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Jardim das Delícias


Sábado, 22.07.17

Actualidade de Treblinka - José Goulão

 

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O poderoso e sufocante documentário inspirado no campo de extermínio de Treblinka que Sérgio Tréfaut acaba de nos oferecer, e que entra directamente no lote restrito de produções capazes de nos reconciliarem com a arte do cinema, tem como maior virtude a sua temível actualidade.

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«Andriy Parubiy, chefe das SS ucranianas de hoje, um favorito da NATO e da União Europeia, presidente do Parlamento de Kiev e identificado mentor do massacre de Odessa em 2014»Créditos / news.liga.net

 

   Tudo no filme atinge o espectador – a interminável viagem de comboio, os fantasmas que nele viajam, a incarnação da vida e da morte proporcionada pela figura lancinante de Isabel Ruth, as cores sem cor, as paisagens esbatidas e sem tempo olhadas por olhos que já não vêem, acompanhadas por palavras assombradas de quem sobreviveu depois de sentir-se morto – mas o grito mais alarmante que brota da tela é a actualidade do que é exposto aos nossos sentidos.

Ironicamente isso acontece através da evocação do campo de extermínio que os carrascos nazis se esforçaram por apagar até ao derradeiro vestígio, para nos convenceram de que nunca existiu. Dando-se ao trabalho de desenterrar centenas de milhares de cadáveres gaseados para os incinerar em grelhas gigantescas.

Haverá quem diga: isso foram outros tempos, já lá vão mais de setenta anos e foi obra de dementes inspirados por um louco.

Por isso o maior dos méritos do admirável trabalho de Sérgio Tréfaut é dizer-nos que não, aquilo não foi um fenómeno de época, a mente do ser vivo que foi capaz de tais degenerações anda por aí e basta-nos não levarmos a nossa vida ao compasso da informação de pechisbeque para descortinarmos as suas emanações, mesmo após cuidadosa aplicação do filtro dos paralelismos abusivos.

O documentário Treblinka é actual porque a realidade do início dos anos quarenta do século passado chega até hoje pela voz de quem sobreviveu à hecatombe. É uma actualidade factual, indesmentível, se bem que haja quem continue ocupado em garantir, até «cientificamente», que aquilo não aconteceu, foram exageros e vinganças dos vencedores.

Percebe-se, por isso, que as mentes perversas capazes de aceitar o extermínio em massa de milhões de seres humanos continuam activas, de modo algum satisfeitas com as tarefas de «limpeza» e «purificação» então executadas.

Os fenómenos expostos deste modo directo, porém, são mais identificáveis, portanto mais controláveis.

Eles são parte do perigo, ainda que não sejam a componente mais letal, sabendo-se que vivemos numa fase de perfídia, insídias e enganos. Os germes da verdadeira ameaça, temível e sempre latente, flutuam nas imagens e palavras de Treblinka e são um convite para que nos internemos mais nessa actualidade.

Aquela interminável viagem de um comboio da morte é uma metáfora da relação do ser humano com o poder, de como a fragilização dos mecanismos democráticos para controlo das actividades de governação e comando vai escancarando a porta dos desmandos.

Os nossos tempos são de democracias dia-a-dia mais frágeis, a que correspondem evidências de poderes cada vez mais absolutos e arbitrários. Ao compasso desta involução humanista vão florescendo manifestações de insensibilidade, de discricionariedade, de arrogância, enfim, de despotismo – e cada vez menos envernizado.

Há crueldade quando um presidente envia drones do seu gabinete para executar um «terrorista» a cinco mil quilómetros de distância, sabendo que a «operação» pode matar a família e dezenas de outras pessoas em redor, vítimas que passam de pessoas inocentes a «danos colaterais» num simples passe de estatística.

«Há crueldade quando um presidente envia drones do seu gabinete para executar um "terrorista" a cinco mil quilómetros de distância, sabendo que a "operação" pode matar a família e dezenas de outras pessoas em redor»

Há despotismo quando se arrasa um país, incluindo escolas e hospitais com meninas e meninos dentro, entregando-o depois a milícias selváticas, para se esquartejar um alegado ditador com o qual se mantiveram negócios e que, de um momento para o outro, é recomendável silenciar.

