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Jardim das Delícias



Terça-feira, 01.03.16

Chuva, cordas, versos como roupa a secar - Nuno Júdice

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Nuno Júdice  Chuva, cordas, versos como roupa a secar

 

MO5960SHL_la.jpg

 

(Egon Schiele)

 

 

Agora que chove, numa inesperada 

manhã de inverno em plena primavera,

e as cordas de água são como as

cordas do alaúde, tocando uma queixa

fúnebre, apanho os versos da corda

para que se não molhem. Estendo-os,

então, na página, e vejo as gotas

de água escorrerem, como lágrimas,

para o chão da alma. São assim

os dias de chuva na primavera: bons

para encharcarem a poesia; e

cheios dessa música antiga, que

ninguém quer, repetindo os velhos

tédios de poemas de outro tempo.

(in Teoria Geral do Sentimento, Quetzal)

 

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por Augusta Clara às 14:00


1 comentário

De Anónimo a 23.11.2020 às 20:13

Podem me fazer análise do poema? Yema etc

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    Que texto tão bonito e quantas saudades me trouxe!...

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