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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 07.04.17

59 mísseis para o regresso à normalidade americana da guerra - Carlos de Matos Gomes

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Carlos de Matos Gomes  59 mísseis para o regresso à normalidade americana da guerra

 

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59 mísseis para o regresso à normalidade americana da guerra.

Os 59 mísseis disparados pelos EUA contra um objectivo na Síria representam o regresso à agenda de guerra da política externa estabelecida no final do século XX. Trump sofreu mais uma derrota. Na campanha eleitoral Trump prometeu desinvestir nas guerras do Médio Oriente (o termo técnico é baixar o nível de empenhamento), porque o petróleo estava barato, era abundante e ele preferia o carvão que dava emprego a americanos. Trump considerava a NATO obsoleta e a Rússia um parceiro em vez de um inimigo.

Esta agenda colidia com os interesses de Israel e da Arábia Saudita que há décadas (pelo menos desde Nixon e Kissinger) dominam a matilha política de Washington. Os tiranetes radicais da Arábia Saudita e de Israel necessitam da desestabilização da região para se manterem no poder. Um Médio Oriente estabilizado é o fim dos negócios e do poder da família Saud e dos radicais judeus. A agenda tradicional dos EUA, a agenda de Clinton, marido e mulher, de Bush pai e filho, de Obama foi a de criar e manter um turbilhão na zona.

Em 2007, o general Wesley Clark, antigo comandante supremo da NATO, numa entrevista muito difundida, desvendou o plano dos EUA e dos seus aliados locais e europeus de tomarem ou destruírem 7 países em 5 anos: Síria, Líbano, Líbia, Somália e Irão, que iriam fazer companhia ao caos do Iraque. Era este o programa de Hillary Clinton.

Em 3 de Fevereiro de 2017, logo após a posse de Trump, o general David Petraeus, antigo director da CIA, alertava o novo presidente para o perigo de alterar a “war agenda”. Numa conferência na Comissão Militar afirmou que a América não podia dar como garantida a atual situação (a situação herdada de Obama). Esclarecia que essa situação não era autosustentada e que fora criada pelos Estados Unidos. Se não for mantida colapsará, garantiu.

Os 59 mísseis lançados sobre uma base siria demonstra que os velhos poderes já estão bem instalados em Washington. A velha situação de desestabilização não colapsou. A família Saud e Benjamin Netanyahu podem celebrar de novo a vitória. Os lobistas do armamento, das companhias militares privadas podem acender charutos.

Não deixa de ser caricato que Trump tenha justificado a sua derrota com um impulso piedoso devido ao choque sofrido com as imagens das crianças atingidas pelas armas químicas. Armas cuja origem ninguém se interessou em investigar, a começar pelo próprio Trump. Já o mesmo tinha acontecido com as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, que levaram Bush filho à segunda invasão do Iraque.

A velha ordem regressou a Washington. E à Europa também, com uma diferença: a doutrina Blair de sujeição activa da Europa ganhou adeptos. Hollande e Merkel não estiveram à altura de Chirac e Schroeder. Esses também tinham que vender armas, mas a estes não lhes custa serem rafeiros…

Tudo como dantes. Quartel em Abrantes

 

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por Augusta Clara às 23:43

Sábado, 06.08.16

Líbia, uma obra-prima da NATO - José Goulão

Este Daesh líbio que agora o Pentágono combate é o mesmo de que a NATO se serviu para silenciar Khaddafi

Este Daesh líbio que agora o Pentágono combate é o mesmo de que a NATO se serviu para silenciar Khaddafi

Foto de Ilustração de Amjad Rasm

 

 

AbrilAbril, 4 de Agosto de 2016

 

   Quem desejar conhecer os exemplos dos resultados mais relevantes da cruzada democratizadora que a NATO desenvolve um pouco por todo o mundo poderá estudar a democracia afegã – e não ficará mal servido. Eleições falsificadas para manter os políticos convenientes nos cargos públicos, uma guerra interminável e cada vez mais privatizada, para gáudio das multinacionais de segurança, mercenários e armamentos, e, acima de tudo, o paraíso monopolista da indústria mundial de heroína, fazendo empalidecer a Colômbia como Meca da coca e derivados, transformando os barões mexicanos da droga em pouco mais que merceeiros.

Ou poderia analisar os case studies da Polónia e da Ucrânia – e outros com inegáveis afinidades; a Polónia sob ocupação militar da própria NATO, tal é a parafernália guerreira ali instalada; a Ucrânia transformada em campo de formação de grupos de assalto nazis e de bandos de mercenários islâmicos treinados por oficiais norte-americanos «na reserva», com o pretexto de que a ameaça putinista não abranda enquanto o mundo não se transformar numa gigantesca Crimeia; e ambos os países demonstrando como a democracia moderna, a favorita da Aliança Atlântica, convive com o fascismo tal e qual Deus e os anjos.

