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Jardim das Delícias


Quarta-feira, 25.04.18

A nossa liberdade e a dos outros - Augusta Clara de Matos

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Augusta Clara de Matos  A nossa liberdade e a dos outros

 

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   No dia em que celebramos a nossa libertação do regime fascista de Salazar e Caetano não consigo alhear-me da malvadez e da cobardia que assola outros povos e outros homens justos tratados, neste momento, como criminosos de alta perigosidade enquanto os verdadeiros crápulas gozam de liberdade vestindo a pele de carrascos.

O caso de Lula da Silva é paradigmático e torna-se desnecessário explicar o que já foi repetidamente explicado por conceituados advogados e outras personalidades do próprio Brasil e de todo o mundo. Não cessa a actuação fascista dos juízes, um que o condenou sem provas, o bandalho Moro, outra a juíza que tem proibido, contra a Constituição brasileira e contra todas as leis em vigor, as visitas a Lula até de advogados seus e de uma comissão do poder legislativo a quem é proibido impedir a fiscalização das condições em que um preso se encontra.

Em Espanha, onde os franquistas no poder já investem contra tudo o que mexe, até contra o amarelo das camisolas dos catalães, chega-nos hoje a notícia de que Cristina Fuentes, a presidente da região autónoma de Madrid, se viu obrigada a demitir-se pela revelação de um vídeo de 2011 a roubar cosméticos num supermercado, depois de já ter sido alvo de acusações sobre a obtenção fraudulenta de um mestrado. Assim marcha a política de Rajoy e do seu bando pró-franquista a favor da unidade do reino de Filipe VI.

Mas o que mais me revirou o âmago foram as notícias sobre a Síria.

Seguindo o padrão das descaradas guerras-negócio dos últimos tempos em que primeiro entra em cena o cartel das armas com todos os milhares de vítimas necessários ao lucro, segue-se o cartel da reconstrução. E, então, ouvi eu, a Síria “já” conta com donativos de quatro (4) milhões de dólares para se reerguer das cinzas. Também há Jonets das guerras.

Com toda a tristeza, raiva e revolta que me assalta, a única boa sensação é a de que a Síria resistiu à usurpação dos casposos do Ocidente.

Os povos sempre resistem à tirania, sempre. Na Síria, como na Catalunha, no Brasil e em Portugal.

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por Augusta Clara às 18:26

Segunda-feira, 16.02.15

Ontem em Atenas - Espanha, Portugal, Grécia

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por Augusta Clara às 17:20

Sábado, 13.12.14

En pocas horas más..... - Luís Sepúlveda

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Luís Sepúlveda  En pocas horas más.....

 

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   En pocas horas ya no estaré en España y Asturias será el cálido deseo de regreso, pero esta vez no empiezo el viaje al Sur con la alegría de siempre, pues el atroz pasado se dejas sentir como una lápida.
Han cercenado la elemental libertad de manifestarnos, de decir NO a lo que nos hiere y ofende, de decir NO a la sumisión frente al abuso. Con la aprobación de la Ley Mordaza estamos a merced de los que se han apropiado del Estado, de esos que, de tan p...obres de argumentos, no tienen más que el garrote y la penalización para imponer su impunidad de ladrones.
Y como soy terco en mi optimismo, me voy con la esperanza de que todos los dispuestos a decir NO a la barbarie y al neo fascismo, empiecen a mirar más allá de sus ombligos.
Somos más los que imaginamos una existencia digna y justa, aunque estemos dispersos, somos más, aunque a menudo nos equivoquemos y apuntemos al compañero en lugar de al enemigo, somos más. Somos más y la razón está de nuestra parte.
Todas las opciones de izquierda son legítimas siempre cuando digan NO a lo que nos hunde, a lo que nos condena a la triste condición de parias sin futuro, siempre y cuando digan NO sin medias tintas, sin matices, sin cartas ocultas bajo la manga.
La urgencia nos obliga a encontrarnos en un NO rotundo, un NO de izquierdas, un NO cargado de imaginación para levantar una sociedad posible. Un NO honesto, con toda la honestidad de la izquierda. En un NO unitario y libre de sectarismos. En un NO autocrítico, porque por acción u omisión también somos responsables de la catástrofe social que nos aplasta.
Los dueños del poder, de los bancos, los corruptos y sus cómplices quieren vernos caer en la desesperación o la apatía social. Pero somos más que ellos, y aunque estemos dispersos no olvidemos que los débiles arroyos forman ríos incontenibles cuando se unen. Somos más que ellos y la razón nos asiste. No lo olvidemos.
En algunas horas estaré en Chile, en el Sur del mundo, pero regresaré a tiempo a mi humilde barricada asturiana para apoyar con todas mis fuerzas a las opciones de izquierda en las próximas elecciones municipales y autonómicas. Somos más que ellos, y mejores. En la unidad de la izquierda, pero de la izquierda que dice NO sin ambigüedades ni vicios, está la fuerza para demostrar que otra sociedad es posible, y entre todos podemos hacerlo.

