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Jardim das Delícias


Terça-feira, 10.04.18

Seita reaccionária de 'comentadeiros' lusitanos contra Lula - Alfredo Barroso

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Alfredo Barroso  Seita reaccionária de 'comentadeiros' lusitanos contra Lula

 

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   A indignidade dos "comentadeiros" reaccionários - que pululam como cogumelos venenosos nas páginas dos jornais e nos canais de TV portugueses - vai ao ponto de comparar Lula da Silva, o ex-presidente do Brasil que se tornou preso político, com o insensato, desbocado e colérico Bruno de Carvalho, futuro ex-presidente do Sporting. O que é o mesmo que, por exemplo, comparar o colunista do "New York Times" e Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, com o simploriamente reaccionário e sectário "comentadeiro" de última página do "Público", João Miguel Tavares, que se tornou famoso por ter insultado José Sócrates e por isso ter sido levado a julgamento e absolvido.

O que custa a esta "seita" reaccionária, que abunda nos órgãos de Informação lusitanos, é saber que Lula da Silva foi julgado e condenado sem provas, apenas pela "convicção" individual e colectiva dos juízes que quiseram, à viva força, enfiá-lo numa prisão para o afastar da possibilidade de se recandidatar ao cargo de Presidente do Brasil, quando todas as sondagens prevêem que ele seria o vencedor, com larguíssima vantagem sobre o seu mais directo rival, o fascista Jair Bolsonaro...

Claro que a "seita" reaccionária lusitana ainda não chegou ao ponto de fazer como aqueles controladores de voo militares que aconselharam o piloto do helicóptero que transportou Lula para a prisão de Curitiba a "lançá-lo dele abaixo" durante o vôo! Mas talvez não estejam muito longe de desejar a sua morte,,,

São já legião os juristas, não só brasileiros mas também dos quatro cantos do mundo, escandalizados com a condenação, sem provas, e apenas por mera convicção política, de Lula da Silva. O que a mim me faz lembrar aquela anedota do marido que bate sistematicamente na mulher sem qualquer motivo concreto, e que responde a quem lhe pergunta, então, qual é a razão: «Eu não sei, mas ela sabe com certeza!»...

Também custa muito à "seita" reaccionária lusitana ser lembrada do golpe montado por um "exército" de políticos corruptos da direita brasileira decididos a destituir Dilma Rousseff do cargo de Presidente do Brasil sem que a menor suspeita de corrupção incidisse sobre ela, apenas agarrados a um pretexto meramente formal que poderia servir para destituir todos os PR's e chefes de Governo do mundo. Se não houve "conspirata", e das mais vergonhosas, vou ali e já venho. E o que dizer da autêntica "múmia paralítica" que dá pelo nome de Michel Temer, acusado de corrupção em vários processos e um "fantoche" politicamente incompetente que traíu Dilma Rousseff para a substituir?!

Campo d' Ourique, 10 de Abril de 2018"

 

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por Augusta Clara às 17:22

Quinta-feira, 01.09.16

CHICO BUARQUE CANTA CONTRA O GOLPE, DESTA VEZ DE 2016

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por Augusta Clara às 19:30

Segunda-feira, 29.08.16

O julgamento de "impeachment" de Dilma Rousseff em directo

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por Augusta Clara às 20:30

Sexta-feira, 27.05.16

Liliana Ayalde e as coincidências no quintal de Obama - José Goulão

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José Goulão  Liliana Ayalde e as coincidências no quintal de Obama

 

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      Mundo Cão, 26 de Maio de 2016

   O nome de Liliana Ayalde pouco dirá à maioria das pessoas que me lêem, o que afinal é a coisa mais natural deste mundo.

Mas se vos disser que a senhora Liliana Ayalde é a embaixadora dos Estados Unidos da América no Brasil desde 2013, alguns começarão a suspeitar da existência de relações de causa e efeito entre essa enviada da diplomacia de Obama e os sucessos em curso nos corredores obscuros da política em Brasília. Tal suspeição virá da tradição histórica, pois sabe-se que não existe embaixador dos Estados Unidos sem missão específica em países da América Latina (e outras regiões, por certo) onde se tenha instalado, por vontade democrática do seu povo, um governo que não acene como os burros às ordens chegadas do Norte.

