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Delícias são tudo o que nos faz felizes: um livro, a magia dum poema ou duma música, as cores duma paleta ... No jardim o sol não raia sempre mas pulsa a vida, premente.
Com esta fotografia, que será a última deste ano, venho desejar a todos (menos aos merdas do costume) um bom 2015 e tudo de bom.
Aqui podemos ver: A escravatura, a guerra, a fome, os refugiados e as alterações climáticas… Foi esta a minha escolha, não será a melhor foto do meu ano, mas é certamente a melhor síntese deste mundo terrível que teimamos em não querer ver… mas que avança rapidamente na nossa direcção.
BOM ANO AMIGOS
Gurti Korà, Aldeia Escrava, Níger 2014
Reportagem para o projecto "Três Décadas de Esperança" da AMI.
FUJIFILM XT1
Sem qualquer tipo de presunção, reconheço na vivência do meu dia-a-dia, que os homens e mulheres, na sua grande maioria, nem sequer vislumbram a hipótese de que haja, para além da sua estreita, primária e escassa visão do mundo e das coisas, uma fronteira para além da qual há outro ser humano, o que pensa, o que sonha, o que procura e o que se aventura na arrojada projecção da mente pelos céus do infinito.
Vem isto a propósito de me encontrar no café, a ler “O Espectáculo da Vida” de Richard Dawkins, no meio de uma algazarra copofónica e futebolística, que não me desconcentrando, me dava o gozo, ainda que amargo, de medir a abissal distância que há entre os seres humanos. Não entre mim e as muito fumantes presenças do café, mas entre nós e a maravilhosa mente que fez um livro como aquele que eu lia.
Alguém me disse um dia que a distância entre um primata superior e um ser humano primário era menor do que a distância entre um ser humano primário e um ser humano da rara e magnífica estatura intelectual de muitos homens.
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