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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 31.01.13

Carta aberta aos portugueses que querem vir (ou já vieram) para Moçambique - Nuria Waddington Negrao

 

Nuria Waddington Negrão  Carta aberta duma moçambicana aos portugueses que tencionam emigrar para Moçambique

 

Deixem-me começar pelo óbvio:

1  Nem todos os portugueses são maus.
Eu diria até que a maioria não é!
Os portugueses são como todas as outras nacionalidades ? há de tudo!
Tenho família, amigos e conhecidos portugueses, sei muito bem que em geral estas pessoas são honestas, trabalhadoras, simpáticas, etc...

2  Nem todos os moçambicanos são bons.
Como os portugueses ? há de tudo!
Mas a maioria é boa gente!

Por isso peço desde já que me poupem a comentários sobre a qualidade dos portugueses e/ou moçambicanos.

3  Os portugueses têm o direito de emigrarem do seu país à procura de melhores condições de vida.
Este direito é válido para todas as nacionalidades!
A única reserva é que têm de respeitar as leis, costumes e cultura do país para onde forem. Se não gostam, estão livres de arrumar as malas e ir para outro país que tenha leis, costumes e cultura que mais lhes agradem.

Por isso, não me venham com papos de coitados dos ?tugas?. Eles podem vir para Moçambique quando quiserem desde que respeitem as nossas leis, costumes e cultura.

Conheço pessoas que estão a ser afetadas pela crise em Portugal, que perderam emprego ou nunca conseguiram arranjar um, simpatizo-me com elas e com as dificuldades que enfrentam neste momento. Espero do fundo do coração que arranjem um emprego com salário digno seja aonde for. No entanto, como disse muito bem o Nuno Rosario ? Moçambique não é (nem tem obrigação de ser) boia de salvação para nenhuma crise!

Além do mais, Moçambique também não está assim tão bem. Ano passado chegámos à 14ª posição na lista dos países mais pobres do mundo! http://www.therichest.org/world/poorest-countries-in-the-world/

Com um PIB per capita de $1.083,00 ($3,00 por dia por pessoa ? $1,00 acima da linha da pobreza ? em média, a maioria das pessoas vive abaixo de $1,00 por dia que é a linha da pobreza absoluta, a média nacional só fica a $3,00 porque os nossos ricos são mesmo ricos). Com 75% da população a viver de agricultura de subsistência, com um salario mínimo oficial de $60,00 por mês (aqui estão $2,00 por dia por pessoa, numa família com mais de uma pessoa fica logo menos de $1,00 por dia por pessoa)!
Moçambique não tem capacidade para resolver a situação dos portugueses e é injusto pedir isso de nós!

É normal e justo que eu, como moçambicana, me preocupe mais com os problemas dos moçambicanos que com os dos portugueses. Isto é normal para todos os moçambicanos.

4  Moçambique precisa de mão de obra qualificada.
É verdade, Moçambique não tem ainda quadros suficientes para certas posições. Precisamos de importar mão de obra qualificada e com experiência.

Mas não brinquemos, Moçambique não precisa de um influxo de 200 pessoas por mês. Moçambique não tem mercado de trabalho para dar resposta a este excesso de mão de obra. E nem todos os portugueses que estão a vir se enquadram às nossas necessidades.

Por outro lado a taxa de desemprego em Moçambique é de 30%. A maioria dos jovens moçambicanos com formação universitária tem dificuldade em arranjar empregos com um salario digno. Quase todos nós temos mais do que um emprego. Muitos criamos os nossos próprios empregos. Quase todos sentimos que o mercado está cheio, a abarrotar.

Tendo isto em conta, expliquem-me lá muito bem explicadinho aonde é que estes novos imigrantes vão trabalhar. E quanto é que vão receber? Será que vão construir casa como nós fazemos? O que eu vejo é os portugueses a chegarem e a arranjarem emprego e a terem melhores condições que nós... já disse antes e volto a dizer ? aqui há gato!

Mas também não é desta situação que quero falar. Acho que este é assunto para outra carta, outra altura.


Eu quero é falar sobre a mentalidade de muitos (não todos) portugueses no que diz respeito a Moçambique e aos moçambicanos.

