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Jardim das Delícias



Sexta-feira, 28.08.20

GUERRA NA GUINÉ (PEQUENAS MEMÓRIAS) A Minha Chegada e os Primeiros Três Meses - Adão Cruz

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Adão Cruz  GUERRA NA GUINÉ (PEQUENAS MEMÓRIAS). A Minha Chegada e os Primeiros Três Meses

   O velho Uíge atracou em Bissau no dia 13 de Maio de 1966. Entrámos dentro do forno da cidade. Aí aguardei um mês até ao meu destacamento para o mato. Eu e o meu colega e amigo Gomes Pedro, hoje professor catedrático da Faculdade de Medicina de Lisboa e Director do Serviço de Pediatria do hospital de Santa Maria. Ele seguiu para Cuntima, no norte da Guiné, perto da fronteira do Senegal, e eu embarquei para Canquelifá, no leste, próximo da fronteira com a Guiné-Conackry.

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Um velho Dakota levou-me até Bafatá. Dentro do avião, além de mim, ia o piloto, o co-piloto que tinha meia cara feita numa cicatriz, uma mulher negra sentada sobre o caixão do filho e um capitão que eu não conhecia de lado nenhum. Este capitão desembarcara momentos antes no aeroporto de Bissalanca, vindo do Porto, e seguia directamente para o mato. Confessou-me que transportava consigo alguma angústia, pois deixara para trás mulher e nove filhos. Três meses depois encontrámo-nos em Begene, no norte. Reconhecemo-nos e tornámo-nos muito amigos. Era o capitão Brito e Faro.

De Bafatá segui numa Dornier (foto) até Canquelifá, fazendo uma curta escala no Gabu-Sara, pequena povoação chamada cidade de Nova Lamego.
Permaneci em Canquelifá durante o terceiro trimestre de 1966. Muitas coisas boas e más aconteceram durante esse tempo. Relatá-las levava um livro. Na foto o “corpo clínico”. Eu, o meu furriel enfermeiro Alvim e maqueiros.

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Como sempre gostei muito de crianças, deixo aqui apenas três momentos como referência das coisas boas dessa minha estadia, e que são três pequeninos poemas dentre os muitos que em mim floriram nesse tempo.

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Fátima Demba, a minha companheira de todos os dias.

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Este miúdo, cujo nome já se me escondeu no fundo da memória, percorria semanalmente cerca de vinte quilómetros pelo meio do mato, para me vir consultar, trazendo-me sempre uma velha lata com meio litro de leite. Tinha um fígado do tamanho da barriga.

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Os dois gémeos filhos do Anso, dois enternecedores bebés que me preencheram alguns momentos de solidão. O Anso era chefe da milícia integrada na nossa companhia. Emprestava-me, muitas vezes, uma velha espingarda de carregar pela boca, para eu caçar uns patos na bolanha. Constou-me que fora fuzilado após a independência.

 

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por Augusta Clara às 17:19

Domingo, 23.08.20

Adão Cruz, 2020

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por Augusta Clara às 21:41

Quinta-feira, 20.08.20

Carlos Leça da Veiga, UMA CONSTITUIÇÃO PARA UMA TERCEIRA REPÚBLICA, Edições Colibri.

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CARLOS LEÇA DA VEIGA, autor deste livro agora dado à estampa e meu querido amigo de longa data, é um homem de fino carácter, grande cultura e inteligência ímpar.
Democrata convicto, há muito que conheço o seu propósito de escrever o texto de uma Constituição que colmate as lacunas da Constituição da República Portuguesa em vigor no que diz respeito a uma maior participação dos cidadãos nos destinos políticos do país do que aquela que lhes é formalmente permitida, a saber, a escolha dos dirigentes do Estado por voto em urna de tempos a tempos ou a integração nos partidos com assento na Assembleia da República.