 

Nota de edição: Leia aqui o que sanciona a chamada Ley Mordaza.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 20.06.14

A república e a sobrevivência de Espanha - José Goulão

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

José Goulão  A república e a sobrevivência de Espanha

 

   Mesmo em sistema de democracia formal, Espanha continua a viver um estado de excepção. Os sinais de agonia e de termo do prazo de validade de uma “transição” que se prolonga há 40 anos acumulam-se nessa massa heterogénea e em desagregação que se chama “Espanha”, mas a classe governante continua a não aceitar tratar-se da sarna que são os tiques franquistas. De horizontes curtos e confessionais, mesmo que muito liberal quando se trata de dar asas aos mercados, cuidando ter as costas protegidas, como sempre, pelo aparelho militar, esse “arco da governação” faz de conta que “transição” e democracia parlamentar são uma e mesma coisa, convergindo na eternização da monarquia constitucional.
Nada mais errado. O sistema político em que Espanha vive, mesmo praticando a democracia pluripartidária, não deixa de ser hoje uma fraude política. A entronização do herdeiro Bourbon em 1975, sucedendo ao reinado do ditador Franco, foi o artifício encontrado pelos franquistas órfãos para sobreviver politicamente sem passar pelas agruras de que padeceram os seus correligionários portugueses. Sabemos bem que o paralelismo não é total, entre as forças armadas espanholas e portuguesas havia uma conjuntura de guerra então a diferenciá-las, mas a mais recente geração franquista percebera já que não poderia estender a ditadura até ser derrubada – o que aconteceria mais dia menos dia.
O rei Bourbon, servido com boas doses de propaganda cor de rosa sobre as supostas virtudes das monarquias constitucionais pela Europa fora, evitando até as dispendiosas eleições presidenciais e a manutenção das chefias de Estado, emergiu como um figura de convergência para proporcionar uma “transição” com os menores sobressaltos possíveis num país traumatizado por uma trágica guerra civil.
A monarquia foi o escape para a “transição” que tornou possível o entendimento entre franquistas e democratas sobre a implantação de um sistema político pluripartidário e de democracia representativa.
Se a monarquia foi um instrumento para a “transição”, não deixou de ser, por isso e não só, a continuação de um estado de excepção.
Porque a monarquia não tinha, como não tem, qualquer legitimidade em Espanha desde 1931, ano em que a república foi implantada através de voto popular. O poder republicano foi arrasado pelo golpismo e o terrorismo franquista entre 1936 e 1939, mas a república não foi abolida, isto é, o regresso da monarquia não foi votado, emergiu apenas num contexto transitório de circunstâncias conjunturais que funcionaram.
Só por ingenuidade poderia pensar-se que, ciente desse contexto, um rei iria accionar os mecanismos para pôr termo a essa fase transitória.
Eticamente deveria tê-lo feito ao menos agora, quando decidiu retirar-se, mas seria exigir muito a uma casa real que entre luxos, mordomias, escândalos e corrupção com dinheiros dos contribuintes escapou a todas as vagas de austeridade que atiraram com mais de um quarto dos espanhóis para o desemprego.
Nada justifica hoje a sucessão. As instituições públicas, desde o Parlamento ao governo, a classe política dirigente deveriam restaurar a república, devolvendo a legitimidade ao país ou, no mínimo, convocar um referendo, como é defendido por mais de 60% dos espanhóis.
A sarna franquista, porém, é uma doença que custa a exterminar. Por este andar não é seguro que os sobressaltos evitados em 1975 não ressurjam agora. Não é a monarquia, mas sim a república o sistema capaz de contar a desagregação de Espanha, que se pressente todos os dias um pouco mais a partir das situações na Catalunha e no País Basco – com várias outras na expectativa.A subsistência da monarquia tem funcionado como um incentivo às tendências independentistas. Só a república poderá rearrumar a Espanha segundo um figurino que corresponda às vontades e ansiedades dos seus povos.
Se regressar a tempo.

