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Jardim das Delícias


Terça-feira, 21.07.15

É perigoso ficar já "farto" de falar da Grécia - José Pacheco Pereira

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José Pacheco Pereira  É perigoso ficar já "farto" de falar da Grécia

 

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Público, 18 de Julho de 2015

 

A questão nunca foi conduzir bem ou mal as negociações, mas o facto de, por imposição da Alemanha, se ter sempre decidido que não havia acordo com os esquerdistas do Syriza. 

 

   Eu sei que está toda a gente farta da Grécia, de ouvir notícias sobre a Grécia, de falar da Grécia. O sistema mediático tem este efeito de rápido cansaço e gera também a vontade de passar para outra coisa ou outra causa. Para além disso, tudo parece já estar decidido e não vale a pena chover no molhado. Vale, vale.

Depois há a sensação de derrota dos filo-helenos, seja dos políticos pró-Syriza, seja dos admiradores mais dos gregos do que do Syriza. Todos partilham uma sensação incómoda porque mistura sentimentos de traição, humilhação, derrotismo, impotência, tudo coisas pouco amáveis para a auto-estima.

Ainda pior é ver a alegria dos que, ao lado de personagens como Dijsselbloem, gozam a sua vingança contra Varoufakis que, de todo não respeitava o holandês pedestre, e contra os gregos que tiveram o arrojo de votar “não”. Digamos que é o clube português dos fans de Dijsselbloem, que festeja a vitória em artigos nos locais certos, nas redes sociais e nos comentários, numa espécie de jogo de futebol contra o clube português dos fans de Varoufakis, no qual, imagine-se a brilhante inteligência, incluem… António Costa.

Senhor, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem. O problema é que sabem: querem manter-se no poder e prosseguir um programa de revanche social e política contra os que desde o 25 de Abril lhes roubaram o direito natural de mandar.

É por isso que me é inaceitável o argumento salomónico que muitos socialistas usam para se justificar, atribuindo “culpas” ao governo grego e à “Europa”, umas concretas e com alvo, as outras abstractas e genéricas, como se o resultado final se devesse ao modo como os gregos se comportaram nas negociações e não à recusa sempre sistemática dos alemães e do Eurogrupo em negociar fosse o que fosse, com o apoio dedicado dos socialistas. Os gregos podem ter feito todas as asneiras possíveis, que isso não justifica o que se passou. Mesmo os meses que durou isto tudo, não foram os meses necessários para negociar qualquer coisa, mas os meses necessários a colocá-los entre a espada e a parede e por fim vergá-los. Nunca, jamais, em tempo algum, poderia ter sido de outra maneira, porque nunca quem manda desejou que fosse de outra maneira.

Muitas das propostas gregas logo de início eram bastante moderadas (recordam-se de como os fans de Dijsselbloem disseram que os gregos tinham vergado como Hollande…), mas a perigosidade evidente de um governo como o do Syriza obter qualquer ganho de causa era inaceitável para governos como o português e o espanhol, e era uma bofetada para os socialistas colaboracionistas. A questão nunca foi conduzir bem ou mal as negociações, mas o facto de, por imposição da Alemanha, se ter sempre decidido que não havia acordo com os esquerdistas do Syriza.

Os alemães e os seus acólitos tinham um programa de humilhação, com um acordo que foi afinal escrito pelo Syriza a branco, para eles o reescreverem a preto. O acordo com a Grécia, na realidade um diktat, só tem uma lógica: obrigar os gregos a engolir tudo o disseram que não desejavam. Não tem lógica económica, nem financeira, tem apenas uma lógica política de humilhação. Querias isto? Pois levas com um não-isto. Foi assim que foi feito o chamado acordo.

E não me venham com o argumento de “confiança”, por parte de governantes como Merkel, Rajoy e Passos Coelho que apoiaram Samaras e a Nova Democracia até ao fim, sabendo que apoiavam um governo corrupto e oligárquico, coisa que o Syriza nunca foi acusado de ser. Esse governo “confiável” literalmente evaporou centenas de milhares de milhões de euros e permitiu que a Grécia, endividando-se até ao limite, funcionasse como tapete rolante para reciclar a dívida dos bancos franceses e alemães para os contribuintes europeus. E não me falem de “confiança” face a um acordo-diktat em que ninguém acredita, em que ninguém “confia” e que assenta no poder e no cinismo.