A senhora Liliana Ayalde foi expedida pelo secretário John Kerry para Brasília pouco depois de ter sido denunciado ao mundo que o governo dos Estados Unidos interceptava as comunicações oficiais e pessoais da presidenta Dilma Roussef, circunstância que ensombrou um pouco mais as relações entre os dois países. Coisas graves terão revelado essas escutas…

Até este momento da história, porém, as ilacções são apenas fundamentadas na tradição. Digamos que, para boas almas sempre incrédulas perante as evidências, nos mantemos ainda nas áreas da teoria da conspiração.

Mas se vos disser que o anterior posto diplomático da senhora Ayalde foi a de embaixadora em Assunción, no Paraguai, talvez a luz comece a tornar-se mais intensa nos vossos espíritos. Porque em 2012, no Paraguai, o Congresso destituiu o presidente eleito Fernando Lugo, que pusera fim a 61 anos de ditadura, primeiro fascista, depois “democratizada” mas sempre fidelíssima a Washington, do Partido Colorado.

Lugo fora eleito em 2008 e logo em Dezembro de 2009 começaram a correr rumores de impeachment do presidente. Nessa altura, segundo mensagens divulgadas pelo site WikiLeaks, a embaixadora Ayalde escrevia assim nas suas mensagens pelos canais internos: “exprimimos cuidadosamente o nosso apoio público às instituições democráticas do Paraguai – não à pessoa de Lugo – para estarmos certos de que Lugo compreenderia os benefícios de uma relação próxima com os Estados Unidos”.

Recentemente, a propósito do Brasil, a porta-voz do Departamento de Estado em Washington, Elizabeth Trudeau, usou mais ou menos a mesma cassette, manifestando o desejo de que “as instituições democráticas brasileiras” solucionem as vicissitudes políticas.

Chegamos pois à constatação de uma perfeita coincidência: dois golpes de Estado parlamentares em dois países vizinhos no quintal das traseiras dos Estados Unidos, por sinal presididos por eleitos olhados com desconfiança por Washington, tendo em posto a mesma embaixadora norte-americana, a senhora Liliana Ayalde. Uma diplomata que o analista argentino Atila Boron considera especialista em “golpes soft”. Países diferentes, dois golpes idênticos em menos de um quinquénio, a mesma embaixadora dos Estados Unidos. O acaso tem destas coisas.

No Paraguai, passado o susto representado pelo ex-bispo católico Fernando Lugo, associado à Teologia da Libertação, os Estados Unidos reveem-se agora em Horácio Cartes, um magnata do tabaco, rancheiro e banqueiro que tem às costas acusações (por certo improcedentes) de lavagem de dinheiro dos cartéis da droga no seu banco Anambay, evasão fiscal e outros crimes, excelentemente relacionado com as agências de espionagem norte-americanas. Reina a tranquilidade em Washington, pois está o homem certo no lugar certo

No Brasil ignoramos o que se segue, mas a embaixadora Liliana Ayalde, para já, parece ter cumprido a missão. Obama ainda tem tempo para despachá-la para outro país da região. Equador? Bolívia? Uruguai?

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 22.04.16

Em homenagem à Câmara de Deputados brasileiros

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por Augusta Clara às 19:00

Sexta-feira, 22.04.16

Impeachment

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por Augusta Clara às 16:30

Sexta-feira, 22.04.16

Dilma Rousseff vai denunciar o Golpe nesta sexta-feira 22 na Assembleia Geral da ONU

 

   A senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, confirma que a presidente Dilma Rousseff vai dizer que é vítima de golpe no discurso que fará na assembleia geral Organização das Nações Unidas, nesta sexta-feira (22), em Nova York.

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por Augusta Clara às 08:00

Terça-feira, 19.04.16

O que já tinha constado: a promessa de amnistia para quem votasse Sim ao impeachment

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por Augusta Clara às 12:00

Terça-feira, 19.04.16

Brasil – A destituição de Dilma Roussef - Carlos Esperança

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   Foi a primeira vez que vi a justiça popular, no que tem de mais irracional e execrável, a funcionar por interpostos deputados brasileiros.

