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Jardim das Delícias


Domingo, 17.11.19

Ensaio de Amália Rodigues e Alain Oulman sobre o poema "Soledad" de Cecília Meireles

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Ensaio de Amália Rodigues e Alain Oulman sobre o poema "Soledad" de Cecília Meireles

 

 

 

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por Augusta Clara às 21:51

Quarta-feira, 07.12.16

Meu amor, meu amor - Amália Rodrigues

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Amália Rodrigues  Meu amor, meu amor 

(assinalando o dia do nascimento de José Carlos Ary dos Santos)

 

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por Augusta Clara às 18:00

Terça-feira, 25.08.15

La Luna y el toro - Amália Rodrigues

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Amália Rodrigues  La Luna y el toro

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Domingo, 23.08.15

FILME - As Ilhas Encantadas, de Carlos Villardebó

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Carlos Villardebó  As Ilhas Encantadas

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Quarta-feira, 19.08.15

As mãos que trago - Amália Rodrigues

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Amália Rodrigues  As mãos que trago

(poema de Cecília Meireles)

 

 

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por Augusta Clara às 20:00

Sábado, 13.06.15

Lisboa dos manjericos - Amália Rodrigues

 

 

(Enganei-me na noite, mas não faz mal. Hoje ainda me apetece ir na marcha)

 

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por Augusta Clara às 18:00

Segunda-feira, 08.12.14

"Cantigas d'amigos" - Natália Correia, Amália Rodrigues e Ary dos Santos

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Natália Correia, Amália Rodrigues e Ary dos Santos   "Cantigas d'amigos" 

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Sexta-feira, 17.10.14

Alfama - Amália Rodrigues

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Amália Rodrigues  Alfama

(poema de José Carlos Ary dos Santos, na Tunísia em 1993)

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Terça-feira, 10.06.14

Amália canta Camões

 

"Com que Voz" e "Dura Memória"

 

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por Augusta Clara às 21:00

Quinta-feira, 23.01.14

O Sentimento dum Ocidental I - Ave Marias - Cesário Verde

Cesário Verde  O Sentimento dum Ocidental 

 

A Guerra Junqueiro

.

I

 

Ave Marias

 

(Eduardo Viana)

 

Nas nossas ruas, ao anoitecer,

Há tal soturnidade, há tal melancolia,

Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia

Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

 

O céu parece baixo e de neblina,

O gás extravasado enjoa-me, perturba;

E os edifícios, com as chaminés, e a turba,

Toldam-se duma cor monótona e londrina.

 

Batem os carros de aluguer, ao fundo,

Levando à via férrea os que se vão. Felizes!

Ocorrem-me em revista exposições, países:

Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!


Semelham-se a gaiolas, com viveiros,

As edificações somente emadeiradas:

Como morcegos, ao cair das badaladas,

Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.

 

Voltam os calafates, aos magotes,

De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;

Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,

Ou erro pelos cais a que se atracam botes.


E evoco, então, as crónicas navais:

Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!

Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!

Singram soberbas naus que eu não verei jamais!


E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!

De um couraçado inglês vogam os escaleres;

E em terra num tinir de louças e talheres

Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

 

Num trem de praça arengam dois dentistas;

Um trôpego arlequim braceja numas andas;

Os querubins do lar flutuam nas varandas;

Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

 

Vazam-se os arsenais e as oficinas;

Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;

E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,

Correndo com firmeza, assomam as varinas.

 

Vêm sacudindo as ancas opulentas!

Seus troncos varonis recordam-me pilastes;

E algumas, à cabeça, embalam nas canastras

Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

 

Descalças! Nas descargas de carvão,

Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;

E apinham-se num bairro aonde miam gatas,

E o peixe podre gera os focos de infecção!

 

(in O Livro de Cesário Verde, Editorial Minerva)

 

.

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por Augusta Clara às 17:00



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  • Anónimo

    Parabéns, Eva!Mais uma riquíssima vivência tua (tã...

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    Obrigada, Sandra, por mim e pela autora.

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