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Jardim das Delícias


Domingo, 01.04.18

Envenenamentos e as suas relevâncias - Augusta Clara de Matos

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Augusta Clara de Matos  Envenenamentos e as suas relevâncias

 

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   É triste viver-se num mundo onde a mentira impera sobre a verdade ou onde a verdade é manipulada consoante os interesses do momento de cada um dos poderosos. A mentira corre lesta e oculta a verdade com a maior das facilidades, com a maior leviandade e com toda a impunidade.

Theresa May e os seus amigos afirmam com mentirosa leveza que este caso de envenenamento com produtos químicos é o primeiro que acontece na Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Só se for o primeiro praticado pelos serviços secretos ingleses porque todos nos lembramos do envenenamento – o método ainda não passou de moda – de Litvinenko, ex- agente do KGB, envenenado com polónio na própria Inglaterra. Então porquê esta omissão? Percebe-se, os envenenamentos não têm todos a mesma importância, depende dos objectivos que servem. A morte de Litvinenko, atribuída à Rússia de Putin, durou um tempo nas notícias e, depois, apagou-se. Era lá com eles, tinha a ver com a guerra da Tchechénia. Não servia os interesses do Reino de Sua Majestade.

Neste momento em que tinha havido troca de espiões entre um lado e o outro; em que a Rússia tinha assinado com os EUA o acordo contra as armas nucleares que o mutante que governa o império americano rasgou; que o exército russo ajudou a Síria a repelir os opositores terroristas alimentados pela falsa solidariedade da dita Coligação Internacional de que o país de Theresa May fazia parte, que necessidade teria a Rússia de criar tal conflito vindo envenenar alguém em território britânico?

Pergunto se ainda se justifica a lealdade a cediças alianças com países cujos caminhos nos sentimos obrigados a seguir quando a loucura de um deles, o mais poderoso, pode levar à morte de milhões de pessoas por mentiras forjadas à medida das suas conveniências?

O que deve Portugal agora ao Reino Unido para ter de dar aval à já destapada aldrabice de Theresa May?

O Governo português tem de manter-se alheado e não só, combater através de todos os canais diplomáticos, esta escalada em tudo semelhante àquela em que se baseou a mentira que destruiu o Iraque e mergulhou o mundo num verdadeiro inferno.

Esta nova mentira tem de ser desarmadilhada a tempo, antes que o seu reconhecimento chegue tarde. E, para isso, todos não somos demais.

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por Augusta Clara às 19:18



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