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Jardim das Delícias



Quinta-feira, 27.11.14

Árvores do Alentejo - Florbela Espanca

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Florbela Espanca  Árvores do Alentejo

 

014.JPG

 (fotografia de Isabel Fernandes)

 

Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água

 

(in Charneca em Flor

 

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por Augusta Clara às 20:00


1 comentário

De Beatriz Santos a 27.11.2014 às 22:12

Tanto já se escreveu sobre Florbela, mas poucos se debruçam sobre o amor e profundo conhecimento do Alentejo que a movia.

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