Mas sobre a sua pessoa, mais do que eu, o diz o editor:

"Carlos A.P.M. Leça da Veiga é Lisboeta, nascido em 1931. É médico com a especialidade de infeciologia e fez toda a Carreira Médica Hospitalar, em Lisboa, no Hospital de Santa Maria e no regime de dedicação exclusiva. Nos passados anos cinquenta, em Coimbra, foi ativista do MUD Juvenil e nessa condição foi proposto, em dois anos seguidos, como candidato às eleições para a Direção da Associação Académica de Coimbra. Em 1954, foi eleito para o Conselho Cultural desse organismo estudantil. Foi membro da Direção do Cine Club de Coimbra e pertenceu à Direção da Delegação em Coimbra do Círculo de Cultura Musical. Em 1955, em Coimbra, esteve preso às ordens da P I D E. Nesse ano foi incorporado no Exército e mobilizado para o, então, Estado Português da India. Em 1969 e em 1970, teve iniciativa de, em Lisboa, propor as greves realizadas pelos médicos internos.
Em 1970, foi eleito para os Corpos Sociais da Ordem dos Médicos dos quais, em 1973, foi demitido pelo Governo marcelista e enviado para interrogatório na Prisão de Caxias. Em 1974, fez a proposta da Integração das Carreiras Médicas Assistencial, Docente e de Investigação (Decreto-Lei 674/75). Em 1975, foi um dos autores do "Relatório do Grupo de Trabalho para o Estudo da Carreira Médica", uma iniciativa do Dr. Céu Coutinho, então, Diretor-Geral dos Hospitais.
Durante toda a sua Carreira Médica, em Portugal, palestrou em variadíssimas cidades e hospitais a propósito das doenças infeciosas e em, Estrasburgo, no Palácio da Europa, por convite da "Association Internacional pour la Recherche en Hygiene Hospitaliere".
É autor de vários textos sobre temas da Medicina. Em 2012, publicou "Outro Caminho; Outra Constituição; Outra Democracia; A Terceira República", Salamandra, Publicações, Lda. Em 2020, publicou o livro – "Uma Constituição para uma Terceira República".

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por Augusta Clara às 17:48

Quarta-feira, 19.08.20

A dívida - Adão Cruz

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Adão Cruz  A dívida

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(Adão Cruz) 

   Adoro ir a restaurantes antigos, clássicos, velhos, modestos mas excelentes, que não troco, de forma alguma, pelo mais requintado gourmet. Há sempre uma cena, uma história que o acaso nos oferece como deliciosa sobremesa. Neste restaurante a que fui com um grupo de amigos, onde a vitela assada no forno não tem comparação com outra qualquer, aconteceu o seguinte: no fim da refeição, pedi a conta, e um dos donos do restaurante disse-me que estava tudo pago. Tanto eu como os meus amigos ficámos de boca aberta. Perguntei o que se passava, quando ele me respondeu: Senhor Doutor, isto não é para pagar nada, mas eu tenho uma dívida para com o Senhor Doutor há mais de vinte anos. O Senhor não se recorda, mas vai lembrar-se depois de eu contar. Há vinte e tal anos diagnosticaram-me, em Lisboa, uma leucemia e deram-me seis meses de vida. Indicaram-me todos os tratamentos e cuidados a ter e mandaram-me para a minha terra, dizendo que gozasse o melhor possível o tempo que tinha de vida. Quando cheguei à minha aldeia alguém me disse para consultar o Dr. Adão, e eu assim fiz. O Senhor Doutor ficou meio triste e disse-me compreender a minha angústia, mas que não eram coisas das suas mãos de cardiologista. No entanto, iria recomendar-me um grande amigo, hematologista, o Prof. Arnaldo Mendonça, pois não via melhor pessoa a quem me entregar.

Abro aqui um parêntesis para dizer que o Arnaldo Mendonça, ainda hoje meu grande amigo, foi meu colega no Internato Geral do Hospital de Santo António, seguindo depois para o Hospital de S. João, onde fez a especialidade de hematologia e se doutorou.

Andei no Prof. Arnaldo Mendonça durante doze anos, continuou o dono do restaurante. Ao fim deste tempo, ele mandou-me para casa e recomendou-me que fizesse a vida normal e tentasse viver o mais possível, nada impedindo, dentro do que lhe dizia respeito, de durar até aos cem anos de idade. Como vê, Senhor Doutor, um almoço não é nada comparado com a minha vida.

A mim, confesso, soube-me muito melhor esta sobremesa do que a oferta de mil almoços.

