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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 10.03.16

Amar como quem morde - Rogério Edgardo Xavier

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Rogério Edgardo Xavier  Amar como quem morde

egon schiele_autorretrato1.jpg

 

(Egon Schiele)

 

 

Corri à tua boca blasfema
ávido do fogo que tivesses
e à ousadia dos dedos,
pedi liberdade.

Escutei as pedras que disseste
e fui lobo na tua guerra.
Fui a boca, o sexo, a terra.
Fui o escuro e o medo, a lanterna, a faca,
a língua, a palavra, o mar, o céu, a diferença.
Dei-me à tua boca blasfema e tomei-te.
Não precisei de licença.

Edgardo Xavier.
Publicado RDL, 2016.

 

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por Augusta Clara às 18:30




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