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Jardim das Delícias


Segunda-feira, 01.06.15

Balsemão, Barroso & Cia - José Goulão

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José Goulão  Balsemão, Barroso & Cia

 

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Mundo Cão, 31 de Maio de 2015

 

   Anuncia a comunicação dita “de referência”, que nestas coisas do chamado arco da governação tem obrigação de saber do que fala, que o senhor Pinto Balsemão, luso-imperador da comunicação social com sotaque global do comendador Marinho, escolheu sucessor na comissão permanente do universo conspirador conhecido por Grupo de Bilderberg. E esse sucessor é: o inefável Durão Barroso, pois quem havia de ser? De conspirador militante anti-25 de Abril, via mrpp, a intérprete dos desejos dos barões da especulação financeira a quem foi confiado o cutelo da austeridade, passando por anfitrião da cimeira de grandes mentirosos que acelerou o caos em que se encontra o Médio Oriente, o seu currículo merece tão valiosa recompensa como insigne distinção. Barroso não passa apenas a fazer parte do núcleo dos grandes conspiradores que, numa clandestinidade aristocrática, definem como deve funcionar a “democracia transparente” em todo o mundo; assume também funções executivas, isto é, empunha o facho com a chama acesa entre conclaves anuais e, por inerência, convida os portugueses a quem serão atribuídas as missões estratégicas a desempenhar nos próximos tempos.

Esta interpretação de factos tão relevantes que aqui vos transmito emana, como não podia deixar de ser, dos sinistros antros da teoria da conspiração. O senhor Balsemão foi um corajoso dissidente do fascismo, até integrou a Ala Liberal, uma engenhosa manobra de regeneração do marcelismo através do manto diáfano da democracia para que o capitalismo continuasse a ser o que sempre foi; foi apanhada em contrapé pelos militares, é verdade, mas logo se recompôs reencarnando em forma PSD. O senhor Balsemão foi até primeiro-ministro durante a longa marcha contra a herança do 25 de Abril conduzida juntamente com o dr. Soares e o prof. Freitas, sob a batuta ágil e enérgica do embaixador Carlucci, para devolver o país à essência da Ala Liberal, que hoje tanto pode chamar-se ala neoliberal como arco da governação. No entanto, a vocação autêntica do senhor Balsemão é a propaganda, tendo encontrado no Grupo de Bilderberg o lugar certo para desempenhar a missão que lhe foi outorgada, com vantagens inegáveis para o próprio e quem o escolheu e danos vultosos para a democracia. Danos vultosos estes que não são colaterais, mas sim a essência dos objectivos a atingir.

Quanto ao senhor Durão Barroso, uma geração abaixo, é a sucessão natural do agora fatigado guerreiro Balsemão, merecedor de repouso e de uma enxurrada de condecorações. De feroz inimigo da “educação burguesa” traulitando a eito contra o 25 de Abril a enfático presidente da Comissão Europeia com um pé ou os dois sempre em Washington – lembre-se a cruzada pelo “acordo de comércio transatlântico” lançada a todo o gás e com as urgências máximas no último ano do seu mandato - ele tem energia, contactos e experiência para dar e vender nos areópagos da conspiração mundial. Parece ser o homem certo no lugar certo porque nos últimos anos poucos dirigentes políticos têm conseguido ser tão eficazes contra a democracia e os direitos humanos em nome da democracia e dos direitos humanos. O senhor Barroso – há que reconhecer-lhe esse talento - tem o savoir-faire, a intrepidez e a flexibilidade de manobra fundamentais para executar missões e trabalhos de sapa encomendados pelos padrinhos, que assim conservam as mãos limpas e impolutas. Das Lages ao desempenho à cabeça da Comissão Europeia não faltam exemplos ilustrando uma tal vocação que lhe vem da meninice e à qual soube puxar o lustro exigido pela elegância da especulação financeira.