 

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por Augusta Clara às 17:00

Quarta-feira, 28.05.14

Uma Espanha e outra - João de Melo

 

João de Melo  Uma Espanha e outra

 

 

   Entender a Espanha de hoje exige algum exercício de imaginação. Devemos fazê-lo por amor, sem preconceitos e com conhecimento de causa. Aprendi a amar a Espanha desde o dia em que me foi inevitável concluir que ela estava dentro de mim. Na cabeça e no corpo da minha portugalidade. Não quero deter-me na falsa mitologia histórica que me foi imposta pela ideologia anti-castelhana do passado, nem pela visão patriótica de “Os Lusíadas”. Prefiro pensá-la como milagre económico, país inventado e unido sob várias dimensões regionais, Estado de países, povos e línguas oficiais que por milagre coexistem e se mantêm íntegros.
  Há imagens que ajudam a compreender essa Espanha intrínseca, não a que vemos no mapa. A das caixinhas chinesas e a das “matrioscas” russas são algumas delas. Trata-se de uma entidade matriarcal, espécie de gravidez no limite de si mesma; onde o fim da união espanhola pode também anunciar o princípio da sua desagregação. Dito de outro modo: a Espanha compõe-se de paradoxos que só a sua admirável Constituição consegue explicar no todo e na parte; levou ao limite extremo o paradigma das suas autonomias regionais, pondo-as na antecâmara da independência. Cada Comunidade Autónoma tem o seu governo, parlamento, municípios, largas competências políticas e administrativas, um poder reivindicativo sem par noutros modelos de regionalização. Eis um dos segredos da sua unidade. O outro, mais forte e mais pragmático, reside no facto de essa união representar um mercado e uma garantia de futuro interno e externo.
  Santos Juliá, num livro admirável (“Historias de las dos Españas”), fala de um país em duplo, duas gémeas não siamesas, mas diferentes, que vêm do passado e convivem mal num presente comum. Quais duas Espanhas? Uma, a do espírito, culta e democrática, humanista e aberta ao exterior; outra, o oposto: tão conservadora quanto autista, altiva e arrogante tanto na civilização como na barbárie. É impossível pormenorizar uma obra tão fascinante como a de Juliá. Mas a teoria sobre a existência de duas, e não de uma só Espanha, leva-nos a ter de perguntar muito mais do que a teorizar sobre ela. A minha paixão espanhola é essencialmente interrogativa. Uma República presidida por uma Monarquia? Ibérica, Europeia? “Espanhola” porque “castelhana?” Politicamente à direita ou à esquerda? Qual delas triunfou (moralmente, politicamente) na Guerra Civil, a franquista ou a republicana? Quem escreveu a sua história recente – os vencedores ou os vencidos dessa guerra?
  Interrogar é uma necessidade natural para quem ousa compreender aquilo que ama. O meu caso está no ponto de encontro do amor com a ânsia do conhecimento do espírito espanhol, onde eu não me importaria de me perder, de me diluir no seu povo alegre, positivo, capaz de se indignar por uma mentira ou um decreto político; viver no meio do património monumental da grande e nobre Espanha, sob a ordem dos seus mestres, das suas vanguardas artísticas, à sombra das catedrais de Sevilha, Saragoça, Barcelona, Compostela e Burgos, nos seus museus de tudo e em toda a parte, na vida vibrante das “calles” e das “copas y tapas”. E embarcar por fim nesta evidência: se nunca ouvi a um Português dizer-se europeu, menos ainda aos Espanhóis. Eles limitam-se a olhar para o “país vecino” (não o nosso, mas sim a França) e a nela resumir a sua ideia de Europa.
(13.05.2014)
(Texto publicado no DN de domingo passado, disseram-me. Mas eu não vi, paciência!).
 

