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Jardim das Delícias



Sábado, 11.05.13

Volúpia - Florbela Espanca

 

Florbela Espanca  Volúpia

 

(Luís Dourdil, galeria Zeller)

 

No divino impudor da mocidade,

Nesse êxtase pagão que vence a sorte,

Num frémito vibrante de ansiedade,   

Dou-te o meu corpo prometido à morte!

 

A sombra entre a mentira e a verdade

A núvem que arrastou o vento norte

Meu corpo! Trago nele um vinho forte:

Meus beijos de volúpia e de maldade!

 

Trago dálias vermelhas no regaço

São os dedos do sol quando te abraço,

Cravados no teu peito como lanças!

 

E do meu corpo os leves arabescos

Vão-te envolvendo em círculos dantescos

Felinamente, em voluptuosas danças

 

 

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por Augusta Clara às 16:00


3 comentários

De Beatriz Santos a 11.05.2013 às 21:23

Há poetas bem maiores que Florbela. E julgo que a sua poesia melhor adequa na voz de Luís Represas; me parecem assim mais os versos seus que em ritmo de fado. Apesar da voz vibrante de Mariza que tem corpo de vime, apesar das cordas que a acompanham, o canto é demasiado batido de fado castiço e retira à poesia de Florbela um certo tom de queixa muito do Alentejo, que sai numa doçura sumida, quase constatação suave a abeirar-se de ser triste.
Mas isto sou eu que penso e ninguém tem de pensar como. Será até melhor que não. Haja originalidade :)

De Augusta Clara a 11.05.2013 às 21:27

Pode ser, sim. Mas especificamente este poema gosto de ouvir a Mariza cantá-lo. Quem também a canta muito bem, na minha opinião, é a Teresa Silva Carvalho.

De Beatriz Santos a 11.05.2013 às 21:53

Prefiro Teresa Silva Carvalho :) que canta muito bem vários poetas

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