Eu, desde muito pequenina, sou exposta à opinião de muitos (não todos) portugueses sobre os moçambicanos:
- somos burros, incompetentes, incapazes
- corruptos, ladrões e buçais
- ignorantes - nem sequer sabemos falar bem a língua que eles nos deram ? e preguiçosos
- tivemos a ousadia de querer ser independentes, quando obviamente não temos capacidade de auto-governação
- vamos para Portugal sem visto, quando queremos e por lá ficamos a roubar e a traficar drogas
- Portugal dá-nos tudo e mais alguma coisa com o dinheiro dos impostos que eles (portugueses) pagam ? por outras palavras vivemos às custas deles, do trabalho deles
- e destruímos a terra deles (Moçambique)!

Mas só para não dizerem que este é um mal dos portugueses que eu conheço e que não é representativo do resto da população, eu vou dar aqui exemplos de comentários que pessoas, que eu não conheço, fizeram em posts de outras pessoas no facebook. Todos os comentários são em resposta a notícias de que Moçambique está a negar entrada a portugueses em situação de visto irregular. Penso que estes comentários resumem a opinião que tenho visto expressa e exemplificam a mentalidade de que falo.

(copiei os posts na íntegra para não ser acusada de tirar as palavras do contexto em que foram ditas)

Exemplo número 1
?Eu ia de porta-helicópteros, 2 submarinos, 3 fragatas e com gente brava, tropa especial. Iam ver o que era limpar corruptos... claro, sem visto... eles iam ver o que era carimbo e afins. É certo que devíamos limpar primeiro a nossa casa mas... Moçambique é a minha terra natal.?

Este é um exemplo característico da mentalidade de que falo. Vejamos:
- Moçambique, um país soberano que nada deve a Portugal, quando se atreve a fazer valer as suas leis de imigração merece ser invadido e recolonizado
- Os invasores são melhores que nós, que afinal somos um bando de corruptos
- As nossas leis (vistos, carimbos e afins) são ridículas
- A pessoa acha que estas medidas são justas, corretas e tomam precedência a corrigir os males de casa uma vez que Moçambique é a sua terra natal - esta última frase é especial, merece um parágrafo só para ela (abaixo).

Moçambique é terra natal de TODOS os que cá nasceram. Os que escolheram ir embora depois da independência, seja por que razão for, não têm mais direitos do que os que aqui ficaram e por cá nasceram depois de eles se terem ido embora. Os moçambicanos que cá ficaram não merecem ser invadidos e recolonizados só porque os que partiram se sentem injustiçados.
Para a grande maioria dos moçambicanos a pobreza em que vivemos é preferível a voltar ao tempo de ?um menino de 15 anos chamado de senhor, um homem de 5 filhos chamado de rapaz?, tempo esse que prometemos não esquecer!
Eu entendo que para muitos portugueses o tempo que viveram em Moçambique foi idílico. Entendo que foi difícil e violento deixar tudo o que conheciam e a terra que amavam na altura da independência. Mas não sejam hipócritas ? a vossa vida boa era à custa de um sistema injusto e explorador, era à custa de suor e lágrimas de milhões de pessoas!
Moçambique conquistou a sua independência e soberania. Aprendam de uma vez por todas a respeitar esta realidade que é justa!
E se acham assim tão difícil entender que os moçambicanos querem e merecem ser independentes deixem-me lembrar-vos que vocês também lutaram pela vossa independência 2 vezes contra Espanha. Porque é que portugueses insistem em querer ser independentes de Espanha?
Nós temos o direito de ser independentes de Portugal da mesma maneira que Portugal tem o direito de ser independente de Espanha.


Exemplo número 2
?Portugal construiu infra-estruturas, perdoou divida, recebeu estudantes para os formar, pondo esses estudantes inclusivamente com prioridade em relação aos nacionais, organizou inúmeras campanhas de solidariedade, etc, etc...
Agora que o país se encontra num mau momento, tudo isso é esquecido... Enfim...
Nós temos os PALOPs como países irmãos, mas eles não nos tratam da mesma maneira.?

Portugal colonizou e explorou Moçambique e os moçambicanos por 500 anos. Quando digo explorou não estou a exagerar. A título de exemplo, a África do Sul pagava a Portugal (ao banco central de Portugal em Lisboa) metade do salario de cada mineiro moçambicano que estivesse lá a trabalhar. Vou dizer de outra maneira para ficar claro. Até à independência em 1975, trabalhadores moçambicanos pretos iam para as minas na África do Sul e só recebiam metade do seu salario, a outra metade era paga em ouro ao governo de Portugal, em Lisboa! Moçambique independente nunca viu 1 grama desse ouro. Isto é só um dos exemplos de como Portugal lucrou, e muito, à custa do suor e esforço dos moçambicanos.
Lembro mais uma vez que foram 500 anos de exploração!