 

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por Augusta Clara às 15:00

Quinta-feira, 27.03.14

Aznar, um franquista da família dos Aznos e de monsenhor Escrivá - Carlos Esperança

 

Carlos Esperança  Aznar, um franquista da família dos Aznos e de monsenhor Escrivá

 

 

   Aznar voltou à ribalta política em Espanha, em acumulação com os negócios e a mulher à frente do município de Madrid. Só não conseguiu a mais alta condecoração americana, porque há, nos EUA, senadores insubornáveis e, em Espanha, jornalistas incorruptíveis.

José Maria Aznar, quando presidente do Governo espanhol, não foi particularmente feliz nas decisões que tomou quando o Prestige demandou as águas espanho...las. Foi cúmplice da catástrofe ecológica ao procurar alterar-lhe o rumo em direção à costa portuguesa, em vez de o acolher e ter evitado o naufrágio. Desde então as manchas negras perseguem-lhe a reputação com a violência com que atingiram as praias da Galiza.

Mais tarde tomou, em relação ao Iraque, a comovente decisão que inundou de felicidade os falcões dos EUA. Não se limitou a acompanhar Blair na deriva belicista e no apoio incondicional à direita religiosa que dominava a Administração americana. Foi o mentor de um grupo de países, Portugal incluído, que arrastou para uma posição condenável no plano ético e legal (ao arrepio da ONU), lesiva do direito internacional e manifestamente impopular nos respetivos países.
Os comentadores políticos atribuíram a atitude a razões plausíveis: uma estratégia para obter vantagens para Espanha e a abertura do caminho para as suas ambições políticas, ambas no plano internacional. A última era a presidência da União Europeia.

Penso que houve algo mais a empurrar Aznar para a insólita decisão, contrária aos interesses de país, com fortes relações comerciais com os países árabes, e prejudicial ao futuro das relações com a América Latina.
Tenho para o facto uma explicação que faz com que Aznar não possa ser visto como capataz de Bush, acusação de um deputado espanhol, mas ser ele a aproveitar-se da estratégia americana.

São do domínio público os laços que ligam Aznar, e particularmente a sua mulher, ao Opus Dei, laços que não podem deixar de ser relacionados com a posição assumida.

Escrito por Robert Hutchison “O Mundo Secreto do Opus Dei”, que tem como subtítulo “Preparando o confronto final entre o Mundo Cristão e o radicalismo Islâmico”, talvez ajude a compreender a posição de Aznar. São 536 páginas, escritas muito antes dessa crise, que podem explicar não só o que o fez correr mas também o que o fez ajoelhar-se.

O Iraque continua um matadouro de gente. Os cristãos da cruzada contra Saddam dormem serenos mas o mundo não pode esquecer os mortos diários e a cimeira dos Açores cujo mordomo fugiu de Portugal a caminho de uma carreira internacional.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 27.04.13

España o una realidad aterradora - Luís Sepúlveda

 

Luís Sepúlveda  España o una realidad aterradora

 

 

   España vive sumida en una realidad aterradora, con un gobierno empeñado en dar un día sí y al otro también, zarpazos a la más que debilitada economía de los que todavía tienen la suerte de tener un puesto de trabajo, o de cobrar una pensión para la que trabajaron y cotizaron durante largos años de vida laboral.

 
El gobierno de Mariano Rajoy, líder invisible de una derecha española que oscila entre la sumisión total a los intereses de la banca, de los mercados y la iglesia católica, y una visión esperpéntica de una recuperación que tan sólo la derecha cree ver a largo, muy largo plazo, se evidencia como incapaz y sin ninguna idea para afrontar el drama terrorífico del paro, de la desocupación y del retroceso social, cultural y político a épocas que los españoles creían superadas por la historia.
 
Cuando Mariano Rajoy asumió la presidencia del gobierno en noviembre de 2011, había 5.273.600 parados, cifra que correspondía al 22.83 % de la población económicamente activa. La derecha española llegó al gobierno luego de dos catastróficos años del final de la gestión de José Luis Rodríguez Zapatero, cuyo gobierno fue incapaz de prever la crisis que afectaba al sistema financiero internacional, y que ineludiblemente caería a corto plazo sobre la débil economía española sustentada en dos ejes sumamente frágiles: la construcción ligada a la especulación inmobiliaria y bancaria, y el turismo. Lejos de asumir medidas urgentes para asegurar los puestos de trabajo y los derechos sociales, el gobierno del PSOE prefirió bajarse los pantalones sin el menor pudor ante las imposiciones del mercado, y con la complicidad de la derecha hasta se atrevió a cambiar la Constitución a espaldas de los ciudadanos, para asegurar objetivos de déficit que la realidad ha demostrado imposibles de cumplir, a no ser que para lograrlos se dejara caer todo el peso de la crisis sobre los ciudadanos. Así lo hicieron, y la respuesta ciudadana fue una suerte de vengarse de sí mismos al otorgar a la derecha la más aplastante mayoría absoluta en la historia de la joven democracia española.
 