Há uma degeneração dramática da condição humana quando se tratam como párias, escravos, seres infra-humanos ou simples escória os milhões de vítimas humanas que pedem desesperadamente para sobreviver junto daqueles que são verdadeiramente responsáveis pelo seu martírio.

Há uma insensibilidade comprometedora quando se deixa a casta dos donos do dinheiro à solta para disporem da vida da maioria dos cidadãos, aos quais, paulatinamente, se vão retirando os direitos para se defenderem.

Existe uma arrogância despótica quando se encontra unicamente na imposição da austeridade aos mais desprotegidos a pretensa solução para as chamadas crises da sociedade, as quais, na maioria dos casos, não têm outras raízes que não sejam os obstáculos à acumulação interminável de lucros por elites desumanizadas.

E que interpretação se poderá dar ao comportamento de dirigentes e de um Estado capazes de sujeitar aos requintes de uma violência, que se dirá de uma crueldade cientificamente apurada, mais de um milhão de seres humanos submetidos ao universo concentracionário de Gaza, ou centenas de milhares de pessoas confrontadas com a impenetrabilidade de um muro que divide famílias, comunidades, recursos?

Assim se demonstrando que a actualidade de Treblinka nos deixa perante a evidência de que o Estado de Israel e os seus protectores universais não têm autoridade moral nem legitimidade humanista para invocarem e se apropriarem do Holocausto de judeus e não-judeus.

Neste magma de comportamentos enunciados não é difícil encontrar as sementes que, num caldo de cultura adequado – longe de esquecido – germinem em comportamentos susceptíveis de descambar em situações que Treblinka avisadamente recorda.

Não fiquemos, porém, pelas metáforas; as quais, mesmo sendo-o, vão aflorando em comportamentos assumidos ou insidiosos mais do que suficientes para nos deixar alerta.

«Há que registar obrigatoriamente, para memória presente e futura, que os herdeiros dos esbirros de Treblinka estão vivos, actuantes, e nas mesmas regiões.»

Há que registar obrigatoriamente, para memória presente e futura, que os herdeiros dos esbirros de Treblinka estão vivos, actuantes, e nas mesmas regiões. Bastariam as evocações dos comportamentos de dirigentes como os que desempenham actualmente funções na Polónia pré-fascista, na Hungria, na Eslováquia, na Croácia, nos Estados do Báltico que o neoliberalismo «libertou» ressuscitando forças que, não apenas saudosas de Hitler, tentam fazê-lo reviver. Mas tal não esgota a realidade.

Existe o case study da Ucrânia: nunca será excessivo recordá-lo porque continua a ser escandalosa e significativamente mistificado.

Muitos dos guardas que colaboraram com a guarnição alemã do campo de extermínio de Treblinka eram milicianos ucranianos inseridos na SS hitlerianas, como voluntários ou como membros do exército «livre» da Ucrânia. Entre eles, membros do Batalhão Galícia, que ficou para a História negra da guerra associado ao nome do seu líder e mentor, Stepan Bandera.

Pois bem, Bandera é herói nacional oficial da «nova» Ucrânia, «democratizada» com o envolvimento da União Europeia e os préstimos insubstituídeis da NATO. Ainda hoje, em tempo real, hordas nazis da nova Guarda Nacional ucraniana, corpo treinado por militares das forças armadas dos Estados Unidos, estão a participar nos exercícios da NATO no Mar Negro e que simulam «apropriação de território», quiçá uma formulação julgada menos comprometedora do que a tese hitleriana de «espaço vital».

Andriy Parubiy, comandante das milícias de assalto nazis envolvidas na chamada «revolução democrática» da Praça Maidan, um seguidor actual de Stepan Bandera que foi presidente do Conselho Nacional de Defesa e Segurança e hoje é presidente do Parlamento, depois de ter contribuído para a ilegalização de partidos como o Comunista, age como um interlocutor privilegiado nos areópagos que proclamam a democracia e os direitos humanos.

