Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Jardim das Delícias



Sexta-feira, 18.03.16

Brasil: quo vadis? - António Teodoro

o balanço das folhas3a.jpg

 

António Teodoro  Brasil: quo vadis?

 

antónio teodoro.jpg

 

 

   Estou neste momento a viver em S. Paulo, o que me permite acompanhar, hora a hora, a crise brasileira, tanto por intermédio da mídia (como dizem e escrevem os nossos amigos brasileiros) como, sobretudo, pelo contacto com as pessoas, professores e estudantes na Universidade, e cidadãos de classe média alta num dos bairros mais seletos de S. Paulo. E acompanho, pelas redes sociais e o noticiário em Portugal, os ecos desta crise brasileira que, se não fosse demasiado grave e mexesse com as vidas de milhões de pessoas, podia ser considerada uma tragicomédia.

Permitam-me que dê a minha interpretação sobre o que está a suceder no Brasil e dos possíveis desenvolvimentos da situação extremamente complexa que se vive. Uma situação que, segundo descrevem os meus amigos mais velhos, é muito parecida com a dos anos que antecederam o golpe de Estado de 1964, com a diferença de que, agora, enquanto os militares estão silenciosos e com uma (aparente) postura institucional respeitadora da Constituição, são os juízes (ou uma parte do poder judicial) que se assumem como os “justiceiros” que têm a missão de regenerar o País.

Os problemas existentes decorrem diretamente de três situações próximas e já bem definidas: (i) a derrota do candidato das elites nas últimas eleições presidenciais (que, num regime presidencialista como o brasileiro, são também de Governo), a quarta consecutiva, por uma pequena margem e com uma divisão de votos muito marcada em termos de classe e de região; (ii) as consequências da Operação Lava Jato que, de uma operação judicial (e policial) de combate à corrupção, envolvendo e mostrando uma poderosa teia de financiamentos partidários e enriquecimento ilícito de agentes públicos (políticos, empresários e gestores), evoluiu para um golpe de Estado a partir de parte do sistema judicial (e policial), em conluio com a mídia conservadora (com destaque para a rede Globo e as revistas Veja e Isto É); e, (iii) uma conjugação da crise económica com uma crise de governabilidade, onde a primeira piorou a vida dos brasileiros e a segunda colocou o sistema político à beira da implosão, com alguns dos grandes empresários nacionais presos (e as suas empresas em grandes dificuldades, gerando desemprego em massa) e um número elevado de deputados e senadores indiciados por crimes de corrupção, entre os quais os presidentes das duas câmaras do poder legislativo.

Num país com as desigualdades do Brasil, a metáfora da Casa Grande e da Sanzala (título do famoso livro do sociólogo Gilberto Freyre) ainda é a que melhor se adequa à descrição do tecido social brasileiro. As gravuras de Debret do século XIX, retratando as famílias do Rio de Janeiro passeando com os seus escravos, e as fotos daquela outra família do diretor financeiro de um grande clube de futebol, onde ele, a mulher e o caniche seguem à frente, acompanhados pela babá negra, fardada de branco, que leva os dois filhos do casal, a caminho de uma manifestação contra a Dilma e pelo impeachment, representam uma mesma realidade que mais de 150 anos ainda não conseguiu apagar. Para quem julga que estou a exagerar e essa foto representa um caso isolado, aconselho a, quando visitar S. Paulo, passear num shopping de luxo ou no bairro onde vivo.

A Casa Grande não se conformou com a derrota das últimas eleições presidenciais e temeu ainda mais a possibilidade do ex-Presidente Lula se voltar a candidatar (e poder ganhar de novo). Para que isso não pudesse acontecer, a grande mídia (mantenho o registo na escrita do português brasileiro) desenvolveu uma sistemática e persistente destruição do capital simbólico do antigo metalúrgico sindicalista (que saiu do Governo com uma aprovação superior a 80%, um valor sem precedentes na política brasileira), aproveitando muitos “rabos de palha” que, ele e sua família, e sobretudo a cúpula do PT, foram deixando e que revelam uma deterioração dos valores republicanos que deviam nortear todos aqueles que se batem por projetos de transformação social. Mas essa destruição do capital simbólico não foi suficiente. As últimas sondagens, no auge da revelação dos escândalos do “triplex do Guarujá” ou do “sítio de Atibaia” (que Lula jura que não são sua propriedade), mostram que Lula tem condições de disputar e poder ganhar de novo a Presidência da República.

