do minititanic
a sobrar de podre e a dobrar o tempo do amor de um velho
na loucura do sonho do cair da tarde
e a noite não tarda
salpicada de borboletas negras de voo pesado
e barcos enterrados no lodo.
Fujo do rio antes que chegue a maré cheia
e a tristeza baixe as asas dos corvos marinhos
e o sol não seja mais que uma densa neblina afogando o rio
e os corvos marinhos chamem por mim em desafio
e tudo o que chame por mim não passe de silêncio.

Anda no ar um cheiro triste
e eu fujo do rio que dá a ideia que vai secar
como os pedaços de sol e os braços da sombra
e vou sentar-me naquele banco cinzento que fora branco.
Fujo do rio e do cais do Ouro
mas o silêncio beliscado pelo fio de água da mina
a regar as cinzas e as carnes moles de um corpo velho
não passa do silêncio de tudo o que pode ser
o desesperado voo rasante dos corvos marinhos
sobre um rio negro deserto e frio que faz tremer.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 15:06

Quarta-feira, 22.03.17

Começo a entender - Adão Cruz

janet fitch.jpg

 

(Janet Fitch)

 

(Para a Eva)

 

Começo a entender dentro desta idade esgotada

Que a vida tem sempre uma entrada que vai dar ao nada

E tem sempre uma saída que é sempre partida

Para nova entrada que vai dar ao nada.

Começo a entender nesta idade avançada

Que a ilusão é sempre entrada

Para a saída desencontrada da desilusão.

Começo a entender nesta idade escurecida de emoções

Palmilhada ao lado da fantasia e da loucura

Que o sangue dos sonhos e da esperança

Nunca pintou as caras pálidas das multidões.

Começo a entender no fim de contas desta idade

Que no deve-haver da memória e do segredo

Não há mais entrada para as palavras

Nem qualquer saída  para o medo.

Começo a entender que o roçar da vida

O rumor dos passos

A pedra do moinho a apertar o peito

O sol e a lua das Figueiras

E o saudoso cair da tarde dentro de mim

Nada mais são que restos perdidos do íntimo silêncio

Das esquinas de um tempo que sobrou até ao fim.

 

Adão cruz, 12 de Março de 2017

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 00:29

Quarta-feira, 22.02.17

CRÓNICA-DESABAFO - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  CRÓNICA-DESABAFO

 

CL32a.jpg

(Adão Cruz)

 

   Depois de um dia de consultas desgastantes, passei  hoje [ontem] pelo hospital onde tenho alguém na Unidade de Cuidados Intermédios, em estado precário, todavia com sinais positivos de recuperação.

Esta melhoria legitimou a minha ida até à Ria de Ovar, a fim de comer qualquer coisa, neste caso concreto, meia dúzia de enguias fritas acompanhadas de dois copos. No fim, sob a abóbada de um crepúsculo quase sinfónico, daqueles que pintam de vermelho o horizonte do mar e dizem ao viajante:  “vermelho para o mar, pega no burrinho e põe-te a andar”, ou que dizem ao lavrador “pega nos bois e vai lavrar”, percorri a passo de caracol a berma da ria, ao som, nem de propósito, de “A Barcarola”, de Offenbach. Que maravilha de casamento entre o céu, a água, a música…e a nossa instabilidade emocional!

No fim desta encantadora peça musical que me encheu sempre a alma, desde remotos tempos em que, à beira-mar, eu procurava a calma e o equilíbrio dos meus momentos de desassossego, ouvi a entrevista de Luís Caetano a Luís Diamantino, um dos responsáveis pelas “Correntes de Escritas” da Póvoa de Varzim. Não digo que tenha ficado desiludido, mas também não me deixei iludir, pois não me iludo sempre que transformam eventos literários, poéticos e artísticos em espectáculos de folclore e feiras de fumeiro.

A criatividade, seja em que campo for, é sempre, sempre fruto de uma liberdade incondicional e não de uma fábrica de saberes. Além disso, a literatura, a poesia e a arte não são mercadorias a promover ou vender em feiras. É a cultura, política e socialmente considerada prioridade social, que deve trazer as pessoas ao encontro da literatura, da poesia e da arte, na descoberta de que a sua vida necessita delas como metabolito essencial, e não o contrário. Não sendo assim, tudo não passa de folclore.

