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Jardim das Delícias


Quarta-feira, 12.08.15

No futuro dos mortos - Jorge Silva Melo

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Jorge Silva Melo  No futuro dos mortos

 

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Público, 26 de Janeiro de 2002 

 

   Há quem tema trovoadas, dentistas, gatos pretos. Eu receio é arquitectos (excepto o Pedro Borges, meu amigo)!

Passo pela Gare do Oriente e só penso em como, daqui a 30 anos, haverá gigantesco surto de pneumonia, desço a horrenda escada branca do auditório de Serralves e só penso nas pernas e braços a engessar (com gesso marca Siza?) Vejo como destruíram o palco excepcional do Tivoli e penso no que farão ao Trindade, ao São Luiz, mal seja dada a municipal ordem de restauro. Vejo um futuro desabrigado, exposto a correntes de ar, inseguro, frágil, entre monumentos sem acústica possível. O papel selado, símbolo esquecido do poder, passou à marca do arquitecto, nova mercadoria.

Vivo por entre o que quiseram os arquitectos do salazaris­mo, moro num daqueles Cassiano Branco de risco-ao-meio (o meu é melhorzinho porque de gaveto e em terreno muito acidentado, o que obrigou o Mestre do Pré-Arquitectado a corrigir o modelo), num bairro (ao pé do Jardim das Amoreiras) que desenhou o que sonhavam os jacobinos do que seria a vida operária e acabou por ser, nos anos 30, a Nova Judiaria, fazendo cruzar pelas ruas os estran­geirados sotaques dos que fugiam a Berlim ou Varsó­via.... Setenta anos depois, a sociedade para que foi cons­truído este primeiro-direito,  arrumada em quartos interiores, marquises, uma sala de visitas e outra de jantar, dispensa, copa — nada dis­so existe. E aqueço a carne assada desobedecendo à sua or­dem. Porque a vida não fica presa pelas paredes imaginadas para uma sociedade que logo a seguir se desfez.

É essa a maldição que pesa sobre os arquitectos: obede­cer à encomenda é necessariamente condicionar o futuro (prendê-lo ao passado).

Um dos mais estrepitosos exemplos será o do Cine-teatro Crisfal em Portalegre, faustoso edifício inaugurado por Amélia Rey Colaço para cimentar uma cidade burguesa depois do sangrento esmagamento das revoltas operárias dos anos 50. É um feíssimo casarão que supunha que o ci­nema continuaria a ser com Charleton Heston, que o teatro seria sempre a Laura, que as famílias salazaristas não iriam água abaixo

Vivemos no futuro que esses mortos nos ditaram, os ma­landros que não queriam que mudássemos de vida nem de cinema nem de esposa. Mas mudámos.

Por isso, hoje, que páro na rua de S. Francisco Xavier e me sento num dos modestos cafés deste Centro Comer­cial do Restelo, não posso deixar de, realmente recolhido, me comover. Em 1956 — e foi de cinza e bréu esse antes-Delgado —-, um arquitecto sensível, dotado, culto, exigente e inteligente (Raúl Chorão Ramalho que morreu a 9 de Janeiro, com 88 anos) deixou-me uma rua doce, pensada em que habitação, passeios e lojas se conjugam, em que ventos se acalmam, num suave deslizar que não chega mas vai em direcção ao rio. Está deteriorado o centro, alguns dos andares abandonados, há vidros partidos, as drogarias e mercearias estendem os seus bens passeio fora naquela terna miséria de tanta loja desta cidade. Mas era uma cidade assim desempoeirada, luminosa, não imponente, discreta, a cidade em que eu gostava de viver. Desta aposta maravilhosa de Chorão Ramalho nada transbordou para o resto de Lisboa nos cinquenta anos que se lhe seguiram. Mas hoje, em que aqui vejo uma bátega de água através da vidraça, agradeço ao arquitecto a “hipótese de cidade" que nesta ruazinha me deixou.

