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Jardim das Delícias


Sexta-feira, 07.06.19

Adão Cruz - O Médico Pintor, Carlos Gomes

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Textos e fotografias do Blogue do Minho, 6 de Junho de 2019

Exposição na Ordem dos Médicos de Viana

É uma realidade bem evidente, os médicos, normalmente, têm uma acentuada tendência para a escrita, para as artes e para a cultura em geral: Abel Salazar, Miguel Torga, e Fernando Namora, no seu tempo, eram médicos e foram grandes escritores, tal como hoje o é Lobo Antunes, que também já exerceu a medicina. Nas artes, entre vários, podem-se destacar, Abel Salazar, uma figura eminente da medicina e da cultura portuguesa, Celestino Gomes e Mário Botas. E a atestar que a arte toca muito de perto os médicos, a Ordem dos Médicos, através das suas diversas delegações regionais, promove regularmente exposições de médicos artistas. No ano em curso, em Viana, a OM quase só vai fazer exposições com médicos, em várias especialidades artísticas.

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E foi aqui que, no sábado passado, dia 01, mais uma mostra foi inaugurada, desta vez com Adão Cruz, um médico cardiologista, com um longo percurso ligado às artes e à escrita, com inúmeras exposições realizadas, particularmente em Portugal e Espanha, representado em oito países, com 12 livros publicados, na área da literatura e da pintura. Segunda afirma, pinta e escreve com a mesma paixão com que exerceu a medicina, que ainda hoje pratica de forma voluntária, apesar de dez bem sentidas décadas de vida. Como a justificar o seu percurso pelos caminhos da arte diz “que sempre amou a liberdade de pensamento e da razão, a verdadeira riqueza do ser humano e que foi com este amor que sempre sonhou libertar-se ao longo da vida, também pelos caminhos da ciência, da escrita e da pintura”.

Adão cruz apresenta 22 quadros com pintura em acrílico, com laivos expressionistas, predominância de cores quentes e onde perpassa, em muitos deles, uma acentuada crítica social. Diz que nem sequer gosta de atribuir títulos para os seus quadros, com a preocupação de que seja o observador a interpretar o que passou para a tela. Atribuir nomes aos quadros pode não se conjugar com a visão de quem os aprecia, afirma. Presente na cerimónia, Emerenciano, um pintor de referência no contexto da arte em Portugal, salientou o facto de Adão Cruz, apesar de não ser um pintor de escola, ter feito uma carreira de permanente aprendizagem na pintura, sempre com a preocupação

de ver para além da estética em cada quadro que produz.

A exposição vai estar patente até a o dia 30 do corrente mês na Galeria da Ordem dos Médicos, sita na Rua da Bandeira, 472, aberta ao público às terças e quintas-feiras, das 17, 30 às 19, 30 horas e aos sábados, das 9,00 às 13,00 horas.

Gonçalo Fagundes Meira

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por Augusta Clara às 15:18

Segunda-feira, 27.05.19

CONVITE

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Exposição de pintura de Adao Cruz na sede da Ordem dos Médicos de Viana do Castelo de 1 a 30 de Junho de 2019

 

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ADÃO CRUZ
Médico cardiologista
Nasceu em Vale de Cambra há oito décadas.
Sempre amou a liberdade do pensamento e da razão, a verdadeira riqueza do ser humano. Foi com este amor que sempre sonhou libertar-se ao longo da vida, também pelos caminhos da ciência, da escrita e da pintura.
Tem doze livros publicados, na área da literatura e da pintura, e fez várias
exposições, sobretudo em Portugal e Espanha.
Tem quadros em oito países.

O QUE PENSO
O sentimento poético e o sentimento artístico são irmãos gémeos. Ou trigémeos, se os irmanarmos com a sua própria essência, o sentimento da beleza. Quase místicos, quase indefiníveis, eles geram a sublimidade da mente, a força incontida do desejo de ser-se de outra forma, a necessidade de fugir do não autêntico, um quase sentir a verdade total e a dimensão universal.

