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Jardim das Delícias


Segunda-feira, 27.04.20

Adão Cruz, 2020

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Adão Cruz, 2020

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por Augusta Clara às 22:35

Sexta-feira, 24.04.20

Adão Cruz, 2020

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Este quadro é dedicado ao fim da quarentena

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por Augusta Clara às 19:18

Sexta-feira, 24.04.20

Vinte e cinco de Abril - Eva Cruz e Adão Cruz

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Eva Cruz e Adão Cruz  Vinte e cinco de Abril

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(Adão Cruz)

   O Vinte e Cinco de Abril é um poema universal, uma janela sagrada, um poema tantas vezes ignorado, uma janela tantas vezes fechada por quem nunca entendeu o que em Abril aconteceu. É muito difícil entender a alma dos valores, da profundidade dos versos deste poema, a abertura desta janela que dá para horizontes infinitos.

Aproxima-se esta data gloriosa num mês de sofrimento e isolamento. Por isso não a podemos celebrar com o brilho e a cor que esta ditosa Revolução dos Cravos merece, porque recordar e comemorar Abril é ensinar em tudo quanto é lugar, na escola, na rua, no trabalho que o Vinte e Cinco de Abril foi um fenómeno universal de iluminação das consciências, um glorioso hino de liberdade, gerador de profundas mudanças sociais e mentais em Portugal e em muitos países do mundo.

O Vinte e Cinco de Abril foi um dos fenómenos político- socais de maior importância pedagógica dentro de uma sociedade encarcerada em mitos, preconceitos, obscurantismos que formataram e aviltaram a vida. Os seus valores, nem sempre entendidos e bem interpretados por muita gente, foram repensados e desenvolvidos ao longo dos tempos, percorreram o mundo de-lés-a-lés, renascendo e reproduzindo-se em elevados conceitos de direitos e deveres, de justiça e dignidade do cidadão no seio de um colectivo humano.

O Vinte e Cinco de Abril aconteceu há quase meio século. Não há muito tempo, do ponto de vista histórico. Penetrou, porém, com tal impacto em cada um de nós que nos fez repensar ideias e ideais. Que cada um recorde aqueles que tenazmente lutaram para que ele acontecesse. Neste tempo de confinamento, o nosso pensamento e a nossa palavra devem recordar a luta dos presos políticos que, muitas vezes, à custa da própria vida, levaram a que a Revolução explodisse. Quando pensamos nas nossas queixas e nas de tantos, cansados de estarem metidos dentro de quatro paredes durante escassas semanas, no conforto das suas casas, com dinheiro e comida, dotados de modernos meios de comunicação, vem-nos à cabeça a exiguidade de uma cela, a imposição do segredo, a tortura e a morte de tantos que consumiram a flor da sua vida pelo ideal da Liberdade. Verdadeiros mártires sem quaisquer aspirações a santos.

Os tempos de hoje são de pouca alegria, de medo, mas também de esperança. Por isso nos curvamos perante a grandeza deste dia, desejando que a História nunca o apague do coração da Humanidade, sobretudo do coração do Povo Português que o acolheu de braços abertos e o enfeitou orgulhosamente de Cravos Vermelhos.

 

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por Augusta Clara às 09:00

Segunda-feira, 20.04.20

HOMENAGEM - Adão Cruz

 

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Abril abriu muitas portas, por uma delas passou o Serviço Nacional de Saúde que, justamente, se enaltece no dia da Liberdade. Nesta data histórica, a Direção do Sindicato dos Médicos do Norte realça a importância de um Serviço Público de Saúde universal e inclusivo, sem o qual não seria possível o combate sem tréguas à epidemia que nos assalta.

A Direcção do SMN

 

Adão Cruz  HOMENAGEM

   Sou médico há 56 anos. Lembro-me de sentir muitas vezes na minha vida profissional, vida que procurei levar o mais eticamente, o mais competentemente, o mais dedicadamente e conscientemente possível, desilusões e mesmo algum sentimento de desonra em pertencer à classe médica. Tudo isto, por comportamentos desviantes dentro da própria classe, dentro da sua especial missão de vida, que feriam o nosso principal tesouro, a dignidade e o profundo sentimento humanista.

