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Jardim das Delícias


Segunda-feira, 13.05.19

O QUE EU QUERIA VER (E DEVIA SER) DISCUTIDO NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES EUROPEIAS (independentemente das questões económicas e financeiras de que toda a gente fala) - Augusta Clara de Matos

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Augusta Clara de Matos   O QUE EU QUERIA VER (E DEVIA SER) DISCUTIDO NA CAMPANHA PARA AS ELEIÇÕES EUROPEIAS (independentemente das questões económicas e financeiras de que toda a gente fala)

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- O combate intenso e coordenado ao avanço da extrema-direita na Europa e uma campanha de esclarecimento às populações sobre as consequências do retorno de governos fascistas;
- A expulsão da União de países onde se instalem governos com políticas e práticas fascistas e que permitam a livre expressão de grupos que defendem a ideologia nazi e cometem crimes com base nesta ideologia;
- O acolhimento e integração de refugiados e suas famílias como cidadãos europeus de iguais direitos, desmontando a ideia ainda reinante em muitas cabeças de que são todos terroristas;
- O fim da venda de armas por países da EU a países, grupos e coligações que as têm utilizado para destruir países através de guerras que tiveram unicamente como fim roubar-lhes as matérias primas, sabendo nós que foram essas guerras a origem da fuga em massa dos seus habitantes em direcção à Europa nas trágicas condições que levaram a milhares de afogamentos;
- A uniformização de leis em todo o espaço da UE que penalizem sem condescendência a corrupção e as grandes fraudes financeiras que enfraquecem e deterioram a economia dos países;
- Como consequência do afirmado no parágrafo anterior, a luta por uma Justiça igual para todos os cidadãos e não diferenciada entre os que têm dinheiro para se defender e os outros;
- O combate sério e generalizado a todo o tipo de descriminação com base na opção sexual, política, de credo religioso ou outra;
- Exigência da protecção dos mais frágeis como as crianças, os deficientes e os idosos;
- Combate à violência doméstica e, especificamente, que seja dada maior atenção à violência contra as mulheres que tem assumido contornos escabrosos em vários países europeus;
- Acérrima exigência pela liberdade de opinião e de expressão.

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por Augusta Clara às 18:11

Quinta-feira, 22.10.15

Indesculpável - Mariana Mortágua

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Mariana Mortágua  Indesculpável

 

 

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Jornal de Notícias, 20 de Outubro de 2010

 

   Numa Europa que nunca hesitou em interferir em pátria alheia, é impressionante a impunidade de que José Eduardo dos Santos beneficia para manter o seu regime de corrupção e ataque aos direitos humanos. Portugal, como principal parceiro económico de Angola, tem especiais responsabilidades nesta vergonha diplomática.

Foi há dois anos que José Eduardo dos Santos gelou o Governo português ao colocar em causa esta "parceria estratégica". Foi um rodopio de ministros a caminho de Luanda. Paulo Portas lá esteve, mais que uma vez. O ministro Rui Machete foi pedir desculpas pela investigação que estava em curso na justiça portuguesa a altas figuras do regime. Até Ricardo Salgado foi mostrar a Cavaco Silva a garantia do presidente angolano ao BESA como prova das boas relações entre os dois países. Relações que nem a caríssima falência do banco conseguiu enfraquecer.

A oligarquia de Angola precisa de Portugal como porta de entrada na Europa, para limpar a imagem e legitimar os seus negócios sujos. Lisboa agradece, em troca de uns milhões aplicados por cá. Para isso basta fechar os olhos aos abusos, à violência, à opressão.

Ao longo do mês de junho, vários jovens ativistas foram presos arbitrariamente por quererem discutir e manifestar-se pacificamente contra a situação política em Angola. As suas casas foram revistadas, os seus direitos violados. Não foram os primeiros.

Luaty Beirão, cidadão luso-angolano, faz parte desse grupo. Está em greve de fome há 22 dias e só por isso conseguiu impedir que a indiferença da comunidade internacional não pudesse ignorar mais este caso. Por ser mais mediático, o caso de Luaty está a mover montanhas, mas muitos dos seus companheiros estão a ser transferidos pela calada da noite, torturados e mantidos em condições sub-humanas. É o caso de Albano Bingobingo, relatado por Rafael Marques.

O mesmo Governo que tantas vezes se deslocou a Angola para defender interesses particulares escondeu-se numa alegada não-ingerência para fechar os olhos a todos estes ataques aos direitos humanos. Só a coragem de um cidadão luso-angolano, disposto a tudo pela liberdade, conseguiu arrancar a tímida reação de Rui Machete. Uma vergonha nacional.