Sem eles, dificilmente uma obra será uma obra de arte, dificilmente poderá adquirir a grandeza em que todos os processos formais serão ofuscados pelos seus próprios efeitos, dificilmente terá tantas estórias quantos os olhos que a contemplam. Contudo, ao fim de uma vida, o futuro vai-se naturalmente dissolvendo, entre a razão e o sentimento, dentro de um ser humano preso à sua natureza antropocêntrica. A desilusão, como subtil nevoeiro, vai invadindo todos os cantos e recantos onde antes havia sol.

Ao fim de uma vida, o ser humano vai-se desprendendo dos caminhos da arte e da poesia, principais sentimentos que sempre o conduziram à interface entre o Homem e a sua dimensão universal, sem qualquer sentido místico ou metafísico. Contenta-se com a restrita paisagem de um dia de Primavera, atrás das grades da sua ‘mente cultural’. Ele sabe que isso o derrota e, paradoxalmente, o alivia. Ele sabe ainda que são escassos os dias de Primavera, mesmo que a parte sã da humanidade procure tecer o ciclo da vida com fios de esperança. Ele sabe que há dias de penoso inverno que a parte mais podre da humanidade aproveita para romper o ciclo da vida rasgando a esperança. Ele sabe, ao fim de uma vida, que o estatuto de cada ser humano assenta num contexto de vivências e memórias que fazem o futuro e o desfazem na altura própria, sendo o último suspiro o momento mais democrático da nossa existência.

Por isso as lágrimas secam e os olhos passam a ver a vida humana com outros “olhos”. Por isso, esta singela exposição de pequenos gestos que se alimentam de corpos e sentimentos, na procura de uma última homeostasia entre a natureza humana e a humanização da vida.

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por Augusta Clara às 17:00

Segunda-feira, 11.03.19

Adão Cruz em inauguração de mais uma exposição da sua autoria em S. João da Madeira

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Adão Cruz não poupa críticas às "máscaras" das "sociedades ditas civilizadas"

(por Gisella Nunes)

 

labor.pt, 9 de Março de 2019

   Depois de ter exposto “talvez umas três ou quatro vezes” em S. João da Madeira (SJM), o médico Adão Cruz voltou esta última sexta-feira à cidade onde tem família e consultório aberto para inaugurar mais uma exposição.

Integrando o programa da Campanha Poesia à Mesa que está a decorrer em SJM desde o passado dia 1 de março, “…como um dia de primavera nos olhos de um prisioneiro” é uma mostra de pintura e poesia repleta de sentimento(s) que pode ser apreciada na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo até 20 de abril. A entrada é gratuita.

O ato inaugural contou com uma intervenção emocionada do próprio Adão Cruz. O cardiologista natural de Vale de Cambra assumiu não saber “se esta exposição ainda é algum ato de sobrevivência ou se é mais uma máscara”. Sim, porque, em seu entender, “vivemos hoje quase exclusivamente de máscaras para esconder a realidade e mascaramo-nos para ver a realidade”.

Trata-se de “máscaras que escondem as máscaras de carne viva como a Palestina, o Iémen, os milhares de refugiados afogados no Mediterrâneo, os milhões de crianças que morrem, em pele e osso, de fome”, referiu o pintor e escritor, acrescentando: “Tudo isto criado pelas sociedades ditas civilizadas”.

(Ler mais na edição da próxima semana)

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por Augusta Clara às 18:59

Quinta-feira, 19.07.18

Adão Cruz em “…como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro”, por Diana Familiar

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labor.pt, 19 de Julho de 2018

 

Obras podem ser visitadas até 30 de julho em Espinho

O médico cardiologista Adão Cruz começou a pintar por volta da década de 80 e nunca mais parou. “Ainda tenho umas coisitas dessa época muito ingénuas”, relembrou o pintor e escritor durante a conversa com o labor na Galeria Zeller, em Espinho, onde tem patente a exposição “…como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro”.