Neste mês de Junho, que promete ser quente, dar-se-á a passagem do testemunho de Balsemão para Barroso em mais um conclave anual de Bilderberg. Com as ondas de choque do acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão no horizonte, os magnatas, generais, barões da propaganda, super-espiões, estrategos, ex-governantes, imperadores das telecomunicações vão formatar os acontecimentos do próximo ano e daí canalizarão as ordens a cumprir pelas múltiplas versões de arco da governação implantadas através do globo. Lá estarão também os portugueses, escolhidos quiçá a quatro mãos por Balsemão& Barroso, para serem instruídos nas missões a desempenhar, sejam quais foram os resultados das eleições, para que a lusitana versão do arco da governação prossiga no caminho em que deve prosseguir para que os ricos sejam cada vais mais ricos e os pobres cada vez mais pobres e mais numerosos.

Interpretação esta que não passa, como sempre, de mal-intencionada teoria da conspiração.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 31.05.14

Cuidado! O Grupo de Bilderberg está reunido - Lourdes Hubermann, Norman Wycomb, Edward Barnes

http://www.jornalistassemfronteiras.com/

 

Lourdes Hubermann, Norman Wycomb, Edward Barnes, Copenhaga  Cuidado! O Grupo de Bilderberg está reunido

 

 