E penso na Violeta que segunda-feira fará nove anos: em que Lisboa viverá? Para que Violeta estarão os arquitectos a condicionar a vida? Que fará ela da pala do Siza, do novo estádio de Braga? Terá casas para amar ou para ela só deixamos propaganda, imponência, arquitectura de aparato tão ligada ao poder terreno como acusamos a Igreja de ter estado sempre?

(in Século Passado, Cotovia)

 

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por Augusta Clara às 15:00

Quinta-feira, 25.06.15

A cupidez dos produtores - Jorge Silva Melo

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Jorge Silva Melo  A cupidez dos produtores

 

 

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   A cupidez dos produtores (muito labregos nesses anos, vindos do pobre sul), tenho andado a pensar nisso desde que aqui chegou a noticia da morte da triste Laura Antonelli. Foi fantástica a liberalização dos costumes nos finais dos anos 60, sim. Mas em Itália acharam que havia um novo fillão ("nicho de mercado") para os seus produtos: sempre o cinema italiano vivera de belas mulheres com grandes decotes, pernas ao léu, rabinho a dar-a-dar. Era um cinema realmente popular e filmava-se o desejo, o sonho. Ah Bosè, Loren, Lollobrigida, Cardinale, Lualdi - que lindos sonhos que sonhámos. Mas agora as garotas despiam-se, deitavam-se na cama, mostravam os redondos rabinhos, saiam do duche como a Vénus... foi um ver se te avias, os produtores levavam-nas para casa, passeavam de descapotável, os magalas masturbavam-se, as sopeiras compravam lingerie... mas foi negócio de vistas curtas. E acabou por ser o fim do grande cinema popular que desde o pós-guerra explodiu naquela península que cheira a flores e a suor. A Antonelli foi uma das vítimas desse cinema soft-porno. Como a maravilhosa Sandrelli, Ou a belissima Muti. Já quase não tiveram tempo para serem actrizes de cinema, só para se despirem enquanto a rosa nao fenece. Como a Silvia Kristel noutras paragens. E depois apareceu a Fenech, rasca, rasca. E o cinema italiano que se podia ver no Condes ou no Politeama, no Avis ou no Império desapareceu. E eu tenho saudades do cinema popular, feito por muita gente ( 5 argumentistas!) com muita gente a rir, a sonhar alto, apaixonada. Não, nada de ícones, não sou dessa religião, quero rapazes e raparigas.

 

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por Augusta Clara às 14:00

Terça-feira, 18.11.14

Jorge Silva Melo e o teatro

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Uma pérola do Jorge  

 

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   "Mas ele não lê as peças, sabe lá o que lá está!", terá sido o que a maravilhosa Geraldine Page disse num dos primeiros ensaios na Broadway de "Sweet Bird of Youth". Referia-se, com desdém e admiração, a Tennessee Williams, o autor (que, ao que parece, queria que despedissem o Paul Newman). E dizia-o a Elia Kazan, o encenador. Resultado no 1: Kazan proibiu Wiiliams de falar com os actores, só os baralhava. Resultado no 2: uma obra-prima. O teatro é um labrinto, pois é.

 

 

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por Augusta Clara às 17:00

Sexta-feira, 31.10.14

Monsieur Tati, não nos deixam olhar, pois não? - Jorge Silva Melo

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Jorge Silva Melo  Monsieur Tati, não nos deixam olhar, pois não?

 

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   “Tudo o que sei, tudo o que podia e tudo o que sonhava está em Play Time”, dizia Jacques Tati a “A Capital” em Março de 1968. Tudo, pode dizer-se agora. E, claro, a própria morte de Tati.

Na manhã de 16 de Março de 1968, na companhia do Eduardo Paiva Raposo, do Fernando Guerreiro e da Maria Antónia Palia, ouvia-o eu declarar: “Os jornalistas foram bastante duros comigo e eu sei porquê. Porque, com o dinheiro que gastei em Play Time, toda a gente pensava que se podiam ter feito mais filmes.”