Tratando-se todos eles de casos meritórios, permitam-me, contudo, que escolha a Líbia de hoje como obra-prima da NATO. É que nunca qualquer ideólogo, por mais retorcido e criativo que fosse ou seja, conseguiu imaginar algo tão democrático.

Na Líbia, ao que consta, aviões militares norte-americanos, isto é, da NATO, travam a guerra final contra o Daesh, ou pelo menos para retirar a estes mercenários ambulantes o controlo do Golfo e da costa de Sirte, por acaso – por mero acaso – o maior centro da indústria petrolífera líbia. Na Líbia, pelo menos agora, o Pentágono pode dar largas à sua tão propagandeada batalha «contra o Daesh» sem estar obrigado a conter-se, como acontece por exemplo na Síria. Aqui, tal ofensiva não pode ser plena para não se transformar em «fogo amigo» e vitimar os terroristas «moderados» que lutam ao lado do Daesh e da al-Qaida, ou para não prejudicar o objectivo prioritário de aniquilar o governo da Síria, ou ainda para não aborrecer Israel, que «não quer a derrota do Isis na Síria», segundo o seu chefe da espionagem militar. Este Daesh líbio que agora o Pentágono combate é o mesmo de que a NATO se serviu para silenciar Khaddafi – como os dirigentes de Paris tanto queriam – e no qual a CIA e correlativos recrutaram os chefes para infiltrar o terrorismo islâmico na Síria, por exemplo Abelhakim Belhadj, identificado pela Interpol como «chefe do Estado Islâmico no Magrebe».

Na Líbia, o país maior produtor de terroristas islâmicos per capita, confrontam-se hoje vários governos, numerosas milícias e hordas de mercenários, dezenas de senhores da guerra e respectivos exércitos tribais. Isto é, poucas democracias serão tão ricas, multifacetadas e plurais como a que a NATO criou na Líbia.

Há o governo do Congresso Geral Nacional (CGN) em Trípoli, assente numa coligação islamita «de salvação nacional» que não aceitou os resultados gerais das eleições de 2014, por um lado porque as perdeu; por outro lado, invocando uma razão óbvia: alguém no seu juízo perfeito pode ter como referência eleições feitas numa situação caótica e de terror como a líbia?

«Enfim, cinco anos e mais de duas centenas de milhares de mortos depois, a Líbia tem um "governo unificador" com mandato da ONU em Trípoli (...).»

A coligação islamita assenta na Irmandade Muçulmana, com apoio mais ou menos tácito do Ansar al-Sharia (heterónimo líbio da al-Qaida) e sustentada internacionalmente por reconhecidas democracias como o Qatar, o Sudão, a Turquia de Erdogan e, na sombra, a Arábia Saudita. Esta coligação tem como inimigos jurados o Egipto dos generais e os Emirados Árabes Unidos, que de vez em quando a bombardeiam por motivos também inspirados na transparente democracia que ambos os Estados praticam – de tal modo que os Emirados se transformaram num farol para alguns dirigentes europeus, como o actual primeiro-ministro italiano Matteo Renzi.

O CGN de Trípoli, no entanto, parece já não estar apenas por conta própria e dos países que o apoiam. Testemunhou recentemente o seu apoio ao Governo do Acordo Nacional, uma descoberta da ONU que simula um entendimento entre muitas facções para a formação de um «governo unido» em Trípoli. Neste momento, portanto, a diplomacia da ONU e o «islamismo» moderado flirtando com a al-Qaida e apoiado pelo democrata Erdogan fingem que existe uma rota de unificação na Líbia que todos percorrem.

Porém, na Cirenaica, em Tobruk, existe o governo do «Conselho dos Deputados». Junta forças vitoriosas das eleições de 2014, usufrui, em princípio, do reconhecimento internacional e beneficia dos apoios do Egipto, dos Emirados Árabes Unidos e dos serviços secretos de grandes potências da NATO como a França, o Reino Unido e os Estados Unidos. A morte de três espiões franceses na Líbia, em 17 de Julho, escancarou o tipo de envolvimento da espionagem internacional no apoio a esta facção. Como se percebe, nem todas as aventuras dos expeditos agentes secretos acabam em glória como as do James Bond.

A par do «Conselho de Deputados» em Tobruk existe uma espécie de exército regular líbio, também reconhecido internacionalmente, comandado pelo general Khalifa Haftar, um antigo dissidente da estrutura dirigente de Khaddafi. Nesse cenário emerge agora a figura de Saif Islami, o filho sobrevivente de Khaddafi, recentemente libertado da prisão e que vai mobilizando mais apoios políticos do que seria de supor.