Sempre tive e ainda tenho muitos amigos das mais diversas profissões, desde trabalhadores mais humildes até cientistas, empresários, políticos e banqueiros. A todos, de formas obviamente diferentes, nunca os deixei de homenagear com a minha leal e sincera amizade, e com o reconhecimento e admiração por muitos exemplos das suas vidas. Porém, esta pandemia que hoje está a roer a nossa existência individual, familiar e social criou em mim, no meio de todos os males, sentimentos que eu nunca havia experimentado de forma tão emocionada e profunda. Por isso a minha homenagem, nesta altura, a todos os profissionais de todas as áreas, amigos e desconhecidos, não pode caber dentro de limites, pois em situação tão complexa, tão intrincada e tão interactiva, é muito difícil separar os mais importantes dos menos importantes.

Nesta infelicidade que nos bateu à porta, há, no entanto, uma multidão de seres humanos que me levaram, indiscutivelmente, à reconquista de uma honra especial em pertencer à sua classe, a classe médica e o Serviço Nacional de Saúde. Um Serviço Nacional de Saúde, fruto do glorioso Vinte e Cinco de Abril, prestes a ser celebrado, um Serviço Nacional de Saúde que abrange políticos, autoridades sanitárias, administrativos, médicos, enfermeiros, auxiliares e pessoal mais anónimo, todos imprescindíveis ao seu funcionamento e ao seu mais sólido e nobre futuro. A todos a minha homenagem.

Fiz cuidados intensivos há largos anos, quando as unidades de cuidados intensivos começavam a aparecer, de forma muito primária, comparadas com as de hoje. Mesmo assim, senti bem fundo a responsabilidade e a abnegação que elas exigiam. Por isso, não me levem a mal que eu deixe aqui uma homenagem muito especial, acima de todas as homenagens, ao trabalho de todo o pessoal que de uma forma heróica dedica as suas vidas, nestes dias tão negros, à prática intensivista, em Portugal e fora de Portugal. São para mim, sem margem de dúvidas, os Heróis da actualidade, aos quais cada país, depois da vitória, deveria erguer o mais majestoso e merecido monumento.

20.04.2020

 

 

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por Augusta Clara às 19:15

Sexta-feira, 26.04.19

Ensinar Abril - Adão Cruz e Joaquim Furtado

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por Augusta Clara às 01:33

Quinta-feira, 25.04.19

Adão Cruz

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por Augusta Clara às 17:56

Quarta-feira, 25.04.18

A nossa liberdade e a dos outros - Augusta Clara de Matos

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Augusta Clara de Matos  A nossa liberdade e a dos outros

 

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   No dia em que celebramos a nossa libertação do regime fascista de Salazar e Caetano não consigo alhear-me da malvadez e da cobardia que assola outros povos e outros homens justos tratados, neste momento, como criminosos de alta perigosidade enquanto os verdadeiros crápulas gozam de liberdade vestindo a pele de carrascos.

O caso de Lula da Silva é paradigmático e torna-se desnecessário explicar o que já foi repetidamente explicado por conceituados advogados e outras personalidades do próprio Brasil e de todo o mundo. Não cessa a actuação fascista dos juízes, um que o condenou sem provas, o bandalho Moro, outra a juíza que tem proibido, contra a Constituição brasileira e contra todas as leis em vigor, as visitas a Lula até de advogados seus e de uma comissão do poder legislativo a quem é proibido impedir a fiscalização das condições em que um preso se encontra.

Em Espanha, onde os franquistas no poder já investem contra tudo o que mexe, até contra o amarelo das camisolas dos catalães, chega-nos hoje a notícia de que Cristina Fuentes, a presidente da região autónoma de Madrid, se viu obrigada a demitir-se pela revelação de um vídeo de 2011 a roubar cosméticos num supermercado, depois de já ter sido alvo de acusações sobre a obtenção fraudulenta de um mestrado. Assim marcha a política de Rajoy e do seu bando pró-franquista a favor da unidade do reino de Filipe VI.

Mas o que mais me revirou o âmago foram as notícias sobre a Síria.

Seguindo o padrão das descaradas guerras-negócio dos últimos tempos em que primeiro entra em cena o cartel das armas com todos os milhares de vítimas necessários ao lucro, segue-se o cartel da reconstrução. E, então, ouvi eu, a Síria “já” conta com donativos de quatro (4) milhões de dólares para se reerguer das cinzas. Também há Jonets das guerras.

