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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 22.01.16

Vamos lá!

sampaio da nóvoa3.jpg

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por Augusta Clara às 17:00

Quinta-feira, 14.01.16

Sampaio da Nóvoa é o único que tem hipótese de vencer o candidato da direita Marcelo Rebelo de Sousa

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por Augusta Clara às 15:10

Sábado, 31.10.15

Entrevista da António Sampaio da Nóvoa à TVI no passado dia 27

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por Augusta Clara às 11:00

Sexta-feira, 26.07.13

Discurso de abertura do Concerto na Aula Magna de Tributo a José Afonso, pelo Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa.

 
Discurso de abertura do Concerto na Aula Magna de Tributo a José Afonso, pelo Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa
 
 
Lisboa, 20 Junho 2013
 
Não tencionava falar-vos. Apenas receber-vos nesta Aula Magna, junto com o Zeca. Mas o Francisco Fanhais disse-me que tinha de vos dirigir duas palavras. Estas palavras foram-me oferecidas durante o dia.
De manhã, quando vinha para a Reitoria, o meu pai chamou-me a atenção para o facto de que, neste mesmo ano de 1963, tinha sido publicada a "Pacem in Terris". E que nela se escrevia:
Quando alguém toma consciência dos seus direitos, assume também uma responsabilidade: o dever, a obrigação, de lutar por esses direitos. Por si e pelos outros.
E aqui estava o Zeca. Claro e límpido nesta frase. Autêntico, generoso, a lutar por direitos inalienáveis (irrevogáveis.., acho que irrevogáveis não se pode dizer!), a lutar pela liberdade, uma liberdade que não existe sem direitos.
E depois, durante a tarde, alguém deixou na Reitoria, em meu nome, um ramo de cravos vermelhos, apenas com uma palavra: "Obrigado". Estes cravos vermelhos que berram em violenta beleza (Clarice Lispector).
Sei que eram para o Zeca. Para o seu sonho, para a forma como lutou e como nos fez lutar pela liberdade.
E lembrei-me que, nesse mesmo ano de 1963, quando o Zeca denunciava os vampiros, também Martin Luther King o fazia, do mesmo modo, ainda que do outro lado do Atlântico, deixando-nos a todos o seu sonho.
É assim com o Zeca. Há sempre outro amigo também. Pode ser uma pessoa, pode ser uma ideia, pode ser um combate, sempre pela liberdade, sempre pela justiça social.
Calados e quietos é que não! Conformados é que não!
Já nos livrámos do medo e hoje "somos nós os teus cantores da matinal canção"
E agora que "Venha a maré cheia, duma ideia, pra nos empurrar. Que venha um pensamento, p'ra nos despertar"
O Zeca está em nós, está connosco, com os seus sonhos, as suas denúncias, a sua imensa autenticidade, a sua imensa generosidade.
"Que venham mais cinco!" Zeca, "somos nós os teus cantores."

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 24.07.13

António Sampaio da Nóvoa em entrevista à SIC Notícias

 

António Sampaio da Nóvoa no Jornal da Noite do dia 22

 

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por Augusta Clara às 10:00

Sexta-feira, 31.05.13

Libertar Portugal da Austeridade - Doutor António Sampaio da Nóvoa

 

Discurso do Professor Sampaio da Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa, na Conferência "Libertar Portugal da Austeridade", ontem na Aula Magna

 

 

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por Augusta Clara às 09:00

Terça-feira, 09.04.13

O Reitor da Universidade de Lisboa denuncia Estado de Excepção

O Professor António Sampaio da Nóvoa publicou hoje, na página da Internet da Universidade de Lisboa, o seguinte comunicado:

 

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país

 

"1. Por despacho do  ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e  bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias,  universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do  Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo  adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande  contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das  instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses  do país.

2. Todos sabemos que  estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas  situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o  máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as  instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do  ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o  caos sem qualquer resultado prático.

3. É um gesto insensato e  inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente,  o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da  autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de  excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais  simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares  de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos  laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de  comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os  problemas de Portugal?

4. No caso da  universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente  internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem  qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano  institucional, científico e financeiro.

Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura  deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não  há pior política do que a política do pior."

 

Lisboa, 9 de Abril de  2013

 

António Sampaio da Nóvoa  

Reitor, Universidade de  Lisboa

 

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por Augusta Clara às 19:30



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