Por exemplo, em vez desta espécie de feira, por que não tentar discutir a fundo e filosoficamente o que é a literatura, o que é a arte e o que é a poesia, que, praticamente, ninguém sabe o que são, a despeito de inúmeras definições, a maior parte verdadeiramente disparatadas e sem jeito nenhum. Além disso, uma boa parte da poesia que para aí se faz e consome, por exemplo, não passa de chachada, e, no entanto, anda por aí, lida, relida, declamada e pendurada em tudo quanto é esquina. Sejamos sérios. De uma vez por todas, para que possamos ter um fio de ligação, não há outra plataforma de entendimento que não seja assentarmos no conceito neurobiológico do sentimento como suporte de entendimento do sentimento artístico e do sentimento poético, iguaizinhos a quaisquer outros sentimentos. Não sendo assim, tudo o resto é fantasia e disparate.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 14:00

Segunda-feira, 06.02.17

Crónica, um tanto extemporânea, que eu dedico à minha amiga Augusta Clara e ao meu amigo José Carlos da "Taberna do Doutor", que fazem anos hoje - Adão Cruz

IMG_5715a.jpg

(imagem de Adão Cruz)

 

1º - A semana passada, dirigia-me eu à Corunha a fim de almoçar com uns amigos, quando, perto da saída para Ponte de Lima, tive um furo, originado por um maldito parafuso que por ali ficou à espera de outra vítima, segundo me disse o remendador de pneus. Tive a sorte de, naquele preciso momento, passar ali uma carrinha da Brisa, cujo condutor, dada a minha provecta idade, gentilmente se prontificou a mudar o pneu. Claro que, sendo sábado, desisti de continuar a longa viagem, com um pneu raquítico como aqueles que agora se usam como substitutos, embora já tivesse tido a experiência de andar com um pneu desses desde Villefranche de Conflent, sul da França, até Portugal.

Resolvi ir comer um pernil assado na “A Carvalheira”, e, no fim do repasto, dirigi-me a Vigo, onde assentei arraiais no velho, modesto e conhecido Hotel La Junquera, desde os tempos em que ainda não havia a “parte nova”. Como em outras ocasiões, fui à //Afundación, ver o que havia por lá, em termos de exposições. Nesse mesmo local onde o meu grande amigo Pastor Outeiral, uns anos antes de morrer, fez uma das suas últimas exposições. Entre “Da Xeración doente aos Renovadores”, “Pegadas da Abstracción a nova Figuracción”, “Identidade Individual, Vontade Global”, dei com obras de pintores que tiveram muito a ver comigo. Desde já, Tino Grandio que morreu em 1977 com um cancro da bexiga, cuja obra descobri há muitos anos em Pontevedra. Xaime Quesada, que ainda conheci pessoalmente em vida, em Ourense. Caruncho que morreu o ano passado, e com quem, um dia, jantei na Corunha.

Fui jantar ao meu querido café “Luces de Boémia”, onde tenho amigos, e que eu conheço desde os tempos em que ia a Vigo comprar películas para o meu primitivo ecocardiógrafo, o único ecocardiógrafo bidimensional existente no país, nessa altura. Aí me mantive até às primeiras horas da madrugada, ouvindo música ao vivo, dos anos 60-80-90. Depois de uns copos bem bebidos, indutores de um belíssimo sono, lá fui para o hotel “la Junquera”.

Levantei-me a meio da manhã e percorri calmamente, dentro da neblina e de uma chuva miudinha, todo aquele rabinho de costa entre Vigo e a Guarda (La Guardia), que por mais conhecido que seja nunca cansa. Almocei no “Muralhas de caminha”, do meu velho amigo Tiago, e rumei ao Porto.

2º À noite jantei num tasco. Na mesa frente à minha sentou-se uma moça nova, engraçada, mulher dos seus trinta e tais, com um homem bastante mais velho, com ar de sem-abrigo. Entre ambos abundavam os sorrisos e gestos de uma felicidade fora do comum. Eram, na verdade, pai e filha, segundo me segredaram. Ela, empregada muito precária, ele, com efeito, sem-abrigo.  Ali vinham por vezes jantar. Desta vez uma suculenta picanha intercalada de sorrisos, salivações e lacrimosos olhares de felicidade. Dei comigo a entranhar bem dentro das entranhas o que é a vida e o que ela tem de absurdo, de relativo, de descarnado, de verdadeiro e de falso. Comparei, sem esforço, esta cena de plena felicidade, com as trombas (ainda que giras) transmitidas momentos antes, da execrável exploradora da miséria angolana, Isabel dos Santos, ao ver-se aprisionada durante meia hora num autocarro junto ao aeroporto de Lisboa.