Para isso, a Casa Grande, que, politicamente, é representada por uma complexa aliança de interesses capitaneados por um partido herdeiro da Arena (o partido da ditadura militar, hoje batizado de Democratas) e do PSDB, que tem em Fernando Henrique Cardoso o seu principal símbolo (há pouco mais de um ano vi-o, na Casa de Portugal, elogiar as grandes capacidades de “estadista” e de governante lúcido, imagine-se, a Pedro Passos Coelho) e putativos candidatos como o playboy Aécio Neves, ou o militante da Opus Dei Geraldo Alckmin, decidiu lançar uma ofensiva em várias frentes:

1. Criminalizar Lula e, se necessário, prendê-lo para impedir o seu regresso à vida política ativa.
2. Concretizar o impeachment da Presidente Dilma, derrubando o seu Governo.
3. Mudar algumas opções de política económica que permita ao capital financeiro ocupar o espaço deixado pelas empresas cujos dirigentes estão presos e, sobretudo, não ter o limite do “petróleo é nosso” (vigente desde o final da II Guerra), abrindo a exploração das imensas riquezas do pré-sal às grandes multinacionais do petróleo.
4. Destruir o PT (e o seu aliado próximo, o PCdoB) e impedir que, nos tempos mais próximos, a esquerda tenha influência eleitoral e possa dirigir um país com a dimensão do Brasil.

É neste contexto que tem de ser entendida a decisão de nomear Lula Ministro da Casa Civil, ou seja, uma espécie de Primeiro Ministro nos regimes semipresidenciais, responsável pela articulação política e pela implementação do PAC (Programa de Aceleração e Crescimento). Essa entrada de Lula no Governo Dilma responde a duas necessidades imperiosas: (i) evitar a prisão preventiva de Lula, transferindo a competência da investigação e julgamento do “justiceiro” e mediático juiz de 1ª instância de Curitiba, Sérgio Moro, titular do processo da Lava Jato, para o Supremo Tribunal Federal, o único com competência para investigar e julgar titulares de órgãos de soberania; (ii) dar uma direção política à ação do Governo e reunir apoios para impedir a concretização do impeachment de Dilma.

Num depoimento publicado no Diário de Notícias de 17.03.2016, o Embaixador Seixas da Costa, que teve uma notável atuação enquanto responsável pela Embaixada de Portugal no Brasil há uns anos atrás, durante o mandato de Lula, chamou a essa entrada de Lula no Governo a “bala de prata”. Não concordo com o essencial do seu depoimento, embora concorde que esse gesto foi uma decisão muito arriscada, utilizada por Lula e Dilma para tentarem sair de um cerco extremamente apertado, onde um juiz de 1ª instância tem poderes para realizar escutas telefónicas (“grampear”) à Presidente da República, ou divulgar (“vazar”) para a comunicação social essas gravações no momento em que deixou de ter competência jurídica para acompanhar o processo; ou, onde um outro juiz de 1ª instância que, no Twiter e Facebook, se tinha vangloriado da sua participação nas manifestações anti-Dilma (postando inclusive no Facebook as inevitáveis selfies) se sente à vontade para impugnar um ato da Presidente, neste caso a nomeação de um Ministro que, legalmente, não está sequer indiciado de qualquer crime.

O uso da “bala de prata” é talvez o último recurso ao dispor de Lula e Dilma. Se perderem, caem os dois, o PT (e o conjunto da esquerda entrará em grande convulsão) e o Brasil tornar-se-á o eldorado de um neoliberalismo serôdio próprio das elites subalternas. Aqueles que acham que isto é discurso ideológico vejam qual a política que Estados que têm governadores do PSDB estão a tentar implementar (embora sem grande sucesso até agora, diga-se, devido à forte oposição de estudantes, professores e sociedade civil organizada): a entrega das escolas públicas a empresas privadas, um arremedo das charters schools, bandeira dos governos Bush pai e Bush filho nos EUA.

