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Jardim das Delícias



Sexta-feira, 28.03.14

Teatro radiofónico: criminosamente ausente do serviço público - Álvaro José Ferreira

 

Álvaro José Ferreira  Teatro radiofónico: criminosamente ausente do serviço público

 

Máquina do vento: servia para imitar o som do vento e foi um dos artefactos mais usados no teatro radiofónico

 

 

Publicado no blogue A Nossa Rádio em 27 de Março de 2014

 

«O teatro comove, ilumina, incomoda, perturba, exalta, revela, provoca, transgride. É uma conversa partilhada com a sociedade.
O teatro é a primeira das artes que se confronta com o nada, as sombras e o silêncio para que surjam a palavra, o movimento, as luzes e a vida.
O teatro é um facto vivo que se consome a si mesmo enquanto se produz, mas que renasce sempre das cinzas. É uma comunicação mágica em que cada pessoa dá e recebe algo que a transforma.
O teatro reflecte a angústia existencial do homem e desvenda a condição humana. Não são os seus criadores quem fala através do teatro: é a sociedade do seu próprio tempo.
O teatro tem inimigos visíveis: a ausência de educação artística na infância, que impede de descobri-lo e gozá-lo; a pobreza que invade o mundo, afastando os espectadores das salas; e a indiferença e o desprezo dos governos que devem promovê-lo.
No teatro já falaram os deuses e os homens, mas agora é o homem que fala aos outros homens. Por isso, o teatro tem de ser maior e melhor do que a própria vida. O teatro é um acto de fé no valor da palavra sensata num mundo demente. É um acto de fé nos seres humanos que são responsáveis pelo seu destino.
É preciso viver o teatro para entender o que nos está a acontecer, para transmitir a dor que está no ar, mas também para vislumbrar um raio de esperança no caos e no pesadelo do quotidiano.» (Victor Hugo Rascón Banda, dramaturgo mexicano, 1948-2008)

Atentando nas grelhas das várias antenas da RDP, deparamo-nos com esta triste e desoladora realidade: não há teatro radiofónico! 
A lacuna é assaz incompreensível sabendo-se quão vasto e magnífico é o acervo de peças (dramas, comédias, farsas) e de adaptações de obras romanescas (contos, novelas, romances) existente no arquivo histórico, boa parte do qual realizado pelo saudoso Eduardo Street. Que o Dia Mundial do Teatro sirva para os srs. António Luís Marinho, Rui Pêgo e José Arantes porem a mão na consciência (se é que a têm) e tratarem de resgatar às teias de aranha esse precioso património, mormente os grandes clássicos da arte de Talma!
Convém ter presente que tal resgate assume uma pertinência acrescida nestes tempos de crise económica e social, em que muitos cidadãos se vêem impossibilitados de frequentar salas de teatro. Os que vivem em localidades onde estejam peças em cena, bem entendido. Dos outros portugueses (residentes em território nacional ou além-fronteiras), ao que parece, ninguém se lembra. E já nem falo dos cegos e amblíopes de Portugal. Estarão eles, porventura, isentos do pagamento da contribuição do audiovisual?

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 27.03.14

The sea - Frank Bridge

 

Frank Bridge  The sea

 

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por Augusta Clara às 21:00

Quinta-feira, 27.03.14

E agora o que é que resta? - Manuel Alegre

 

Manuel Alegre  E agora o que é que resta?

 

 

(Almada Negreiros)

 

 

E agora o que é que resta? Agora que

está tudo como dantes e nós a mais?

Havia um continente e uma guitarra

a nossa vida foi de luta (não te esqueças)

agora que está tudo como dantes.

 

E por isso perguntas para quê

para quê as renúncias os exílios

o heroísmo até? Ah é verdade: o sonho.

«Eles não sabem que o sonho». Por isso

não estão a mais. E tudo como dantes.

 

Nós é que não. Homens de guerra (dizes)

antigos combatentes um tudo nada

românticos. Talvez nostálgicos da própria

nostalgia. Agora que

está tudo como dantes. E nós a mais.

 

Nós que fomos do não quando era o sim

e não caímos nunca em tentação.

Amen. Terá sido por isso que pecámos?

Tudo afinal está como dantes. E nós a mais.

 

Havia o sonho. Etc. e tal. Como despi-lo

agora que não há sequer lugar

para a memória? Paixão da História.

Ou o sentido estético da vida. Agora que

está tudo como dantes. Nós é que não.

 

Porque entretanto temos brancas. Vê:

no cabelo e na alma. Pior ainda:

o que sabes não pode partilhar-se

o que sabes é tua vida: fraternidade

intransmissível. Por isso está a mais.

 

Agora que está tudo como dantes

e não temos senão ó vilanagem

esta página branca onde o poema

continua a bater-se até ao fim.