                                                                                                       Adão Cruz

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 16:20

Sábado, 31.12.16

Um Feliz Ano Novo para todos que não requeira muito esforço a atravessar

17011077_UEsKs.jpg

(Adão Cruz)

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 16:20

Sexta-feira, 23.12.16

A verdade (Ou a vinda de Francisco a Fátima) - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

Adão Cruz  A verdade (Ou a vinda de Francisco a Fátima)

adão.jpg

 

 

 

   Qualquer um de nós que mantenha respeito por si próprio manifesta uma saudável vontade e necessidade de tentar aproximar-se o mais possível da verdade, esteja ela onde estiver. Só a verdade vos tornará livres, disse Cristo.

A mentira é a ofensa mais directa contra a verdade, diz a Igreja Católica, a despeito das fundamentais e colossais mentiras em que assenta.

É frequente ouvirmos comentários a dizer para deixarmos a Igreja em paz, e, se não lhe pertencemos, em nada temos que a criticar. Quem assim fala, obviamente que não reflecte, nem evidencia honestidade de pensamento.

A Igreja é um fenómeno social, um dos fenómenos sociais mais entranhados e mais influentes da nossa sociedade. Se é bom ou mau, pertence a cada de nós sabê-lo, e é obrigação de cada um sabê-lo. O que é certo é que todos nós, crentes, agnósticos, ateus, pessoas de outras religiões, temos o direito, o dever e a obrigação de nos debruçarmos, da forma como entendermos, sobre um fenómeno que nos afecta tão profundamente e que tão dramaticamente interfere nas nossas vidas.

adão1.jpg

 

Todas as nossas vidas, desde o nascimento, estão, com efeito, profundamente influenciadas pelo cristianismo católico. Toda a nossa história, os nossos próprios nomes, os actos sociais, as festas, os nomes das instituições de saúde e educação, e não só os nomes mas toda a cultura que nelas se difunde, a visão do mundo e da ciência, a visão política, económica e financeira, nacional e internacional, as intervenções em todos os quadrantes, nomeadamente as intervenções bélicas estão embebidos pelo que de santo ou diabólico existe na religião e na Igreja.

Tudo o que atrás referi tem como finalidade chamar a atenção para o que nem tudo o que luz é ouro. Chamar a atenção para a necessidade de não nos deixarmos guiar apenas pelos costumes, pelas tradições e por tudo o que nos impingem. Chamar a atenção para a imperiosa necessidade de pensar e de ler, leituras sérias, fundadas e documentadas, que consigam pôr-nos a pensar pela nossa cabeça e não pela cabeça da igreja e dos poderes de que ela dispõe. Lembremo-nos que nada há de mais sagrado do que a nossa razão e a nossa mente. Passarmos por cima delas é o pior de todos os suicídios.

A sorte que actualmente temos de poder dispor, a nível mundial, de uma profusa literatura honesta e credível não pode ser desprezada.

“Mentiras Fundamentais da Igreja Católica”, por exemplo, de Pepe Rodriguez, é um fantástico livro, a não perder por quem sente, como disse atrás, a necessidade da verdade como metabolito essencial da sua existência.

adão2.jpg

 

Pepe Rodriguez é licenciado em ciências da informação, é um destacado jornalista de investigação, um especialista em seitas e religiões comparadas. O livro é de uma seriedade, honestidade e transparência que não deixam dúvidas a qualquer leitor bem intencionado. Pressente-se que o trabalho de investigação que lhe deu origem foi extremamente sério e ciclópico. Basta o astronómico número de referências bibliográficas, e o apoio e colaboração de destacadas figuras da cultura como Victoria Camps, catedrática de ética, Enrique Magdalene conhecido teólogo católico, Maria Martinez Vendrell, psicóloga e Joaquin Navarro Esteban, magistrado da Audiência Provincial de Madrid.

Mas há muitos mais livros francamente aconselháveis, repito, a quem não pode viver acomodado com a pulhice e a mentira, livros que, por certo, mudarão a mentalidade de quem os ler com vontade e intuito de procurar a verdade, dentro do respeito que cada um nutre por si mesmo.

adão3.jpg

 

Refiro apenas alguns do que tenho lido ultimamente:

- “Em nome de Deus” de David Yallop. Sobre o assassinato de João Paulo I pelo Vaticano, sobre o trabalho sujo da Igreja, nomeadamente os escândalos financeiros e a cobertura na fuga secreta dos grandes criminosos nazis bem como a sua colocação em esconderijos na América Latina.

