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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 11.05.18

Escândalos à medida das necessidades - Carlos Esperança

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Carlos Esperança  Escândalos à medida das necessidades

 

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   À medida que os sucessos no campo económico e no emprego se acumulam, esta direita mobiliza todos os ratos do seu esgoto para a orquestração concertada contra o governo, a que não perdoa o apoio parlamentar do BE, PCP e PEV cuja exclusão governamental julgava legítima e definitiva.

Compreende-se a raiva e uma espécie de ressurreição do ELP e do MDLP, agora com as bombas e assassinatos ausentes. Cerca-se o governo com escândalos políticos, reais ou imaginários, reservados há muito para ocultar os seus e denegrir os resultados nos juros de empréstimos, na criação de emprego, na melhoria da média das remunerações, na confiança internacional e na estabilização da banca.

Hoje, em vez de se lançar uma bomba a uma sede do PCP, dispara-se a suspeição de um lugar num desafio de futebol a um ministro; em vez de se matar um padre de esquerda, divulga-se o vídeo do interrogatório a um arguido da área adversária; por cada notícia benéfica solta-se um primata de Poiares a mandar calar o chefe da Proteção Civil; cada dificuldade da direita reativa os incêndios nos telejornais e, na ausência do PR às missas de sufrágio, publicam-se listas de arguidos relacionados com o partido do Governo.

Em vez de um Ramiro Moreira a pôr bombas, temos a D. Cristas a chamar mentiroso ao PM; não podendo dividir o SNS entre privados e Misericórdias, os partidos que votaram contra a sua criação reclamam dos problemas que deixaram e das faltas para que não há orçamento que resista; os fogos e os escândalos políticos, só dos adversários, são armas sempre à mão para saciar a gula de quem sabe que os últimos sempre foram justificação para golpes da direita. António Costa é a Dilma desta gentalha.

A democracia é, para boa parte desta direita, o compasso de espera para um regime que preferiam a um governo que não seja inteiramente seu. A posse da comunicação social e a atração de trânsfugas garantem a propaganda e a corrupção das consciências venais, que passam despercebidas da opinião pública e não são matéria para os Tribunais.

A asfixia do contraditório perante o garrote demolidor das notícias falsas e das verdades que se ampliam é uma ameaça ao pluralismo e a garantia de que, depois de Cavaco, até o Doutor Passos Coelho pode aspirar a PR, agora que Marcelo, depois de ter jurado que faria um único mandato, anunciou de forma ínvia a recandidatura, que só a repetição da tragédia dos incêndios, no próximo ano, inviabilizaria.
Se António Costa dissesse o mesmo, não faltariam incendiários.

É difícil prever por quanto tempo vão abrir os noticiários e ocupar as primeiras páginas dos jornais os escândalos políticos de figuras maiores ou menores que tenham cometido a imprudência de se associarem ao PS, quer por convicção, quer por se encontrarem em trânsito para a direita.

Desde que se esqueçam os ‘papéis do Panamá’, a divulgação da auditoria de Belém aos mandatos precedentes e as funestas privatizações, chegam os incêndios e os escândalos políticos para neutralizar os êxitos do Governo.

A exigência de divulgação dos devedores, legalmente impossível, apenas da CGD, é o ataque soez ao banco público deixando o BES, BPN, Banif e BPP com o rabo de fora.

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por Augusta Clara às 16:26

Quarta-feira, 11.01.17

A Falácia da República Portuguesa dos Sovietes - Augusta Clara

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Augusta Clara  A Falácia da República Portuguesa dos Sovietes 

 

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   Para terminar a conversa porque amanhã já estamos "noutra", convoquemos à cena aquela indómita fantasia que por aí fez caminho no chamado "Verão quente" de 1975. Fantasia, sim, só para quem dela se convenceu porque quem a congeminou sabia bem ao que vinha. Tinha ela como argumento a existência do perigo da instalação aqui no país duma república soviética do tipo da existente na então URSS.
Ora, partindo da improvável hipótese de que um cérebro de caracol - lembrem-se que Álvaro Cunhal era um homem de grande inteligência e, como ele, outro(a)s dirigentes político(a)s da esquerda da altura - conseguia pôr em prática esse projecto, a tal República Soviética do Portugal dos Pequeninos ficaria obrigada a passar a fazer a grande maioria das suas trocas comerciais com a URSS lá na outra ponta da Europa porque, pela certa, sofreria o maior boicote económico de todos os tempos por parte dos países da Europa Ocidental e Central bem como dos EUA.
A esquerda queria mais poder? Queria, sem dúvida, porque já era mais do que evidente a guerra que os sectores donos do dinheiro faziam a uma política que pretendia estender os benefícios e garantir uma vida digna a toda a população. Coisa que não lhes agradava porque, evidentemente, iriam perder privilégios. Porque se nacionalizaram os bancos? Porque os capitais começaram a fugir do país. Que pena não terem ficado nacionalizados, não andaríamos agora a pagar do nosso bolso os monumentais roubos do banqueiros ladrões.
Foi esse medo, a perda das vidas faustosas, custassem o que sempre tinham custado a tantos e tantos portugueses durante os 48 anos de fascismo salazarista que levou ao golpe da direita reaccionária em 25 de Novembro de 1975 e não uma guerra civil que ninguém tinha em mente nem temia. Esse era apenas um capítulo da fantasia propagada. Medo esse que já se tinha manifestado nos atentados do ELP e do MDLP tutelados pelo general Spínola. Lembram-se dos incêndios das sedes do PCP e da morte do padre Max e da jovem que o acompanhava?
E pronto, assim viemos parar ao que nos aconteceu nos últimos anos e que o Governo de António Costa, com o acordo que fez com os partidos de esquerda, tem tentado emendar.

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por Augusta Clara às 19:50



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