Os próximos dias serão decisivos. A decisão está também nas mãos daqueles que vivem na Sanzala. Até agora, quem saiu à rua e se pronuncia com os imensos meios que têm ao seu dispor, foram os que vivem na Casa Grande. A Sanzala tem estado na defensiva e silenciosa, por falta de projeto mobilizador e por desmoralização. Se Lula conseguir a mobilização da Sanzala, estabelecer pontes e alianças para alguns sectores da Casa Grande que ainda estão reticentes com o caminho que lhes é proposto, o Brasil pode retomar o caminho de transformações sociais que tiraram da miséria mais de 40 milhões de pessoas num espaço curto de uma década. Mas isso, implicará também, depois de um primeiro embate e da derrota do golpe de Estado em curso, uma renovação moral e um novo projeto político. Se Lula, o PT e as esquerdas não o fizer, a Sanzala não lhes perdoará, abandonando-os à sua sorte.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 17:15


23 comentários

De Augusta Clara a 18.03.2016 às 17:17

Um texto a não perder

De Ana Pereira a 18.03.2016 às 18:39

Uma análise irrepreensível. Muito obrigada!

De António Teodoro a 18.03.2016 às 22:03

Só mais um comentário: porque tem medo que a sanzala ocupe a rua?
As manifestações de hoje, por todo o Brasil, mostram que a sanzala, ou seja, o movimento social organizado, começou a ocupar as ruas. E isso que determinará os próximos tempos e o futuro de Lula e Dilma.

De Paulo Barbosa de Madureira a 18.03.2016 às 20:44

...afirmar que milhões de pessoas - que se manifestam contra a corrupção - são das elites, da Casa Grande, é um perfeito disparate. Vivi no bairro mais elitista de São Paulo, o Alto da Boa Vista - em período que coincidiu com o fim do governo de Fernando Henrique e com a primeira vitória petista - e nunca as elites andaram em manifestações populares, credo!
É óbvio que há um aproveitamento da direita, e dos grandes grupos económicos que foram marginalizados em prol dos que lá estão agora. Mas isso é assim em qualquer buraco do mundo.
Aquilo que se está a passar em todos os estados brasileiros é uma reação de vomito por tanta e tanta corrupção: é que atingiu uma tal e tão descarada proporção que nem mesmo aquele Bom Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro consegue aguentar... Nestas manifestações populares há vários amigos meus em diversos estados e no DF que votaram Lula.
Acho lamentável que o António incite a 'Sanzala' a ir para a rua num clima que, certamente, será de afrontamento, e indo exactamente ao contrário do proferido hoje de manhã em todas as rádios portuguesas por um seu colega da USP, que dizia, e bem 'a pior coisa a suceder neste momento seria o confronto nas ruas, e o derrube deste governo, o Brasil desabava'.
Sou da mesma opinião, este governo corrupto deve cumprir a legislatura.
O amigo Teodoro deve sair mais desse seu bairro na zona sul, vá para a Leste e tente entender mais o povo paulistano. É que uma manif no Brasil não tem a mesma leveza daquelas que o António organizou em Portugal, enquanto líder da FENPROF.

De António Teodoro a 18.03.2016 às 21:08

Coincidimos que este governo deve ir até ao fim do seu mandato. Mas aconselho-o a ver os estudos do Data Folha sobre a composição social dos manifestantes.
Estou de acordo que alguns dos que votaram em Lula hoje estão nas manifestações. Seria impossível para alguém que ganhou as eleições com tão folgada margem que isso não acontecesse.
De acordo que o PT imitou os outros partidos nos esquemas de financiamento partidário, o que só poderia levar a corrupção e a uma promiscuidade entre poder político e as empresas.
Mas só por piada é que uma comissão capitaneada por Eduardo Cunha é que tem legitimidade para conduzir o impeachment de Dilma,
Quanto ao juiz Sergio Moro, melhor será ler o artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo.

