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Delícias são tudo o que nos faz felizes: um livro, a magia dum poema ou duma música, as cores duma paleta ... No jardim o sol não raia sempre mas pulsa a vida, premente.
Dizia há dias um jornal que os lobos do Vaticano voltaram. Não voltaram porque sempre lá estiveram. Por táctica e estratégia assumiram, desde Bento XVI, uma espécie de hibernação, a ver até onde o Papa Francisco se atreve.
Qual reforma da Igreja, qual transparência, qual limpeza!
Diz ele, o Papa Francisco, que o seu pontificado será curto e não está livre de ser cilindrado. Ele sabe bem as águas em que se move.
Só não sabe quem não quer. Muita gente sabe que a igreja foi sempre reaccionária e retrógrada, atravessando os séculos até aos dias de hoje, de braço dado com o poder e o dinheiro, a ambição, a opressão e o crime. Pela maior parte das cabeças da Cúria Romana, passa tudo menos Deus. A Santa Sé é sé de tudo menos de santidade.
Nada mudou nem mudará, porque todo este esquema é uma cristalizada estrutura genética imutável, servindo de carapaça ao núcleo duro, esse sim, renovando constantemente as suas aprimoradas estratégias de corrupção e crime.
Tudo leva a crer que os duros do Vaticano não diferem dos duros da mafia a que pertencem e cumprem escrupulosamente as ordens dos donos do mundo. À falta de um mandante concreto…dizem ser Deus quem manda. O fim é sempre o mesmo. Segurar o Sistema seja qual for a tempestade que o ameace. Alimentar a todo o custo, ainda que com novas formas e fórmulas, o obscurantismo, único modo de manter a sobrevivência da monumental verdade-mentira de sempre, espinha dorsal de uma igreja que nada tem a ver com a igreja de Cristo.
E o Papa Francisco sabe disso. A sua resignação ou o seu assassínio tornam-se, desta forma, muito prováveis.
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