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Jardim das Delícias


Terça-feira, 02.09.14

Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente - Comunicado

 

TERMINOU A AGRESSÃO ARMADA CONTRA GAZA MAS A QUESTÃO PALESTINA CONTINUA POR RESOLVER

 

 

1. O MPPM saúda o cessar-fogo anunciado no dia 26 de Agosto, no seguimento das negociações do Cairo entre a Autoridade e Resistência Palestinas e o governo de Israel. Este cessar-fogo permitiu pôr fim a 51 dias de uma inadmissível chacina da população de Gaza, durante os quais os criminosos bombardeamentos de Israel mataram mais de duas mil pessoas - quase 600 das quais crianças – e feriram outras 11 mil. Casas, prédios e bairros inteiros, bem como as já deficientes infra-estruturas de Gaza, foram destruídos. Israel bombardeou repetidamente tudo, até mesmo escolas das Agências da ONU que serviam como centros de acolhimento para uma população que, mercê do cerco imposto há já oito anos por Israel, Estados Unidos, União Europeia e Egipto, não podia sequer fugir da Faixa de Gaza.

2. Durante o período do ataque israelita contra Gaza, foi igualmente lançada uma onda de repressão na Margem Ocidental, marcada por centenas de prisões – incluindo mais de duas dezenas de deputados ao Parlamento Palestino – por ordens de deportação, destruições de casas e repressões a tiro de manifestações e o assassinato de 32 palestinos às mãos das forças de segurança e colonos israelitas. No entanto, mais do que a excepção, estas acções constituem a regra na Palestina Ocupada: as mortes e ferimentos causados por ataques das forças armadas de Israel ou por gangues de colonos, o avanço da construção de colonatos, a confiscação de terras, a demolição de casas, as prisões e a proliferação de postos de controlo, fazem parte do quotidiano dos palestinos.

3. Tendo desencadeado o ataque a Gaza, Israel não alcançou qualquer dos objectivos por si proclamados no início de mais esta agressão contra o povo palestino. A determinada e verdadeiramente heróica resistência do povo palestino, apesar dos inauditos sacrifícios a que foi submetido, e em primeiro lugar a resistência popular na martirizada Faixa de Gaza, forçaram as tropas israelitas a abandonar o interior de Gaza e a Resistência – reconhecida por Israel nas negociações do Cairo – provou que não se submete e que jamais aceitará a tentativa de imposição de uma solução que desrespeite os direitos inalienáveis do povo palestino, mesmo que imposta pela mais desproporcionada força militar.

4. O cessar-fogo agora alcançado não significa que se esteja perante um momento de viragem decisivo para a questão palestina. Não são conhecidos os termos exactos do acordo de cessar-fogo e a experiência mostra que Israel viola sistematicamente compromissos assumidos. A solidariedade internacional para como o povo palestino, que alcançou expressões sem precedentes a nível mundial – e também no nosso país – durante estes 51 dias de agressão, tem de manter-se activa e vigilante. Não haverá paz na região sem o fim da ocupação dos territórios palestinos e o reconhecimento e exercício pleno do direito do povo palestino a uma pátria independente, viável e soberana, com Jerusalém Leste como capital, e do direito de regresso dos refugiados, conforme as resoluções relevantes da ONU.

5. A necessidade da solidariedade internacional estende-se aos restantes povos do Médio Oriente, uma região martirizada por décadas de guerras e agressões – em grande parte ligadas aos objectivos inconfessáveis de controlo e dominação dos gigantescos recursos naturais e energéticos da região por parte de potências ocidentais – e que enfrenta hoje uma situação generalizada de violência e barbárie inauditas, de que é exemplo o obscuro “Estado Islâmico”, de cuja génese as potências ocidentais parece não estarem ausentes. Esta situação no Médio Oriente é indissociável da destruição, fragmentação e violência provocada pelas guerras dos EUA e outras potências contra o Iraque; da NATO contra a Líbia; da generalidade das potências ocidentais contra a Síria. Existe, aliás, uma legítima preocupação de que a operação em curso de combate ao “Estado Islâmico” sirva de pretexto para uma escalada na agressão contra a Síria. A destruição de estados laicos, onde a convivência de diferentes comunidades religiosas e nacionais era uma realidade, abriu portas ao extremismo e fanatismo. As guerras, ingerências e agressões levadas a cabo invocando pretextos “humanitários” mais não fizeram do que lançar a região numa espiral de destruição sem fim à vista. O silêncio cúmplice das potências ocidentais perante a inqualificável chacina de Gaza é bem a prova de que as alegadas “preocupações humanitárias” nada têm a que ver com as suas agendas de guerra.

