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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 16.05.18

Céu azul - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Céu azul

céu azul.png

 

(Adão Cruz)

 

 

 

Acordei hoje com o céu azul

Não só o que me entrava pela janela

Mas também o que me saía da alma.

Ambos se fundiam numa mancha celestial

Onde se inscreviam versos

Muito dispersos

De um poema azul sem igual.

Não havia dores

As estrelas cintilantes há muito se apagaram.

Não havia sangue

Há muito que o sol-pôr adormeceu.

Não havia nada.

Apenas a glória de um poema azul

Fruto maduro da madrugada

Mãe fertilizada

De um sonho-sémen da memória.

 

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por Augusta Clara às 18:59




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