Adão Cruz teve três ateliers que deveriam ter sido o refúgio dele e das suas telas brancas e onde a sua arte não teria fim, mas apenas o quarto e último atelier perdurou até aos dias de hoje. E esse quarto atelier é precisamente junto ao seu quarto de dormir. Por muitas vezes “levantava-me e pintava até de madrugada” em momentos que considera ser “momentos de necessidade espontânea de exprimir o que está cá dentro”, confidenciou o pintor.

Sempre que começa uma nova obra até pode ter “umas ideias na cabeça, mas nada é predefinido. A minha pintura não tem nada de académico, nada de esquemas, é de um amadorismo total de um autodidata, é gestual, espontânea, muitas vezes grosseira, mas não estou preocupado com nada disso”, revelou Adão Cruz ao labor.

Para o médico, pintor e escritor, “qualquer obra de arte, seja um poema ou um quadro, qualquer artista ou qualquer pessoa introduz dentro da obra, quer de forma consciente, inconsciente ou subconsciente, toda a sua vida, cultura, ilusões e desilusões, alegrias e tristezas e a sua visão das coisas e do mundo” e “qualquer pessoa que vá ver a obra não a vai ver com os meus olhos e vivências, mas segundo a sua própria visão e vivências”.

A obra de arte é “um estímulo que vai despertar, às vezes, muita coisa que está hibernada dentro de nós. Muitas vezes nem sabemos até nem conhecemos muita coisa que está cá dentro”, considerou Adão Cruz.

O título desta exposição “…como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro” “parece uma coisa sem sentido nenhum, mas não é”, responde o pintor à questão do labor.

“Nunca fiz nada na minha vida quer do ponto de vista da poesia, da arte e até do ponto de vista profissional que no fim me satisfizesse completamente. Agora transplantando para a poesia e para a arte nunca fiz uma obra em que chegasse ao fim e dissesse isto é o melhor que consegui fazer, cheguei sempre ao fim com uma desilusão”, explicou.

Nesta procura pela obra prima que começa sempre por ser cativante, continua incessante e acaba sempre por ser frustrante, algo que “não me parece ser só meu, mas parece que é comum à maior parte dos artistas”, sempre ficou com “a sensação de que estava sempre agarrado às grades de uma prisão a olhar para uma belíssima paisagem e da qual não podia usufruir. Sempre essa sensação”, confessou Adão Cruz ao labor.

O médico, pintor e escritor chegou a uma idade, 81 anos, em que “não me apetece fazer exposições”, assumiu ao nosso jornal.

A prova disso está nos dois convites que recebeu para realizar exposições individuais em Madrid e na Galiza, em dezembro do ano passado, e que declinou porque tem uma vida muito ativa e ocupada em grande parte pela família.

Esta exposição apenas foi feita devido à “picardia” de muitos amigos e por a Galeria Zeller ser uma espécie de família.

As centenas de obras de sua autoria estão expostas em sete países desde Portugal, Espanha, França, Berlim, Irlanda, Croácia, Suíça até ao Brasil.

Os refugiados, a inocência e a infância

 

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Entre as cerca de 40 obras da exposição “…como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro”, estão cinco quadros com três aspetos em comum. Um barco, pessoas e o mar. Num deles existe a uma grande distância uma cidade. O que nos levou a questionar se de alguma forma estariam ligados ao drama vivido por milhares de refugiados. E estávamos certos.

“Foram todos feitos de seguida exatamente numa altura em que o problema dos refugiados me estava a tocar muito. Está relacionado sem dúvida. Sou uma pessoa que penso muito e tenho necessidade de muitas vezes exprimir os meus pensamentos quer através da poesia, da literatura e da pintura”, assumiu Adão Cruz ao labor.