Con esa mayoría absoluta lograda gracias a la incapacidad manifiesta del PSOE para enfrentar la crisis, y a un programa electoral de la derecha que prometía detener el paro, crear puestos de trabajo y no subir los impuestos como el IVA o el de retenciones sobre las rentas que castigan a la clase trabajadora, programa que Mariano Rajoy se encargó de traicionar en los dos primeros meses de se gestión como jefe de Gobierno, tenían las manos libres para emprender una serie interminable de reformas y recortes sociales, de privatizaciones y de marginación social inimaginable hace apenas dos años. La realidad ha demostrado que nada es más lesivo para los intereses de los trabajadores y para la democracia, que una derecha armada con la mayoría absoluta en el parlamento.
 
El 13 de febrero de 2012 entró en vigor una nueva Reforma Laboral, mucho más liberal y salvaje que la aprobada por el PSOE, pues su meta fundamental era y es abaratar el despido. Así, con la nueva Reforma Laboral, el paro subió a 5.630.500 desocupados, cifra que representa el 24.44% de la población económicamente activa. La cuarta parte de los españoles en edad de trabajar se vio enfrentada a la precariedad, a la pobreza, al despojo de sus viviendas pues no podían seguir pagando los préstamos hipotecarios. El paso de la pobreza naciente a una realidad de miseria marcaba el comienzo del gobierno del Partido Popular.
 
En agosto de 2012 el paro afectaba a 5.770.100 personas, el 25.2 % de la población en edad de trabajo, y en los menores de 30 años el porcentaje alcanzaba el escalofriante 50%. La mitad de los jóvenes españoles quedaban en la indefensión, la pobreza se convertía en el sello de identidad de una generación sin esperanzas ni futuro.
 
En noviembre de 2012 el paro ascendía a 5.965.400, el 26.02% de la población en edad de trabajar, y como una manera de saludar el éxito de la Reforma Laboral, el gobierno de Rajoy facilita los despidos colectivos en la administración pública. Funcionarios, enfermeros, bomberos, médicos, profesores, son lanzados al paro, la desocupación y a la consiguiente pérdida de calidad de vida. Y así llegamos al mes de abril de 2013, con 6.202.700 parados, con el 27.8 % de la población desempleada. Todo un éxito de las reformas laborales, de las privatizaciones de salud, llamadas “externalizaciones”, de educación, y con los más salvajes recortes a todas las prestaciones sociales.
 
Bajo el lema de la austeridad en España se sacrifica cualquier posibilidad de recuperación económica, y los escándalos de corrupción, robos de dineros públicos, tráficos de influencias, que afectan desde la casa real a casi todos los partidos políticos de España, son la gran cortina de humo que intenta opacar la realidad.
 
Los ciudadanos protestan, pero en sus protestas es evidente la falta de alternativas viables, posibles, reales, porque en España la denominada clase política dejó de pensar hace varios años.
 
Hay reacciones frente el drama del hambre, porque hay hambre, hay gente que se alimenta de lo que encuentra en los contenedores de basura o en los comedores caritativos, pero son reacciones que salvan la idea de solidaridad humana, mas sin un relato movilizador que apunte directamente a los culpables de la miseria. Hay hermosas reacciones solidarias frente a los desahucios , a las expulsiones de gentes de sus casas porque no pueden pagar la hipotecas, ha habido bomberos que se han negado a cortar las frágiles cadenas con que algunos se han atado a las puertas de sus viviendas, y una iniciativa ciudadana, que con más de un millón de firmas obligó a los parlamentarios a considerar la dación en pago de las viviendas a los bancos con los que habían contratado créditos hipotecarios, evitando con esto quedarse sin casa pero con la deuda del crédito, fue aplastada por la mayoría absoluta de la derecha.
 
