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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 23.02.18

Se eu percebo a guerra da Síria? Sim, percebo - Augusta Clara de Matos.

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Augusta Clara de Matos  Se eu percebo a guerra da Síria? Sim, percebo

 

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   Depois de terem invadido o Iraque, morto Sadam, destruído o país e deixá-lo mergulhado numa guerra civil;

Depois de terem chacinado Kadafi e deixado a Líbia esfacelada e nas mãos de gangs e grupos vários;

Passaram a outro país com a intenção de fazer o mesmo, mas aí não tem sido nada fácil nem com o apoio dos terroristas islâmicos do DAESH que se empenharam em equipar e armar. porque o poder sírio não esteve pelos ajustes.

Então, embrulhou-se tudo. Meteram-se mais os curdos pelo meio e não se vê como desembaraçar a meada.

Como a indústria das armas deve andar feliz com a ajuda dos amigos de sempre que, como piolho em costura, vão acicatando os ânimos, picando os guerreiros, divulgando falsas realidades!

Para os telejornais, contudo, não há nada mais simples nesta guerra do que a maldade de Assad, o presidente que mata as suas crianças e não quer entregar o poder aos EUA.

A grande parte da opinião pública mundial seria indiferente assistir a mais uma chacina e outro país do petróleo destruído perante o entorpecimento e acefalia provocados pelas reportagens televisivas com terríveis imagens como são sempre as de qualquer guerra.

Entretanto, no país dos homens com razão acha-se por bem distribuir armamento de guerra aos professores, armá-los contra os alunos.
Alguém meteu a bobine ao contrário!

 

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por Augusta Clara às 20:18

Sexta-feira, 27.01.17

O polimento da tragédia Obama - José Goulão

 

 

   Recordemos palavras de Barack Obama no seu último discurso sobre o Estado da União: «A América é a nação mais forte da Terra. As nossas despesas militares são superiores às despesas conjuntas das oito nações que nos seguem. As nossas tropas formam a melhor força combatente da história do mundo».

 
Poderia chamar-lhe o discurso do imperador, mas não façamos disso um cavalo de batalha quando há tanta gente empenhada em descobrir um Obama que não existiu, como forma de esconjurar os legítimos receios com a entrada na Casa Branca de um sujeito como Trump.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Obama não é melhor presidente do que alguma vez foi porque Donald Trump escancarou as portas da mansão presidencial como as de um saloon, semeou dourados pela decoração e pôs as botifarras em cima da mesa oval para assinar a sentença de morte do «Obamacare» e ditar que, para ele, o comércio livre é outra coisa.

Poucos dias antes de pronunciar as citadas palavras imperiais, o então ainda presidente Obama anunciara que o mais recente pacote de despesas militares inclui novos poderes para as 17 agências federais de espionagem, de modo a «contrariar a desinformação e propaganda», alegadamente fomentadas por outras potências; desse esforço, 17 mil milhões de dólares são dedicados à cibersegurança, isto é, à espionagem informática universal – as lendas sobre o papel da Rússia na eleição de Trump serviram assim de pretexto mais actual, como fato feito por medida.

Expansão militar universal, mentira e propaganda foram, portanto, as derradeiras mensagens deixadas pelo presidente Obama, o que torna ainda mais surpreendente o escândalo de tantas boas almas mainstream com a capacidade de Trump para entrar em funções logo a mentir descaradamente. Não descobriram ainda que a mentira é um comportamento inerente ao cargo de presidente dos Estados Unidos da América (e de outros, claro)? Um mentiroso pode ser mais ou menos boçal, mas não deixa de mentir.

«É relevante notar que enquanto tratava assim, e mal, da saúde dos seus compatriotas, Barack Obama e a sua administração tornavam-se responsáveis por massacres massivos de seres humanos em todo o mundo, que não andarão muito longe de um milhão de vítimas.»

Por isso, antes de nos dedicarmos a Donald Trump – infelizmente razões não faltarão nos tempos que aí vêm – passemos uma sintética vista de olhos sobre o testamento político de Obama, esse sui generis Nobel da Paz, quanto mais não seja como antídoto perante a campanha de mistificação e de polimento dos seus catastróficos mandatos.

