Quarta-feira, 20.08.14
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por Augusta Clara às 11:00
2 comentários
De Beatriz Santos a 20.08.2014 às 11:25
Face a este mal estar de morte o que são as nossas preocupações quotidianas?! Nada. Ou um quase zero.
No século XXI são ainda as mulheres que choram e pedem a intervenção do poder, para variar, masculino; são elas que clamam contra a injustiça e a mortandade, no meio de homens engravatados, sérios. E silenciosos.
Oh, eu não queria poder mudar as lágrimas nem o ser compassivo que as assiste. São quem são. E há nelas ser bastante. Eu queria dar fim à causa da desventura e injustiça que os humanos infligem uns aos outros sem prurido. À maldade mascarada de tanta coisa, envolvida em tanto papel brilhante.
Ao homem já bastaria o mal que o acaso - incluído o acaso humano - lhe coloca no sapato, sem culpa ou destino. Seria sofrimento suficiente.
E, no meio do terror manifestado por esta mulher e do seu apelo desesperado, ainda lhe pedem que cumpra normas. Tudo isto me agonia e deprime duma forma quase insuportável.