Enfim, cinco anos e mais de duas centenas de milhares de mortos depois, a Líbia tem um «governo unificador» com mandato da ONU em Trípoli, ao qual se associou a coligação islamita «moderada», discretamente apoiada pela al-Qaida, Qatar, Arábia Saudita e por um membro da NATO como a Turquia; caças norte-americanos, logo da NATO, usam o espaço aéreo do país como coisa sua para combaterem um grupo terrorista que vão poupando noutros lados, por exemplo na Síria; entretanto, o governo reconhecido internacionalmente, que não é o da ONU, continua instalado em Tobruk com o apoio exposto do Egipto e dos Emirados Árabes Unidos e encoberto dos serviços secretos das principais potências da NATO – Estados Unidos, França e Reino Unido. A alegada legitimidade eleitoral e o apoio da ONU estão em campos opostos enquanto os membros da NATO distribuem o seu apoio por várias facções, incluindo a do filho do dirigente que derrubaram e silenciaram.

A democracia da NATO brilha na Líbia em todo o seu esplendor.

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 21.11.15

O meu PREC - Augusta Clara

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Augusta Clara  O meu PREC

 

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(Adão Cruz)

 

 

   Os bons livros de História, que nos caracterizam com rigor científico a evolução do mundo e das épocas, nunca nos darão a sentir a vivência dos que por elas passaram e foram protagonistas dos acontecimentos.

Ao ler a Visão desta semana ainda fiquei mais ciente disso. O artigo sobre os 40 anos do 25 de Novembro retrata um PREC - Período Revolucionário em Curso - que não foi o meu: ameaças de golpes, reuniões secretas de altas figuras, formação de associações de partidos "esquerdistas" a preparar golpes - que eu me lembre, a FUR, aqui tão falada, durou pouco mais de uma semana - e um sem número de outras negociações que acabaram na "democratização" do país, ajudada pela CIA de Frank Carlucci, que só não eliminou da cena muita gente porque Jaime Neves não teve autorização para fazer o gosto ao dedo.

E o povo português, nós todos? Neste artigo não existimos. Não sei quem é o jornalista que o escreveu. Muito provavelmente não terá vivido este período tão exaltante no dia-a-dia e na convivência humana, incomensuravelmente mais saudável do que a que hoje vivemos, e na criatividade com que procurávamos dar forma a um outro tipo de sociedade.

O meu PREC é o do Zeca Afonso, o dum povo a construir a sua História.

A ninguém que não a viveu é possível compreender como era feliz essa maneira de estar. Não vivíamos em pé de guerra, vivíamos em luta. Tínhamos muito a fazer, como as formigas, cada um por si e em grupos. Vivíamos agitados mas acreditávamos no futuro.

Chorei no 25 de Novembro, esse dia maldito da derrocada da esperança, que nos trouxe até aqui.

Fizeram bem os partidos da esquerda na Assembleia da República em não se associarem às comemorações de tão aziaga efeméride.

Por isso me lembrei, e puxo aqui a propósito, do trabalho que a Adriana Costa Santos está a fazer em Bruxelas junto dos refugiados de guerra. Nem ela imagina o quanto os relatos das suas crónicas são valiosos para se escrever a História destes dias.

Daqui a uns tempos ninguém se lembrará do jovem militar iraquiano que teve de fugir do país com a mãe e as irmãs, as agressões e as ameaças por que passaram até chegarem junto da Adriana que dele, e doutros, nos deixa o rasto para o futuro.

 

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por Augusta Clara às 19:30

Segunda-feira, 08.06.15

Linha de montagem terrorista - José Goulão

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José Goulão  Linha de montagem terrorista

 

 

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Mundo Cão, 7 de Junho de 2015

 

   Oficiais e armas norte-americanas chegaram à base militar da NATO de Incirlik, na Turquia, e a uma pequena base na Jordânia durante o mês de Maio para que se iniciem a selecção e o treino da “nova geração” de mercenários do Exército Sírio da Liberdade, a entidade que os Estados Unidos e aliados inventaram para derrubar o presidente sírio, Bachar Assad, e que tem servido como uma das pontes para alimentar a Al Qaida e o Estado Islâmico.

O argumento invocado pelos autores desta estratégia, segundo a qual a operação se destina a combater em simultâneo o exército regular sírio e o Estado Islâmico, tem provocado sorrisos e dichotes no Quartel-General da NATO em Bruxelas. Como pode um grupo inventado do nada, e cuja ligação à Síria não passou originalmente de alguns dissidentes comprados por meia dúzia de patacos entre membros do exército sírio, pode ambicionar uma guerra em duas frentes e contra adversários tão poderosos como as tropas de Damasco e o Estado Islâmico (EI)?

A verdade é outra. A CIA e afins continuam apegadas à estratégia de criar e alimentar redes terroristas cuja utilização vai variando conforme os objectivos em determinado momento e circunstâncias. Nas vésperas da assinatura de um acordo entre os Estados Unidos e o Irão tornou-se claro que o Estado Islâmico, organização cujo comportamento é de pura selvajaria e de cruel banditismo, integra o processo acordado entre Washington e Teerão, com o envolvimento de sectores israelitas, de partilha do Médio Oriente em esferas de influência. O “califado” islâmico proclamado pelo Estado Islâmico em partes contíguas dos territórios da Síria e do Iraque, juntamente com a possível criação de um Estado curdo no Curdistão Iraquiano, fazem parte desta operação de partilha, pelo que o argumento norte-americano de que a “nova geração” dos “moderados” sírios irá combater o EI é pura ficção, uma deliberada mentira.