En las calles de las ciudades españolas, dos de cada cinco comercios han cerrado sus puertas y el panorama desolador sugiere ciudades de posguerra. En España, lo peor del capitalismo en su expresión más salvaje, la economía neo liberal de mercado, ha declarado la guerra a los ciudadanos, y la está ganando.
 
Al dramático ¿qué pasa? o ¿qué es lo que falló? desde la derecha, desde el PSOE y los partidos de sesgo nacionalista se responde con eufemismos del tenor “vivíamos por encima de nuestras posibilidades”, pero ninguna voz desde la política se atreve a decir que el sistema capitalista en su conjunto es lo que ha fallado, y que si existe una responsabilidad colectiva es la de haber permitido, por acción u omisión, que el mercado desmantelara el Estado , la institución encargada de velar por los derechos conquistados.
 
Los economistas más optimistas consideran que España tardará entre 10 y 20 años en reducir la cifra de paro a la mitad, y desde el gobierno se anima a los españoles a confiar, ya no en las medidas y sucesivos garrotazos, sino en un eventual milagro de la virgen del Rocío, santa patrona de la ministra del trabajo.
 
Ante el panorama desolador, terrorífico, los más jóvenes empiezan a emigrar, y la consigna parece ser: que el último en salir apague la luz.
 
España no padece los errores de un gobierno de derecha, España sufre las consecuencias de una política económica, social y cultural de derecha aplicada con todo el vigor, crueldad y deshumanización que caracteriza a la derecha. Son consecuentes. Eso nadie puede negarlo.
 
Luis Sepúlveda
Gijón, 20 de abril 2013

 

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por Augusta Clara às 15:00

Sexta-feira, 15.03.13

España; donde la mierda nazi tiene voz en los tribunales - Luis Sepúlveda

 

 

Luis Sepúlveda  España; donde la mierda nazi tiene voz en los tribunales

 

   El año 2009 un grupo de cincos nazis españoles, de esos que lucen banderas pre constitucionales tatuadas hasta en el culo y sostienen que Hitler es una marca de chorizo, apalearon, y patearon a un méndigo, a un pobre que dormía en la calle. Lo golpearon hasta dejarlo medio agonizante y salvó la vida gracias a la oportuna llegada de los sanitarios.

Los cinco nazis fueron identificados; cabezas rapadas, una boina roñosa en lugar de cerebro y la palabra España como único fonema que logran pronunciar de una manera más o menos humana. Fueron llevados a juicio para responder por su infame agresión a un pobre, y en los tribunales se les ve, altivos, con la seguridad que les da su abogado defensor.

El defensor, que debe ser expulsado sin miramientos del colegio de abogados, sostiene que esos cinco miserables nazis son en realidad patriotas que le hacían un enorme servicio al Estado español, porque los méndigos, según dice y repite hasta el cansancio:" no son personas, no son humanos, son un cáncer que debe ser erradicado, y el cáncer no se erradica con toallitas húmedas".

Este miserable nazi y defensor de nazis se llama Ángel Pelluz, un vejestorio que, dado su aspecto de basura sostenida por un cuerpo que huele a podrido, por pura caridad y respeto al género humano merece el empujón o el tiro que lo mande definitivamente al lugar donde debe estar: el cementerio.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Segunda-feira, 11.03.13

Espanha e Grécia: protestos já se inspiram no 2 de Março

 
Somos Pequenos Mas Temos Muita Força e Grandes Potencialidades para Sermos um Exemplo
 
 
Publicado em Esquerda.Net em 10 de Martço de 2013
 
   "Contra o desemprego: seis milhões de razões" foi o lema das manifestações deste domingo em 60 cidades espanholas, promovidas por organizações sindicais e cidadãs que integram a "Cimeira Social". Na Grécia, convoca-se nas redes sociais uma concentração na Praça Syntagma inspirada no 2 de Março português.
(Cartaz da manifestação em Atenas: "Pobreza, desemprego, suicícios… Chega! Portugal mostra o caminho!")

 

A manifestação contra o desemprego e "por uma democracia social e participativa" foi convocada por dezenas de organizações em Espanha e arrancou no sábado em Bilbau, com milhares de pessoas nas ruas. Este domingo foi a vez das restantes localidades, onde se ouviu bem alto o protesto contra a corrupção e os cortes na saúde e na educação que, para os organizadores da manifestação, "ameaçam seriamente a convivência democrática".