Uma coisa podemos dizer: se esta greve de fome terminar em tragédia para Luaty Beirão, este Governo não tem desculpa.

 

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por Augusta Clara às 08:00

Sábado, 17.10.15

CARTA AO LUATY BEIRÃO DO DR. LUÍS BERNARDINO (assinem, por favor)

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Caro Luaty

   Nós, os subscritores desta carta, estamos em vários sectores da vida do nosso País, somos diferentes uns dos outros em muitas coisas, mas todos temos em comum valores fundamentais: liberdade, respeito pelos outros, solidariedade social até ao altruísmo, coerência. Este texto não se afastará destes princípios universais, por isso esta é uma mensagem que podia ser subscrita por qualquer Homem de boa vontade, aonde quer que esteja.

1. Começamos por lembrar que o nosso País, Angola, precisa, mais do que nunca, de jovens, e tu és um jovem; de pessoas com apurada preparação técnica e profissional – e este é o teu caso; de gente com grande sensibilidade aos problemas sociais do nosso Povo: assim és tu; de alguém com grande idoneidade e elevados princípios morais – e para quem conhece as tuas opções na vida e o teu quotidiano Angolano e acompanha o que se tem passado nos últimos 25 dias, esta é mais uma descrição da tua pessoa. Portanto o teu perfil é o do cidadão exemplar de que Angola precisa para ser uma nação feliz e próspera. Não nos podes faltar: a nós e a Angola!

2. Vamos abstrair-nos das causas que motivaram a vossa prisão (para nos mantermos na tónica dos universais): após três meses de prisão preventiva, a investigação terá sido feita, um processo de acusação foi elaborado e não foram aduzidas razões para manter, excepcionalmente, a prisão preventiva. À luz do Direito Angolano vocês deviam ter sido libertos, aguardando julgamento. A manutenção das medidas coercivas só pode explicar-se por uma “vendeta” do Executivo, que quer punir (extrajudicialmente) os jovens que têm posto em causa a governação do Presidente da Republica;

3. Contra esta prepotência que deixa transparecer com clareza a submissão do poder judiciário ao político, vocês reagiram iniciando uma greve da fome, na qual só tu persistes, provavelmente por grande força ideológica e por um princípio nobre de coerência e respeito por ti próprio.

4. Porque sabemos que a tua fibra de lutador te tem tornado inflexível mesmo perante os entes mais queridos que te têm rogado para cessares algo que cada vez mais te pode ser fatal; porque sabemos que o poder, ou pelo menos um certo poder, é por definição insensível - nós, no domínio dos princípios e da coerência a que dás prioridade, argumentamos que ao prolongares esse comportamento até às últimas consequências, estás a enfraquecer o campo dos que pensam como tu, estás a deixar sem resposta as acusações que te fizeram, estás, em resumo, a desistir da tua luta, ainda que de uma forma heróica.

5. Mas como referiu o escritor Moçambicano Mia Couto, numa recente homenagem com a presença do seu Presidente da Republica: “… Infeliz é o País que precisa de heróis …” O ideal é não precisarmos de heróis e muito menos de mártires… Queremos, sim ter a todo o momento, cidadãos exemplares na luta diária pela Democracia e pelo Bem do Povo Angolano. E tu és exemplar entre os exemplares.

Querido Luaty, queremos com esta mensagem desobrigar-te do teu compromisso. Rogamos-te para que termines a tua greve, para recuperares a tua força física e juntar-te a NÓS."

Luís Bernardino, Médico

Assinar em: https://www.facebook.com/events/433717973486565/

 

PLEASE SIGN THIS LETTER TO MAKE LUATY STOP HIS HUNGER STRIKE.

Today the Angolan newspaper Novo Jornal published the following letter written by Dr. Luís Bernardino to Luaty Beirão. We created a facebook event with the goal of collecting as many signatures we can get from those who support this message. SIGN BELOW ON COMMENTS. Your name will get to Luaty on a list attached to this letter.

SIGN AND SHARE!

We, the signatories of this letter, are from various walks of life in our country, and we are different from each other in many things, but we all have the same fundamental values in common: freedom, respect for others, social solidarity towards altruism, and a respect for coherence. This text will not depart from these universal principles, so this is a message that could be subscribed to by any man or woman of good will, wherever they may be.1. We start by remembering that our country, Angola, needs, more than ever, young people, and you are a young man; people with technique and professional preparation - and this is your case; of people with great sensitivity to the social problems of our people: something you possess; someone with great integrity and high moral principles - and for those who’ve followed your life options and your everyday life in Angola, and are aware of what has happened over the past 25 days, this is a description of your person. So, your profile is the model citizen that Angola needs to be a happy and prosperous nation. We, and Angola as a country, cannot be without you!