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por Augusta Clara às 23:31

Domingo, 16.08.20

Canções antigas - Adão Cruz

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Adão Cruz  Canções antigas

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(Adão Cruz)

Na recordação das canções antigas
veste-se meu coração das verdes folhas do desejo
o entoa na fragrância dos campos
a melodia dos olhos pendurados na profundidade do céu.
Na sombra da figueira diz-me adeus o sol
em acenos de azul e violeta
por entre os ramos e os sons de uma flauta de lábios doces
que por ali poisou entre sonhos infinitos do lusco-fusco.
As primeiras chuvas do verão humedecem como lágrimas
as palavras ditas e não ditas
no silêncio dos caminhos perfumados de terra e folhas molhadas.
E nada se reconhece na lembrança muda das tardes
que para sempre morreram
mas os passos ecoam em silêncio por entre os pés das oliveiras
onde outrora floriram mil risos de criança.
Que fez de mim este crepúsculo azul
como flecha espetada no vento
ferindo de morte toda a vida de meu sonho-menino?
Onde está a pedra que se fez montanha
o regato que se fez rio
a tripla chama da vida nua
quando sagradas selvas e misteriosas crenças de punhal à cinta
quiseram que fosse santa?
Meu coração peregrino de seu perdido tesouro
entre o sol e as desgarradas nuvens de infinitos céus
ainda hoje se arrasta entre a razão e o abismo
em pálido reflexo de ouro para ser criança na hora de partir.

 

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por Augusta Clara às 23:16

Domingo, 16.08.20

Adão Cruz, 2020

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por Augusta Clara às 13:46

Domingo, 09.08.20

A Eva e o pássaro azul - Adão Cruz, 2020

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por Augusta Clara às 02:10

Quinta-feira, 06.08.20

O Pássaro Azul - Eva Cruz

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Eva Cruz  O Pássaro Azul

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(imagem de autor desconhecido)

   Hoje decidi ir ver nascer o sol.
Braços de uma luz ainda débil espreguiçam-se por entre a serra negra e o céu azul. Lentamente, uma franja de sol ofusca os olhos, e de repente ele nasce como uma criança do ventre da mãe natureza.
Os pássaros e toda a bicharada acordam. Das copas das árvores e dos ninhos sai uma chilreada sem fim, saudando o dia luminoso e quente. Debandam pelo céu fora sobre os campos verdes para os lados do rio à procura de água e comida. Com este afã começa o seu trabalho.
Comtemplo o céu, e o azul tem a transparência da água e é tão fundo que não lhe adivinho o fim. Por mais que prenda os olhos à lonjura, perco-me nesse desconhecido a que chamam infinito.
Passam bandos de estorninhos, de pardais, de pombos e pássaros que nunca vi, pássaros pretos de asas vermelhas. Estarei a sonhar? Eu sei desde criança que mesmo acordada, a natureza sempre nos convidou ao sonho. Mas não, são mesmo asas vermelhas ou então será o sol a dar-lhes de frente. Ou a ilusão a voar. A natureza anda muito estranha, e surgem por ali pássaros que há muito desapareceram e outros nunca vistos.
Os melros são à farta, mas esses voam rasos pelos campos fora. Não precisam de ir mais longe. Têm comida à mão de semear. Algumas carriças, pequeninas e redondas, empoleiradas na ramada, olham-me bem nos olhos, não sei se com estranheza ou simpatia. Pelo menos não se mostram assustadas.
Nos abetos, praguejam as pegas e os gaios numa linguagem estridente que destoa do chilrear ameno dos outros pássaros. Talvez seja um aviso, um alerta, um alarme porque de repente enxergo um milhafre a planar por ali, em voo ameaçador.
No bico da pereira, já a mostrar as peras criadas, os meus olhos dão com um pássaro azul, de papo cinzento, tão lindo e tão diferente que me pareceu um pombo-rolo ainda novinho. Mexia a cabecita, com o bico virado para o meu lado. Aproximo-me da grade do varandim para o ver mais de perto e ele desaparece. Fugiu, pensei. Sento-me de novo e volto a vê-lo poisado no bico da pereira. Repito o mesmo acto e novamente desaparece tornando a vir. Então assento bem os olhos na árvore e reparo que as folhas e os galhos desenham um pássaro azul, tão belo e tão estranho, o mesmo que eu via do meu lugar, sentada. Uma brisa leve agita as folhas, e a luz, dando-lhe vida, faz com que se movimente e vire a cabeça para o meu lado.
Tive plena consciência da ilusão. Mesmo assim, voltei a sentar-me e passei a tarde a contemplar aquele pássaro azul no bico da pereira.

 

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por Augusta Clara às 13:33

Quarta-feira, 05.08.20

Um bramido de raiva - Adão Cruz

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Adão Cruz  Um bramido de raiva

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(pormenor de quadro de Adão Cruz)

Senti um frio arrepiante e um buraco negro nas entranhas,
tão fundo como a silhueta daquele maldito comboio da
inglória velocidade rebentando a dor direito à morte que está
em pé na berma do cais, pela mão de uma criança.