- “A Desilusão de Deus” de Richard Dawkins. Sobre o problema Deus.

- “A Santa Aliança” de Eric Frattini. Sobre toda a ligação criminosa do Vaticano à mafia, loja maçónica, terrorismo de extrema-direita, apoios às mais ferozes ditaduras, e sobre os inimagináveis crimes e fraudes político-económico-financeiros.

- “ A vida sexual do clero” de Pepe Rodriguez. Mal aceite pela Igreja, como é óbvio, mas que ela não conseguiu impedir de chegar às mãos de imensos católicos. O próprio bispo Januário Torgal Ferreira considerou-o não ofensivo nem agressivo, e diz que, ao lê-lo, se tem a sensação de abrir os olhos.

- “Los Papas e el Sexo” de Eric Frattini. Sobre as “castíssimas virtudes” de tudo quanto é perversão papal, desde que o papado existe.

- “O Labirinto de Água” de Eric Frattini. Sobre o Evangelho de Judas Escariote.

- “O Espectáculo da Vida” de Richard Dawkins. Sobre a Evolução. O mais fantástico documento anti-criacionista que já li.

- “El Catolicismo Explicado a las Ovejas” de Juan Eslava Galán.

- “Los Péssimos Exemplos de Dios” de Pepe Rodriguez.

- “deus não é Grande” de Christopher Hitchens. Como a religião envenena tudo.

- “Opus Dei” de Bénédicte e Patrice Des Mazery.

- “CIA, Jóias de Família”, de Eric Frattini.

- “Segredos do Vaticano” de John Follain. Sobre o assassinato do coronel Alois Estermann, da Guarda Suíça, e sua esposa, a venezuelana Meza Romero, perpetrado pelo cabo Cédric Tornay, que se suicidou, e que o Vaticano abafou de forma altamente suspeita.

-“La puta de Babilonia” de Fernando Vallejo.

- “O Empório do Vaticano” de Nino Lo Bello. Sobre tudo o que o título sugere.

- “O Holocausto do Vaticano” de Avro Manhattan. Este livro, especialmente temido e banido pelo Vaticano é algo de tenebroso, recheado de exemplos chocantes do terrorismo contemporâneo do Vaticano, com documentos e fotos dos campos de concentração católicos na Jugoslávia e não só, de execuções de centenas de milhar de não-católicos, e de inacreditáveis atrocidades e execuções em massa, com enterramento de famílias inteiras vivas e conversões forçadas.

- “Vaticano S.A.” de Gianluigi Nuzzi, um documento histórico e exclusivo que revela a mão do Vaticano nos bastidores dos jogos políticos e financeiros.

- “Sua Santidade” de Gianluigi Nuzzi”, as cartas secretas de Bento XVI. Como o Vaticano Vendeu a alma.

-“Conspiração no Vaticano”, de G.L. Barone. Terrorismo, Alta finança, Santo Sudário, Vaticano e Guarda Suíça.

- “Os abutres do Vaticano”, de Eric Frattini, o livro que previu a renúncia de um Papa.

- “Avareza”, de Emiliano Fittipaldi, os documentos que expõem a riqueza, os escândalos e os segredos da Igreja do Papa francisco. Um livro que abalou o Vaticano e levou o autor a tribunal.

adão4.jpg

 

- “Via Crucis”, de Gianluiggi Nuzzi. Francisco, um papa em perigo no seio do Vaticano.

Longe de mim a pretensão de ensinar alguma coisa a alguém, sobretudo em matéria desta ordem. Longe de mim a intenção de procurar distorcer o pensamento de quem quer que seja. Reconheço a minha ignorância em muita e muita coisa, apesar de ter uma grande avidez de conhecimento e saber. Sou suficientemente humilde para reconhecer a fragilidade humana, mas sou suficientemente racional para saber que a verdade, esteja onde estiver, não é esta que para aí impingem de forma dogmática, e que a mentira é demasiado poderosa para a tudo se sobrepor, quando por trás dela existe a indigna exploração da ignorância, escancarada “ad nauseam” em todo este triste folclore a que assistimos, e os inconfessáveis e misteriosos interesses do poder estabelecido. O Vaticano é um regime teocrático arcaico e empedernido, que visa a defesa a todo o custo da sua “religião”, a despudorada propaganda, e a extensão e expansão dos inadmissíveis e obscenos privilégios materiais e temporais de uma religião, cuja essência e verdade pouco ou nada lhe interessa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 19:46

Segunda-feira, 12.12.16

Um abraço de amor - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Um abraço de amor 

001-2014a.jpg 

(Adão Cruz)  

 

(O MEU AMOR PELA GALIZA)

   Sim, um abraço de amor ou um poema de amor à minha querida Galiza. Até tem nome feminino e tudo.

