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Jardim das Delícias



Quarta-feira, 29.04.15

Soneto da chuva - Carlos Oliveira

ao cair da tarde 5b.jpg

 

Carlos Oliveira  Soneto da chuva

 

Hivernades 2w - Marc Lev1.jpg

 

(Marc Lev)

 

Quantas vezes chorou no teu regaço
a minha infância, terra que eu pisei:
aqueles versos de agua onde os direi,
cansado como vou do teu cansaço?

Virá abril de novo, até a tua
memória se fartar das mesmas flores
numa última órbita em que fores
carregada de cinza como a lua.

Porque bebes as dores que me são dadas,
desfeito é já no vosso próprio frio
meu coração, visões abandonadas.

Deixem chover as lágrimas que eu crio:
menos que chuva e lama nas estradas
és tu. poesia, meu amargo rio.

 

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por Augusta Clara às 19:00


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