São habituais os seus briefings com os comandantes da NATO, tendo em conta os seus laços operacionais com os batalhões neonazis, que são determinantes nas actuais forças armadas ucranianas; numa visita recente a Itália, Parubiy escutou a presidente do Parlamento, Laura Boldrini, do Partido Democrático, dizer que deseja o reforço da cooperação parlamentar com a Ucrânia, «tanto no plano político como administrativo».

A actualidade de Treblinka é gritante. Ao fim e ao cabo, um «democrata» como Andriy Parubiy, chefe das SS ucranianas de hoje, um favorito da NATO e da União Europeia, presidente do Parlamento de Kiev e identificado mentor do massacre de Odessa em 2014, poderia ter sido um dos esbirros que mandava abrir as torneiras de monóxido de carbono sobre milhares e milhares e milhares de homens, mulheres e crianças cuja única culpa era existirem.

Bastava-lhe estar na força da vida em 1942 – em vez de em 2016.

 

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por Augusta Clara às 20:45

Domingo, 30.10.16

FILME - O carteiro de Pablo Neruda, de Michael Radford

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Michael Radford  O carteiro de Pablo Neruda

 

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por Augusta Clara às 14:00

Domingo, 13.03.16

FILME - O Ovo da Serpente - Ingmar Bergman

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Ingmar Bergman  O Ovo da Serpente 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Domingo, 28.02.16

"Che cosa sono le nuvole?", de Pier Paolo Pasolini

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por Augusta Clara às 19:39

Segunda-feira, 01.02.16

Indiedependência - Marcos Cruz

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Marcos Cruz  Indiedependência

 

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   Assim como, no princípio deste século, uma franja considerável de críticos de produtos artísticos e culturais renunciou à pele do intelectual esquisito e inacessível que lhe era vestida pelo senso comum e passou a revelar uma simpatia crescente por objectos e eventos mainstream, respondendo positivamente ao aceno de um mercado tão explosivo quanto indiferente a quem lhe oferecia resistência, hoje vemos consolidar-se um movimento de sentido inverso por parte do próprio mainstream, a reboque de um fervor expansionista com apetite voraz pela anexação de correntes de opinião livre. É assim que rebenta este fenómeno do indie. Hoje, todos queremos ser indie. Os filmes que trocamos, os sites de música que procuramos, os livros que recomendamos, é tudo indie. A coisa evoluiu a tal ponto que já se torna difícil s mainstreameparar o indie do mainstream, e boa parte das vezes a fronteira é cosmética – nada mais nada menos que o mainstream a revelar a verdadeira natureza de um dos seus tentáculos mais trendy.

Ora, o indie preenche em nós, ilusoriamente, o vazio idiossincrático que resulta de uma vida entregue a outrem. A reflexão pede tempo e disponibilidade mental, verdadeiros luxos para quem martela os dias com a batida repetitiva das logísticas casa-trabalho-casa. Vai daí, preterimos a experiência criativa em favor de um produto cujo rótulo de cultural, e ainda por cima indie, serve de almofada à nossa consciência. Assim que o dia nasce trocamos um novo cromo.

Perversamente, opera-se no (in)consciente colectivo uma transferência de valor entre o produto cultural e o conhecimento da sua existência. Passa a ser mais importante falar do filme, da música, do livro, do que ter deles um usufruto pessoal. E é esse consumo supérfluo e exibicionista que adensa a dependência do indie, aquilo a que ironicamente poderíamos chamar de indiedependência. O mais paradoxal é que o indiedependente procura através do vício de fugir da sociedade inscrever-se nela.