Há longos anos que abro os meus braços para envolver em largo amplexo a minha amiga Galiza. Com o peito em Tui, o braço direito estende-se ao longo da margem direita do rio Minho, dobrando-se um pouco para tocar Ourense e afagando com a mão, lá em cima, a face de Lugo, a cidade de origem celta e romana que possui a única muralha do mundo intacta no seu perímetro. O braço esquerdo, dobrando-se e desdobrando-se a ocidente ao longo da costa desde A Guarda (La Guardia), para ir por ali acima acarinhar a luminosa Corunha e tocar com a ponta dos dedos o Ferrol.

Embora tenha passado a fronteira umas duas ou três vezes durante o tempo de estudante na Faculdade, o amor à primeira vista só nasceu quando atravessei clandestinamente de Melgaço para Ponte Barxas e daí para Cortegarda, uma vila termal que nos leva até Celanova e Ourense. Estava mobilizado para a guerra colonial da Guiné e, por conseguinte, proibido de sair do país. Foi o pai de uma amiga, funcionário da fronteira, que nos permitiu, a mim e outro amigo, a ida sem documentos até esta última cidade que com o tempo tão bem se foi acomodando no meu coração.

Antes de haver auto-estrada chegava-se a Ourense por diversos caminhos, indo todos desembocar em Celanova. Saindo por Porrinho tínhamos a 12 Km para leste Salvaterra de Minho, município raiano da Galiza mesmo em frente da nossa Monção, do outro lado do rio. Há já muito tempo, antes de haver a ponte, a travessia entre os dois países era feita numa jangada que transportava algumas pessoas e meia dúzia de carros. Lembro-me muito bem da última vez que atravessei o rio dessa forma…pois era um dia muito triste.

Podemos ir ainda hoje por Ponte da Barca e Lindoso e desfrutar a luminosa paisagem de montanha e água que se estende até Bande (um saltinho lateral para nascente a Xinzo de Limia é um encanto), ou atravessar o Gerês saindo pela Portela do Homem (outro saltinho lateral, desta vez para poente, passando por Entrimo e atravessando a serra de Castro Laboreiro é imperdível). De Celanova à cidade das Burgas, as águas termais que aliviam as comichões, é um instante.

Desde há vários anos que tenho em Ourense amigos de verdade, na área das artes e não só. Lembro, apenas como homenagem à sua amizade, a America Soto e família, a Dolores Reverter, o Pepe, o Joaquin Balsa e a Maria, bem como os familiares, o César Prada e a Olívia, a Gely e a Elvira, a Maria de los Angeles e outros. E também os que prematuramente, ainda jovens, deixaram esta vida, como Zapata, o pintor boémio que apelidava a sua barriga de cementerio de marisco, e Pastor Outeiral. Em Ourense realizámos duas ou três exposições de pintura, uma na Caixa Galicia ou Caixanova, não sei precisar, e outra no belo edifício Simeon. Quadros meus ainda resistem nas casas de alguns amigos. Não posso esquecer que em Ourense visitei uma imponente exposição de Jaime Quesada, artisticamente conhecido por Xaime Quessada, grande pintor ourensano que conheci ainda em vida, e que desenvolveu intensa actividade por todo o mundo.

Chegado o meu braço direito até ao Lugo (com a sua acolhedora Plaza Mayor de onde saem ruas pejadas de bares e tapas), e a seguir até Vegadeo e Ribadeo, entraria de imediato nas Astúrias para saborear essa suculenta fabada asturiana em recantos que eu cá sei, mas é da Galiza e não das Astúrias que estamos a falar. Esticando um pouco mais o braço talvez consiga tocar Viveiro, Carinho, Cedeira e Ferrol, essa encantadora terra do noroeste marítimo da Galiza, cheia de História boa e má. Da História má podemos destacar, como exemplo, que ali nasceu Francisco Franco, e ali morreram assassinados centenas de lutadores antifranquistas às mãos dos esquadrões da morte fascistas. Na História boa podemos registar o nome de Ricardo Calero, também de origem ferrolana, professor catedrático dos meados do século XX, reputado filólogo e crítico literário, grande defensor da unidade linguística galego-portuguesa. A propósito, mas já no início deste século, um outro professor universitário também linguista segredou-me um dia que o português é o galego correcto.