É uma exibição brutal de poder, que coloca a Grécia a ser governada de Bruxelas e Berlim, por gente que vai decidir os horários das lojas ao domingo, quem pode ter uma farmácia, como funcionam as leitarias e as padarias, e quem pode conduzir ferrys para as ilhas. Mas há mais: são revertidas decisões constitucionais de tribunais gregos e, como em Portugal se fez, mudanças legais para acelerar despejos, expropriações, falências e para retirar aos trabalhadores direitos sindicais e de negociação.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sexta-feira, 26.06.15

Diz o padre Mário de Oliveira e muito bem

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por Augusta Clara às 17:00

Segunda-feira, 09.03.15

Hoje o EUROGRUPO vai pronunciar-se sobre as propostas do Governo grego

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Uma criança em Atenas a receber comida numa igreja ortodoxa. O Eurogrupo discute as propostas do Syriza e o combate à pobreza estará na agenda

 

   A Grécia vive uma catrástrofe humanitária. O que lhe fizeram é a continuada canalhice para com um povo, imposta por uma denominada União que hoje não é mais que um IV Reich alemão, com a infame cumplicidade dos governos de países como o nosso que perfilham a mesma perversa actuação.
O artigo do Público de hoje é mais um relato dessa tragédia que atingiu um expoente inimaginável. São verdades sobre as quais já lemos mas que é preciso nos voltem a entrar olhos dentro.

"Há médicos a ver cancros como nunca tinham visto: estes não são removidos e os tumores crescem até não ser possível fazer nada. Não são considerados os casos urgentes para os quais há tratamento para quem não tem seguro. Mesmo nestes, o responsável pelas contas do hospital irá rapidamente tentar perguntar ao doente ou à família se não há algo que possa ser vendido ou penhorado para pagar a conta."

"(...) o subsídio de desemprego dura apenas um ano, (...) passado pouco tempo acaba a cobertura de saúde e o acesso a cuidados nos estabelecimentos públicos. Muitos jovens que nunca tiveram emprego também nunca tiveram acesso a cuidados de saúde".

Leia aqui o artigo.

 

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por Augusta Clara às 16:00

Domingo, 22.02.15

Lição grega - "As viagens longas têm que começar com um passo" - Yanis Varoufakis

 

"Negociámos em nome do povo grego"

(Agora legendado em português)

 

 

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por Augusta Clara às 17:15

Sábado, 21.02.15

Declarações de Yanis Varoufakis sobre o acordo

 

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por Augusta Clara às 10:00

Sábado, 21.02.15

Varoufakis: “Conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários”, por David Santiago

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Varoufakis: “Conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários”

 

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Leia aqui o texto do acordo em português
 
Negócios Online, 20 de Fevereiro de 2015
 
   O ministro das Finanças grego mostrou satisfação pelo acordo hoje alcançado com os parceiros europeus, mas não deixou de atirar farpas àqueles que tentaram “asfixiar este novo Governo grego”. Varoufakis regozijou-se por se ter conseguido combinar, no mesmo acordo, “a lógica e a ideologia” e que permitiu fazer constar a expressão de “excedente primário apropriado”.

Conseguido o acordo que permite à Grécia beneficiar de um prolongamento de quatro meses dos empréstimos europeus, o ministro grego das Finanças, Yanis Varoufakis, declarou que "conseguimos evitar uma sequência de muitos anos de sufoco de excedentes primários".

 

Mas apesar da satisfação demonstrada, Varoufakis não perdeu a ocasião para criticar aqueles que tentaram "asfixiar este novo Governo grego". O governante grego retomou a retórica do Executivo liderado por Alexis Tsipras sublinhando que "temos de dizer não a propostas" que contrariam o mandato atribuído pelo eleitorado grego.

Assumindo contentamento pelo acordo de quatro meses de extensão dos empréstimos, face aos seis meses requeridos por Atenas na proposta apresentada na quinta-feira, Varoufakis contrariou as palavras de Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos, que na conferência de imprensa imediatamente anterior à do ministro grego disse que o acordo alcançado "não é ideológico".

"Combinámos duas coisas que imaginámos contraditórias: lógica e ideologia", proclamou Varoufakis enaltecendo ainda o comunicado oficial resultante do Eurogrupo hoje reunido em Bruxelas que demonstra o "respeito pelas regras e pela democracia".

Em resposta a uma questão colocada por um jornalista sobre qual o excedente orçamental primário que Atenas terá de cumprir, Varoufakis não referiu valores e anunciou que tudo dependerá da evolução da própria economia grega.

