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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 25.02.15

Elogio à compaixão da Alemanha - Ferreira Fernandes

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Ferreira Fernandes  Elogio à compaixão da Alemanha

 

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   Diário de Notícias, 23 de Fevereiro de 23015

   Maria Luís Albuquerque foi à Alemanha fotografar-se com Wolfgang Schäuble. A portuguesa não foi ao beija-mão. Foi pior do que isso, o alemão é que achou que devia dar uma mão à sua fiel Albuquerque. Escrevi fiel, não leal. Lealdade é sentimento entre iguais. No final da reunião do Eurogrupo, que abriu uma porta, o grego Varoufakis disse o que se ia fazer: "Acordamos (...) uma nova lista de reformas que vamos abordar de um modo escolhido por nós em colaboração com os nossos parceiros. Não iremos continuar a seguir o guião que nos foi dado por agências exteriores." Isto é, o grego disse: estamos em crise, mas não deixamos de ser um país independente. Isto é, não aceitou ser o "protetorado" que o governo português disse com todas as letras ser. Sobre os que governaram assim, Varoufakis disse: "Eles nunca imaginaram a possibilidade de dizer não. Quando não se consegue imaginar a possibilidade de dizer não, não se está a negociar. E quando não se está a negociar numa situação como a da crise da zona euro, acaba-se a aceitar um acordo em que no fim (...), além de mau para os fracos, é mau para os fortes." A Alemanha reconheceu isso e vai mudar. Por isso é que piedosamente deu uma mão aos seus fiéis. Quando os lusitanos Audas, Ditalco e Minuro, comprados pelo general romano Cipião, mataram Viriato, foram pedir a paga. Foram mortos e expostos com um cartaz: "Roma não paga a traidores." Sorte a do governo português. Berlim paga.

 

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por Augusta Clara às 08:00


2 comentários

De Beatriz Santos a 25.02.2015 às 13:35

Nojice de gente.

De Carlos Leça da Veiga a 25.02.2015 às 20:08

Por muito que alguns teóricos insistam que a História não tem repetições este texto, com toda a claridade e sem nada de pretensioso, dá mais um exemplo de como, quem não sabe História, mete o pé na poça.
Mal vai o mundo quando é julgado como escandaloso e impróprio que um Estado como a Grécia diga que, agora, só se faz o que nós entendermos como coisa favorável ao nosso interesse. Bem vai o mundo quando um estado como o Grego nos dá o exemplo de ser ele a estipular - face aos urubus europeus - qual e como será o seu programa político.

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