Durante o tempo da escravatura Portugal raptou e vendeu 1 milhão de moçambicanos; calcula-se que para cada milhão transportado para o ?novo mundo? 3 milhões morreram durante o processo! Mesmo depois da escravatura ter acabado os moçambicanos eram obrigados a fazer trabalhos forçados, grande parte das infraestruturas referidas foi construída com mão de obra do chibalo ? trabalho forçado a que os ex-escravos eram submetidos até à independência nas colónias portuguesas (http://en.wikipedia.org/wiki/Chibalo).

Hoje os portugueses que vêm para Moçambique são em geral bem recebidos e bem tratados por todos os moçambicanos (tirando os cinzentinhos que tratam mal toda a gente); no entanto os moçambicanos que vão para Portugal são vistos como oportunistas (os estudantes) e ladrões (o resto). Não me venham falar em tratamento de irmão para irmão!

As cidades (e outras infraestruturas) que Portugal construiu em Moçambique não foi para o uso dos moçambicanos, esse ficavam nas palhotas. Portanto nem vale a pena virem-me com histórias de que estas contam como doação do povo português para o povo moçambicano.

Também não me venham dizer que nos últimos 38 anos Portugal deu a Moçambique mais do que tirou durante 500 anos. Se querem fazer contas então vamos ser sérios!

Mesmo que tudo o que o autor deste comentário diz fosse verdade, as ajudas que os portugueses deram aos moçambicanos não lhes dá o direito de agora virem ignorar as nossas leis.


Exemplo número 3
Os Tugas abrem as portas a toda a gente, mas quando é ao contrário a coisa muda de figura... todos têm direito a uma oportunidade de melhorar as suas condições de vida, desde que respeitem o país, os cidadãos e os costumes do sítio para onde vão. Não vejo qual é o mal de se ir com um visto de turismo procurar emprego... Para se ter um visto de trabalho presumo que seja necessário um contrato!?

Portugal não abre, nem nunca abriu, as portas a toda a gente. A politica de imigração oficial para Portugal sempre foi uma de entrada regulada pela emissão de um visto no país de origem. Tratar do visto para Portugal é hoje, e sempre foi, uma dor de cabeça para os moçambicanos.

Moçambique, pelo contrário, tinha aberto as portas aos portugueses que eram autorizados a obter visto de fronteira. Até que os portugueses abusaram destas facilidades tropicais e obrigaram o governo moçambicano apertar as medidas!

Os portugueses têm o direito de procurar emprego e melhores condições de vida, mas Moçambique não tem obrigação de resolver os problemas dos portugueses.

Obter autorização de entrada num país citando um objetivo quando na verdade se tem outro é no mínimo desonesto. Eu entendo que essa é a única solução em certas situações, mas por favor entendam que qualquer país tem o direito de se defender contra estes tipos de estratagemas. Da mesma maneira que Portugal se defende com as suas exigências para o visto, Moçambique também se pode e deve defender.

A imigração em massa de portugueses para Moçambique não é só um problema dos portugueses. É um problema dos moçambicanos também! É normal e justo que Moçambique esteja mais preocupado com a parte que toca aos moçambicanos do que com a parte que toca aos portugueses.


Com tudo isto eu quero dizer aos portugueses que desejam vir para cá, ou já cá estejam:
Hoyo hoyo, sejam bem vindos!
Mas não se esqueçam:

Vocês é que querem vir para cá. Vocês é que são o estrangeiro. Vocês é que têm de se adaptar.
Os moçambicanos podem ter todos os defeitos do mundo (e muitos têm). Mas vocês querem imigrar para o nosso país!

Isto não é a vossa terra. Os nossos países têm uma história infeliz. As atitudes a que me refiro acima não são só infelizes no sentido que fazem todos os portugueses parecer mal, mas são também perigosas porque remexem em ódios recalcados e os trazem ao de cima.

Batam bola baixa!

Por Nuria Waddington Negrão (https://www.facebook.com/nuria.negrao?group_id=0)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 10:00


12 comentários

De Augusta Clara a 31.01.2013 às 15:46

Espero que, pelo menos as mulheres, leiam esta carta aberta duma mulher moçambicana que sabe o que diz (vejam a página dela) porque tenho constatado que os temas que dizem respeito aos problemas da violência sobre mulheres ou crianças do sexo feminino (texto do Salman Rushdie ), ou textos assinados por mulheres têm sempre menos leitura. Porque será ainda assim?