Sinto que os dedos da minha mão direita se entrelaçam agora nos dedos da minha mão esquerda que afaga o rosto da Corunha, essa cidade única, cristalina, cheia de luz e de água, a chamada cidade de cristal, com tanto para ver e sentir entre a praia de um lado e o porto de outro, tendo no meio a Praça Maria Pita, o museu do Homem (Casa do Home), o museu de Belas-Artes ou o seu emblemático monumento, a Torre de Hércules, o farol em funcionamento mais antigo do mundo. Sempre me cativou esta linda cidade, e por isso a ela voltei sempre que pude e sempre que ela me chamou. Nunca faltei às várias reuniões médicas que me proporcionou, não podendo esquecer as que mais me entusiasmaram, as conhecidas jornadas internacionais sobre Cardiomiopatias que durante alguns anos tiveram lugar no Palácio de Congressos, trazendo à Corunha os mais afamados investigadores do mundo nesse tipo de patologia. Sabia bem para além do mais, sermos recebidos principescamente com um lauto banquete nas belas salas do Ayuntamiento, na Plaza Mayor, onde saboreei as melhores tapas de sempre. Foi numa dessas alturas, em 1999, que havia aí uma exposição da conhecia pintora Maria Gato, de quem fiquei amigo.

Na Corunha conhecemos a famosa galeria Atlântica fundada por Salvador Corroto Parra recentemente falecido, e todo o seu espólio. Revimos a obra de Rafael Canogar e conhecemos pessoalmente Luis Caruncho com quem um dia jantámos, a seu convite. Falo no plural, porque além de outros andava sempre comigo, como compagnon de route, o grande amigo João Alexandre, pintor e hábil profissional nesta coisa da montagem das exposições. Faziam parte do nosso grupo André Welch, pintor francês de Pau, já falecido, e Hans Zingraff, alemão, que numa dessas vezes expunha na Atlântica. Ambos pertenciam como nós ao movimento MAI (Movimento artístico internacional). Foi também numa dessas idas à Corunha, desta vez sozinho, que ouvi falar pela primeira vez da afamada pintora Maria Antónia Dans, nascida aqui, em Oza dos Rios e na altura já falecida, da qual adquiri um lindo álbum repleto de obras um tanto naif com belas paisagens cheias de cor e nostalgia.

Nesta belíssima cidade fizemos, pelo menos, quatro exposições, a primeira numa galeria de cujo nome não me lembro, a segunda no lindo Hotel Maria Pita que fica junto ao mar e que há bastante tempo mudou de nome, a terceira no Clube Financeiro da Corunha (com o meu grande amigo Jaime Casais, pintor e arquitecto aqui residente), e a quarta, individual, do João Alexandre, também no Clube Financeiro. Com o Jaime voltei a fazer outra exposição no Clube Financeiro de Vigo a que dei o nome de Calles e Ruas da cidade interior. Do texto que fiz para essa exposição deixo aqui uma pequena frase:

A arte é uma procura de expressão da beleza e da poesia, uma pura questão de liberdade no processo racional da formação do Homem dentro da ética da existência…

Mas ao descermos agora pelo meu braço esquerdo para o sul, ainda é muito cedo para chegar a Vigo. Vamos permanecer um pouco em Cee, Corcubion, a dois passos do famoso pôr-do-sol de Finisterra. Não tenho a certeza se foi aqui que Jaime Casais nasceu mas é aqui que ele tem uma das mais belas casas que já vi, a casa dos pais, do início do século XX, e em cujas paredes mais nobres eu tenho a honra de ver pendurados alguns dos meus quadros. Entre Corcubion e Finisterra tem ele uma aprazível e poética casa na praia, salvo erro praia de Langosteira, que oferece de coração aberto aos amigos e onde comi o melhor pescado e as melhores navajas da minha vida.

A seguir vem Muros, um bom pedaço mais abaixo nesta interminável costa. É um dos pueblos marineros mais bonitos e mais bem conservados da Galiza. A sua história começa no século X e a sua riqueza em arte rupestre conta com uma infinidade de calçadas romanas, castros e cruzeiros. Foi Jaime Casais o principal arquitecto responsável pela fiel reconstrução desta antiquíssima vila, que, para além do prazer que nos dá ao percorrermos todas as suas medievais ruas e vielas, possui uma gastronomia inigualável… que uma qualquer noite nos traiu. Era uma noite de fim de ano com tudo fechado, em que eu e uma amiga queríamos comer alguma coisa e arranjar algum sítio onde dormir e nada havia. Apenas um pequeno hotel, também fechado, mas cujos donos, prestes a encerrar, chegaram ao insólito mas encantador absurdo de nos entregarem a chave do hotel, onde pernoitamos como únicos hóspedes e senhores absolutos. Mas a sorte não ficou por aqui. Cheios de fome percorremos as ruas de ponta a ponta na pouco esperançosa tentativa de encontrar algum local aberto. Já desanimados, ao dirigirmo-nos para o hotel de barriga vazia, demos com uma cave aberta e iluminada onde se comemorava a passagem do ano repleta de comes e bebes e também de uma invulgar simpatia e de um franco acolhimento.