Tomemos um exemplo: com a credibilidade dos media em queda livre, o cinema tem explorado avidamente o filão da realidade. Seja em documentários ou produtos ficcionais de base verídica, há hoje uma obsessão por capturar todo o tipo de experiências de vida. Se isso traduz uma tomada de consciência da sétima arte de que temos de combater o facto de nos estarmos a afastar uns dos outros ou configura apenas um aproveitamento estratégico da circunstância de que não falta quem queira observar cada uma dessas borboletas no respectivo frasco, é análise complexa que o curso do tempo tratará de esclarecer. Mas que a disponibilidade da maior parte do público indie para visionar as pessoas que habitam essas micro-realidades filmadas não encontra correspondência na sua vontade de se relacionar com elas em terreno vivo, disso não haja qualquer espécie de dúvida.

Talvez isto não baste para postular um “ver ou viver, eis a questão”, mesmo que o fosso entre o voyeurismo e a vida vivida não pare de aumentar e que a generalidade dos indievíduos possa ainda não ter visto o filme em que se meteu. Poucos rebaterão, no entanto, a ideia de que aquele tipo de produtos culturais oferece a quem o consome uma espécie de preservativo, para que a viagem seja segura. E, já agora, que serve uma realidade necessariamente manipulada, de acordo com a subjectividade do seu autor e, na esmagadora maioria dos casos, de modo a que a experiência humana proporcionada cumpra propósitos emotivos, catárticos e reflexivos intrínsecos à sua legitimação no mercado. É assim que pequenos mundos esquecidos (pessoas sem-abrigo, toxicodependentes, doentes terminais, profissionais do sexo, vítimas de violência doméstica, entre tantos outros), como que salvos pela indústria da arte, ganham de repente um glamour inesperado, provocando no indievíduo um misto de revolta (pelo facto de o mundo retirar o manto da humanidade a quem mais dele precisa) e conforto (por sentir revolta).

Na esmagadora maioria dos casos, nenhum destes sentimentos produz nada de consistente, tendendo mesmo a desaparecer cada vez mais eficientemente na voragem dos dias. A revolta esvai-se onde reaparece: na conversa de café da manhã seguinte – e já cumpriu o seu papel; o conforto, acordado pela realidade, é um efeito que também dura pouco. Daí o indievíduo precisar de mais, de mais revolta e mais conforto, de mais indievídeos sobre indivíduos para mostrar que é indivíduo a outros indievíduos, e tudo numa escalada cuja cadência é ditada pela indústria ao abrigo da lei do consumismo. Quer vejamos nisso perfídia de quem produz ou descontrolo de quem consome, ou as duas coisas, o circuito indie torna-se tão fechado que não só limita a experiência dos que o habitam como os aprisiona nessa experiência limitada.

De um modo que não deixa de ser sintomático, o conceito de indie descende do de alternativo. Embora sejam palavras de significado distinto, elas coincidem no facto de que é alternativo ser independente. Além disso, tanto uma como outra têm vindo a ser levianamente usadas e abusivamente distorcidas, o que faz com que o vazio lhes esteja cada vez mais próximo. Nesse cenário, quase todos vaticinarão que, tirando o suicídio e outras saídas perturbadoras, dificilmente restará alternativa à dependência. Mesmo hoje, em paralelo com espíritos que, tomados pelo optimismo da criatividade, procuram novos rumos capazes de desmentir a inelutabilidade da tirania financeira, há muita gente informada que parou de acreditar na reversibilidade do fracasso humano e, tendo hipotecado a reflexão, já se limita a preservar o conforto da existência física.

Mas há alternativas. Sempre. Pensemos num caso de vida comum: um homem levanta-se cedo e vai trabalhar. À noite, quando chega a casa, e já depois de ter feito as compras no supermercado, trata dos filhos (dá banho, veste pijamas, cuida) enquanto a mulher prepara o jantar. Assim que a cozinha está arrumada e os filhos deitados, ele e a mulher, cansados, deitam-se no sofá a ver um filme ou, se já não houver tempo, um episódio da série que estão a acompanhar. Ele ou ela adormecem a meio. Batem à porta: é o dia seguinte.