Depois, foi a história que se sabe: o público não foi, o filme caiu. Tati que, após o êxito de O Meu Tio, poderia ter prosseguido uma carreira de poesia à francesa, um pouco de Marcel Marceau, um pouco de Jacques Prévert, conheceu a desgraça. Ainda faria mais dois filmes, mas em condições e com resultados precários. E havia um projecto que lhe era agora proposto in extremis por Jack Lang. E que a morte matou.

Eu conheci Jacques Tati nesse Março. Tinha, dias antes, saído da cadeia de Caxias, onde fora parar mais por falta de ligeireza nas per­nas para apoiar Ho Chi Min do que por constituir perigo político que se visse contra um Governo que combatia noutro hemisfério, em nome de sete séculos.

Foi logo a seguir a sair da cadeia que vi Play Time e que percebi que fora preso exactamente porque, na estupidez dos meus dezano­ve anos, eu achava possível um mundo de filmes assim. Não estou a mentir agora. Escrevi-o n’ O Tempo e o Modo que saiu em Abril de 1968, com aquele inconfundível estilo de miúdo há muitos anos míope e que já carregava o seu Barthes, Campo Grande abaixo:

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Quarta-feira, 15.10.14

"Guerra e Paz" - Jorge Silva Melo

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Jorge Silva Melo  "Guerra e Paz"

 

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   "Morreu!", disse-me uma amiga que anda a ler "Guerra e Paz", "O Principe André morreu." E lembro-me da tristeza que também me tomou ao ler, no Minho da minha juventude, essas páginas sublimes. E hoje queria era ir a um cinema grande e ver a Natasha-Audrey Hepburn dançar com Mel Ferrer-André neste filme esquecido de King Vidor, uma das mais belas apropriações de clássicos que conheço, ai, que saudades das salas de cinema e dos cafés onde se ia fumar e ler Tolstoi a ver se chegavam as raparigas.

 

 

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por Augusta Clara às 15:00

Quarta-feira, 10.09.14

A Casa de Ramallah, de Antonio Tarantino, pelos Artistas Unidos com encenação de Jorge Silva Melo

 

 

A Casa de Ramallah pelos Artistas Unidos

(encenação de Jorge Silva Melo) 

 

A peça estreou na terça feira, dia 9, e está em cena até ao dia 27 de Setembro no Teatro da Politécnica

 

 

Não tinha tecto, não tinha nada

 

Um casal e a sua filha vão numa viagem aparentemente interminável num comboio inter-regional e, discutindo os planos da Organização que lhes levou os outros filhos e está prestes a levar esta, queixa-se sobretudo das casas-de-banho de segunda classe que nunca fecham e da quantidade ideal de méchouia para uma viagem destas. Depois de comer o kebab é altura de armar a filha de explosivos mas nenhum sabe exactamente o que é suposto fazer. Bem diz a miúda que deviam ser operacionais a tratar disto e não uns velhos que só dão para a apanha do tomate. Mas como nem só de operacionais se faz a guerra, a filha dá a benção aos pais e dirige-se a rezar ao supermercado mais cheio da cidade.

 

 

(Jorge Gonçalves)

 

 

   Os Artistas Unidos voltam a trazer a cena Antonio Tarantino depois de Stabat Mater, A paixão segundo João e A Paz, em 2013. Em A casa de Ramallah o autor apresenta-nos uma Palestina e uns comuns palestinianos inventados mas desconfortavelmente verosímeis que comicamente nos vão descrevendo a sua tragédia, as suas vidas tão simplesmente destruídas logo à partida e até ao fim. Num texto de horror disparado num disfarce de realismo viajamos, através daquele comboio, à tragédia quase endémica de um povo que nos habituámos a ver morrer na televisão.