Círculos de espionagem afectos às estruturas da NATO asseguram que os Estados Unidos estão a preparar um “rigoroso processo de selecção” dos mercenários de “nova geração” de modo a que não sigam as pisadas dos anteriores, isto é, irem engrossar os bandos da Al Qaida e do EI. Para isso prevê-se que os candidatos sejam filtrados através de informações existentes na miríade de bases de dados da espionagem norte-americana criadas pelas acções da NSA através de todo o mundo, tal como foram denunciadas por Edward Snowden. A Turquia e a Arábia Saudita, por sua vez, pretendem ter voz activa nessa selecção, o que deitaria imediatamente por terra, se elas existissem, as intenções da CIA de não recrutar gente muito chegada às teses do radicalismo islâmico.

Na prática, o que está a acontecer – como sempre – a coberto das operações de treino de “combatentes da liberdade” nas bases da NATO na Turquia e em instalações do mesmo tipo na Jordânia, é a criação de bandos terroristas que irão engrossar os já existentes e que alimentam cada vez mais situações de conflito em zonas críticas do globo. Criar grupos terroristas é, no fundo, a essência da chamada guerra contra o terrorismo.

As aberrações são de tal ordem que, no meio delas, se perdeu nos escombros do tão esquartejado direito internacional este princípio básico e ostensivamente caído em desuso: com que legitimidade alguns países se arrogam o direito de fundar grupos armados com o objectivo declarado de ir derrubar um governo de um Estado soberano? Para que conste, as eleições que sufragaram o chefe de Estado da Síria foram bastante mais livres e democráticas que as organizadas pelos Estados Unidos e aliados em países como a Ucrânia, o Iraque e o Afeganistão.

Arrasar o direito internacional invocando o direito internacional é, ao fim e ao cabo, mais um elemento da estratégia dominante de alimentar o terrorismo a coberto de combater o terrorismo, de violar os direitos humanos em nome do respeito pelos direitos humanos.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 26.05.15

Como a CIA falhou na Macedónia - José Goulão

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José Goulão  Como a CIA falhou na Macedónia

 

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 O embaixador dos Estados Unidos com Fadil Fejzullahu, um dos terroristas mortos na intentona (Reseau Voltaire)

 

   Mundo Cão, 25 de Maio de 2015

     O golpe de Estado da CIA previsto para o passado dia 17 na Antiga República Jugoslávia da Macedónia foi desmantelado pelas forças governamentais quando já estava em andamento. É a segunda tentativa de mudança de regime fracassada pela ponta de lança do terrorismo de Estado norte-americano nos últimos meses, depois de o governo venezuelano ter feito abortar uma intentona fascista. Apesar dos insucessos, os acontecimentos revelam que as décadas passam e os Estados Unidos da América continuam a praticar a política de não olhar a meios para atingir os fins – instalar os seus agentes à cabeça de governos onde quer que seja.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, lamentou os acontecimentos na Macedónia e pediu uma investigação “transparente”. Aqui se registam alguns dados já confirmados, num quadro de rigor e transparência. No dia 17 de Maio esteve prevista em Skopje, capital da Macedónia ex-jugoslava, uma manifestação da minoria albanófona na qual seriam distribuídas duas mil máscaras entre os participantes, a entregar pelos organizadores, o Partido Social Democrata de Zoran Zaev. Durante o desfile, alguns desses mascarados atacariam edifícios de várias instituições e tentariam provocar uma “revolução” inspirada nos acontecimentos na Praça Maidan e que deixaram a Ucrânia no estado saudável em que se encontra.

O golpe falhou porque os serviços governamentais macedónios conseguiram deter, em 11 de Maio, a infiltração do comando terrorista que, sob o disfarce das máscaras, iria lançar os ataques durante a manifestação. Todos os principais chefes do comando foram figuras destacadas do UCK, o grupo terrorista islâmico e albanófono a quem a NATO e a União Europeia entregaram o território do Kosovo arbitrariamente amputado à Sérvia. Um dos comandos foi identificado como sendo Rijai Bey, antigo membro da segurança de Ramush Haradinaj, traficante de drogas, antigo chefe militar do UCK e ex-primeiro ministro do Kosovo. Haradinaj compareceu duas vezes perante o tribunal dos crimes na antiga Jugoslâvia e foi absolvido em ambos os casos: durante os processos foram assassinadas nove testemunhas consideradas fundamentais.