O suicídio da Lava Jato
Vladimir Safatle
Folha de S. Paulo
18/03/2016 02h00
O juiz Sergio Moro conseguiu o inacreditável: tornar-se tão indefensável quanto aqueles que ele procura julgar. Contrariamente ao que muito defenderam nos últimos dias, suas últimas ações são simplesmente uma afronta a qualquer ideia mínima de Estado democrático. Não se luta contra bandidos utilizando atos de banditismo.
A divulgação das conversas de Lula com seu advogado constitui uma quebra de sigilo e um crime grave em qualquer parte do mundo. Não há absolutamente nada que justifique o desrespeito à inviolabilidade da comunicação entre cliente e advogado, independente de quem seja o cliente. Ainda mais absurdo é a divulgação de um grampo envolvendo a presidente da República por um juiz de primeira instância tendo em vista simplesmente o acirramento de uma crise política.
Alguns acham que os fins justificam os meios. No entanto, há de se lembrar que quem se serve de meios espúrios destrói a correção dos fins.
Pois deveríamos começar por nos perguntar que país será este no qual um juiz de primeira instância acredita ter o direito de divulgar à imprensa nacional a gravação de uma conversa da presidente da República na qual, é sempre bom lembrar, não há nada que possa ser considerado ilegal ou criminoso.
Afinal, o argumento de obstrução de Justiça não para em pé. Dilma tem o direito de nomear quem quiser e Lula não é réu em processo algum. Se as provas contra ele se mostrarem substanciais, Lula será julgado pelo mesmo tribunal que colocou vários membros de seu partido, de maneira merecida, na cadeia, como foi no caso do mensalão.
Lembremos que "obstrução de Justiça" é uma situação na qual o indivíduo, de má-fé e intencionalmente, coloca obstáculos à ação da Justiça para inibir o cumprimento de uma ordem judicial ou diligência policial. Nomear alguém ministro, levando-o a ser julgado pelo STF, só pode ser "obstrução" se entendermos que o Supremo Tribunal não faz parte da "Justiça".
A fragilidade do argumento é patente, assim como é frágil a intenção de usar um grampo ilegal cuja interpretação fornecida pelo sr. Moro é, no mínimo, passível de questionamento.
Na verdade, há muitas pessoas no país que temem que o sr. Moro tenha deixado sua função de juiz responsável pela condução de processo sobre as relações incestuosas entre a classe política e as mega construtoras para se tornar um mero incitador da derrubada de um governo.
A Operação Lava Jato já tinha sido criticada não por aqueles que temiam sua extensão, mas por aqueles que queriam vê-la ir mais longe. Há tempos, ela mais parece uma operação mãos limpas maneta.
Mesmo com denúncias se avolumando, uma parte da classe política até agora sempre passa ilesa. Não há "vazamentos" contra a oposição, embora todos soubessem de nomes e esquemas ligados ao governo FHC e a seu partido. Só agora eles começaram a aparecer, como Aécio Neves e Pedro Malan.
Reitero o que escrevi nesta mesma coluna, na semana passada: não devemos ter solidariedade alguma com um governo envolvido até o pescoço em casos de corrupção. Mas não se trata aqui de solidariedade a governos. Trata-se de recusar naturalizar práticas espúrias, que não seriam aceitas em nenhum Estado minimamente democrático.
Não quero viver em um país que permite a um juiz se sentir autorizado a desrespeitar os direitos elementares de seus cidadãos por ter sido incitado por um circo midiático composto de revistas e jornais que apoiaram, até o fim, ditaduras e por canais de televisão que pagaram salários fictícios para ex-amantes de pres

De Valério Carvalho a 19.03.2016 às 00:24

Excelente. Uma análise radiográfica que disseca e expõe à luz as razões (semi)ocultas por trás da 'luta de classes' brasileira.

De Rui Silva a 19.03.2016 às 02:49

Excelente analise!

De António José martins a 19.03.2016 às 07:04

A verdade verdadinha de tudo o que está a acontecer no Brasil, obrigado António Teodoro por esta radiografia que tiraste e publicaste da atual situação do Brasil.

De Graziela a 19.03.2016 às 11:30

Caro António,

Como já havia escrito no e-mail logo após ler tuas impressões ontem. O povo brasileiro vive um momento ímpar de sua história. Como é de direito à sociedade tem a garantia ao manifesto de suas opiniões e também de respeitar a dos outros. Afinal, isso sim é a plena democracia.