Um outro quadro que chamou a nossa atenção tem um menino a olhar para duas pombas brancas que “não é nada de especial”, mas é “um quadro que o meu filho Manuel Cruz (ex-vocalista dos Ornatos Violeta) gosta muito, é muito simples, é um momento de inocência”, indicou o artista. Outro fator que constatamos é que pelo menos três obras têm casas isoladas com árvores e vegetação. Essas obras têm “uma ligação à parte rural. Eu cresci e vivi numa aldeia (em Vale de Cambra). A única verdadeira saudade que tenho é da minha infância passada em contacto com os animais e a natureza e do luar e das estrelas no campo. Eu vivi ligado a tudo que era a natureza”, admitiu Adão Cruz, confirmando, assim, a influência da sua infância nos seus quadros e que inclusive teve pessoas que o chamaram à atenção sobre isso.

Todas as obras são em acrílico porque é “muito mais fácil em termos técnicos” do que o óleo que chegou a usar, explicou o pintor que usa “uma técnica mista tanto com pincéis, farrapos, esponjas, mãos e tudo que tiver à mão para dar efeito”.

Neste momento, não está a trabalhar em nenhum quadro novo. “Tenho uma tela preparada para começar quando esta exposição acabar”, adiantou Adão Cruz ao labor.

A exposição “…como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro” de Adão Cruz pode ser visitada até ao dia 30 de julho na Galeria Zeller em Espinho.

Próximo livro poderá ser publicado em 2019

Até ao momento, o médico já publicou 12 livros de pintura, poesia e contos. “Tenho um livro de poemas, uns 30, que ainda não foram publicados. Vamos ver se é lá para o princípio do ano”, contou Adão Cruz.

Continua a dar consultas em S. João da Madeira

O médico cardiologista continua a dar consultas, duas vezes por semana, às terças e às quintas-feiras, no seu consultório em S. João da Madeira.

Além disso, marca sempre presença todas as terças-feiras, às oito da manhã, na reunião de serviço de cardiologia de intervenção de Gaia.

O médico cardiologista continua a ter um número considerável de doentes. “Alguns deles são muito antigos e outros, ao contrário daquilo que pensava, são doentes de primeiras consultas” o que estará relacionado com o facto de a saúde estar “muito mal. As pessoas são tão mal atendidas e as pessoas procuram mais do que o ato médico em si. Elas procuram um bocado de conforto, carinho e a explicação daquilo que têm porque qualquer doente percebe desde que seja usada uma linguagem simples”, constatou Adão Cruz.

O que sobra do seu tempo e tem que ser muito é absorvido pela família. “Dá-me um gozo muito grande dedicar-me à família”, concluiu Adão Cruz ao labor.

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por Augusta Clara às 14:55

Quarta-feira, 13.06.18

Exposição de pintura de Adão Cruz, 30 de Junho de 2018, pelas 16h, Galeria Zeller, Espinho

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 Adão Cruz  como um dia de primavera nos olhos de um prisioneiro

 

Caros amigos

A vossa presença, para além de tudo o mais, é uma rica forma de vos ver e estar convosco.

Com um grande abraço do amigo

adão

 

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Inauguração da exposição de pintura de Adão Cruz
"... como um dia de Primavera nos olhos de um prisioneiro"

 

30 de Junho de 2018, pelas 16h
Galeria Zeller, Espinho

até 30 de Julho de 2018

 


Adão Cruz
Médico cardiologista.
Nasceu em Vale de Cambra há oito décadas.
Como prisioneiro atrás das grades, sempre amou a Liberdade
do Pensamento e da Razão, a verdadeira riqueza do ser humano.
Foi com este amor que sempre sonhou libertar-se ao longo da vida
pelos caminhos da ciência, da escrita e da pintura.