É sintomático que venha imediatamente à superfície uma única realização quando pretendem passar-se em revista as supostas preocupações «sociais» da gestão Obama/Hillary Clinton/John Kerry: «Obamacare». Além de não ser, no final, nada daquilo que esteve para ser no início, a suposta reforma do sistema de saúde em benefício dos mais desfavorecidos foi, essencialmente, um bónus para as companhias seguradoras e para o totalitário sistema privado de saúde à custa dos contribuintes – incluindo os mais desfavorecidos – e dos cofres públicos federais.

É relevante notar que enquanto tratava assim, e mal, da saúde dos seus compatriotas, Barack Obama e a sua administração tornavam-se responsáveis por massacres massivos de seres humanos em todo o mundo, que não andarão muito longe de um milhão de vítimas.

Às guerras do Afeganistão e do Iraque – com que não acabou, antes alimentou – somam-se a destruição terrorista da Líbia, a catástrofe humanitária gerada na Síria, a tragédia no Iémen, os golpes e contragolpes no Egipto, as fraudes da suposta guerra contra o terrorismo, incluindo comprovados patrocínios da actividade de grupos de mercenários como a al-Qaida e o Daesh, a realização do golpe fascista na Ucrânia e da sequente guerra civil, o estabelecimento do recorde de execuções extra judiciais através de drones e outros métodos de liquidação.

Sem esquecer o constante apoio à transformação de Israel num Estado confessional e fascista que tornou de facto impraticável a tão falada «solução de dois Estados» na Palestina; ou a manutenção da vergonha torcionária de Guantánamo, enquanto dava passos em direcção a um aparente fim do bloqueio a Cuba – que, afinal, se mantém inquebrável.

A tão recente e celebrada abstenção norte-americana permitindo ao Conselho de Segurança da ONU aprovar uma moção condenando o colonialismo israelita não passa de uma manobra cínica e hipócrita. Se Obama tivesse tomado a mesma atitude há oito anos, talvez ainda houvesse margem de pressão internacional susceptível de forçar o fascismo sionista a corrigir o rumo. Mas Barack Obama, quando teve poder real, alinhou sempre, em última análise, no jogo anexionista de Israel; agora, conhecendo o que vai ser a prática de Trump nessa matéria, o gesto é inconsequente, apenas destinado a entrar na História sem fazer História.

Sob a gestão de Barack Obama, o número de países onde as forças especiais dos Estados Unidos fazem guerra passou de 75 para 135. Há meia dúzia de dias, tanques de última geração, mísseis de cruzeiro de longo alcance preparados para transportar ogivas nucleares e uns milhares de soldados norte-americanos foram instalados em nova base militar na Polónia.

A produção e o tráfico de heroína atingiram novos máximos nos últimos anos, graças às condições extremamente favoráveis criadas no Afeganistão e no Kosovo, territórios onde se vive sob a bandeira tutelar da NATO.

E o insuspeito The New York Times revelou que grupos como a al-Qaida e o Daesh foram financiados em milhares de milhões de dólares pelas petroditaduras do Golfo, fortunas essas canalizadas através de uma rede internacional gerida pela CIA.

Expansão, mentira e terror são pilares de qualquer doutrina económica e financeira fascista; pilares esses em que a administração Obama se apoiou sem reservas. Por isso, é injusto acusar Donald Trump de a eles recorrer como se fossem coisas inerentes a um tipo de gestão pessoal e exclusivo.

Democrata ou republicano, neoliberal ou ultranacionalista, deixemos os rótulos de lado. À primeira vista estamos perante duas abordagens diferentes da gestão presidencial, mas não apostemos em qualquer engano do establishment. Obama e Trump: cada um chegou em seu tempo e em determinadas circunstâncias para defender os mesmos interesses.

Podemos estar, porém, perante a explosão de grandes contradições associáveis a um capitalismo mergulhado numa crise a que nem sequer tem valido a fé inabalável no autocontrolo do mercado e na teoria dos ciclos sucessivos. O neoliberalismo puro e duro, assente na globalização, terá atingido os seus limites? Serão necessárias outras receitas, velhas ou renovadas?

Temos pela frente a procura de respostas e a definição de acções perante um novo cenário – mas que não sejam inconsequentes ou folclóricas. Para trás ficou Obama, no cumprimento da sua missão, tão hipócrita como sinistra e sangrenta, na «defesa da democracia». Não será a truculência de Trump – óbvia mas de consequências imprevisíveis – que fará do antecessor um presidente menos péssimo e nefasto do que foi.