6. O MPPM exige do Governo Português uma tomada de posição firme e sem rodeios perante a violência criminosa de Israel ao longo das últimas semanas. Qualquer governo português tem de ser coerente com os imperativos constitucionais e reflectir, no seu relacionamento com Israel, o sentimento generalizado de repulsa que existe na sociedade portuguesa perante a barbárie de que o governo daquele país deu mostras. Em particular, urge pôr fim ao Acordo de Associação UE-Israel e às estreitas relações existentes entre a NATO e Israel. No actual contexto, a manutenção destes acordos e relações só pode ser vista como uma inaceitável conivência com os crimes de guerra cometidos pelo governo de Israel contra o povo da Palestina.

7. O MPPM apela a todos os portugueses amantes da Paz para que permaneçam atentos ao evoluir da situação na Palestina e no Médio Oriente e mantenham a sua solidariedade activa para com o heróico povo palestino até que este veja integralmente satisfeitas todas as suas justas aspirações.

Lisboa, 31 de Agosto de 2014
A Direcção Nacional do MPPM

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 18.08.14

Gaza Antes e Depois

 

Gaza Antes e Depois

 

 

(fotografia de Jamal Dajani) 

   Gaza feita em cinzas pelo exército de Israel. Tudo o que tinha sido reconstruído e construído de raíz depois de 2009: a central eléctrica que regularizara o fornecimento de energia com muitas falhas foi a última proeza dos bombardeamentos israelitas. As novas habitações onde as pessoas dispunham de espaço para uma família não ter que viver amontoada num só compartimento, os depósitos de água montados junto dos edifícios - Gaza está praticamente sem água potável - a destruição de escolas, da Universidade, de hospitais, etc., etc. Gaza é um monte de escombros.

E, para além de tudo isto, o governo terrorista de Israel, apoiado e armado pelo campeão da paz, conseguiu dar alento ao ovo da serpente do anti-semitismo que percorre a Europa. Seja onde for, são sempre os mesmos a abrir a caixa de Pandora.

A. Clara

 

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por Augusta Clara às 11:00

Terça-feira, 12.08.14

Os palestinos nos livros escolares de Israel (Como se faz a desumanização de um povo) - Nurit Peled-Elhanan

 

Nurit Peled-Elhanan  Os palestinos nos livros escolares de Israel (Como se faz a desumanização de um povo)

 

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por Augusta Clara às 15:00

Sexta-feira, 08.08.14

Mais uma lição de História para quem ainda não percebeu

 

A origem da disputa territorial na Palestina, pela Professora Arlene Clemesha, doutora em história árabe pela Universidsde de São Paulo (USP)

 

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por Augusta Clara às 18:00

Quinta-feira, 07.08.14

A Amnistia Internacional pede que Israel seja julgado num Tribunal Internacional ...

 

... pelos crimes de guerra que estão patentes nesta reportagem feita já em período de cessar fogo. Entre os milhares de mortos contam-se seis médicos que assistiam as vítimas dos bombardeamentos porque nem os hospitais, as ambulâncias e o pessoal da saúde foram respeitados.

 

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por Augusta Clara às 16:50

Quinta-feira, 07.08.14

Que grande lição! A não perder esta explicação.

 

 

A Palestina é dos judeus porque a Inglaterra lhes deu o território? George Galloway responde a um ouvinte.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 06.08.14

Afinal, quem é que usa crianças como escudos humanos?

