Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Jardim das Delícias


Segunda-feira, 13.05.19

O QUE EU QUERIA VER (E DEVIA SER) DISCUTIDO NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES EUROPEIAS (independentemente das questões económicas e financeiras de que toda a gente fala) - Augusta Clara de Matos

o balanço das folhas3a.jpg

 

Augusta Clara de Matos   O QUE EU QUERIA VER (E DEVIA SER) DISCUTIDO NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES EUROPEIAS (independentemente das questões económicas e financeiras de que toda a gente fala)

eu7.jpg

 

- O combate intenso e coordenado ao avanço da extrema-direita na Europa e uma campanha de esclarecimento às populações sobre as consequências do retorno de governos fascistas;
- A expulsão da União de países onde se instalem governos com políticas e práticas fascistas e que permitam a livre expressão de grupos que defendem a ideologia nazi e cometem crimes com base nesta ideologia;
- O acolhimento e integração de refugiados e suas famílias como cidadãos europeus de iguais direitos, desmontando a ideia ainda reinante em muitas cabeças de que são todos terroristas;
- O fim da venda de armas por países da EU a países, grupos e coligações que as têm utilizado para destruir países através de guerras que tiveram unicamente como fim roubar-lhes as matérias primas, sabendo nós que foram essas guerras a origem da fuga em massa dos seus habitantes em direcção à Europa nas trágicas condições que levaram a milhares de afogamentos;
- A uniformização de leis em todo o espaço da UE que penalizem sem condescendência a corrupção e as grandes fraudes financeiras que enfraquecem e deterioram a economia dos países;
- Como consequência do afirmado no parágrafo anterior, a luta por uma Justiça igual para todos os cidadãos e não diferenciada entre os que têm dinheiro para se defender e os outros;
- O combate sério e generalizado a todo o tipo de descriminação com base na opção sexual, política, de credo religioso ou outra;
- Exigência da protecção dos mais frágeis como as crianças, os deficientes e os idosos;
- Combate à violência doméstica e, especificamente, que seja dada maior atenção à violência contra as mulheres que tem assumido contornos escabrosos em vários países europeus;
- Acérrima exigência pela liberdade de opinião e de expressão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 18:11

Quinta-feira, 03.05.18

Corrupção - ataquem o Cérbero monstro das três cabeças. Não sejam cobardes nem cúmplices - Carlos de Matos Gomes

pingos1.jpg

 

Carlos de Matos Gomes  Corrupção - ataquem o Cérbero monstro das três cabeças. Não sejam cobardes nem cúmplice

 

carlos matos gomes3.jpg

 

 

   Vamos falar de corrupção? A sério?

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruiram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975? Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BIP, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espirito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo insustrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição?

Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?

E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção!

Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres (um peão, é certo) Couto sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?

Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?

Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espirito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.

Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espirito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!

Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espirito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses!

Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espirito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade?

O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é?

A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino - para que não olhemos para eles.

É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo.

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não?

Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 18:05

Terça-feira, 30.08.16

Apesar de você - Chico Buarque

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 22:00

Segunda-feira, 29.08.16

O julgamento de "impeachment" de Dilma Rousseff em directo

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 20:30

Terça-feira, 19.04.16

O que já tinha constado: a promessa de amnistia para quem votasse Sim ao impeachment

brasil.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 12:00

Sexta-feira, 15.05.15

O Portugal do centro comercial faliu! - Carlos de Matos Gomes

pingos1.jpg

 

Carlos de Matos Gomes  O Portugal do centro comercial faliu!

 

carlos matos gomes1.jpg

 

 

 

   O Expresso de 14 de Maio anuncia que os centros comerciais Dolce Vita do Porto, de Coimbra e de Vila Real estão falidos e à venda. Como é costume do capitalismo, nem se sabe bem a quem pertencem. Estes centros comerciais estavam na posse da Chamartin (o que será?), que em 2006 os adquiriu ao grupo Amorim (que lavou as mãos). O Dolce Vita Braga, que está fechado e com a gestão entregue à Sonae Sierra, ficou na posse da Caixa Geral de Depósitos (os negócios habituais do engenheiro), enquanto o Dolce Vita Tejo foi vendido ao Eurofund Investments (conhecidíssimo e respeitadíssimo no mercado).

Parabéns aos autarcas locais que promoveram (e se aproveitaram) destes monumentos de modernidade, de eficácia e racionalização do setor da distribuição, criadores de empregos, pólos de progresso, de desenvolvimento - estou a citar de cor os discursos das inaugurações. Os edis (belo nome) de todas estas cidades agradeceram a visão, o gosto pelo risco, o empreendorismo dos promotores que vão (iriam) gerar riqueza e bem estar, atrair novos investimentos e fixar as populações no nosso concelho. Sai foguetório e bênção pelo pároco.

Pelo caminho ficaram as estruturas do comércio tradicional e de proximidade, ficaram milhares de pequenos negócios, de postos de trabalho, ficou um país com as suas estruturas devastadas. Ficou um país alienado pelas tardes culturais de domingo de centro comercial... aquele que Lobo Antunes descreve nas suas crónicas… Depois de uma quadrilha de arrebentas saídos de detrás das moitas ter criado monumentos de modernidade empresarial e financeira do BPN (quadrilha Oliveira e Costa e associados), depois das rotundas municipais e acessibilidades em forma de viaduto, depois da aristocracia financeira ter exposto à turba de falidos e roubados o pechisbeque de que eram feitas as suas jóias, garantia do papel comercial, como o designam os vigarizados do BES, o Portugal cavaquista, assente na distribuição do que é importado, da destruição do sector produtivo, dos negócios da especulação, o Portugal do Centro Comercial está falido. Passos Coelho, o herdeiro, está a vender os salvados e garante que estamos no bom caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 11:00