   Ao fim de uma vida, o futuro vai-se naturalmente dissolvendo, entre a razão e o sentimento, adentro de um ser humano preso à sua natureza antropocêntrica. A desilusão, como subtil nevoeiro, vai invadindo todos os cantos e recantos onde antes havia sol.

Ao fim de uma vida, para a vida entender, o ser humano já não precisa dos caminhos da arte e da poesia, principais sentimentos que sempre o conduziram à interface entre o Homem e a sua dimensão universal. Contenta-se com a restrita paisagem de um dia de Primavera, atrás das grades da sua ‘mente cultural’. Ele sabe que isso o derrota e, paradoxalmente, o alivia. Ele sabe ainda que são escassos os dias de Primavera, mesmo que a parte sã da humanidade procure tecer o ciclo da vida com fios de esperança. Ele sabe que há dias de penoso inverno que a parte mais podre da humanidade aproveita para romper o ciclo da vida rasgando a esperança. Ele sabe, ao fim de uma vida, que o estatuto de cada ser humano assenta num contexto de vivências e memórias que fazem o futuro e o desfazem na altura própria, sendo o último suspiro o momento mais democrático da nossa existência.

Por isso as lágrimas secam e os olhos passam a ver a vida humana com outros olhos. Por isso, esta singela exposição de pequenos gestos que se alimentam de corpos e sentimentos, na procura de uma última homeostasia entre a natureza humana e a humanização da vida.

Adão Cruz

 


   O Adão Cruz é um grande pintor e encanta-me o entrosamento perfeito do homem com a obra como acontece entre ele e a sua pintura. Conhecê-lo é verdade que me ajuda a fazer esta afirmação, mas já expôs em alguns países, tem aparecido em tantas mostras que muitos mais saberão encontrar essa estreita identidade. A sua arte não é inócua, sem que, contudo, obedeça a qualquer cânone.

Fossem as palavras os interlocutores felizes para desvelar a ligação entre a serenidade e o conflito que se digladiam na sua pintura, e eu saberia em que recantos da paleta as ir buscar. As cores e as formas não me deixam. Elas tanto gritam como sussurram, tanto apelam às raízes como ao sol e às invernias da árvore da vida, aos vendavais do mundo. E não toleram que lhes toquemos. ‘Podes intuir, mas não venhas perturbar-nos’ avisam mal me vêem por perto. No entanto, sabem que não me são indecifráveis porque à pintura do Adão Cruz nada é indiferente e deixa um ténue fio por onde se pode chegar à teia dos afectos e das revoltas que a permeiam, por vezes apenas ao puro reino da beleza.

Mas não me vencem! Como se se pudesse perder o que ainda é humanidade e, se não nos salva, nos reafirma neste caminho de altos e baixos das montanhas e das planícies, das marés vazias e do mar alto da existência.

Tudo lá está nos quadros do Adão Cruz.

Augusta Clara de Matos



   Tomei contacto com a obra de Adão Cruz tardiamente no blogue ‘Estrolábio’, onde ambos colaborávamos, despertando de imediato a minha atenção. De seguida, chegou-me o convite para a inauguração da sua exposição ‘rente ao cair da folha’, na Galeria Zeller, em Espinho, a que não pude assistir por razões profissionais. Na manhã do Sábado seguinte, fui o primeiro visitante da exposição, tendo tido o privilégio de a percorrer sozinho. Momento de felicidade que a vida me proporcionou!

Ao primeiro olhar fui de imediato atraído pela cor e, de seguida, pela luz, por uma luz que afasta a escuridão, ajudando-nos a ver o que, às vezes, os olhos não detectam. Depois, ao passar de um quadro para outro, algo me obrigava a regressar ao anterior por sentir, nesse curto afastamento, que havia mais um pormenor a atrair a minha atenção. O diálogo entre mim e o autor estabeleceu-se, a pintura do Adão levava‑me a ver o real muito para lá do que a minha simples visão me permitia quando olhava esse mesmo real, ajudando-me assim a procurar a verdade, a procurar a resposta para alguns dos enigmas com que somos confrontados. Regressado a casa, sentei-me ao computador e escrevi quase tudo o que senti nesse diálogo com a pintura do Adão.