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por Augusta Clara às 15:15

Terça-feira, 10.02.15

Caiu a máscara quando a CNN chamou ao exército ucraniano tropas pró-Estados Unidos

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Caiu a máscara quando a CNN chamou ao exército ucraniano tropas pró-Estados Unidos

"The mask slips Now CNN is calling Ukrainian Army as pro-U.S. troops."

Leia e oiça aqui.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 01.11.14

Estado Islâmico e Ucrânia lançam euforia na indústria de guerra americana - Martha Ladesic, Nova York

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http://www.jornalistassemfronteiras.com/index.php

 

Martha Ladesic, Nova York  Estado Islâmico e Ucrânia lançam euforia na indústria de guerra americana

 

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Tomahawk prontos a usar a 1,1 milhões cada

 

 

 

   29 de Outubro de 2014

   O início dos bombardeamentos norte-americanos contra territórios do Iraque e da Síria sob o falso pretexto do combate ao Estado Islâmico e o reforço armamentista nas fronteiras com a Rússia, sob pretexto de defender a Ucrânia, devolveram a euforia financeira à indústria de guerra dos Estados Unidos, que ficara inquieta com a diminuição do peso das ocupações do Iraque e do Afeganistão.
As preocupações dos gigantes militares dos Estados Unidos com as promessas de Obama sobre a redução do orçamento militar duraram pouco: nos últimos meses, as acções dessas expoentes da indústria da morte cresceram entre 5 e 10% apesar de a média de Wall Street ser de uma queda de 2%.
Os principais incentivos aos êxitos financeiros da indústria de guerra foram os ataques ditos contra o Estado Islâmico, um aliado dos Estados Unidos na guerra contra o governo da Síria, a militarização da Europa de Leste com as mais modernas gerações de armas e a multiplicação do recurso aos drones um pouco por todo o lado, “contra o terrorismo”, uma opção militar que “ficará como uma chancela das administrações Obama”, segundo uma fonte do Pentágono.
A guerra supostamente contra o Estado Islâmico, grupo terrorista que, apesar disso, continua a manter-se em alta, tanto na Síria como no Curdistão Iraquiano, iniciou-se a 23 de Setembro com o lançamento de 47 mísseis de cruzeiro Tomahawk, que em vez de atingirem contingentes terroristas destruíram casernas que eles já haviam desocupado e instalações petrolíferas pertencentes ao Estado sírio. Uma tal barragem de fogo custou quase 52 milhões de euros sem que fosse atingido um único dos objectivos proclamados para essa guerra.
Cada míssil Tomahawk custa 1,1 milhões de euros. Depois dos primeiros ataques, e por necessidades de reposição de stocks, o Pentágono encomendou mais armas desse tipo ao respectivo fabricante, a Raytheon, um contrato que atingiu cerca de 200 milhões de euros.
As acções da Raytheon subiram 4% na Bolsa de Nova York, que registava então uma queda média de 2%.
Os tempos de vacas gordas não são exclusivos da Raytheon, segundo elementos estatísticos oficiais que é possível inventariar de várias fontes. A Lockeed Martin conseguiu ir muito mais longe, até subidas de 9,5% no valor das suas acções, graças ao uso cada vez mais intensivo de mísseis Hellfire que são lançados pelos drones Reaper. A Lockheed tira igualmente proveito da maior procura pelo Pentágono de navios capazes de navegar em águas costeiras e pouco profundas, considerados fulcrais nas patrulhas efectuadas pela NATO no Mar Negro para manter a ameaça sobre a Rússia a pretexto da situação na Ucrânia.
O início da instalação dos chamados “escudos defensivos” na Roménia e na Polónia, dotados com meios de espionagem e mísseis Sm-3, também eles ditos “defensivos”, são como bênçãos financeiras para gigantes da morte como a General Dynamics e novamente a Lockheed. Enquanto isso, a Boeing pode já fazer avultadas contas de multiplicar graças ao desenvolvimento do avião espacial robot X-37B, que foi testado durante quase dois anos em órbita e cuja missão é “secreta”.
No entanto, quando responsáveis do Pentágonos são colocados perante a possibilidade de se tratar de um engenho capaz de transportar armas nucleares em órbita ou de liquidar “satélites inimigos” previamente a um ataque nuclear, o silêncio como resposta já quer dizer muita coisa.

Martha Ladesic, Nova York

 

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por Augusta Clara às 08:00



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