Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Jardim das Delícias



Domingo, 28.01.18

Monte das oliveiras - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Monte das oliveiras

image003a.jpg

 

(Adão Cruz)

 

Não sei o que entra em mim no cálido fim desta tarde alentejana, não sei ao certo o que me diz o silêncio aberto destes campos sem fim, nem sei se procuro o lugar seguro para abrir o pensamento.

Há qualquer coisa para lá do horizonte entre a angústia e a Esperança, estranha esperança de futuro no silêncio aberto destes campos sem fim, qualquer coisa que arde no cair da tarde entre a magia da vida e a dor contida no monte das oliveiras.

Para lá do horizonte, no fim de La Codozera, não havia ninguém à minha espera no cálido fim desta tarde alentejana.

Nesta tarde alentejana, feita de silêncio aberto e de campos sem fim, parei o carro na berma da estrada que vinha do nada de onde parti à procura da cidade com todas as ruas que há dentro de mim.

Há anos que não me adormecia um sono tão profundo nem o sol trigueiro me dourava a figura, num quase azul, pintando de ternura esse sonho perdido no fim do mundo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 14:00




Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Comentários recentes

  • Anónimo

    A pérfida Albion, depois de ter sido a maior usurp...

  • Augusta Clara

    Por favor, assinem os comentários. Não há nada mai...

  • Anónimo

    quando o próximo livro?

  • Anónimo

    "há muito que não saía à rua..." e não via os movi...

  • Anónimo

    Um bom poema desanimado tem um destino, talvez pro...


Links

Artes, Letras e Ciências

Culinária

Editoras

Jornais e Revistas

Política e Sociedade

Revistas e suplementos literários e científicos