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Sara A. Oliveira, Jerusalém Governo israelita avança na anexação da Cisjordânia
A colonização e o seu muro
11 de Novembro de 2014
O gabinete restrito do governo de Israel aprovou uma lei que estende a aplicação de todas as novas leis israelitas aos colonatos de Jerusalém Leste e da Cisjordânia, decisão que é mais um passo para a anexação de facto desses territórios e viola o direito internacional, nomeadamente através das Convenções de Genebra.
Quatro dos dez membros do gabinete votaram contra, mas impôs-se o peso de decisão da aliança entre Benjamin Netanyahu, a extrema direita racista e o fundamentalismo religioso. A ministra da Justiça, Tzipi Livni, que chefiou a delegação israelita a conversações com os palestinianos, afirmou que apelará contra a decisão. Segundo a ministra, “a decisão pretende tornar normal uma situação anormal através de uma mascarada de direitos civis”.
Nos termos da decisão do gabinete, qualquer lei que seja aprovada pelo Knesset, o Parlamento israelita, será transformada ipsis litris numa directiva militar para ser aplicada nos colonatos num prazo máximo de 45 dias.
“Esta norma é uma consequência natural de tudo quanto tem vindo a ser permitido ao governo israelita em termos de violação do direito internacional”, comentou o jurista Amos Rubinstein. “O mundo inteiro sabe, tal como sabe o maior aliado de Israel, os Estados Unidos da América”, acrescentou Rubinstein, “que sobretudo o actual governo israelita não descansa um momento no processo de anexação dos territórios através da colonização, do roubo de terras e da destruição de casas, árvores e colheitas dos palestinianos. Por muito menos há países que sofrem pesadas sanções impostas pelos Estados Unidos da América e a União Europei”.
Amos Rubinstein recordou a existência de relatórios comprovando que o governo israelita ordenou a construção de 14 mil residências em colonatos durante as conversações com os palestinianos “e continua a confiscar hectare atrás de hectare da Cisjordânia sob pretextos militares e os que lhe aprouver. O objectivo está à vista de toda a gente, mas os principais dirigentes mundiais fingem que não é nada: liquidar a criação de um Estado Palestiniano por não haver territórios onde instalá-lo. Continuar a falar na ‘solução de dois Estados’ começa a ser um exercício de hipocrisia”, denunciou o jurista israelita.
Sara A. Oliveira, Jerusalém
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