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Jardim das Delícias



Sexta-feira, 15.07.22

Ontem à noite…quem diria - Adão Cruz

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Adão Cruz  Ontem à noite…quem diria

image001 (21).jpg

(Manel Cruz)

A poesia era o espaço entre a inocência e o dia
uma espécie de alforria
redimindo à boca da sorte
o silêncio de mil noites.
Vago sentimento de uma consciência acordada
pelo gemido do vento
poesia real fundida e refundida
sensual e nua.
A vítima que há dentro de nós
procura sempre o amor
na densidade dos processos
na empatia do sofrimento.
Nada mais relativo-magnético do que o sofrimento
movimento de tudo
senhor do silêncio vivo que arde dentro do poeta.
A poesia distorce a relação com a vida
e abraça o sonho parasita do amor verdadeiro
e cada um tem dos restos de si próprio
a elegante ideia de uma identidade interior.
A poesia é assim…ontem à noite... quem diria.

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por Augusta Clara às 19:22




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