A encenação de Jorge Silva Melo despe tudo o que vai para além das três interpretações. Só temos as imagens criadas pelo texto, tantas, tão rápidas e confusas, tão fora da nossa realidade que inicialmente é difícil vermos e percebermos tudo o que se está a passar. Porque é tudo o que ali se vê: entre a descrição romântica da apanha do tomate surgem unhas podres e trabalho interminável; entre a lealdade a uma causa que mal se compreende, perdem-se convicções mas nunca a entrega total e inquestionável; entre o hábito da miséria aparece a dor de quem vai perder o último filho para um Deus que é mais forte por ser o mais novo, que é mais cruel porque as únicas armas que tem são as vidas dos que nele crêem. Esta opção pelo quase vazio do cenário e marcações deixa-nos tudo isto em que pensar e, num texto tão forte e imagético, pouco mais precisamos além de sólidas interpretações.

Andreia Bento, António Simão e Nídia Roque sobrevivem incrivelmente a este texto e as estas personagens cruas e agressivas na medida do sofrimento que parecem querer adormecer ao gritarem a sua trágica realidade. Mergulhados muitas vezes em quase monólogos, pode ser difícil mantermo-nos sempre concentrados em toda a energia que os actores nos transmitem. Mas nem por isso esmorecem e os momentos mais emotivos surgem-nos de repente, brutalmente, pelo inesperado e pela disfarçada frieza que aquelas personagens são obrigadas a manter para sobreviver. Nos raros momentos em que uma delas quebra, logo a outra a levanta ao empurrão, não vá o desmoronar ser para sempre. Nisto tudo os actores nos salvam sempre e salvam-nas a elas, levando-as do histriónico ao sentimental, do quase absurdo ao realismo triste e simples, sem se perderem eles.

É um espectáculo que corre o risco de chatear quem vai à procura de coitadinhos e sentimentalismos. Aquilo que vemos, aquela estória ali inventada, choca-nos por nos lembrar a realidade, a sua parvoíce e bestialidade, a injustiça diária e banal a que deste lado do mundo tão facilmente nos habituámos a assistir. "Mas, na brutalidade desta história que vivemos hoje, conseguiremos ouvir o lamento imundo destes desgraçados?". Fica a pergunta do encenador.


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por Augusta Clara às 18:30

Sábado, 23.08.14

Em defesa do projecto cultural dos Artistas Unidos - Petição

 

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por Augusta Clara às 08:00

Quarta-feira, 06.08.14

Jorge Silva Melo e a grave crise do teatro português

 

Antonio Tarantino  A Casa de Ramallah


 

5 de Agosto de 2014

 

   Hoje, no ensaio de A CASA DE RAMALLAH de Antonio Tarantino, ouvi a Filha (Nídia Roque em foto de Jorge Gonçalves) dizer isto: "Pai, lembras-te quando me mostraste aquele livro com a história deles toda, e via-se aquela rapariga judia, da resistência em Minsk com a corda no pescoço e o nazi a apertar bem o nó? E tu disseste-me: Vês esta  mártir, olha para os seus olhos que não deixam transparecer nenhum medo, porque ela sabe, está consciente de que vai dar a sua vida pelo seu povo. E continuaste: Parece impossível que um povo capaz de gerar das suas próprias vísceras uma rapariga como esta, acabe por oprimir homens inermes." Pois, que diz o encenador a uma actriz a quem deu um texto assim e agora? Que seja simples, não é? Que se apague. Que deixe as palavras, nuas, frias, chegar ao coração de quem quer bem. A ver se amanhã ou depois lhe levo o texto do Rivette contra o travelingue de "Kapó", não é"? Tão dificil. Tão dificil não é?

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por Augusta Clara às 15:00

Quinta-feira, 22.05.14

Delacroix: A cauda de um fóssil varrendo - Jorge Silva Melo

 

  Jorge Silva Melo  Delacroix: A cauda de um fóssil varrendo

 

(Eugène Delacroix, A barca de Dante)

 

 