De anselmo a 08.02.2013 às 22:31

Que pena ler uma carta destas duma Moçambicana.Quanta falta de conhecimentos profundos da sociedade , da história (humana e geográfica) e da realidade tanto Moçambicana quanto Portuguesa. A rama que compõs, só sustentada num comentário isolado , parece-me um grito de quem desesperadamente quer culpar um inocente e reacender uma guerra de ódio entre povos que não tem culpa dos erros dos seus governantes.

De Glória Bento a 15.02.2013 às 11:19

Dou os parabéns ao "Anselmo" pela sua visão de fundo. Uma objectividade genial. Foi ao coração do assunto e nem é preciso dizer mais nada!

De gloria bento a 15.02.2013 às 08:20

A propósito da "Carta aberta aos portugueses que querem vir (ou já vieram) para Moçambique".
1- Essa carta aberta tem, a meu ver, dois efeitos imediatos:
- fazer perder tempo aos leitores com um texto longo e sem nada de construtivo, e
- divulgar a ideia de que os moçambicanos não prestam – e com uma extensa lista de razões!.
2- Sou Portuguesa, nascida em Moçambique (espero não estar a provocar outra carta aberta) e tenho dois filhos Moçambicanos (sinto que vem aí outra carta aberta). Ironicamente, é a primeira vez que me apresentam os Moçambicanos com esses rótulos – e por informação de uma Moçambicana!
3- Também não conhecia os tais papos de coitados dos “tugas”.E, agora sim, estou certa de que aí vem a carta aberta à "Portuguesa nascida em Moçambique, com dois filhos Moçambicanos e problemas de audição"!
4- Apesar do depreciativo "tugas" do texto, eu nunca me referirei aos Moçambicanos com o não menos depreciativo "'çambcános".
5- Não sei quantos "portugueses que querem vir (ou já vieram) para Moçambique" receberam a carta, mas gostaria de saber quantos deles a escritora espera que mudem de ideias com a sua leitura. Pois, perda de tempo...
6- É curioso que, dos poucos desses Portugueses que tenho conhecido, ficou-me uma impressão diferente da exposta na carta. Achei-os paternalistas em relação aos Moçambicanos e difamatórios em relação aos Portugueses que já cá estavam. Mas, claro, não posso generalizar.
6- A autora pede aos tais Portugueses que "expliquem muito bem explicadinho aonde é que estes novos imigrantes vão trabalhar." São mesmo esses os destinatários apropriados? Vejamos: como foi e por que entraram e continuam a entrar todas essas pessoas? Ameaçam Moçambique com armas de destruição maciça? Existem algures, bem camuflados, benefícios de parte a parte?
7- Portanto, é evidente que a cara Moçambicana deveria dirigir a sua carta (sempre de duvidosa utilidade), aos "Moçambicanos que permitem a entrada a esses… blábláblá".
8- Não me lembro bem como é que os Espanhóis foram envolvidos no presente caso, mas há um ponto que escapou à senhora Moçambicana: não foi com cartas abertas, lamúrias ou discursos que os Portugueses os expulsaram.
9- Sou confrontada quase diariamente, e não só no serviço, com injustiças, difamações, doenças, etc., mas nunca perco tempo com lamúrias; arregaço as mangas, afio as garras e vou à luta.
10- Espero que a moda não pegue, porque já estou a imaginar as próximas cartas abertas, todas de igual (in)utilidade: dos Portugueses emigrados aos Franceses que os desprezam; dos Moçambicanos explorados na África do Sul; dos Alentejanos vítimas da chacota dos outros Portugueses; ou dos meus cãezinhos porque não têm gostado dos jantares.

Glória

De bons ganhos na net €€ a 27.02.2013 às 22:29

Infelizmente a crise é mundial e nem todos os Paises conseguem dar resposta aos seus povos, muito por culpa de certos governantes, que com a sua ganancia pelo poder e bens, não deixam grandes alternativas a quem os elegeu..