 

A ONU denunciou maus tratos e torturas contra crianças palestinianas

 

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por Augusta Clara às 11:00

Quarta-feira, 06.08.14

Um genocídio - José Goulão

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

 

José Goulão  Um genocídio

 

 

4 de Agosto de 2014

 

   Esqueçam as comparações entre o que se passa hoje em Gaza e as características de outras operações terroristas realizadas nas últimas décadas, até mesmo da autoria dos governos e tropas de Israel. Podemos detectar pontos de contacto muito nítidos na invasão do Líbano em 1982, especialmente durante as semanas do sangrento cerco a Beirute Oeste, mas o horror do cenário actual supera isso tudo. Não é apenas o caso da “desproporção” de forças, com que alguns dirigentes ocidentais julgam aliviar consciências (caso ainda as haja) ou, mais provavelmente, tentam sacudir o sangue que lhes espirra para as farpelas devido às óbvias cumplicidades com os criminosos.
(Em alguns casos, abra-se aqui um parêntesis, mais valia que ficassem calados como é o caso de os Estados Unidos terem condenado o bombardeamento de uma escola ao mesmo tempo que aprovavam o fornecimento de mais munições ao exército israelita para que a chacina continue; depois disso já mais duas escolas foram arrasadas e, com elas, mais 30 vidas humanas).
O que está a acontecer em Gaza remete-nos directamente para o modo como nasceu o Estado de Israel e as limpezas étnicas onde lançou as suas raízes. Gaza é uma nova fase da implantação de Israel em todo o território da antiga Palestina, é a liquidação da solução de “dois Estados”, que nunca existiu na cabeça dos sectores racistas e siofascistas cada vez mais dominantes no Estado sionista, mas apenas nas palavras de conveniência.
Os dirigentes israelitas insistem na tese de quem ataca – a resistência palestiniana – e quem defende – o exército israelita. O estratagema não passa de um acto de propaganda primária que o governo de Telavive tem a certeza de ser espalhado aos ventos pelos megafones que lhe são atentos, veneradores e obrigados.
Gaza é, há muito, por obra de Israel e, em grande parte, do Egipto, uma prisão a céu aberto onde dói viver. Os foguetes do Hamas serão, como escreve o jornalista israelita Gideon Levy, “a única maneira que o território tem tido de se fazer ouvir”. Tragicamente é verdade, porque o bloqueio mata e a recusa em negociar da parte israelita também. Os foguetes do Hamas também, por vezes, mas a opressão – e o bloqueio é opressão – sempre gerou resistência, mesmo “desproporcionada”.
A tese israelita de quem defende e quem ataca é uma densa cortina de poeira para esconder a realidade. Israel prepara condições para liquidar a resistência, ocupar e anexar a Faixa de Gaza, se possível com uma colonização israelita e um mínimo de população árabe. Como? Bastará abrir uma porta de saída a uma população que não tem agora por onde fugir do inferno e estabelecer um prazo durante o qual se manterá tão generoso acto “humanitário”. O deserto do Sinai é amplo (e agora a cumplicidade egípcia tudo indica que também o seja). Nada de original: foi assim em 1948 em centenas de povoações palestinianas, mesmo ali nos arredores. Localidades israelitas que se chamam Siderot, Yad Natan, Zohar, Eshkolot, Erez, Helets e que há 50 anos, como nos séculos anteriores, se chamavam Dimra, Beit Daras, al-Betani-al-Gharbi, Yassur, Karativa, Buryair, habitadas por populações que, com respectivos descendentes, são agora os degredados de Gaza.
O que está a acontecer em Gaza não é uma guerra, não se iludam, muito menos uma auto-defesa. É a criação premeditada, perversa, fria e desumana de uma situação de pânico, terror e desespero numa população de milhão e meio de pessoas à mercê dos algozes, enquanto o  mundo não mexe uma palha, apenas debita palavres piedosas, para travar este novo Holocausto que tem em Nakba a sua palavra correspondente em árabe. O objectivo sionista é o de sempre: substituir uma população por outra.
Uma guerra, que dizem ser “fábrica de heróis”, faz-se entre exércitos. Quando se chacina uma população e devastam lugares onde se acolhem os indefesos da sociedade, sobretudo as crianças, não é correcto falar-se de guerra. A palavra ajustada é genocídio.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 05.08.14