A infiltração foi contida pelas forças governamentais durante um confronto no qual morreram 14 terroristas e oito membros dos serviços macedónios. Salomonicamente, o secretário-geral da NATO manifestou “simpatia” pelas famílias de todas as vítimas, abstendo-se de condenar o terrorismo e de manifestar apreço pelo facto de a legitimidade governamental ter prevalecido.

Porém, Washington e o seu embaixador em Skopje, Paul Wohlers, não vão desistir porque na Macedónia se joga também a guerra energética declarada contra a Rússia.

O expansionismo albanês na região, com o apoio da NATO e da União Europeia, é um combustível importante para objectivos como este. O mapa da Grande Albânia, com a integração do Kosovo e de parte da Macedónia, continua afixado nos gabinetes dos chefes de Tirana. Trata-se de uma estratégia a prazo e que, neste caso, serviu interesses mais imediatos. Através do golpe, de que já tinha havido sinais em Janeiro, os Estados Unidos tentaram frustrar a concretização do gasoduto alternativo ao South Stream, que Washington sabotou ao forçar a Bulgária a retirar-se.

Putin não desistiu e em Dezembro do ano passado convenceu a Turquia de Erdogan a colaborar numa alternativa; seguiu-se o acordo do novo governo grego de Tsipras e da Macedónia, negociado em Março. A Sérvia decidiu transitar do falhado South Stream para a nova alternativa e, com isso, passou a sentir os efeitos de novas pressões pela secessão da Voivodina. O novo projecto de gasoduto permitirá à Turquia distribuir gás russo através da Europa, contornando o embargo internacional decretado pelos Estados Unidos. Percebe-se pois, como absoluta “transparência”, talvez não a desejada pelo senhor Stoltenberg, onde queria chegar o “mundo civilizado” com esta tentativa de golpe na Macedónia. Outros capítulos se seguirão pois se dizem que Deus não dorme, Washington também não.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 17.03.15

A preparação do golpe contra o Governo de Dilma Russeff

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   Quem não acreditar que os Estados Unidos e a CIA estão a fomentar estas manifestações no Brasil contra o Governo de Dilma Russeff é porque não se lembra de como elas foram incentivadas pela mesma CIA tanto no Chile antes do golpe de Pinochet contra o Governo de Salvador Allende, como no Irão contra o Governo de Mossadegh, após ele ter naconalizado a poderosa companhia petrolífera Anglo Iranian Oil Company, substituindo-o pelo xá Reza Palevi, um amigo dos americanos. 

 

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 30.10.14

CIA contrata homens de Saddam Hussein para reduzir influência do Estado Islâmico - Charles Hussain, Beirute, Mário Ramírez, Washington

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 http://www.jornalistassemfronteiras.com

 

Charles Hussain, Beirute, Mário Ramírez, Washington  CIA contrata homens de Saddam Hussein para reduzir influência do Estado Islâmico

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Embaixador dos Estados Unidos com o seu primeiro ministro do Iraque, Haidar Abadi

 