"Vamo-nos referir a um excedente primário apropriado", elucidou Varoufakis antecipando aquilo que poderá vir a constar no documento oficial. Antes, porém, o Executivo helénico terá de apresentar, na próxima segunda-feira, uma proposta com as medidas que pretende implementar.

Ainda assim, o antigo professor de Economia revelou que "o excedente primário terá de ser positivo", mas "as instituições (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional) aceitaram que 2015 é um ano difícil", pelo que será ajustado tendo em conta "a evolução da situação no terreno". Ou seja, o excedente deverá ser definido em consonância com aquilo que a economia grega for capaz de produzir.

Este é talvez um dos principais objectivos alcançados pelo Governo grego depois de semanas de avanços e recuos nas negociações mantidas com os restantes credores. No programa de assistência em curso na Grécia, estava previsto um excedente orçamental primário (sem contar com a dívida) de 3% em 2015 e de 4,5% em 2016.

Atenas pretendia redefinir o excedente para apenas 1,5%, garantindo assim folga orçamental que permitisse implementar algumas das medidas inscritas no programa de Governo com que o Syriza foi eleito nas legislativas de 25 de Janeiro.

 

"Um país afogado em dívida pode ter democracia"

 

 

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quinta-feira, 19.02.15

Grécia torna público o que propôs ao Eurogrupo

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Foto de Left.gr.

 

O governo de Atenas divulgou as intervenções, as propostas e as análises que foram apresentadas aos ministros da zona euro, nas quais o executivo de Alexis Tsipras rejeita uma extensão do programa de austeridade que condenou o país a uma verdadeira crise humanitária.

 

 Esquerda.Net, 18 de Fevereiro de 2015

   O conjunto de documentos engloba as intervenções feita pelo ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, durante o Eurogrupo extraordinário de dia 11 de fevereiro e de dia 16 de fevereiro.

Além disso, o executivo helénico faculta ainda a lista de propostas que a Grécia apresentou no dia 11, bem como documentos oficiosos da autoria tanto do governo Syriza como do Eurogrupo. As propostas de comunicados, que acabaram por não ser adotadas, da reunião da passada segunda-feira constam deste lote.

No que respeita aos compromissos assumidos perante os parceiros europeus, Varoufakis frisa peremtoriamente que os gregos rejeitaram o papel da troika na Grécia, contudo, sublinha que o executivo helénico pretende manter a “via do diálogo e da total cooperação” com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, “enquanto país membro da União Europeia, da Zona Euro e do Fundo”.

Assegurando o seu compromisso no que concerne a manter as finanças públicas sólidas, o ministro das Finanças reitera ainda o empenho do governo Syriza em apoiar e acelerar “as reformas estruturais previamente acordadas com os parceiros do Eurogrupo” no que diz respeito, por exemplo, à cobrança tributária, gestão das finanças públicas e reforma da administração pública.

Os gregos comprometem-se também a implementar “medidas sem precedentes” para combater a corrupção e a evasão fiscal e a tornar os concursos públicos mais transparentes.

Nos documentos tornados públicos, Varoufakis assume que o governo do Syriza quer “retomar projetos de infraestrutura com investidores públicos e privados e com o apoio da UE”.

No que respeita às privatizações, o executivo liderado por Alexis Tsipras afirma-se “totalmente não dogmático”. “Estamos prontos e dispostos a avaliar cada projeto pelos seus próprios méritos. Notícias como aquelas que anunciam a reversão da privatização do porto Pireus não poderiam estar mais longe da verdade”, adianta o ministro das Finanças grego, esclarecendo que o “investimento estrangeiro direto será incentivado, desde que o Estado garanta um fluxo de receitas a longo prazo e tenha uma palavra a dizer no que concerne às relações de trabalho e questões ambientais”.

As alienações públicas ao desbarato não merecem o apoio do executivo helénico, que pretende criar um banco de desenvolvimento, no qual incorporará ativos do Estado, a serem utilizados como garantia para assegurar o financiamento do setor privado grego.

A implementação de medidas adicionais para limpar os créditos improdutivos por forma a permitir que os bancos sejam capazes de apoiar as PME e as famílias é outro dos objetivos do governo Syriza.

A Grécia propõe, por outro lado, um saldo primário de apenas 1,5% do PIB, contra os 4,5% exigidos pela troika, convidando o FMI a trabalhar em conjunto para avaliar a sustentabilidade da dívida grega.

