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Jardim das Delícias


Quinta-feira, 30.10.14

Ao vento - Forbela Espanca

ao cair da tarde 5b.jpg

 

 

Forbela Espanca  Ao vento

 

 art du monde.jpg

(Art du Monde)

 

 

O vento passa a rir, torna a passar,
Em gargalhadas ásperas de demente;
E esta minh’alma trágica e doente
Não sabe se há de rir, se há de chorar!

Vento de voz tristonha, voz plangente,
Vento que ris de mim sempre a troçar,
Vento que ris do mundo e do amor,
A tua voz tortura toda a gente!...

Vale-te mais chorar, meu pobre amigo!
Desabafa essa dor a sós comigo,
E não rias assim!... Ó vento, chora!

Que eu bem conheço, amigo, esse fadário
Do nosso peito ser como um Calvário,
e a gente andar a rir p’la vida fora!!...

 

(in Livro de Mágoas)

 

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por Augusta Clara às 18:00



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