Agora que

 

(in Babilónia, O Jornal)

 

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por Augusta Clara às 19:00

Quinta-feira, 27.03.14

O Monstro de Loch Ness - Eva Cruz

 

Eva Cruz  O Monstro de Loch Ness

 

 

(Adão Cruz)

 

   Calais ao longe e o cheiro a mar faziam adivinhar o Canal. Não tardariam a aparecer os rochedos brancos de Dover. Atravessar a Mancha de barco ou Eurotunnel de shuttle era mais excitante. Sentir, dentro da cápsula, o fundo do mar e o peso das suas águas agitava as ondas da imaginação. Em pouco mais de meia hora atravessavam Kent, o pomar de Inglaterra, chegando a tempo de ver o eclipse do sol em Cambridge nas margens aveludadas do rio Cam.

Sempre os atraíra o Norte. Mais o Norte que o Sul. As neblinas, a penumbra, as montanhas traziam no ventre o mistério do encanto. Rolava já o carro pelas solitárias Highlands da Escócia, movido pelo deslumbramento dos seus três ocupantes, à deriva, sempre à deriva, descobrindo por si próprios as maravilhas adivinhadas meses antes, nos seus devaneios de libertação e aventura. Passavam ao lado rebanhos plantados na quietude das montanhas em atitude graciosa de animais civilizados. Ao longe, espreitavam os topos dos mais belos castelos do mundo, castelos assombrados, inspiradores de lendas da Dama Verde, do fantasma de Mary Stuart, do Gaiteiro, influxo da beleza da prosa ou da poesia, com os seus jardins de cor e perfume em desalinho harmonioso e os elaborados labirintos de buxo, fonte de recreio e paciência. Uma paisagem misteriosa, simultaneamente agreste e acolhedora. Terras de Walter Scott ou Robert Burns. E a Norte, já muito a Norte, desenhava-se o Loch Ness de águas muito negras e quietas, reflectindo na baça superfície a negritude das suas margens. Comprido, não muito largo, acompanhava o carro no seu rodar ao cair da tarde, chamando a noite. A essa hora dormiria o misterioso monstro, ou o criptídeo aquático rastejava pelas margens feito dinossauro ou serpente ou apenas a fantasia o fazia borbulhar à tona da água tão quieta e enigmática, contida em margens tão austeras.

Deliciaram-se os olhos no encanto daquelas terras altas, terras de malte e lã genuína, dos kilts célticos de tartan, da música cristalina das gaitas de foles, do humor afável daquelas gentes.

Rodou o carro, carregando o deslumbramento dos seus ocupantes, descendo a ilha, na contemplação das suas cottages, das suas pequenas e belas cidades, a Chester medieval feita de madeira e história, a bela York e vieram repousar nas margens do lago Windermere. I wondered lonely as a cloud …saw a crowd, a host of golden daffodils…fluttering and dancing in  the breeze. Com tintas perenes, soube tão bem Wordsworth pintar esta hoste de junquilhos amarelos a agitar-se, baloiçando e dançando na brisa da beira do lago. A beleza cresce e nunca se reduz a nada. A thing of beauty is a joy for ever – Keats.

Ziguezagueando de condado em condado, Strattford respirava Shakespeare e alfazema, a vetusta Oxford espelhava sabedoria na excelência dos seus colleges, Bath o bafo das suas águas termais e o requinte dos seus chás ao som de um violino.

Lentamente, carregando a beleza e a saudade, esbarraram novamente com o mar. Portsmouth e o fim da ilha. Terra de Dickens, o criador dos mais belos contos e romances vitorianos.

O grande e moderno hovercraft, com asas de condor, cortando as águas de canal e mar, rumo à França apetecida.

Fez-se noite. Aconchegados a bordo com uma shepherd´s soup, recordam o que ficou para trás. Àquela hora, talvez o Nesssie andasse por lá, acordando a história ou afugentando a lenda na quietude misteriosa do lago. To be or not to be that is the question.

 

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por Augusta Clara às 14:00

Quinta-feira, 27.03.14

OS RAPAZES DOS TANQUES

   Um dia, quase duas décadas depois do 25 de Abril, estava eu na reunião de um grupo onde se discutia o tema "Ciência-Sociedade" quando alguém me perguntou se eu sabia quem era o rapaz - ainda era um rapaz - que estava sentado ao meu lado. E era nada mais, nada menos que o soldado deitado junto dos meninos de uma fotografia daquele dia que sempre achei tão bonita.

A. Clara

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por Augusta Clara às 12:00

Quinta-feira, 27.03.14

Aznar, um franquista da família dos Aznos e de monsenhor Escrivá - Carlos Esperança

 

Carlos Esperança  Aznar, um franquista da família dos Aznos e de monsenhor Escrivá

 

 

   Aznar voltou à ribalta política em Espanha, em acumulação com os negócios e a mulher à frente do município de Madrid. Só não conseguiu a mais alta condecoração americana, porque há, nos EUA, senadores insubornáveis e, em Espanha, jornalistas incorruptíveis.