23 de Outubro de 2014

         Os serviços secretos dos Estados Unidos da América estão a tentar construir uma milícia sunita assente em antigos quadros do regime de Saddam Hussein para tentar minar a influência do Estado Islâmico no interior da comunidade sunita do Iraque, segundo fontes concordantes em Washington, Bagdade e Beirute.
“Criaram o monstro e agora tentam domá-lo porque exagera na ambição e para isso regressam mais uma vez aos tempos das alianças com as gentes de Saddam”, diz Anthony Eliot, presença veterana nos bastidores militares e de espionagem em Beirute. Para tal, prossegue, “a CIA procura entendimentos com figuras das hostes do antigo partido Baas de Saddam que foram proscritas pela invasão americana e depois recusaram integrar-se na estrutura do Estado Islâmico para combater na Síria e dividir o Iraque”.
De acordo com as fontes concordantes, as iniciativas da CIA estão a desenvolver-se a nível tribal no interior da comunidade sunita. Para já, explica Eliot, a espionagem norte-americana conseguiu o apoio da tribo Dulaym, mas a comunidade está muito fragmentada por várias razões: os norte-americanos tentam que a nova milícia fique sob tutela xiita ao nível do poder central; os sunitas, em geral, continuam revoltados com a presença militar e política norte-americana e a estratégia de poder partilhado entre xiitas e curdos; parte dos antigos quadros de Saddam juntaram-se ao Estado Islâmico na sua ofensiva através do Iraque porque “acham que têm pesadas contas a ajustar com o actual poder de Bagdade”, sublinha Anthony Eliot.
A estratégia norte-americana é comandada pelo próprio embaixador dos Estados Unidos em Bagdade, Robert Beecroft, segundo antigos funcionários do Pentágono bem informados sobre as acções da espionagem em curso no Médio Oriente.
“O embaixador já conseguiu o apoio dos sectores iranianos presentes no Iraque, como é o caso dos Guardas da Revolução, da milícia xiita de Mogtad al-Sadr e também do primeiro ministro iraquiano em exercício, o xiita Haidar Abadi”, afirma uma dessas fontes. No entanto, explica, “o chefe do governo de Bagdade precisa de ter o apoio do seu partido Al-Dawa, que até agora se tem oposto, o que é efectivamente um problema devido à precariedade da situação política na capital iraquiana”.
Segundo círculos iraquianos em Beirute, o principal esforço da CIA no âmbito destes planos é obter o envolvimento das tribos sunitas Anbar, a que pertencem grande parte dos principais quadros do Estado Islâmico. “A CIA conseguiu que o chefe destas tribos, Ali Hatem Suleiman, tenha contratado os serviços da Calex Partners nos Estados Unidos, uma empresa da Virgínia pertencente a Jonathan Greenhill, um antigo operacional dos serviços clandestinos da CIA”, segundo uma fonte bem informada sobre os circuitos da espionagem em Beirute. “Uma viragem das tribos Anbar poderia enfraquecer o Estado Islâmico nas suas zonas de maior influência e enraizamento e permitir assim à administração Obama conseguir uma partilha do Iraque através de sunitas mais ‘moderados’ do que a aposta anterior nos homens do califado de Bagdadi”, considera a mesma fonte.
“Este cenário revela na perfeição o que tem sido a anarquia estratégica americana no Médio Oriente”, deduz Anthony Eliot. “Os americanos aliaram-se a Saddam, depois derrubaram Saddam, a seguir falham na gestão do Iraque excluindo os sunitas, depois inventam um grupo terrorista sunita, o actual Estado Islâmico, para dividir a Síria e o Iraque com base em homens de Saddam, agora estão a tentar mobilizar antigos homens de Saddam para combater o Estado Islâmico, salvar Bagdade da ofensiva deste e montar à mesma uma partilha do Iraque com base nos curdos, nos xiitas e nos sunitas “moderados”, por acaso tão saddamistas como os ‘radicais’. Esta deriva só pode provocar guerra e mais guerra”, prevê Eliot. “E não se esqueçam”, adverte, de que “Washington faz estas manobras em coligação não assumida com o regime iraniano com quem está ainda tecnicamente em guerra, pelo menos uma guerra de sanções”.

Charles Hussain, Beirute, Mário Ramírez, Washington

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 17.09.14

Exoficial de EE.UU.: "EI Estado Islámico es un monstruo creado por nosotros"

 

 

Exoficial de EE.UU.: "EI Estado Islámico es un monstruo creado por nosotros"

 

 

 

RT, 14 de Setembro de 2014

 

El EI es "una creación, un monstruo, un Frankenstein creado por nosotros". Un exoficial de la Marina de EE.UU., Kenneth O’Keefe, revela en una entrevista estos y otros hechos chocantes sobre el rol de EE.UU. en el surgimiento del grupo terrorista.

 

   El exoficial no pone en ninguna duda el hecho de que los extremistas del EI, que opera en Irak y Siria, han sido financiados por EE.UU. a través de sus representantes como Catar, Emiratos Árabes Unidos y Arabia Saudita. "Realmente, todos son solo una forma rebautizada de Al Qaeda, que por supuesto no es nada más que una creación de la CIA", dice O'Keefe.
O'Keefe relata en una entrevista a Press TV que los yihadistas no solo han recibido de EE.UU. "el mejor equipo norteamericano" como el blindaje personal, blindados de transporte de tropas y entrenamiento, sino que también han sido "permitidos a inundar a través de las fronteras" en muchos lugares del Oriente Medio. "Todo esto se ha hecho bajo el auspicio de acabar con el último 'Hitler' a ojos de Occidente, Bashar al Assad", afirma.
El experto también está de acuerdo con la opinión de algunos analistas de que EE.UU. utiliza toda esta situación con el EI como "una puerta trasera", persiguiendo su objetivo básico de eliminar el Gobierno de Al Assad. El mismo patrón se ve en Irak y Afganistán, añade el exoficial.
Y el pueblo estadounidense, según O'Keefe, no puede ver la situación verdadera por los efectos de la propaganda. "Sería absurdo pensar que el pueblo estadounidense está tan sintonizado en el entendimiento de lo que realmente está pasando como para no ser engatusado en otra guerra que no hará nada más que destruir a cualquiera que participe en ella", concluye.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 12.09.14

Afinal quem criou o monstro? - Telmo Vaz Pereira

 
Telmo Vaz Pereira  Afinal quem criou o monstro?
 
