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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 30.10.13

Perguntas abertas a Manuel Maria Carrilho - Ferreira Fernandes

 

Ferreira Fernandes  Perguntas abertas a Manuel Maria Carrilho

 

 

Nota de edição: Porque conheço o Ferreira Fernandes e tenho todo o respeito pelo trabalho dele, este é o único texto que me permito publicar sobre o assunto.

 

   Publicado no DN em 29 de Outubro de 2013

   Se me mandassem entrevistar Manuel Maria Carrilho eu ia. O escândalo agora protagonizado por Carrilho é assunto para ser falado. Mais: deve ser falado. Há é que perceber qual é o assunto, qual o escândalo. Eu julgo saber qual é, tenho lido, tenho visto as televisões. Então, eu chegava a Carrilho e perguntava-lhe o que se segue. Como é que o senhor explica dizer aos jornais que a sua mulher toma cinquenta comprimidos de medicamentos? E dizer, sempre a jornais e sem autorização dela, que ela se encheu de silicone? Que, aos 40 anos, ela queria competir com meninas de 18? Que ela cai de bêbeda? Que ela se mete na cozinha com o pai - a quem o senhor chama de alcoólico - e bebem seis garrafas? Que a mãe dela "é muito fraca e não tem estrutura psíquica"? E como se permite o senhor sugerir, de forma ligeira, que o padrasto a tentava violar? O senhor é ou não responsável (embora não único, neste caso) por uma jornalista ter lançado ontem à sua mulher e na presença do vosso filho de 9 atentos anos: "O seu marido diz que o seu padrasto a tentava violar..."? Essas eram algumas perguntas que eu poria a Carrilho. Todas elas saídas do espanto: como é possível?! O divórcio deles não me interessa, está em marcha e ponto. Agora, aquelas palavras ditas a jornais por Carrilho (não o que elas dizem, mas terem sido ditas) são o escândalo. À jornalista atrás referida, a voz quebrou-se a meio, de vergonha. A voz de Carrilho vai continuar sem ela?

 

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por Augusta Clara às 08:00


1 comentário

De Beatriz Santos a 30.10.2013 às 12:21

Manuel Maria Carrilho tem um olhar estranho, meio diabólico. Não gosto dele. Mas é pura impressão pessoal e sempre julguei que seria isento de culpa na impressão que me causa e que as impressões são muitas vezes enganadoras, os sentidos iludem, bla bla bla

O divórcio faz parte da vida e da vontade de quem o decide. Nada a apontar.
Mas não se espera dum pretenso filósofo um comportamento de delacção. Não precisa haver amor, basta respeito pela pessoa. Não por ter sido mulher, amante, amiga. Não por 10 anos de vida comum e mãe dos filhos. Apenas por ser pessoa; a pessoa kantiana que os senhores da filosofia - e também ele - tanto apregoam. E que merece respeito.

Quanto desamor e mau carácter estejam também na origem das perturbações... não sabemos. Crescemos na ideia de que os casamentos são também para as pessoas se ajudarem uma à outra até onde possam, que quando não seja possível, ainda assim, não se prejudiquem mutuamente. Afinal, em algum momento, o amor houve.

A ser verdade o que se diz, parece-me importante que alguém ajude aquela mulher a restabelecer o equilíbrio.

Nada perguntaria ao senhor.
Cuspir-lhe, que é uma coisa que encontro muito feia de se fazer a alguém.

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