"Nem dívida nem cortes. Queremos eleições" era um dos slogans mais lidos nas pancartas do cortejo em Madrid, onde participaram os líderes das Comisiones Obreras e da UGT e muitos reformados e funcionários públicos. "A cidadania sabe que os funcionários da administração pública não são uma cambada de preguiçosos, como lhes chamam alguns meios de comunicação e setores privados com interesses no desmantelamento dos serviços públicos", afirmou um dos manifestantes ao Publico.es.

A Cimeira Social junta sindicatos, associações ecologistas, feministas, de consumidores e de vários setores sociais. Esta rede afirma "o fracasso das políticas de austeridade dogmática" dos últimos anos, que já levou ao número de seis milhões de desempregados em Espanha. E sublinha o apoio à iniciativa legislativa popular pela dação em pagamento, avisand o Governo para que "não tente enganar" as pessoas na tramitação parlamentar da iniciativa que está em debate no Congresso dos Deputados e propõe a paralisação dos despejos, com a entrega da casa a saldar a dívida ao banco.

Grécia: "Portugal mostra o caminho"

Uma convocatória nas redes sociais está a marcar para este domingo uma concentração contra a austeridade em frente ao parlamento grego, na Praça Syntagma. Mas desta vez, a inspiração do protesto é o 2 de Março português.

"Pobreza, desemprego, suicídios… Chega! Portugal mostra o caminho!" é o slogan desta manifestação anti-austeridade referida também no blogue Keep Talking Greece. No cartaz de apelo à manifestação, a foto é do Terreiro do Paço no passado sábado.

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 12.01.13

Chávez somos todos y todas, menos los oligarcas y sus representantes - Sara Rosenberg

 

Sara Rosenberg*  Chávez somos todos y todas, menos los oligarcas y sus representantes

 

 

 

Publicado em La pupila insonme em 10 de Janeiro de 2013

   No es fácil vivir -o sobrevivir- en estos tiempos aquí, en España. No es fácil constatar cómo se destruyen las pocas conquistas que los trabajadores después de siglos de lucha habían conseguido. No es fácil encontrar un resto de alegría en un sociedad herida de muerte en sus derechos sociales y políticos. Vivimos en un país saqueado por una clase oligárquica y con seis millones de desempleados. Un país gobernado por los gerentes de una mafia empresarial dispuesta a acabar con la educación pública, la salud, los derechos laborales, el derecho al trabajo, la vivienda, el transporte y la ley. No hay sector que no haya sido esquilmado en nombre de lo que ellos han llamado crisis y que no es más que la aplicación del programa neoliberal –capitalismo financiero militar o simplemente robo con violencia- que les permite llenar sus bolsillos y destruir lo que con mucho esfuerzo ciudadano -e impuestos ciudadanos- se había creado. El modelo es harto conocido y sólo puede ser frenado por la resistencia del pueblo y su organización.

Sin embargo, con un cinismo digno de premio, los medios –que responden a las directivas de la mafia política gobernante- no han cesado de desprestigiar, mentir y tergiversar cualquier información sobre las transformaciones democráticas que se operan en otros lugares del mundo. Sea en Argentina, Bolivia, Venezuela, Ecuador, Brasil, y por supuesto en esa isla heroica, llamada Cuba que es un ejemplo de dignidad antiimperialista.

Los titulares de estos días sobre la situación en Venezuela son dignos de una exposición en el museo de la mentira y la calumnia. Pero enseñan mucho. Sobre todo nos enseñan a conocer desde qué perspectiva están escribiendo e informando. El que habla siempre se retrata a si mismo. Por eso vale la pena prestar atención. Para entender cómo funciona el teatro de marionetas de la muerte en que ellos actúan. En ese teatro el individuo y el actor protagónico son esenciales. Sus trajes grises y su sonrisa postiza, sus modales, sus palabras, sus cámaras, ese espectáculo del poder del capital que habla de democracia mientras masacra a pueblos enteros en guerras de saqueo, ese espectáculo del papel cuché y de las pantallas que oculta cuánto roban y cómo están imputados en todo tipo de negocios fraudulentos, ese espectáculo atroz de sus privilegios adquiridos por el robo constante, por contratos turbios, por fondos bancarios desaparecidos de un plumazo, por deudas contraídas de manera ilegítima, ingeniería financiera y negocios también ilegítimos, explotación y destrucción constante de puestos de trabajo y de derechos ciudadanos. Un triste espectáculo de actos públicos llenos de palabras vacías y frases dignas de idiotas. (Los griegos llaman idiota (idioteia) a aquel que es incapaz de preocuparse de sus semejantes, por la res pública)