Agora imaginemos que, por uma vez, o homem chega a casa e a filha lhe pede que desenhe com ela. Ele fá-lo e, pouco a pouco, percebe que se reacende em si o gozo há muito perdido do desenho. A filha mostra-se mais próxima dele do que no resto dos dias. E a mulher, por empatia, também. Certamente, muitos de nós se revêem nisto. O mesmo é dizer que muitos de nós são este homem ou esta mulher. Eis uma premissa importante para o êxito de um filme. Se um realizador trabalhasse esta ideia (injectando a devida tensão nos binómios consumir/criar, aceitar/decidir, continuar/romper), havia uma forte probabilidade de muitos de nós, ou seja, muitos destes homens ou destas mulheres, reagirem a este produto cultural como a tantos outros de que gostam: sentir-se-iam mais humanos, mais integrados, mais cultos. A questão é: sentirão o mesmo quando experienciam, na própria vida, a essência de que se alimenta o filme?

Uma resposta negativa legitimaria a admissão de que, para o senso comum, a cultura se autentica no produto. Se eu vou de carro com quatro amigos e tenho uma conversa filosófica em que abordo profundamente alguns dos temas mais importantes da contemporaneidade, isso não é cultura. Se alguém filma essa minha conversa, já é cultura.

O rótulo, claro, interessa sobretudo a quem quer vender cultura. E a quem, tendo-se resignado ao sonambulismo quotidiano, a quer comprar. O indievíduo pode até convencer-se de que não joga este jogo, mas é, paradoxalmente, uma das suas pedras fundamentais: a bolsa de credibilidade, a ONG de que o sistema precisa para que o espectáculo possa continuar.

Desenha-se, pois, uma alternativa: libertar a cultura. Retirar-lhe o espartilho dos formatos, dos rótulos, dos donos. Criar. Enquanto não percebermos que a vida é arte e que dinheiro nenhum pode comprar o que dá real sentido a telas, pincéis e tintas, seremos sempre dependentes. Indie ou não.

 

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por Augusta Clara às 19:16

Domingo, 31.01.16

FILME - Le Soulier de Satin, de Manoel de Oliveira

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Manoel de Oliveira  Le Soulier de Satin

 

 

 

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Domingo, 17.01.16

FILME - Memórias do Sub-desenvolvimento, de Tomas Gutierrez Alea

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Tomas Gutierrez Alea  Memórias do Sub-desenvolvimento

(Baseado na novela de Edmundo Desnoes)

 

 

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Domingo, 10.01.16

FILME - Bodas de Sangue, de Carlos Saura

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Carlos Saura  Bodas de Sangue

 

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Domingo, 03.01.16

FILME - As Tartarugas Sabem Voar, por Bahman Ghobadi

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Bahman Ghobadi  As Tartarugas Sabem Voar
 
 

 

 
Crítica de "Tartarugas Podem Voar", por Michel A. - Excelente O filme “Tartarugas sabem voar” é uma coprodução entre Irã e Iraque do diretor Bahman Ghobadi. A história acontece em um acampamento de refugiados, situado no Curdistão, próximo à fronteira do Iraque com a Turquia. Retrata a vida de crianças em um acampamento de refugiados que, para sobreviver, desativam e vendem minas. Neste filme tudo é claustro, cinéreo e frívolo. Ao assistirmos sentimos certo terror e repugnância, uma vez que ganhamos consciência de uma calamidade catastrófica, causada por guerras sem sentido, onde suas principais vítimas são crianças. São crianças mutiladas, vivendo de forma precária em tendas, desarmando bombas que são vendidas para os próprios americanos, que foram responsáveis por mutilá-las. Essas crianças não são personagens fictícios, mas personagens reais que retratam suas próprias vidas. É um golpe nos estômago de qualquer mortal. (Youtube)

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Domingo, 20.12.15

FILME - Scrooge, adorável avarento, realizado por Ronald Neame

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Ronald Neame  Scrooge, adorável avarento

(segundo o conto de Charles Dickens)

 

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por Augusta Clara às 14:00



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