Varoukakis fez questão de congratular a recente declaração de Dijsselbloem sobre o facto de o Eurogrupo ser “o fórum adequado para atuar como uma conferência permanente da dívida europeia, abordando os problemas da dívida nos Estados membros da zona euro”.

Sobre o 'financiamento ponte', o ministro das Finanças pede que o Eurogrupo desembolse os 1,9 mil milhões de euros de lucros do BCE com dívida grega referentes a 2014, permitindo o pagamento das obrigações imediatas do país.

Uma extensão do programa de austeridade é linearmente rejeitada pelo governo grego. O executivo de Alexis Tsipras contrapõe com “uma parceria que vincule o país a uma reforma mais profunda mas também reconheça e responda à hedionda crise humanitária, à inexistência de crédito, mesmo para as empresas lucrativas, e à necessidade urgente de crescimento baseado no investimento”.

 

Leia aqui a entrevista de Varoufakis à Spiegel

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 11.02.15

Discurso endurece. "A Grécia não é um protetorado" e "têm de saber com quem se estão a meter"

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Expresso Online, 10 de Fevereiro de 2015

 

Declarações surgem numa fase em que o Eurogrupo se prepara para se reunir. Encontro está marcado para esta quarta-feira.

   Apesar dos alertas europeus, o Governo grego continua sem papas na língua, mostrando-se duro e incisivo no seu discurso. Durante a apresentação do programa do novo Executivo, o ministro da Reconstrução, Ambiente e Energia, Panagiotis Lafazanis, deixou esta terça-feira no Parlamento um aviso à União Europeia:
"O memorando e a troika terminaram. A eleição do programa do Syriza não será cortado em pedaços. A Grécia não é um protetorado", afirmou o governante, citado pelos jornais locais.

"Os maiores protagonistas da União Europeia pensam que nos podem chantagear, mas eles têm que saber com quem se estão a meter", sublinhou.

Lembrando que a atual crise nasceu nos EUA, Lafazanis salientou que o problema ainda não chegou ao fim - refere que a zona euro tornou-se a "área mais problemática na economia global".

O tom do discurso do novo Governo continua a endurecer após a primeira intervenção de Alexis Tsipras no Parlamento, a 5 de fevereiro, quando o primeiro-ministro garantiu que a Grécia tem "voz própria" e que "não aceitará mais ordens", "sobretudo por e-mail".


Privatizações suspensas
Relativamente às privatizações, o governante reiterou que o processo da Public Power Corporation foi suspenso, salientando que o próximo objetivo é reduzir os preços da eletricidade em 40% para uso doméstico e pequenas empresas.

Garantiu ainda que o Executivo fará tudo o que estiver ao seu alcance para travar o processo da mina de ouro de Skouries, à semelhança do que já foi conseguido com o porto de Pireu, cujo processo de venda de 67% ao grupo chinês Cosco foi também suspenso. "Estamos contra o investimento de ouro em Skouries e recorreremos a todas as vias legais", afirmou.

Lafazanis prometeu que os direitos dos trabalhadores serão salvaguardados pelo Governo. 

Quanto ao projeto de transformar o aeroporto de Hellenikon num espaço verde, o ministro manifestou também a intenção de interromper o processo. "O plano  de desenvolver o Hellenikon é extremamente nefasto a nível ambiente . Iremos rever este escândalo com vista a poder cancelar o projeto", adiantou.

Logo três dias após a vitória do Syriza nas eleições gregas, a 25 de janeiro, Panayiotis Lafazani anunciou a suspensão imediata das privatizações das elétricas, incluindo também os processos do porto de Pireu e de infraestruturas como os  aeroportos.

"Vamos suspender imediatamente o processo de privatização da Public Power Corporation (PPC). E vamos tentar fazer com que a eletricidade seja mais barata, para aumentar a competitividade e ajudar as famílias", afirmou na altura o ministro, referindo que o Governo quer oferecer energia gratuita a 300 mil casas de famílias com dificuldades.

 

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por Augusta Clara às 16:30

Sábado, 31.01.15

Os gregos não querem ver mais a Troika e estão a pôr ao rubro a direita europeia

 

 

“Não temos intenção de cooperar com uma comissão de três membros, cujo objectivo é aplicar um programa cuja lógica consideramos antieuropeia”,

 

O responsável do Eurogrupo segredou ao Ministro das Finanças grego "Acabou de matar a Troika" ao que Varoufakis respondeu com um simples “WOW!”

 

 

Leia e veja a informação completa aqui.

 

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por Augusta Clara às 13:00



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