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Delícias são tudo o que nos faz felizes: um livro, a magia dum poema ou duma música, as cores duma paleta ... No jardim o sol não raia sempre mas pulsa a vida, premente.
Augusta Clara A campanha eleitoral
Só me apetecia fazer campanha para que ninguém visse nem ouvisse nada da campanha.
Lembrassem-se só, com muita força, de tudo o que os partidos deste (des)governo nos fizeram:
- dos despedimentos;
- das famílias cada vez mais pobres que ficaram sem casas;
- das crianças com fome;
- dos velhos a comerem nos contentores do lixo e sem dinheiro para os medicamentos;
- do número crescente de pessoas a dormir nas ruas;
- dos cortes nos salários e nas pensões;
- dos milhares de portugueses que tiveram de emigrar, entre os quais muitos jovens da geração mais qualificada formada nas últimas décadas, de cujas competências tanto necessitamos e estão a ser postas ao serviço dos países ricos;
- da destruição do nosso Serviço Nacional de Saúde, um dos melhores do mundo;
- da crescente descriminação no Ensino e do vergonhoso desprestígio dos professores;
- de todos as grandes fraudes bancárias que vêm às nossas algibeiras buscar o remédio;
- do desprezo pela cultura;
- da venda a estrangeiros das grandes empresas que deviam ser património nacional
- e de tantas outras acções maléficas do governo de Passos Coelho e Paulo Portas, essas abomináveis criaturas que chegaram ao poder para meter a marcha atrás num país que seguia o seu rumo e, apesar de tudo, apesar desta falsa União Europeia de todos os países e povos, apesar dela, não tinha sofrido, antes deles, uma tão grande destruição.
Sinceramente, não acho que valha a pena ouvir sempre o mesmo que todos estamos fartos de conhecer.
Mas há uma coisa que me preocupa bastante: quando o terror dura muito tempo e faz grandes estragos, é frequente muitas vítimas se cansarem e aceitarem a tirania. É precisamente esse o maior perigo nestas eleições.
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