 
22 de Agosto de 2014
 
   As revelações recentes de Edward Snowden, de acordo com especialistas, não constituiu uma surpresa absoluta, já que ficou no passado comprovado pelos documentos secretos publicados pela Wikileaks de Julian Assange, que Osama bin Laden da Al-Qaeda foi uma criação da CIA, treinado em Langley, Virgínia, e posteriormente financiado e armado pelo governo americano para que a sua organização combatesse os soviéticos que ocupavam o Afeganistão. Depois da retirada do vencido exército russo daquele território, a criatura ficou fora do controlo do criador, para quem virou as suas armas.
Ironicamente, o Estado que secretamente fabrica, treina, arma e financia terroristas e recorre a eles para combater os seus adversários, é o mesmo que elabora uma lista das organizações e dos seus líderes "mais procurados", não constando dela nenhum dos presidentes norte-americanos, assim como estabelece quais são as organizações "terroristas" a perseguir com prioridade, conforme os seus desígnios e conveniências, encontrando-se entre estas movimentos de libertação nacionais ou organizações que lutam pela independência como foi o IRA ou a ETA, assim como a OLP de Arafat ou ainda mais recentemente o Hamas que luta contra a ocupação sionista do território palestino. Recorde-se que no passado também constaram por exemplo dessa lista os Tupamaros (do actual presidente Jose Mujica do Uruguay), os Sandinistas da FLSN na Nicarágua, assim como o MPLA de Angola e ao mesmo tempo que financiavam a UPA de Holden Roberto, o PAIGC da Guiné-Bissau e a FRELIMO de Moçambique, bem como os seus líderes em finais dos anos 50 e princípios dos anos 60, e simultaneamente forneciam armamento através da NATO ao ditador Salazar para combater os "terroristas" das colónias africanas.
Agora, Edward Snowden, o antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) refugiado em Moscovo, revelou que os serviços de inteligência britânica (MI6), norte-americana (CIA) e de Israel (Mossad) colaboraram na criação do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou ISIS, na sigla em inglês.
Snowden revelou que os serviços de inteligência daqueles três países - EUA, Reino Unido e Israel -, cooperaram juntos a fim de criarem uma organização terrorista que fosse capaz de atrair todos os extremistas do mundo para um só lugar que lhes interessasse, dentro de uma estratégia batizada como “O Ninho dos Zangões” (The Hornet’s Nest). Os documentos revelam que o "Calif" Abu Bakr Al Baghdadi, líder da organização ISIS, fez um intenso treino militar através da 'Mossad', inteligência de Israel, primeiro nesse país e depois com a CIA numa base militar secreta na Jordânia. Para além do treinamento militar, Al Baghdadi estudou técnicas de comunicação e oratória com a orientação de especialistas americanos e sionistas para atrair "terroristas" de todos os cantos do mundo.
Os documentos da NSA mencionam “a recente colocação em prática de um velho plano britânico conhecido como o ‘Ninho de Vespas’ para proteger a entidade sionista e criar uma religião fanática que inclua lemas islâmicos e que repudie qualquer outra religião ou seita”.
Segundo os documentos divulgados por Snowden, “a solução encontrada pelos países envolvidos para proteger o Estado judeu-sionista foi criar um inimigo próximo de suas fronteiras, mas dirigi-lo contra os movimentos de resistência e estados islâmicos que se opõem a Israel”.
Também desta vez, a criatura está fora do controlo do criador.
Foto: AFINAL QUEM CRIOU O MONSTRO ? As revelações recentes de Edward Snowden, de acordo com especialistas, não constituiu uma surpresa absoluta, já que ficou no passado comprovado pelos documentos secretos publicados pela Wikileaks de Julian Assange, que Osama bin Laden da Al-Qaeda foi uma criação da CIA, treinado em Langley, Virgínia, e posteriormente financiado e armado pelo governo americano para que a sua organização combatesse os soviéticos que ocupavam o Afeganistão. Depois da retirada do vencido exército russo daquele território, a criatura ficou fora do controlo do criador, para quem virou as suas armas. Ironicamente, o Estado que secretamente fabrica, treina, arma e financia terroristas e recorre a eles para combater os seus adversários, é o mesmo que elabora uma lista das organizações e dos seus líderes "mais procurados", não constando dela nenhum dos presidentes norte-americanos, assim como estabelece quais são as organizações "terroristas" a perseguir com prioridade, conforme os seus desígnios e conveniências, encontrando-se entre estas movimentos de libertação nacionais ou organizações que lutam pela independência como foi o IRA ou a ETA, assim como a OLP de Arafat ou ainda mais recentemente o Hamas que luta contra a ocupação sionista do território palestino. Recorde-se que no passado também constaram por exemplo dessa lista os Tupamaros (do actual presidente Jose Mujica do Uruguay), os Sandinistas da FLSN na Nicarágua, assim como o MPLA de Angola e ao mesmo tempo que financiavam a UPA de Holden Roberto, o PAIGC da Guiné-Bissau e a FRELIMO de Moçambique, bem como os seus líderes em finais dos anos 50 e princípios dos anos 60, e simultaneamente forneciam armamento através da NATO ao ditador Salazar para combater os "terroristas" das colónias africanas. Agora, Edward Snowden, o antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, sigla em inglês) refugiado em Moscovo, revelou que os serviços de inteligência britânica (MI6), norte-americana (CIA) e de Israel (Mossad) colaboraram na criação do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) ou ISIS, na sigla em inglês.Snowden revelou que os serviços de inteligência daqueles três países - EUA, Reino Unido e Israel -, cooperaram juntos a fim de criarem uma organização terrorista que fosse capaz de atrair todos os extremistas do mundo para um só lugar que lhes interessasse, dentro de uma estratégia batizada como “O Ninho dos Zangões” (The Hornet’s Nest). Os documentos revelam que o "Calif" Abu Bakr Al Baghdadi, líder da organização ISIS, fez um intenso treino militar através da 'Mossad', inteligência de Israel, primeiro nesse país e depois com a CIA numa base militar secreta na Jordânia. Para além do treinamento militar, Al Baghdadi estudou técnicas de comunicação e oratória com a orientação de especialistas americanos e sionistas para atrair "terroristas" de todos os cantos do mundo.Os documentos da NSA mencionam “a recente colocação em prática de um velho plano britânico conhecido como o ‘Ninho de Vespas’ para proteger a entidade sionista e criar uma religião fanática que inclua lemas islâmicos e que repudie qualquer outra religião ou seita”.Segundo os documentos divulgados por Snowden, “a solução encontrada pelos países envolvidos para proteger o Estado judeu-sionista foi criar um inimigo próximo de suas fronteiras, mas dirigi-lo contra os movimentos de resistência e estados islâmicos que se opõem a Israel”. Também desta vez, a criatura está fora do controlo do criador.
 