José Maria Aznar, quando presidente do Governo espanhol, não foi particularmente feliz nas decisões que tomou quando o Prestige demandou as águas espanho...las. Foi cúmplice da catástrofe ecológica ao procurar alterar-lhe o rumo em direção à costa portuguesa, em vez de o acolher e ter evitado o naufrágio. Desde então as manchas negras perseguem-lhe a reputação com a violência com que atingiram as praias da Galiza.

Mais tarde tomou, em relação ao Iraque, a comovente decisão que inundou de felicidade os falcões dos EUA. Não se limitou a acompanhar Blair na deriva belicista e no apoio incondicional à direita religiosa que dominava a Administração americana. Foi o mentor de um grupo de países, Portugal incluído, que arrastou para uma posição condenável no plano ético e legal (ao arrepio da ONU), lesiva do direito internacional e manifestamente impopular nos respetivos países.
Os comentadores políticos atribuíram a atitude a razões plausíveis: uma estratégia para obter vantagens para Espanha e a abertura do caminho para as suas ambições políticas, ambas no plano internacional. A última era a presidência da União Europeia.

Penso que houve algo mais a empurrar Aznar para a insólita decisão, contrária aos interesses de país, com fortes relações comerciais com os países árabes, e prejudicial ao futuro das relações com a América Latina.
Tenho para o facto uma explicação que faz com que Aznar não possa ser visto como capataz de Bush, acusação de um deputado espanhol, mas ser ele a aproveitar-se da estratégia americana.

São do domínio público os laços que ligam Aznar, e particularmente a sua mulher, ao Opus Dei, laços que não podem deixar de ser relacionados com a posição assumida.

Escrito por Robert Hutchison “O Mundo Secreto do Opus Dei”, que tem como subtítulo “Preparando o confronto final entre o Mundo Cristão e o radicalismo Islâmico”, talvez ajude a compreender a posição de Aznar. São 536 páginas, escritas muito antes dessa crise, que podem explicar não só o que o fez correr mas também o que o fez ajoelhar-se.

O Iraque continua um matadouro de gente. Os cristãos da cruzada contra Saddam dormem serenos mas o mundo não pode esquecer os mortos diários e a cimeira dos Açores cujo mordomo fugiu de Portugal a caminho de uma carreira internacional.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 26.03.14

Lançamento de "Quem Tem Medo de Frankenstein», de Clara Queiroz - Quinta-feira, às 18h30

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por Augusta Clara às 22:00

Segunda-feira, 24.03.14

CONVICÇÕES XXIX - Adão Cruz

 

   Deus continua a ser um grande problema, ou melhor, o homem continua a ser incapaz de resolver o problema de Deus, a equação cujo resultado estabeleceu como certo sem conhecer os dados que a compõem. Se procurar conhecê-los e os analisar com a grande capacidade de que é dotada a sua mente, o problema deixa de existir.

 

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por Augusta Clara às 14:00

Segunda-feira, 24.03.14

Os foguetes eleitorais: a luz efémera e o ruído brutal - António Pinho Vargas

 

António Pinho Vargas  Os foguetes eleitorais: a luz efémera e o ruído brutal

 

 

   Discute-se hoje, com boas razões para o fazer, a questão das prescrições judiciais de banqueiros com processos, condenados a multas ou mesmo presos. A reforma da justiça, inscrita no famoso memorando, traduziu-se na prática sobretudo no encerramento de tribunais em zonas remotas (em relação aos grandes centros urbanos) e na reforma da legislaçao laboral para tornar mais fácil os despedimentos. Tudo isto configura "uma justiça de classe", dirá o elementar bom senso. Para além deste, o problema principal é a lentidão da justiça em quase todos os casos, que favorece inegavelmente quem tem dinheiro para interpor recursos uns atrás dos outros, como já tinhamos visto no caso Isaltino e, a coberto do argumento (correcto) da possibilidade de recurso para todos os cidadãos com processos, beneficia dessa lentidão sobretudo quem pode recorrer aos serviços dos grandes escritórios de advogados que constroiem de forma blindada com o seu argumentário jurídico os contratos das grandes empresas com o Estado. Com frequencia, alternam essas funções, em certos períodos, com a passagem para o lado do Estado noutros períodos, contra os mesmos contratos que ajudaram a elaborar de forma leonina. Uma espécie de amnésia jurídica instituída: o cliente - grande empresa ou Estado - tem sempre direito aos nossos serviços (desde que os pague bem).