O mal-estar, a que a corrupção não é alheia, nem nova, deve-se à crise do capitalismo e à queda brutal dos preços das matérias primas, especialmente do petróleo, provocando a recessão que impediu a continuidade do ‘milagre brasileiro’ que retirou da miséria milhões de pobres.

A ansiedade e a revolta, essas, foram estimuladas e ampliadas nas ruas pelos que nunca perdoaram as medidas sociais e o êxito dos governos de Lula, pelos que detêm os meios de comunicação social, pelos que, através de ditaduras militares, fruíram privilégios que procuram recuperar.

O absurdo e imoral processo de destituição de Dilma Roussef foi conduzido por muitos deputados arguidos em processos de corrupção contra uma das raras personalidades da política brasileira que não aparece como suspeita em é alvo de qualquer investigação – a PR.

Não podendo a PR eliminar os corruptos, destituíram-na estes.

O Brasil entrou num processo estranho onde se confundem interesses pessoais, luta de classes, ódios velhos e vinganças mesquinhas, com o país a encaminhar-se rapidamente para o abismo da guerra civil e/ou da ditadura.

No descalabro de um país de ‘portugueses à solta’, vejo a alegria esfuziante de um povo a transformar-se em medo, revolta e desespero, com os velhos demónios despertos.

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por Augusta Clara às 10:00

Terça-feira, 19.04.16

Oh Brasil, oh brasileiros! - Luís Sepúlveda

  

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   Nunca se vio un golpe de Estado tan grotesco como el que se ha perpetrado contra la presidenta Dilma Rousseff. La mayoría parlamentaria no votó según los motivos indicados por la fiscalía para decidir si se mantenía o no la confianza en la presidenta.

En un espectáculo casi circense, pero de circo pobre o de tele basura, los parlamentarios "fundamentaron sus votos" de la manera más vergonzante. Votaron "para que nunca más se enseñe sexo en las escuelas", "para que ninguna mujer aborte", para homenajear al coronel Carlos Brilhante Ustra, el golpista de 1964, el torturador inventor del pau de arara, al que, entre otras víctimas, torturó a Dilma Rousseff cuando era guerrillera y combatía contra la dictadura.

¿Y por qué Brasil tiene un parlamento integrado mayoritariamente por lo peor de la derecha latinoamericana? La respuesta es una sola: tanto los gobiernos de Lula como el de Dilma olvidaron que si llegaron al poder fue por un determinado grado de conciencia social que estaba en su fase "a", la del puro descontento, y era fundamental consagrar todos los esfuerzos a hacer de esa conciencia social primaria una sólida conciencia ciudadana, de pueblo, de enorme país con las más atroces desigualdades sociales. Una conciencia política.

No bastaba con llevar televisores a la favelas si los programas eran hechos para enajenar, no bastaba con hacer posible el acceso al auto si los caminos no conducen a parte alguna, no bastaba con confiarlo todo a una idea de crecimiento y desideologización -todo lo que un gobierno progresista hace es en base a un ideario-, porque entonces se despoja a la mayoría del instrumento para entender qué pasa y por qué pasa. Y lo peor de todo es que ni Lula ni Dilma vieron, pese a las advertencias de muchos intelectuales brillantes, que la mayor prueba de fortaleza ideológica de un gobierno de izquierda es prevenir y evitar cualquier acción turbia pues éstas siempre terminan en corrupción. Dilma sobre todo, olvidó la máxima de un guerrillero ilustre, el comandante Carlos Marighella: vigilancia constante, desconfianza constante.

Lula y Dilma consiguieron que Brasil diera un salto de la condición de país del tercer mundo a la de economía emergente y de peso mundial. Lograron una reducción drástica de la pobreza e incorporaron a millones de brasileños a la salud y la educación, pero olvidaron el imprescindible relato ideológico de por qué se hacía y para qué se hacía. Y lo peor es que es tarde para remediarlo.

Uno de los diputados golpistas votó por la inhabilitación de la presidenta "para que Brasil vuelva a ser campeón mundial de fútbol", otro lo hizo para que "dios reine en todo el país". Ahora sólo resta mirar como se reparten el botín. ¿ Y cuál es ese botín? Los miles de millones de dólares que se destinaron a educación, salud, infraestructuras y servicios públicos. ¡Oh Brasil, meu Brasil!

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por Augusta Clara às 08:00



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