"Não é uma questão de religião. É uma questão de terra" - Suad Amiry, escritora palestiniana

 

"Sabemos que temos razão. Sabemos que esta terra nos pertence, que esta língua é nossa"

 

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 04.08.14

A guerra de Israel contra as mulheres de Gaza e os seus corpos - David Sheen

 

David Sheen  A guerra de Israel contra as mulheres de Gaza e os seus corpos

(tradução de José Colaço Barreiros)

 

 

   Publicamos a tradução de um artigo escrito a 23 de Julho por David Sheen em http://muftah.org/, que dá bem a ideia e é muito esclarecedor sobre o modo como a guerra de Israel contra a Palestina – e especialmente sobre Gaza – avança em várias frentes, incluindo a do corpo das mulheres. Uma atitude desprezível que só vem revelar aspectos sórdidos e cruentos por parte de Israel. No princípio da terceira semana do último assalto de Israel a Gaza, a força destruidora desencadeada sobre a Faixa já cobrou um tributo enorme, com mais de 650 palestinos mortos, mais de 4200 feridos – sobretudo civis – e centenas de milhares de desalojados. Como se vê em Gaza, o nível de incitamento racista antipalestino por parte dos +maiores expoentes políticos, religiosos e culturais não pára de atingir novos picos, e assume até um tom misógino. 

PROMOVER O ESTUPRO DE GAZA E DAS MULHERES JOVENS
A 21 de Julho a comunicação social israelita referiu que Dov Lior, rabino do colonato Kiryat Arb na Cisjordânia emitiu um édito religioso sobre as regras de conduta em tempo de guerra, que a seguir enviou ao ministro da Defesa do país. O édito declara que segundo a lei religiosa hebraica é lícito bombardear inocentes civis palestinos e exterminar o inimigo. Lior é tido em grande consideração e está associado ao sionismo religioso da ala conservadora. Em contrapartida, David Stav, chefe dos rabinos da cidade de Shoham, é considerado líder de uma corrente “liberal” do sionismo. Num editorial publicado no mesmo dia do édito anterior, Stav definia o assalto a Gaza como uma guerra santa, recomendada pela Torah, e que por isso tem de ser impiedosa.
Enquanto estas importantes figuras religiosas berravam a favor de uma guerra de extermínio, alguns israelitas laicos sugeriam que fizessem ataques de natureza mais perversa.
No dia seguinte a estas declarações de Lior e Stav, surgiu a notícia de que o município de Or Yehuda, situado na região costeira de Israel, imprimiu e afixou uma faixa de apoio aos soldados israelitas. A escolha dos termos do slogan sugere o estupro das mulheres palestinas. Reza o texto de tal faixa: “Soldados israelitas, os habitantes de Or Yehuda estão convosco.  Batei as mães deles e tornai a casa sabendo as vossas mães em segurança.”
Esta tradução do hebraico gansu como “bater” (em inglês “pound”, seguido da “bang”)à letra significa “bater”, mas tem também um significado coloquial que conota a penetração sexual.  No original hebraico, o duplo sentido é invertido: “gansu B” tem o significado coloquial de atacar fisicamente alguém, mas à letra significa “entrar”, sexualmente ou de outro modo – esta conotação sexual encontra-se habitualmente nas expressões linguísticas dos blogs sexuais. 
as mulheres palestinas (…)
Claramente a intenção do Conselho da cidade de Or Yehuda foi mostrar o seu apoio ao exército. Israelitas com o que terão considerado um inteligente jogo de palavras. Na realidade sugeria um encorajamento à violência para com os palestinos e também uma referência da cultura do estupro, muito difundida em Israel.
A afixação desta faixa em Or Yehuda surgiu poucos dias após a aparição de uma imagem composta que sugere a violência sexual em relação a Gaza, que foi amplamente compartilhada numa popular aplicação, Whatsapp. (…)
Se o manifesto de Or Yehuda o estupro é apenas uma alusão, e na imagem Whatsapp se joga com isso, um eminente académico veio clamorosamente lançar a ideia de usar a violência sexual contra as palestinas, exactamente ao começare
A 1 de Julho, logo a seguir ao achado dos corpos dos três rapazes desaparecidos na Cisjordânia, o  docente da Universidade de Bar Itah, Mordecai Kedar, falou à rádio israelita sobre a possibilidade de violar as mulheres palestinas com o objectivo de desencorajar o “terrorismo”, dizendo que só conscientes de que Israel pudesse enviar agentes para violar a mãe ou a irmã de um militante palestino, como punição pelos seus crimes, o poderia dissuadir de efectuar tais acções.
Nenhuma das últimas referências deverá surpreender depois de o exército israelita ter promovido Eyel Qarius ao  segundo lugar entre os mais poderosos capelães militares, uns anos após a sua decisão de estabelecer que o estupro sobre as palestinas era admissível em tempo de guerra. Só depois de o famoso blogger Yossi Gurvitz ter publicamente exposto a repugnante sentença de Março de 2002 0 rabino foi abrigado a recuar na seu veredicto.

