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Jardim das Delícias



Terça-feira, 29.09.15

A partir de agora - Augusta Clara

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   A partir de agora, o que o PS tem de fazer, mais do que contar votos, é elaborar um Programa de Governo como deve de ser, isto é, dum governo independente de jugos estrangeiros, que tudo faça para minorar e tendencialmente anular os grandes prejuízos da autoria do actual governo na sua acção destruidora dos últimos quatro anos.

Não disse hoje Passos Coelho que já decidiu viabilizar o Programa do Governo e o Orçamento do PS se ele ganhar sem maioria absoluta? Embora a sua palavra pouco valha, aliada ao conhecido feitio de lacrau, pois que apoie, mas na Assembleia da República com o seu grupo parlamentar que espero seja o menor possível. No Governo não o queremos.

Não estou a fazer propaganda eleitoral porque não voto no PS. Porém, não tenho praticamente dúvidas sobre a sua vitória no próximo dia 4. Quer porque não acredito na inimputabilidade mental do povo português que tão sacrificado está, quer porque me parece corresponder ao modelo comportamental do nosso eleitorado por características e razões que não sou a pessoa indicada para expor.

Mas o que me preocupa grandemente, já aqui o disse, são as ligações da esquerda. A esquerda portuguesa, alguma já com tantos pergaminhos, parece viver em casulos e defender-se mais dos seus próximos do que dos inimigos.

Já não sei como se pode falar e voltar a falar nestes defeitos e no desejo de os ver desfeitos sem caír no que já foi dito e redito que é, afinal, o que todos anseiam: ver quem luta por um conjunto de prerrogativas, relativas ao bem-estar dum povo e ao desenvolvimento livre do país, a remar para o mesmo lado, a definir em conjunto as linhas-mestras do que queremos para esta terra.

Tão fácil seria, a nós que somos uma só nação - nem esses problemas nos afectam -, donos dum belíssimo espaço territorial onde se poderia viver sem necessidade da imposição de determinados bens materiais supérfluos que, em vez de nos dignificarem e tornarem genuinamente felizes como seres humanos, nos escravizam. Tão fácil seria se não vivêssemos de políticas alienantes a quem a felicidade me parece dever soar como um conceito menor, quase ridículo.

Um dos jovens do grupo chegado ontem, ao abrigo da plataforma promovida por Jorge Sampaio para integração de estudantes sírios nas universidades portuguesas, dizia que Portugal lhe parecia um paraíso. E é, e é, meu amigo, tem é muitos demónios à solta.

 

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por Augusta Clara às 08:00




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