Noia fica no caminho, com o seu casco antigo como o de Muros e tantas outras povoações desta costa infindável, repleta de sonho, nostalgia e passado. Noia lembra-me logo o modesto mas muito agradável Hotel do Parque com o seu quarto 115, semicircular, todo ele janelas que nos permitem uma vista global sobre a ria banhada de sol e luar. O quarto não é um quarto mas dois, separados mas comunicantes. Aí pernoitei algumas vezes, uma delas com o meu filho mais novo, a minha nora e o meu primeiro netinho.

Já que estamos a 23 Km de Santiago de Compostela vamos sair por instantes da costa e dar uma olhada a esta vetusta cidade tão acolhedora. Não vou falar daquilo que é bom em Santiago pois não deve haver quem não conheça. Ao contrário de muita gente peregrina, não é propriamente a catedral e o santo que me interessam e atraem. Nem o museu de arte contemporânea de Siza Vieira mais do que visitado. Nem de todas as vezes me absorve a memória da grande Senhora da poesia galega, Rosalía de Castro, de quem dizem ser a fundadora da literatura galega moderna, aqui nascida, em Caminho Novo, em 1837.

Dicen que no hablan las plantas, ni las fuentes, ni los pájaros,
Ni el onda con sus rumores, ni con su brillo los astros,
Lo dicen, pero no es cierto, pues siempre cuando yo paso,
De mí murmuran y exclaman:
Ahí va la loca soñando
Con la eterna primavera de la vida y de los campos…

Como pecador e humilde poeta, ao entrar em Santiago logo me cresce água na boca ao ver por trás dos vidros embaciados dos bares que se estendem ao longo das ruas estreitas, as travessas de pulpo e percebas. Mas, perdoado o pecado da gula, posso dizer que são as reuniões médicas dos tempos passados, na prestigiada faculdade de Medicina, que mais me avivam a memória. Retenho com alguma saudade aquela importante jornada que constituiu a celebração dos 25 anos da primeira circulação extracorporal.

De Noia a Vigo, esta filigrânica e rendilhada costa não pode ser descrita em pormenor num simples texto, apesar de eu a conhecer quase a palmo, pois só poderá caber em volumoso livro. Mas um livro que apenas contivesse magia, sonho, música e poesia. Porto do Son, Vilagarcia de Arousa, Isla de Arousa, Cambados, O Grove, A Toxa (La Toja), Sanxenxo…alto lá, já não posso com tantos poemas e tantas mariscadas.

Um saltinho ao casco velho de Pontevedra para tomar nem que seja um café solo. Ao entrar, também não são as sinistras procissões da Semana Santa, serpenteando pelas ruelas, que me vêm à cabeça, nem o jamon ibérico e a macia espuma das cañas douradas, nem a “minha” livraria há muito fechada, mas a magnífica exposição que há uns largos anos tive a sorte de ali encontrar: Uma mostra das obras de Tino Grandío, o grande pintor dos cinzentos, natural de Lugo, que a morte agarrou demasiado jovem, sem conseguir impedir que os seus quadros se espalhassem pelo mundo. Dele disse um dia Camilo José Cela:
Tino Grandío era grande e solemne, aparatoso, disparatado, sólido e vitalista, quizá por eso murió casi joven…

O meu abraço, já que aqui estamos, vai mais alguns quilómetros para o interior, nos arredores de Pontevedra, mais propriamente Tenorio, ao encontro de Marise e Celestino, donos da estalagem O Casal, que nunca deixaram de estar presentes em Portugal nas minhas exposições e nas apresentações dos meus livros.

