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Jardim das Delícias


Quinta-feira, 03.11.16

Luar do Sertão - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Luar do Sertão

 

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por Augusta Clara às 03:37

Domingo, 24.04.16

Casinha branca - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Casinha branca

 

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por Augusta Clara às 15:00

Quinta-feira, 17.03.16

A saudade mata a gente - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  A saudade mata a gente 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Sexta-feira, 04.09.15

Foguete - Maria Bethânia, Dona Canô e Caetano Veloso

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Maria Bethânia, Dona Canô e Caetano Veloso  Foguete

 

 

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por Augusta Clara às 20:00

Sexta-feira, 07.08.15

Teresinha - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Teresinha

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Domingo, 12.07.15

ESPECTÁCULO - Carta de Amor Ao Vivo - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Carta de Amor Ao Vivo

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Segunda-feira, 18.05.15

Fado - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Fado

 

 

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por Augusta Clara às 21:00

Domingo, 17.05.15

DVD de Maria Bethânia - Dentro do Mar Tem Rio, ao vivo

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Maria Bethânia  Dentro do Mar Tem Rio

 

 

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por Augusta Clara às 14:00

Quinta-feira, 14.05.15

O caminho - Eva Cruz

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Eva Cruz  O caminho

 

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(A autora fotografada pelo seu irmão Adão Cruz)

 

 

   Ervas rasteiras e espigadas, ladeadas de silvas e urtigas deixam descortinar o carreiro que foi caminho.

Algumas balcadas bem fundas, cavadas na terra pelas chuvas de muitos invernos, mantêm ainda o saibro luzidio, moldado pelas rodas dos carros de bois. Caminho esquecido que levava ao rio, à furna, à levada.

Os lameiros abandonados perderam a forma, cobertos de silvados a abraçar os combros e os choupos.

Não havia rasto de mão de lavrador ao redor, nem vestígio de passagem de gente.

A natureza inculta em toda a sua pujança e bravura.

À descoberta de lembranças e memórias de criança consegui chegar à fonte, que, ao fundo de umas roídas escaditas de pedra, cantarolava solitária no silêncio de todo o dia.

A água do tanque onde havia sempre lavadeiras estava coberta de limos e musgos verdes e vermelhos, acariciados por uma nuvem de insectos e borboletas. Ao lado redemoinhava o velho poço deixando ver os raizeiros grossos e negros.

Mais à frente, tentando abrir caminho por entre giestas e urzes começava o antigo carreiro que ia dar à ponte da Varziela.

Uma fraga enorme sempre a escorrer água teceu fantasias na cabeça das crianças durante gerações, ao criar um profundo eco do barulho do rio.

Era a pedra dos fantasmas.

Escutei uma vez mais esse misterioso cachoar nas entranhas daquela falésia, eco esquecido nas memórias perdidas no tempo e na natureza.

Não havia ainda calor bastante para despertar cobras e lagartos, pelo que me aventurei a caminhar até ao moinho.

Lá estavam, destelhadas e esboroadas, as casitas do moleiro, a levada solta a correr ao lado, as mós tombadas ao abandono e os troços de madeira da taramela e da moega.

O rio dava a volta às ruínas e continuava impante e indiferente, mais largo e mais fundo, o seu caminho para o lado do mar.

O caminho do rio é o mesmo.

O meu caminho, esse caminho da infância, foi desfeito pelo tempo.

Sem caminho, resta-me o caminho do rio.

O rio é tão meu como o caminho.

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por Augusta Clara às 14:00

Quarta-feira, 06.05.15

Primavera - Maria Bethânia

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Maria Bethânia  Primavera

(poema de Vinicius de Moraes/música de Carlos Lyra)

 

"Ai quem me dera eu pudesse ser a tua Primavera e depois morrer"

 

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por Augusta Clara às 21:00



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