Ao acompanhar as notícias seguem a mesma linha o Boaventura que manifestou-se ontem sobre a crise política alimentada no Brasil, apontando para interesses externos dos Estados Unidos para nossa reserva de petróleo, especificamente o pré-sal. Outros meios de mídias internacionais como a BBC News, The Economist, New York Times, El País vem reportando repetidamente as manifestações e a crise política no Brasil.

Deixo claro que todos os acontecimentos que vem sendo apresentados cruamente nessas últimas semanas causam emoções distintas em tod@s, incluo-me na parcela da sociedade que acompanha estarrecida esses eventos e quer mudanças. Contudo, não podemos ter uma visão inocente dos fatos, principalmente se isso afeta diretamente o Estado Democrático de Direito. Portanto, para que seja garantido isso, TODAS as denúncias devem ser investigadas dentro do rigor da justiça com a transparência devida, sem bandeira de partido político por trás ou mídia tendenciosa. Devo ressaltar que não acredito numa comissão de impeachment formada pelo Cunha, presidente da Camâra do Deputados e o terceiro na sucessão do Governo, ainda mais com cinco representantes sendo investigados pelo STF.

Esse clima de polarização política e social, atualmente vividos no país, devem abrir precedentes para exigirmos enquanto sociedade uma reforma política profunda no nosso sistema político e judiciário já desgastado e corroído pela corrupção institucional. Porém, isso deve transcorrer de forma consciente e totalmente democrática, com o respeito pleno as ideias divergentes das nossas para construirmos algo comum e melhor. Dessa maneira, venha a garantir mecanismos anticorrupção dentro do governo e uma maior participação social dentro da vida política do país, como podemos observar em democracias maduras.

Espero, que logo estejamos a visualizar caminhos que nos levem para fora dessa turbulência e seja delineado um novo paradigma político e social que garanta ao Brasil o firmamento de nossa democracia.

Seguimos!

De Edmundo Dos Santos Figueiredo a 19.03.2016 às 13:55

Este artigo é extremamente interessante. Fiquei a saber um pouco sobre uma das várias perspetivas da politica brasileira. Não comento. Apenas me interessa uma questão, que creio preocupação comum a todo os povos e da qual depende a sua felicidade: a ética dos governantes.
Para ser governante não basta ser competente ou empático, é preciso ética em dose universal. As pessoas perdoam erros, contudo, não vêm a corrupção como erro, mas como acto intencional. Aliás, os códigos de direito e outros foram criados não para defender situações éticas mas para regular relações entre interesses desiguais, defendendo uns mais que outros à luz da «lógica» do mais forte.

De António R a 19.03.2016 às 19:01

Pura visão bolivariana da situação. Lamentável. O autor ainda não compreende nada do que se passa no Hemisfério Sul, particularmente no Brasil. Precisará ficar em SP pelo menos mais 20 anos e tentar ser imparcial. Não se trata de luta de classes, mas da ética contra a vileza.

De Augusta Clara a 19.03.2016 às 19:21

E de que lado é que está a vileza e de que lado está a ética? É que, se forem ambas transversais, não vale a pena mudar de Governo. Talvez mudar de juízes, não?

De António R a 19.03.2016 às 22:50

Sim, mudar de juízes é uma boa ideia, especialmente pq o PT aparelhou grande parte do Supremo Tribunal Federal com as suas indicações torpes. Certamente a ética não está do lado da corrupção e da mentira petista. Fácil não?

Comentar post


Pág. 1/2




Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Podem me fazer análise do poema? Yema etc

  • Anónimo

    LINDO!!!!

  • Anónimo

    Foi esquecimento a identificação do autor do texto...

  • Anónimo

    Uma beleza o texto, prosa poética com certeza. A E...

  • Augusta Clara

    Olha, Eva, não tinha visto a tua resposta e vim pr...


Links

Artes, Letras e Ciências

Culinária

Editoras

Filmes

Jornais e Revistas

Política e Sociedade

Revistas e suplementos literários e científicos