Sábado, 21.03.15

As máximas vergonhas de Portugal. A moral da UE. A desgraça do estar-vivo nisto - António Pinho Vargas

o balanço das folhas2.jpg

 

António Pinho Vargas  As máximas vergonhas de Portugal. A moral da UE. A desgraça do estar-vivo nisto

 

antónio pinho vargas.jpg

 

   Portugal podia ter tido a crise-pretexto para sacar dinheiro às populações, podia ter o governo mais à direita que existiu, podia ter desempregados na desgraça e velhos maltratados e jovens emigrantes em grande quantidade, podia ter o mais ridículo presidente, podia até não ter Syrisas nem Podemos, nem nada. Podia mas não devia. Mas, ainda por cima, ter toda esta pouca vergonha que se sucede, caso após caso, episódio após episódio, que nos faz desconfiar de que nos antros do poder, de todos os poderes financeiros, políticos e judiciais, circula uma grande uma enormíssima quantidade de vigaristas, de esquecidos das próprias vigarices, de irrevogáveis e quejandos, de inúmeros casos de tráfico de dinheiro em direcção aos próprios bolsos, que nos faz ver claramente visto que "as reformas" dos discursos eram apenas conversa fiada para justificar tudo o que foi feito quando, afinal, a reforma que devia ter sido feita era varrer toda esta gente que se tem em alta consideração - mesmo quando mente descaradamente - e ela, essa gente, é que era o problema principal do país: as elites financeiras, políticas e económicas, com umas pouquíssimas excepções. Ninguém tem vergonha de nada, e por isso, tudo junto, um e outro dia, sem parar, torna-se verdadeiramente insuportável.

Ninguém se pode admirar que eu vá sabendo das coisas pelos jornais - chega perfeitamente - e não veja televisão. Não quero ver o espectáculo desta miséria, nem a miséria deste espectáculo, que mais parece um polvo, no sentido mafioso do termo, a falar por múltiplas bocas. Mas até uma máfia deve mostrar alguma competência; se não mostra nenhuma deixa de ser digna do seu nome: máfia.

Nem isso conseguem ser: é uma "coisa" mais desorganizada, mais incompetente, mais idiota, mais inculta - mas quão inculta nos seus fatos de bom corte e cabeças ocas e vazias - do que os famosos italianos. 

Como foi possível que o enorme dinheiro que veio da Europa para cavaco parecer competente e que foi parar aos primordiais bolsos corruptos e hoje apenas se possa contemplar quando vemos umas auto-estradas? Todo o resto foi mal gasto, mal aplicado, gasto em boas roupas enquanto houve dinheiro para ir ao bar pós-moderno da moda ou, provavelmente em mais casos, desapareceu talvez nas Ilhas Caimão, ou em Cabo Verde ou nos milhares de offshores do, mais que alguma vez foi, imoral capitalismo actual. Não há ponta por onde se pegue. Perante as medidas do governo grego, justas e urgentes para muitos dos que lá vivem, a Europa, ou melhor dizendo, aquela associação de malfeitores conhecida pelo nome de "credores" tremem: ai que o nosso dinheirinho que tão generosamente lhes oferecemos, para ser gasto em aviões, submarinos e privatizações futuras, vai servir para pagar a electricidade de quem não tem dinheiro para a pagar. Bandidos! Comunistas! O dinheiro é nosso e das nossas ilustres instituições financeiras. Enquanto levámos estes países para a desgraça colectiva dizíamos: "estão no bom caminho", "as reformas vão no bom caminho". Agora, dinheiro tão ilustre, tão fino, tão puro na sua original sujidade intrínseca, nas mãos de umas velhotas gregas na desgraça? Pode lá ser!.

É esta a "moral" da UE.

APV

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 10.11.14

É tão fácil caluniar - Augusta Clara Matos

o balanço das folhas2.jpg

 

Augusta Clara Matos  É tão fácil caluniar 

 

   Mete-me o maior NOJO, repugna-me quem acusa uma pessoa seja do que for sem apresentar provas do que diz. A esta atitude chama-se CALÚNIA, tivemos por cá exemplos nos últimos anos e é o que está a acontecer com Xanana Gusmão relativamente às declarações ao Expresso do oficial da PSP expulso pelo Governo de Timor-Leste. Este senhor, pelo cargo que desempenha, tem a obrigação, se decidiu pronunciar-se em público, de apresentar a verdade, provando-a, ou de se calar e deixar as declarações para quem de direito fazê-lo. 

A minha dúvida é se haverá em Portugal alguém de direito para acusar de corrupção o chefe do Governo dum país independente, quando nesta casa, onde a corrupção se tornou endémica e anda à solta, não há corruptos presos e a justiça não defende os cidadãos da pilhagem a que são sujeitos pelas opções políticas do governo, apoiadas pelo Presidente da República.

Em Portugal, a corrupção é paga por todos nós.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 11:00

Sábado, 21.09.13

Diputado deja en ridículo al presidente de España Sr, Rajoy

 

Quem fala é o portavoz adjunto do Grupo Parlamentar IU-ICV-CHA Joan Coscubiela

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Augusta Clara às 08:00



Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • Anónimo

    Eu agradeco-lhe a ideia de transcrever aqui este b...

  • Anónimo

    Obrigada pelo teu cometário, Eva. Estava a prepara...

  • Anónimo

    Esqueci-me de assinar.Eva Cruz

  • Anónimo

    É muito importante a tua reacção, também ela legit...

  • Augusta Clara

    Carlos Leça da Veiga: Felicito-te. A criação dum c...


Links

Artes, Letras e Ciências

Culinária

Editoras

Filmes

Jornais e Revistas

Política e Sociedade

Revistas e suplementos literários e científicos