 

O pai, nos braços de um escombro deste mundo sem sol
e sem lua, destino bárbaro e cruel da perda total, de mão dada
com o filho contra a majestade de um gélido cadafalso de
ferro, parido pela força de um desumano progresso contra o
qual se esmagam os pobres e desamparados que vivem em
contramão.

 

Meu menino sonâmbulo, de olhos negros e pálida doçura
quase luminosa, firme, terna, inocente, confiante na verdade
desfeita em sangue pela mentira das mãos fatalistas de uma
sociedade podre.

 

Podia ser um menino nascido no berço do lado, ao colo de um
pai ou de um avô milionário, desiludido porque a sua fortuna
não havia atingido o limiar do absurdo, o que não deixava de
ser triste, mas a vida filha da puta, meu menino pobre, nada
mais te deu do que um pai sem nada, sem prendas, sem força
nem entreactos que te enxergassem melhor sorte do que a
morte.

 

O monstruoso comboio entra na tua boca a toda a brida, o
ar louco sai em turbilhão do teu pequenino peito sem eco, a
vida estilhaça-se em ruidoso estrondo e o teu corpo frágil
cai em pedaços sobre os bonecos das tuas meias, no pavoroso
silêncio dos teus olhitos redondos.

 

E o mundo continua como se nada tivesse acontecido.

 

Quando vi que eras tu o menino que estava no curto
caminho da morte pela mão de um pai que não dominava
a fome, e não tinha dinheiro para te comprar uma bola, um
pai que não sorria nem cantava para ti porque a alma se
perdeu na praça do medo com o sol congelado na boca, senti
um bramido de raiva e uma louca vontade de pedir contas a
Deus.

...

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por Augusta Clara às 14:39

Terça-feira, 04.08.20

A Máscara - Eva Cruz

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Eva Cruz  A Máscara

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(máscara dos médicos da peste negra) 

 

   Só de pensar na desilusão ou nihilismo de Shakespeare e Macbeth “… A vida não é mais do que uma sombra errante, um pobre actor que se pavoneia e se esforça no seu momento sobre o palco, e que depois ninguém mais ouve… uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria significando nada…” apetece-me deixar cair a máscara.

Estou cansada deste ritual que me tapa a boca e o nariz e me impede de respirar o ar fresco da manhã e mostrar a cara que a vida me deu. Estou cansada de sentir que não sou eu. Gosto de ser eu, gosto de sorrir e ver o sorriso dos outros. À minha volta todos me parecem iguais, sem expressão, sem rosto, sem dono. A cor pode variar, preta, azul ou branca, mas não deixa de ser … nada.

Protecção, disfarce ou adereço, a máscara esconde a identidade de quem a usa para os fins que entender. A arte também se serve da máscara para, de uma forma catártica ou lúdica, exprimir melhor sentimentos do Bem ou do Mal. Na dança, no teatro é um símbolo de disfarce ou de ajuda para reforçar o carácter da personagem. No teatro grego, são conhecidas as máscaras da Tragédia e da Comédia, a primeira com as comissuras labiais e o canto dos olhos virados para baixo, inspirando sentimentos de tristeza, e a da Comédia com as mesmas marcas faciais viradas para cima, provocando riso e alegria. Em outros rituais religiosos, civilizacionais, rituais fúnebres, a máscara é mais do que disfarce ou acessório, é símbolo de transfiguração da vida. Como protecção, ficou conhecida na História a Máscara da Peste Negra usada na Idade Média, semelhante a uma cabeça de águia com um bico enorme, contendo mirra e cânfora como desinfectante. Uma máscara horrenda, o medo metendo medo a si próprio.

Nos nossos dias, volvidos tantos séculos, julgando nós que o mundo evoluiu ao ritmo da velocidade da luz, vemo-nos todos no mesmo palco, como sombras errantes, como actores da mesma tragédia ou da mesma tragicomédia. Tira máscara, põe a máscara, numa dança e contradança inspiradas pelo medo ou esquecendo o medo para dar asas à vida que assim se nos vai escapando neste teatro infernal.

O medo está associado ao instinto de sobrevivência e é ele que me tira a coragem. Vou ser amiga do medo e, pelo sim e pelo não, lá tenho eu de pôr a máscara.

 

 

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por Augusta Clara às 13:00

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