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Delícias são tudo o que nos faz felizes: um livro, a magia dum poema ou duma música, as cores duma paleta ... No jardim o sol não raia sempre mas pulsa a vida, premente.
Augusta Clara Matos A justiça é mesmo cega?
Não amo nem odeio José Sócrates por muito que estivesse farta do seu governo - mal eu sabia o que vinha a seguir. Quero, mas quero mesmo acreditar na Justiça, se não já não sei o que nos pode valer no meio de tantos escroques razoavelmente distribuídos pelo poder. Não sei é se consigo. E porque é que não consigo? Pelo mesmo motivo de que me apercebo que outros também não conseguem.
Faço questão de reivindicar o meu direito de cidadania lembrando o seu conteúdo: liberdade de opinião e da sua livre expressão; lembrando, também, que a justiça é exercida em nome do povo tal como os actos governativos o são. Mas estes últimos têm sido tão o inverso do propagandeado que nem os seus próprios eleitores os reconhecem.
E a justiça? Será obrigação minha acreditar cegamente que é justa depois de todos os atropelos que este processo José Sócrates teve até agora: a detenção humilhante, a quebra do segredo de justiça sem que ninguém seja punido por isso, a baixeza das reportagens televisivas e jornalísticas, a ausência de explicação dos crimes que lhe são atribuídos a justificaram a medida de coacção máxima?
Até o facto de o terem levado para uma prisão fora de Lisboa me deixa interrogações. Como se se tratasse dum perigoso terrorista.
Bom, e os outros? Os que têm agitado as notícias no últimos tempos com as derrocadas dos bancos cujos prejuízos caem sobre os nossos impostos? E os submarinos? E ...
Olha, acabo de saber que os dos vistos gold vão sair da cadeia com pulseira electrónica!
Terão sido o ensaio geral? Ou a justiça é mesmo cega?
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