2. Let us abstract ourselves from the causes that led to your imprisonment (in keeping with the universal themes of this letter): after three months of preventive custody, the investigation will have been made, a prosecution process was developed and no reasons were put forward for maintaining you in preventive imprisonment. In light of the Angolan law, you all should have been released pending trial. Maintaining these coercive measures can only be explained as a "vendetta" by the Executive, who wants to (extra-judicially) punish young people who have questioned the governance of the President of the Republic;

3. Against this arrogant backdrop that clearly reveals the judiciary’s submission to the political power, you responded by starting a hunger strike, in which only you persist, presumably because your great ideological force and a noble principle of consistency and respect for yourself.

4. Because we know that your moral fiber as a fighter has made you become inflexible even towards your most loved ones who have begged you to cease an action that becomes more fatal by the day; because we know the power, or at least a certain power, is, by definition, insensitive – we, by considering the principles and coherence that you prioritize, argue that by prolonging this behavior until its final consequences, you are weakening the field of those that think as you do, you are leaving unanswered the accusations made to you, and you are, in short, giving up your fight, even if in a heroic way.

5. But as said by the Mozambican writer Mia Couto, in a recent tribute in presence of its President of the Republic: "... Unfortunate is the country that needs heroes..." Ideally, we do not need heroes and martyrs ... What we indeed want, at all times, is model citizens in the daily struggle for democracy and the wellness of the Angolan people. And you are a model citizen among the model citizens.
DEAR LUATYTHROUGH THIS MESSAGE, WE WISH TO RELIEVE YOU FROM YOUR COMMITMENT.WE ASK YOU TO TERMINATE YOUR STRIKE, TO REGAIN YOUR PHYSICAL STRENGTH AND TO

 

Sign in: https://www.facebook.com/events/433717973486565/

 

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por Augusta Clara às 18:30

Sexta-feira, 16.01.15

O filho de sua mãe - André Gago

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André Gago  O filho de sua mãe

 

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(Francisco, nos tempos em que todos andávamos à porrada)

 