De Pontevedra a Vigo pela auto-estrada é uma questão de minutos. Mas não podemos deixar de saborear este restinho de costa que demora muito mais, Marin, Bueu e Cangas, indo desembocar na mesma auto-estrada e atravessar para Vigo pela elegante Ponte de Rande que nos libertou da enorme volta para contornar a ria, como se fazia antigamente. Mas os braços já começam a doer. Paremos em Vigo, no antigo e lindíssimo café-restaurante Luces de Bohemia onde o António me recebe sempre de forma calorosa. Entrei pela primeira vez neste deslumbrante espaço há mais de vinte e cinco anos. Mas ao contrário do que pensava ele ainda não existia quando eu e alguns familiares nos deslocávamos a Vigo para comprar películas para o meu primitivo ecocardiógrafo - o primeiro ecocardiógrafo bidimensional a entrar em Portugal -, que não existiam no nosso país e que as senhoras escondiam debaixo dos vestidos ao passar a fronteira. Aqui em Vigo, como disse atrás, realizámos, eu e o Jaime, uma exposição no Clube Financeiro. Também aqui, ou melhor, em Vigo e Redondela, pude estar presente em duas belas exposições, não sei se as últimas, do grande artista e amigo Pastor Outeiral, de Ourense. Já doente, teve a gentileza e a coragem de se deslocar um dia a Santa Maria da Feira para colaborar na apresentação de um livro meu, no Europarque. São outras memórias a Casa del Libro onde passei muitas tardes, bem como El Rincon de los Artistas, bar com música e dança e a edição da sua própria revista, na mesma rua em que há uma rotunda com a escultura de Rosalía de Castro no centro. Hoje cerrado, infelizmente.

Não é sem saudade que se deixa a brilhante marginal de Vigo até à praia de Canido, por onde se chega a Nigran no caminho para a esbelta Bayona. Primoroso casamento entre o homem e a natureza, é de todos conhecida, mais pela marina e o parador e menos pela parte velha, interior, cheia de bares, onde se realizam genuínas festas medievais. Mais uma vez a longa e nostálgica costa se estende à nossa frente, não tão sinuosa como a norte, até A Guarda, acolhedora vila piscatória e capital dos mariscos e da sua rainha a lagosta. A 10 Km a ponte para Vila Nova de Cerveira que nos libertou do antigo Ferryboat. Mas não entremos já em Portugal. Façamos marcha atrás e recuemos um pouco até ao sopé do monte de Santa Tecla. Se subirmos lá acima, os nossos olhos encontrarão pela frente uma das mais belas paisagens do mundo, não tenho dúvidas. Mas é tarde e o poema já vai longo. Ficaremos aqui na base, em Camposancos, e vamos dar um saltinho ao Hotel Molino, mesmo junto à foz do rio frente a Caminha e Moledo. Propriedade dos amigos Carlos e Margarida, praticamente família da amiga America Soto, de Ourense, oferece uma tão solitária calma e sossego que nos incute a sensação de termos chegado ao fim da terra. Na paz da sua esplanada, junto à praia, podemos saborear a frescura de uma caña, mirando do outro lado do rio a suavíssima costa portuguesa a perder-se no horizonte. Em noite de estrelas e luar talvez ouçamos da boca da Margarida histórias antigas da região, muito especialmente o relato dos horrores da guerra civil, lembrando a casa das torres, um pouco mais acima, onde se refugiavam os seus familiares e muitos outros antifranquistas.

E pronto. Por aqui deixo espalhados alguns dos últimos versos deste magnífico poema que é a Galiza, pois já não serão muitos os abraços que hei-de dar-lhe.

Adão Cruz

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 17:15

Terça-feira, 06.12.16

A VOZ AO LONGE - Exposição de pintura de Adão Cruz, Museu de Ovar, Setembro de 2016

ao cair da tarde 5b.jpg

   Vídeo da exposição de pintura de Adão Cruz "A Voz ao Longe", no Museu de Ovar, realizado e gentilmente oferecido pelo amigo Dr. Jorge Bacelar. Honrosa oferta, dado que o Dr. Jorge Bacelar é um fotógrafo de renome internacional e prémio mundial da UNESCO.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 17:00



Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Abril 2017

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30


Comentários recentes

  • separatista-50-50

    «Tudo como dantes. Quartel em Abrantes» não é bem ...

  • adão cruz

    Completamente de acordo. Alguém tem dúvidas das mo...

  • Anónimo

    Que não nos falte o sonho...

  • adao druz

    Muito bonito. Só eu sei...

  • adelino

    Velhos são os trapos! Espero que daqui a dez anos,...


Links

Artes, Letras e Ciências

Culinária

Editoras

Jornais e Revistas

Política e Sociedade

Revistas e suplementos literários e científicos