Com toda a tristeza, raiva e revolta que me assalta, a única boa sensação é a de que a Síria resistiu à usurpação dos casposos do Ocidente.

Os povos sempre resistem à tirania, sempre. Na Síria, como na Catalunha, no Brasil e em Portugal.

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por Augusta Clara às 18:26

Quarta-feira, 25.04.18

JÚLIO POMAR

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por Augusta Clara às 15:07

Quarta-feira, 25.04.18

25 de Abril - Adão Cruz

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Adão Cruz  25 de Abril

 

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   O Vinte e cinco de Abril é um poema universal.

É muito difícil entender a alma quase cósmica dos valores, dos princípios, e dos magníficos versos deste profundo poema. Recordar o 25 de Abril não é relembrar apenas o facto concreto de um golpe militar e de uma revolução popular, com mais cartazes ou menos cartazes, mais foguetes ou menos foguetes, mais canções ou menos canções, ainda que de iniciativa extremamente louvável. Recordar e comemorar Abril é ensinar em tudo quanto é lugar, na escola, na rua, no trabalho, que o 25 de Abril foi um portentoso fenómeno universal de iluminação das consciências, de abertura das catacumbas fascistas, um glorioso hino à liberdade com repercussão e geração de profundas mudanças sociais e mentais não só em Portugal mas em muitos países do mundo.

O vinte e cinco de Abril foi um dos fenómenos político-sociais de maior importância pedagógica dentro de uma sociedade encarcerada em mitos, preconceitos, obscurantismos e grilhetas mentais que formataram e aviltaram a vida até meados do século passado. Os seus valores intrínsecos, mal entendidos e mal interpretados por muita gente, mesmo gente de cultura, foram repensados e desenvolvidos ao longo dos anos e percorreram o mundo de lés-a-lés, renascendo e reproduzindo-se como elevados conceitos de deveres, direitos, dignidade e justiça do cidadão no seio de um colectivo humano. Mas este entendimento, infelizmente, apenas fazia parte daquela humanidade sonhadora e senhora da mentalidade saudável do homem cidadão e do político sério, honesto, social e bem intencionado. Pondo de lado a ignorância, a incultura, o obscurantismo de qualquer espécie de que muita gente não era culpada mas vítima de grupos organizados a partir de altas instâncias poderosamente perversas, por mais cru que nos pareça, não devemos escamoteá-lo: uma boa parte da humanidade sempre foi podre e continua podre. Gente podre do ponto de vista da desumanidade, da desigualdade, da perda de consciência, da honra e dignidade, da crueldade, do ódio, da vingança, da sede de sangue, do deus dinheiro acima de tudo, do poder a qualquer preço, da ganância, da guerra e da morte como indústria. E do cancro que gera todas estas metástases, a eterna corrupção. Corrupto significa podre. Estes sim, sempre foram e continuam a ser os inquisidores dos grandes sonhos, os mesmos de sempre, desde a morte de Giordano Bruno até à fogueira dos belíssimos versos do magnífico poema que abriu as nossas almas no vinte e cinco de Abril.

 

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por Augusta Clara às 01:59

Terça-feira, 25.04.17

"Um cravo vermelho e luminoso" - Adão Cruz

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Adão Cruz  "Um cravo vermelho e luminoso"

 

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(Adão Cruz)

 

Um cravo vermelho e luminoso
Um cristal de vida no céu de chumbo
Cada dia um mundo limpo e perfumado
Graças a ti flor da minha idade
Graças a ti caminho da esperança às portas da cidade
Todo o mel e todos os frutos ali à mão
Graças a ti cravo vermelho que venceste a solidão
Veio o tempo ao nosso encontro
E a manhã despertou agitando as árvores
E a noite se fez de estrelas
Que desceram aos cantos do jardim
Um cravo vermelho e quente
Mais que tudo amando a vida
Em qualquer língua entendida
O mundo tinha o sabor de uma maçã
E os olhos inacabados eram cravos vermelhos
Não havia cárceres nem torturas
Apenas o calor de uma fogueira
Na praça do entusiasmo
E uma jovem mulher dormindo um sono de criança
Nos telhados da revolução
O seu rosto era uma nuvem
Dourada pelo sol e pela lua
Os cabelos trigueiros uma seara
Nos lábios a canção de Abril
Que gloriosa encheu a rua.

 

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por Augusta Clara às 15:38



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