   Só o vi ao vivo este Inverno, Inverno de 2003, em extraordinária exposição em Karlsruhe, e não me esqueci ainda deste trabalho pe­queno, de 32 x 40 cm, soturno, literário, denso, escuro. É trabalho relativamente juvenil de quem foi mais do que muito precoce, se pensarmos que tinha vinte e muito poucos anos o Delacroix de A Barca de Dante, obra-prima arrebatada e manifesto. Agora, olho muitas vezes a reprodução medíocre que comprei, postal, como tantos empastelado, deste pequeno quadro, Rebelde Ferido Matando a Sua Sede, de 1825 (Delacroix tem 27 anos e já pintou majestáticas composições de sabedoria imensa, O Massacre de Quios, inclusive, ou a belíssima Aspasia, inquieta como a Bergman em Rossellini), este quadrinho de um moribundo que ainda tenta beber, na volúpia de um colorido que vem de Ticiano e de Veneza, na construção tão simples do triângulo com que ainda a vida se ergue e não rasteja, naquele vermelho que escorre da boca do rebelde e tinge a água, na transparência verde da poça infecta, na noite profunda, noite azul daquela distante planície, é quem mais me acompanha, a sua tristeza sem melancolia, a sua extrema dignidade perante a dor.

Haverá outros trabalhos, as esplendorosas argelinas que nem um dia chega para analisarmos, os fogosos cavalos, ai os tigres!, mas é neste homem que morre e nesta perspectiva de negrume que uma poesia mais interior se desenha, mais nocturna, a poesia que o leva à maior rapidez, àqueles cristos quase sem corpo e só carne (consegui­rei. em Oslo, ver a sua Piedade, que, quando lá fui, não estava?) ou a rapidez da Batalha de Taillebourg, o mais veloz dos épicos, como o Falstaff de Welles, badaladas da meia-noite. Como Godard o quis, Delacroix mantém a frescura do esquisso na obra acabada, a impre­cisão do ensaio, a procura do tom — que mestre do imperfeito, que rápido olhar tão feroz, que técnica tão desprendida para este vento?

Se, no final dos anos 60, se falava de Câmara-Stylo, se propa­gandeava a montagem-cut, um cinema manual tão fácil, tão veloz como a Bic, não era a esta pintura, suavemente nua de sombras, bru­talmente voluptuosa, que se queria responder? Que ânsia é esta, que calma clara, que desprendimento o deste quadrinho? E que gesto é este, sabedor, conhecedor de tanta pintura que veio de trás, Rubens, claro, a curva imparável das cores, Ticiano, sempre, que gesto é este que perdura e se transforma, gerando pintura na sua prestezza, imparável, apoteoses de construção, composição, cor, rapidez, mundo novo?

Lembro-me de uns versos eléctricos de Luiza Neto Jorge, essa parisiense:

 

Vi num traço a lume oposto

ao ponteiro das horas

a cauda de um fóssil

varrer o céu.

 

Delacroix pinta varrendo o céu, a história, a morte. E a urgência do desenho toma conta do quadro.

Público, 8 de Maio de 2004

 

(in Século Passado,Cotovia)

 

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por Augusta Clara às 15:00

Sexta-feira, 04.04.14

Os Artistas Unidos estrearam ontem no Teatro Nacional D. Maria II

 

O REGRESSO A CASA de Harold Pinter

(encenação de Jorge Silva Melo)

 

 

Tradução: Pedro Marques Com: João Perry, Rúben Gomes, Maria João Pinho, Elmano Sancho, João Pedro Mamede e Jorge Silva Melo Cenografia e Figurinos: Rita Lopes Alves Construção: Thomas Kahrel Luz: Pedro Domingos Fotografias: Jorge Gonçalves Assistência: Leonor Carpinteiro e Nuno Gonçalo Rodrigues Produção executiva: João Meireles Encenação: Jorge Silva Melo Uma Produção Teatro Nacional D. Maria II/Teatro Nacional S. João/Artistas Unidos M16

No Teatro Nacional D. Maria II de 3 a 27 de Abril
4ª às 19h00 | 5ª a Sáb. às 21h00 | Dom às 16h00
ATENÇÃO: Não se realiza sessão no Dom 20 de Abril.

No Porto, Teatro Nacional S. João, de 13 a 29 de Junho
4ª a Sáb. às 21h30 | Dom às 16h00

  

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por Augusta Clara às 19:00



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