CULPABILIZAÇÃO DAS VÍTIMAS:
MULHERES JUDIAS ISRAELITAS  APOIAM AS PALESTINAS

No último mês não foram as mulheres palestinas as únicas a ser ameaçadas de violência sexual por figuras públicas israelitas. No mesmo dia em que Kedar deu a sua odiosa entrevista, Noam Perel, rabino líder mundial da Brei Akiva, (a maior organização de jovens religiosos do mundo) tornou-se autor de um post do Facebook em que reclamava o assassínio em massa dos palestinos e que guardassem os seus prepúcios como troféus. Perel viu logo censurada a sua página devido aos seus horrendos comentários.
Tal como na maior parte das sociedades chauvinistas, são as mulheres que suportam o peso da violência sexual machista, e as mulheres judias israelitas não foram poupadas. As mulheres que professam publicamente apoio às palestinas ou às africanas que pedem asilo ou de qualquer outro grupo não-judeu em Israel são muyitas vezes vítimas de vexames, e constantemente alvo dos ultranacionalistas com ameaças de várias formas de violência sexual, entre as quais o estupro colectivo.
A violência sexual contra as mulheres judias israelitas não é perpetrada apenas por franjas enlouquecidas da direita. Hoje (23 de Julho – N. do T.) é o último dia em que Shimon Pérez será presidente. O seu imediato antecessor, Moshe Katsav, está actualmente na prisão, cumprindo uma pena por estupro e outros delitos sexuais. Amanhã em Jerusalém, Pérez será substituído por Reuven Rivlin. Rivlin obteve o título em grande parte porque os dois principais rivais,Silvan Shalom e Meir Shitrit, foram ambos credivelmente acusados de terem cometido graves crimes sexuais durante a campanha eleitoral presidencial. Igualmente o actual chefe da polícia de Jerusalém foi escolhido para substituir Nisso Shamom, que foi acusado de ter cometido uma série de crimes sexuais.
Ao crescer a níveis aterrorizantes, o incitamento antipalestino na sociedade israelita, está a misturar-se com a misoginia para criar um cocktail de ódio de potência desconhecida. Talvez, como defendem os sionistas, estes discursos não passem de bravatas e os judeus israelitas sejam incapazes de cometer o estupro como arma de guerra. Contudo, essas mesmas pessoas fizeram afirmações idênticas sobre torturas e homicídios até há um mês, quando um grupo de judeus israelitas raptou o adolescente palestino Mohammed Abu Khedar, e o obrigou a beber carburante e lhe lançou fogo, queimando-o vi
vo.

 

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por Augusta Clara às 11:00



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