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por Augusta Clara às 11:00

Terça-feira, 16.07.13

Senador socio de la terrorista CIA amenaza a “cualquier” país que otorgue asilo a Snowden - Jean Guy Allard

 

 

Jean Guy Allard  Senador socio de la terrorista CIA amenaza a “cualquier” país que otorgue asilo a Snowden

 

 

 

(Roberto “Bob” Menéndez)

 

 

 

   Publicado em Contraingerencia a 7 de Julho de 2013 
   Conocido por su larga amistad con Luis Posada Carriles, – el torturador, sicario y terrorista de la CIA – Roberto “Bob” Menéndez, el actual titular del Comité de Relaciones Exteriores del Senado norteamericano, amenazó de “serias implicaciones políticas y económicas” a los países que otorgaran asilo y protección a Edward Snowden – contratista CIA que reveló crímenes de esta agencia.
 
Menéndez es este miembro del Senado quién se reunió el 17 de mayo de 2011 con Luis Posada Carriles, en un restaurante de West New York, para felicitar el viejo asesino para su indulto por un tribunal tejano, una operación dirigida por nada menos que Roger Noriega, el ex alto funcionario del Departamento de Estado. El senador famoso por sus lazos con la mafia, tanto italiana que cubanoamericana, es un aliado fiel de la Representante por Miami Ileana Ros-Lehtinen, la también Presidente del “Fondo de defensa” de Posada.
 
“Es evidente que cualquier aceptación de Snowden de algún país, cualquiera de estos tres u otro, va a ponerlos directamente en contra de Estados Unidos. Necesitan saber eso”, dijo Menéndez, en referencia a Venezuela, Nicaragua y Bolivia.
 
“Es muy claro que cualquiera de estos países que aceptan ofrecerle asilo político están dando un paso en contra de Estados Unidos. Es una declaración muy clara. No estoy sorprendido por los países que le están ofreciendo asilo”, aseveró el personaje involucrado desde meses en un escándalo sexual con prostitutas dominicanas menores de edad. El Senador estuvo también en los titulares por su papel al abogar por los intereses empresariales de un acaudalado donador y amigo, el oftalmólogo residente en Florida y de origen dominicano Salomón Melgen.
 
En abril 2006, el Senador se apareció en Ginebra para atacar a Cuba ante la Comisión de los Derechos Humanos con su ayudante personal José Manuel Alvarez, sicario CIA. También viajó con Alfredo Chumaceiro, implicado en el asesinato – ordenado por el dictador Augusto Pinochet – del ex ministro chileno Orlando Letelier, ocurrido en Washington en pleno barrio diplomático.
 
Menéndez fue alcalde de Union City, vecina de Nueva York, a partir de 1986, e hizo que la ciudad tenga fama de paraíso del juego, del racketeering, de la extorsión, del fraude y de la prostitución.
 
En cuanto a Luis Posada Carriles, es reclamado por Venezuela, por su complicidad en la destrucción en pleno vuelo de un avión civil cubano que provocó la muerte de 73 personas. Posada fue jefe de un escuadrón de la muerte de la antigua DISIP, la policía secreta venezolana, que desapareció, torturó y asesinó durante años decenas de jóvenes revolucionarios venezolanos. Participó en varios intentos de asesinato del líder de la Revolución cubana, Fidel Castro.
 
Fuente: http://www.contrainjerencia.com/?p=70546

 

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