A necessidade de conhecer toda a sua obra nasceu em mim.

Lia a sua poesia, lia a sua prosa e a sua pintura logo se me tornava presente, seguindo-se o necessário encontro pessoal, que aconteceu por mero acaso. O médico, o pintor, o poeta, o contista faz do seu saber e da sua arte uma das formas de actuar em prol do humano, numa acção, que é também política e social, assim contribuindo para a necessária transformação do mundo em que vive.

António Gomes Marques

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por Augusta Clara às 16:19

Terça-feira, 06.12.16

A VOZ AO LONGE - Exposição de pintura de Adão Cruz, Museu de Ovar, Setembro de 2016

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   Vídeo da exposição de pintura de Adão Cruz "A Voz ao Longe", no Museu de Ovar, realizado e gentilmente oferecido pelo amigo Dr. Jorge Bacelar. Honrosa oferta, dado que o Dr. Jorge Bacelar é um fotógrafo de renome internacional e prémio mundial da UNESCO.

 

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por Augusta Clara às 17:00

Sexta-feira, 16.09.16

A VOZ AO LONGE - Exposição de pintura de Adão Cruz, Museu de Ovar, 17 Setembro 2016, às 16h

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 Quase diríamos que | a voz ao longe | é o voar sereno | de uma nuvem branca, | trazendo no bico | um livro enorme | e um ramo de paz | para o ninho | dos homens.

 

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por Augusta Clara às 13:00

Terça-feira, 16.12.14

Exposição "Explosión de Colores" em Orence, Galiza

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Quadros de Adão Cruz presentes na exposição

 

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por Augusta Clara às 12:00

Sexta-feira, 27.06.14

Exposição de Joaquim Balsa em Teerão

   Conheci o Joaquin Balsa por mero acaso. Acasos há que deixam marcas na vida.

Joaquin marcou pela positiva, não só como verdadeiro amigo, sério, leal, natural, afável, cordial, mas também como artista, pintor e incorrigível aventureiro nos caminhos da pesquisa e da criação.

Sempre me interroguei sobre o significado de relações entre pessoas, que não se escolhendo, se encontram implicadas de forma quase familiar na fusão dos conteúdos culturais com os valores da afectividade. A resposta encontrei-a em Joaquin Balsa, um exemplo de magnífica relação pedagógica entre o homem, o artista e o amigo.

 

Adão Cruz

 

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por Augusta Clara às 12:00

Segunda-feira, 21.04.14

25 de Abril Entre o sonho e as mãos - Exposição de pintura de Adão Cruz em Vale de Cambra

 

 

25 de Abril

 

Um cravo vermelho, cristal de vida no céu de chumbo, cada dia um mundo limpo e perfumado, graças a ti flor da nossa idade.

Caminho da esperança às portas da cidade, todo o mel e todos os frutos ali à mão.

Graças a ti cravo vermelho que venceste a solidão, veio o tempo ao nosso encontro e a manhã despertou agitando as árvores.

E a noite se fez de estrelas que desceram aos cantos do jardim.

Um cravo vermelho e quente, mais que tudo amando a vida em    qualquer língua entendida.

O mundo tinha o sabor de uma maçã, e os olhos inacabados eram cravos vermelhos.

Não havia cárceres nem torturas, apenas o calor de uma fogueira na praça do entusiasmo, e uma jovem mulher dormindo um sono de criança nos telhados da

revolução.

O seu rosto era uma nuvem dourada pelo sol e pela lua, os cabelos trigueiros uma seara e nos lábios a canção de

Abril que encheu a rua

 ADÃO CRUZ Abril 2014

 

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por Augusta Clara às 15:00



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