Não será por acaso que Kafka escreveu "O Processo". O direito é um tipo de pensamento específico, susceptível de infindáveis leituras e interpretações. Nem percebo bem como é possível que em muitos países europeus e do ocidente em geral se consiga decidir uma sentença e aplicá-la em muito menos tempo do que em Portugal como o caso dos submarinos, um bom exemplo de paradoxo: há corruptores mas, pelos vistos, não há corrompidos. Será que esses países, como a Alemanha, a Espanha (onde há poucos anos havia cerca de 30 autarcas condenados em tribunais por corrupção e não 1 ou 2 para não ir mais longe) e muitos outros, serão países "totalitários"do ponto de vista judicial?

A reforma da justiça é por isso mais uma das várias reformas do Estado que não foi feita apesar dos pré-anunciados foguetes falsos e demagógicos destinados a encandear os incautos com a sua luz efémera e o seu ruído brutal. Todo um programa eleitoral que justifica a posição de Pacheco Pereira: a vida política actual é uma ficção - alimentada pelo governo e o presidente - que não resistirá à democracia (mesmo doente). 

APV

 

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por Augusta Clara às 11:00

Segunda-feira, 24.03.14

Unipolaridade (1989 – 2014) - José Goulão

 

José Goulão  Unipolaridade (1989 – 2014) 

 

   Estendeu-se por um quarto de século o período de unipolaridade – e impunidade – na cena mundial proporcionado pela queda do Muro de Berlim e a implosão da União Soviética. Muros conservaram-se, outros reforçaram-se, alguns nasceram e crescem desde que, violando a Carta das Nações Unidas, os Estados Unidos cometeram a primeira invasão do Iraque, em 1990, à frente de um rebanho de nações submissas. Mas esta semana a situação alterou-se qualitativamente.
Pela primeira vez nos últimos 25 alguém disse “basta!” ao império e seus servidores, sendo que estes não sabem o que fazer entre ameaçar grosso e sancionar fininho – é arriscado apertar muito a economia dos outros porque no estado em que está a própria o efeito de boomerang pode ser devastador.
Durante as últimas duas décadas e meia o império inventou e cultivou inimigos de que se foi servindo e com os quais foi colaborando à medida da estratégia que tem como único fim fazer guerras para dividir e ocupar – directamente ou por interpostos gendarmes – de modo a reinar e explorar à vontade. Da cartola dos inimigos, alguns dos quais também às vezes bons amigos, foram saindo Bin Laden, os talibãs, Saddam Hussein, o terrorismo islâmico em geral, as mil e uma caras da Al Qaida, os ayatollahs do Irão, Bachar Assad, Muammar Khaddafi, Milosevic... a lista podia ser alongada mas não vale a pena.
Agora a coisa fia mais fino. Da sepultura da União Soviética, restaurados que estão os ademanes czaristas num sistema bem mais monárquico do que muitas monarquias que dizem sê-lo, surge o primeiro inimigo que efectivamente o é. Não aquele que se usa na propaganda para justificar o expansionismo aqui ou ali, conforme as conveniências de recursos e riquezas naturais, mas o que resolveu dizer “parem aí, porque daí para cá mandamos nós”. E o império unipolar estacou perante uma alteração de fronteiras feita por outrem que não ele. Que atrevimento!
Aumentaram os riscos de as guerras regionalizadas se irem fundindo numa única de vastidões imprevisíveis? Provavelmente. Mas apesar de os que se definem como faróis da democracia terem proporcionado o regresso de nazis ao governo de um país europeu, reflictamos de modo a que os paralelismos não se fiquem na década de trinta do século passado.
A situação económica mundial já o vinha indiciando, mas as crises síria e ucraniana revelam que a alteração da relação de forças entre as facções mundiais de poder entrou pelos campos geoestratégico e militar. A existência de um regime económico dominante planetário, num estado supremo de arbitrariedade, não esbate as contradições, pelo contrário agudiza-as num nundo onde a bolha especulativa asfixia a produção de verdadeira riqueza, onde os espaços de recursos naturais, de fontes de energia e alimentares, de mão de obra barata ou mesmo escrava não coincidem com os de grande consumo, tradição exportadora e poderio político imperial - colonial ou neocolonial.
Não estamos perante um conflito ideológico entre sistemas sociais que se opõem. O capitalismo reina com poder absoluto no mundo mas os interesses cada vez mais antagónicos, letais até, corroem-no por dentro. O monstro já não tem apenas uma cabeça. Há exactamente um século, numa fase bem mais recuada do capitalismo, a Primeira Guerra Mundial foi travada entre impérios que transformaram as suas disputas de interesses na chacina de milhões de seres humanos, já derrotados à partida porque entre eles não existiam motivos de conflito, antes razões de convergência contra os que, um de um lado e de outro, os mandavam matar-se. Lembrem-se disto.

 

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por Augusta Clara às 08:00




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