   Começo por dizer que não faço ideia de quem seja a mãe do Francisco, que é actualmente o Papa, ou Sumo Pontífice, uma pessoa muito importante, que tem, como se diz, responsabilidades. Não sei quem é a mãe dele, nem quero saber. Francisco é maior e vacinado, e portanto responsável pelos seus actos: é com ele que tenho de me haver. E, mesmo que ele fosse menor, e tivesse ainda incompleta a caderneta das vacinas, também não me ocorreria chamar pela mãe dele em meu socorro, no caso de nos acharmos envolvidos naquilo a que se poderia chamar um diferendo.
Acontece que vivemos tempos perigosos, como sempre, e que, em virtude de acontecimentos trágicos recentes, a liberdade de expressão está na ordem do dia: desenhadores humorísticos foram assassinados por fazerem uso dela, os alegadamente visados (sublinhe-se alegadamente), não gostaram dos desenhos e mataram os seus autores. No rescaldo, meio-mundo e outros tantos líderes mundiais saiu para a rua a condenar o crime e em defesa desse valor fundamental, a liberdade de expressão — que se poderia chamar, simplesmente, liberdade.
Ora, não uma, nem duas, mas muitas vozes autorizadas, como soi dizer-se, entre as quais a de Francisco, veio lembrar, ou melhor dizendo, vieram lembrar-nos que defendem, que a liberdade tem limites. É um problema filosófico interessante, e suficientemente estudado. Mas a estas vozes interessa pouco a filosofia abstracta: elas apelam a que quem as ouve as entenda. Por isso, não definem quais são os limites (como poderiam?): limitam-se a dizer que há limites.
Isto é muito conveniente, precisamente porque depois se pode sempre ajustar o limite às conveniências de cada um, que é como quem diz de cada autoridade, de cada governo, de cada religião. Não são nunca os defensores dos limites que têm de fazer o sacrifício de se abster: são os outros que devem conformar-se.
Este senhor Francisco, que é um líder religioso importante, veio a público dar um exemplo: se se metem com a mãezinha dele, ele responde com um soco. É humano, justifica. Na verdade, nestes assuntos, não há nada que não seja humano, tal como não há nada mais humano que a miséria humana, se quisermos ser abrangentes. Mas o que este santo homem diz é que há limites, e que a violência é uma resposta adequada, em certas circunstâncias. Para ele, é quando lhe tocam na mãe. Ora, isto abre caminho a que, para outros, o limite seja, sei lá, um profeta, o partido ou o clube desportivo do coração. As hipóteses de escolha do que é para cada um sagrado são assim: ao contrário das liberdades, são ilimitadas. E, quem se mete com o que é sagrado, já sabe ao que vai. Ou não.
Quando era miúdo, acontecia uma coisa que ainda hoje me faz confusão: havia outros miúdos a quem podia chamar todos os nomes feios que conhecia, menos filho-da-puta. Se lhes chamasse isso — aprendi por experiência própria —, eles ficavam tão fulos como o Papa Francisco. Por exemplo: um latagão mais velho e mais forte roubava-me a colecção de cromos, atirava a minha mochila ao chão e dava-me uns safanões. Incapaz de lhe fazer frente em termos de força física, eu recorria aos nomes feios. A palavra contra a espada, quase se poderia dizer. Acontece é que ele se estava nas tintas para o que eu lhe chamasse, até eu lhe chamar filho-da-puta. Aí, a palavra, para meu espanto e desgraça, virava uma espada flamejante. O latagão, de olhos esgazeados, torcia-me o braço até ao limite da dor e, possuído por uma revolta que se diria legitimada no mais fundo de si (para mim incompreensível), obrigava-me a pedir desculpa por lhe ter insultado a mãezinha. Ora eu sabia que não lhe tinha insultado a mãezinha: limitara-me a utilizar um palavrão, aprendido entre tantos outros, para dar voz e expressão à minha revolta. O meu alvo era ele, e a mãezinha dele estava absolutamente fora do meu pensamento, até ele me falar dela e me dizer que ela não era para ali chamada. Não podia estar mais de acordo mas, para mim, ele é que tinha trazido a mãe à baila. E, com esse expediente, de agressor ele passara a vítima. Usando a força, é certo, mas graças à mãezinha, de ofensor passara a ofendido.
O tanas! À luz dos meus valores, que é como diz da minha maneira de ver as coisas, e remoendo muito sobre o sucedido, aquele tipo nunca me convenceu. Acho que ele instrumentalizou a mãezinha dele, e quase me atreveria a por a hipótese de ela, a mãe, não aprovar o comportamernto do filho, se a experiência não me tivesse ensinado que há mães que ainda são piores que os filhos que têm.
Para mim, o essencial é que eu recorrera a uma abstracção, a uma expressão corrente e comum, muito utilizada nos filmes americanos, para significar a minha revolta contra uma injustiça de que estava a ser vítima. O que percebi é que também os agressores não passam sem procurar impor limites à defesa das suas vítimas — e não é por razões desportivas.
Esta historieta quase faz esquecer as afirmações demasiado humanas do líder religioso Francisco, que de coração leve afirma que daria um soco a quem se metesse com a mãe dele. Um homem que dedica a vida a uma abstracção deífica não deixa de ser um homem, eis a verdade. Eu professo a abstracção das palavras: um palavrão não tem o sentido literal que o brutamontes que me roubou os cromos, bem como, se bem o entendi, o Papa Francisco, lhe querem atribuir. As palavras são meios, não fins. Uma afirmação, enredada nas malhas da dialéctica, facilmente se contradiz ou se rebate. Algumas palavras são punhais, é certo, mas o que nos fere é a mão que as empunha, e o que nos dói é a ferida que deixam aberta, não o seu valor intrínseco. Porque a palavra, ao contrário da violência e da morte, é sempre reversível, contraditável e desvalorizável. Eu acho que o que o líder religioso Francisco quis fazer foi bater o pé, amedrontando-nos, porque o medo é o melhor inimigo da liberdade e o maior amigo do obscurantismo. Mas o exemplo que utilizou, de tão comezinho, abre caminho para todas as fraquezas humanas. Para uns o limite é a mãe, para outros a religião, para outros ainda será a bandeira nacional ou o par de cornos: todos têm a sua desculpa para pregar um murro ou um tiro em quem entendam que passou dos limites — essa abstracção.

A palavra, as coisas que se dizem, são realmente armas de arremesso importante. É também por isso, pela palavra, que o mundo é um lugar perigoso, cheio de gente perigosa.

(na foto: Francisco, nos tempos em que todos andávamos à porrada)

 

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por Augusta Clara às 17:15



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