De Anónimo a 06.03.2013 às 10:46

A maioria, para não dizer a totalidade, destas pessoas que emigram para Moçambique são jovens ou de meia idade , que pela primeira vez pisam solo africano., e, pouco ou nada os liga ao tempo colonial , pelo menos duma forma directa. São pessosas que, face às suas habilitações se sentem capazes de desenvolver actividades fora do seu país, dada a sua competência e formação.Agora eu estranho muito que uma moçambicana descendente de colonos portugueses ou estrangeiros, venha revolver sobre o comportamento destes emigrantes , quando afinal os sus progenitores foram colonos ( bons ou maus) . A emigração existe em todo o lado , Portugal tem centenas de milhares da trabalhar vindos de paises africanos, as coisas muitas vezes não correm bem , mas todos os esforços devem ser apaziguadores e não inflamados como esta Núria desencadeia, certamente frustada por não ser bem aceite no mercado de trabalho de Maputo.

De Augusta Clara a 07.03.2013 às 02:46

A autora desta carta não é anónima e deixou um endereço. Talvez fosse mais proveitoso para o debate sobre esta situação entrarem em contacto com ela.

De massame a 08.03.2013 às 16:34

É facil comprovar que os ascendentes familiares da Núria Negrão foram verdadeiros colonos em Moçambique , antes da independência, Assim é dificil aceitar as suas palavras , que falam e transmitem muito veneno , que em vez de contribuir para o entendimento de povos só pretende levantar problemas de forma a criar dificuldades a pessoas que querem trabalhar , habilitadas e que nada têm a ver com a colonização, certamente nem eram nascidas. Muitos dos verdadeiros colonizadores e falando dos "maus" , já estão velhos ou já morreram para incomodar ou para irem para Moçambique,.Alguns retornam para passear , rever locais, em férias, com euros que ganharam na Europa, já qua a maioria deixou os seus bem entregue a muitos daqueles que agora muito reclamam. Se Moçambique quer progresso tem que aproveitar os melhores,,, seja qual for a sua nacionalidade . Não basta ser moçambicano há que prová-lo e como tal desejar para o seu país progresso, o qual pode passar pela contratação temporária de quem está habilitado.

De Anónimo a 23.09.2013 às 10:05

Este artigo é pertinente e realístico... Que a verdade seja dita. Boa análise e reflexão. Parabéns. Carlos FM

De Pedro a 28.07.2014 às 23:04

Merece poucos comentários.
Se os ditos "Tugas" chegam a Moçambique é porque alguém lhes deu um visto, logo podem estar. Se é contra isso, todo o texto está mal destinado.
Mas, acima de tudo é lamentável o racismo camuflado do texto. Afinal não aprendemos (ou não aprendeu) muito com a história.

De Joana a 11.01.2015 às 19:40

Sinto tristeza ao ler o texto, no que concerne á atitude dos Portugueses sobre os Moçambicanos! Eu sou portuguesa e tinha como sonho de vida, conhecer Moçambique! E lá fui eu de armas e bagagens, como voluntária para o meio do mato na zona de maníca! Sempre ouvi, estudei e tive na ideia que os moçambicanos eram um povo muito bonito, de coração grande, que respiram tolerância! E sempre vi de portugueses q conheci, que viveram, visitaram Moçambique um brilho nos olhos, a rasgarem-se de elogios para tão linda gente! Eu sou Portuguesa visitei Moçambique, ajudei este povo, deixei os malditos euros e não foi este texto que me mudou a opinião! Como a leitora começou por dizer há de tudo e neste sentido esta crítica, ou tentativa falhada de seja lá o quê não têm sentido!

De Anónimo a 29.02.2016 às 12:22

Terras de nascença temos uma, de adopção temos todas as que o coração escolher.

Não esqueça isso. Leia por favor a História de Cecil. J. Rhodes e vai valorizar um pouco mais o que temos e tivemos no nosso pais e a de Alexandre Serpa Pinto, e vai entender melhor o que é o nosso Moçambique,e as suas fronteiras além do Império de Gaza, não aquele que o sistema lhe quis impingir

O respeito do mandamento de Cristo, não faças ao próximo o que não queres que te façam a ti é o principio, seja com portugueses, brasileiros ou chineses, os que chegam trazem algo aproveitemos o bom , assim se fêz o maior pais do mundo, os Estados Unidos da América, porque a indignação que nos trazem contra a nossa corrupção contra a inércia das nossas instituições tem algo de bom, apenas temos a ganhar com quem chega, pois somos dos mais pobres e dos mais corruptos e eu quero o meu pais melhor, e retiremos o bom.

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