Ese triste espectáculo no existe en Venezuela. La democracia participativa no es un espectáculo sino una realidad palpable, construida entre millones. Son actos y políticas concretas al servicio del pueblo. Las cifras económicas hablan claramente: se invierte en vivienda social , en educación, en medicina, en creación de infraestructuras, en todo lo que significa justicia distributiva. Justicia para las mayorías.

Por eso los medios españoles deberían al menos saber que cuando escriben o pantallean tantas mentiras sobre el presidente Chavez, están midiendo el proceso de emancipación latinoamericana con una vara equivocada. Lo están midiendo con la vara del cinismo y la mentira que necesitan para ocultarnos, para contagiarnos su idiotez, para que no veamos que otras opciones son posibles y que están al alcance de nuestra mano porque dependen de la voluntad política del pueblo y de sus representantes electos. Esa enseñanza, ese proceso de emancipación es imparable. No basta con plantearlo como si dependiera de un individuo porque es profundamente colectivo. Y si algo se ha aprendido en estos últimos años es que como decía el Che, esta inmensa humanidad latinoamericana ha dicho basta y ha echado a andar. Es verdad que hemos tenido y tenemos la desgracia de la enfermedad de un presidente que supo iniciar y darle continuidad a este largo proceso. Es verdad que su presencia es importante para toda America Latina, pero no se equivoquen , esta revolución popular, esta revolución bolivariana no está en las página de papel cuché, está en la calle: en cada mujer y en cada hombre y por eso se puede decir que Chávez somos todos, es el pueblo que sabe cuales son sus derechos, es el pueblo despierto y conciente de su camino. Un pueblo que defenderá lo que ha conquistado y seguirá adelante.

Eso sí, no hay mentira mediática que pueda detener la verdad que se impone con una evidencia arrasadora: con el cumplimiento de la constitución votada por un pueblo soberano.

Nosotros estamos a años luz, porque todavía ni siquiera hemos podido reformar una constitución legada por el franquismo. No hemos podido ni siquiera sacudirnos el yugo monárquico. Entre el robo de los yernos y los elefantes cazados mientras se presiden organismos de defensa animal se perpetúa este lastre, esta clase parásita. No hemos podido ni juzgar los crímenes del franquismo. No hemos podido ni siquiera juzgar la malversación de fondos de los bancos. La estafa pública, el nepotismo, el vaciamiento de las arcas del estado, el acomodo, la falta de soberanía que significa entregar la tierra a bases militares americanas y a casinos mafiosos y prostibularios. Se persigue a los jornaleros que piden tierra para trabajar, a los jóvenes que protestan contra la injusticia, a los ancianos con la jubilación recortada, al trabajador en paro, a esos que el poder escupe con total cinismo porque “han vivido más allá de sus posibilidades”, que era callar y obedecer mientras se es saqueado por la mafia oligárquica y los señores de la guerra.

Sin embargo, no pueden ya ocultar que esta revolución bolivariana no depende de un solo hombre, sino de un colectivo y de unos intereses políticos que han sido capaces de organizarse y que serán defendidos por todos y todas.

El individualismo es inútil y el punto de vista que adopta el imperio para denigrar los auténticos procesos democráticos sólo confirma que hablan desde la dictadura del capital y por eso desde la muerte. Jamás desde la vida y para la vida. Pero venceremos y viviremos, porque somos la mayoría y una mayoría que está en marcha hacia una sociedad más justa, más humana, más igualitaria. Viviremos y Venceremos. Larga vida al compañero presidente Chávez, que vive en la revolución bolivariana y en cada uno de nosotros.

Ojala fuéramos capaces, desde este castigado país, de crear un inmenso frente internacionalista y solidario.

*Sara Rosenberg es escritora argentina.

 

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por Augusta Clara às 12:00



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