   29 de Maio de 2014

   Chegou a hora do grande conclave anual, desta feita no Marriott de Copenhaga, sob os efeitos da dissonância de Putin, dos resultados das eleições europeias e outras conjunturas mais ou menos actuais, para prosseguir a obra de construir o governo mundial, a empresa mundial única, continuar o caminho para a política universal única. A ordem do dia será a estratégia para consumar o tratado de comércio livre entre a União Europeia e os Estados Unidos, como há 20 anos foi a de programar o nascimento do euro. O Grupo de Bilderberg está reunido.
A fina flor dos banqueiros, dos magnatas, de monarquias decadentes, dos agentes de espionagem, dos proprietários de casinos financeiros, dos pensadores neoliberais e pós-neoliberais, das gentes que inventaram e fizeram medrar troikas, agita Copenhaga nestes dias, uma Copenhaga que já encaixou sem grandes alarmes os 27 por cento que os neofascistas receberam nas eleições europeias, legitimando afinal na Dinamarca uma ascensão que na Ucrânia foi alcançada a golpe de Estado.
Não faltam Joszef Ackermann, o todo-poderoso do Deutsche Bank, ainda que já não formalmente, acompanhado por um executivo em exercício, a senhora Lagarde do FMI, o sr. Zoellick que já foi do Banco Mundial e agora está na Goldman Sachs, o general Petraeus, ainda a limpar as nódoas de sangue trazidas do Iraque e do Afeganistão, o inconfundível e omnipresente Kissinger, a princesa Beatriz da Holanda e a rainha de Espanha – esta para desanuviar dos escândalos familiares com os dinheiros do povo – acompanhada pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros. Estão igualmente Mario Monti, Carlo Bildt, chefe da diplomacia sueca, o imprescindível secretário geral da NATO, os representantes da Microsoft, da Caixa Bank, da LinkedIn, da Saint Gobin, da Nokia, da Airbus – enfim, a lista é longa mas vale a pena conhecê-la na íntegra para que todos saibamos quem nos governa, imune a quaisquer resultados eleitorais.
O que não é verdade absoluta. Também há eleitos de múltiplos centrões governantes, pós e pré-governantes, conservadores e sociais democratas, sociais democratas e conservadores, a ordem é arbitrária. Veja-se o caso de Portugal, representado pelo ministro vedeta Paulo de Macedo, quem sabe se em tirocínio para primeiro ministro de um governo para chegar, e pela deputada socialista Inês de Medeiros, quem sabe na corrida para lugar de ministra ou secretária de Estado desse ou outro vindouro governo.
Aqui estão também em Copenhaga alguns dos mais dotados operacionais da propaganda mundial, presentes bem no centro das decisões mundiais para que desempenhem cada vez melhor o seu papel de megafones da ordem universal: o sr. Balsemão da Impresa – aliás uma figura executiva do Grupo de Bilderberg - o sr. Cebrian do El País/Prisa, o Le Monde, o Svenska Dagbladet, The Economist, o  Financial Times – em suma, pessoas e instituições que são “bíblias”, “de referência” e “fazem opinião” para que a opinião sempre seja coincidente com a verdade, e a verdade quem a define é o Grupo de Bilderberg.
“De Le Monde vem a directora executiva, a srª Natalie Nougayrède, cujos métodos e linha editorial ainda recentemente provocaram a demissão de conceituados jornalistas da casa”, recorda Thomas Feldmann, um jornalista alemão que há muito acompanha os trabalhos do Grupo de Bilderberg.
“A presença deste núcleo de patrões e executivos da comunicação mundial é uma afronta aos jornalistas e pessoas da comunicação que prezam o seu trabalho, defendem a sua independência e, sobretudo, deveria fazer reflectir todos os cidadãos do mundo sobre a informação que consomem”, alerta Friedrich Agnarsson, jornalista dinamarquês. “Como podemos acreditar na independência destes proprietários e directores que são presenças permanentes, ou quase, num grupo onde se trata de negócios, lucros, poder, comando, guerra e governação do mundo? – pergunta Agnarsson.
Lydia Stromberg, analista política que tem realizado investigações sobre o funcionamento e as actividades “entre reuniões” do Grupo de Bilderberg, chamou entretanto a atenção para o significado de algumas presenças no conclave deste ano – presenças frequentes ou não.
“Estão aqui fortemente representadas a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), a CIA, os serviços secretos britânicos e pessoas que, mesmo sendo identificadas noutras qualidades, também estão intimamente relacionadas com a espionagem”, afirma Lydia Stromberg.
“Tal participação, embora normal em reuniões deste tipo, traz este ano dossiers sobre ‘os efeitos Snowden’ e também a situação na Rússia e na Ucrânia – razão pela qual estão o secretário geral da NATO, altos representantes do Comando Supremo Aliado na Europa, generais e estrategos do expansionismo imperial como suporte do governo mundial único”, acrescentou.
FMI, Banco Central Europeu, Comissão Europeia, eurodeputados constituem uma nutrida delegação representativa das troikas como instrumentos da ordem financeira e das transformações – melhor dizendo regressões – em curso no mundo do trabalho.
“A Goldman Sachs, o Deutsche Bank, a grande banca europeia e norte-americana têm um papel determinante nestas reuniões. Este ano trazem como dossier fundamental o tratado de comércio livre entre a União Europeia e os Estados Unidos (TTIP), um passo que consideram tão fundamental para a governação económica mundial como a criação do euro, que também foi desenhada neste grupo há 20 anos”, afirma Thomas Feldmann.
“Não é por acaso que o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, esteve na reunião de Bilderberg o ano passado e pouco depois apresentou em Bruxelas a elaboração desse tratado como a grande coroa de glória da ponta final do seu mandato”, atalhou Lydia Stromberg.
“Este ano vem a comissária europeia Vivianne Reding, titular da Justiça e Direitos Fundamentais – imagine-se o que isto significa para os mentores de Bulderberg”, prosseguiu a analista política. “Daqui poderemos provavelmente concluir que Redding vai continuar, quem sabe se será promovida, nas altas posições europeias, e que as questões de cidadania e da imigração também estão no centro dos debates deste ano”.
“Chamo a atenção para a presença do Irlandês Peter Sutherland, que está ao mesmo tempo envolvido nas questões da imigração e no ramo internacional da Goldman Sachs – cada um extraia daqui as conclusões que quiser”, notou Friedrich Agnarsson.
Diz um cartaz de manifestantes dinamarqueses, perigosos para a segurança mundial porque a polícia os mantém bem longe do Marriott: “Cuidado, eles estão a tramar-nos!”. Alguns metros mais longe ainda, numa tarja mostrada por duas mulheres muito jovens, lê-se: “Eles governam... Quem os elegeu?”

 

Anexo da edição: lista dos participantes na reunião do Grupo Billderberg

http://paradigmatrix.net/?p=11887 

 

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por Augusta Clara às 18:55



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